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  • Volvo encerra 4 anos de gratuidade e começa a cobrar por recargas em sua rede de eletropostos; veja valores e novas taxas

    Volvo encerra 4 anos de gratuidade e começa a cobrar por recargas em sua rede de eletropostos; veja valores e novas taxas

    A Volvo anunciou o fim da gratuidade nas recargas de sua rede de eletropostos no Brasil, a partir de 15 de julho de 2026. A decisão encerra um ciclo de quatro anos de cobrança zero, iniciado em setembro de 2022 com a inauguração do primeiro eletroposto da marca em Cajati (SP). Até julho de 2024, todas as recargas eram gratuitas, independentemente da marca ou modelo do veículo.

    Avanço da rede e pioneirismo

    Desde então, a Volvo expandiu sua rede para mais de 1.400 eletropostos em todo o país, incluindo 75 carregadores rápidos (DC) e cerca de mil pontos de conveniência (AC). A iniciativa posicionou a marca como uma das pioneiras no setor de mobilidade elétrica no Brasil, atraindo não apenas proprietários de seus modelos, mas também de outras montadoras.

    Novas tarifas e taxas: o que muda?

    Os valores cobrados variam conforme o tipo de carregador. Para os carregadores rápidos (DC), a tarifa será de R$ 1,80 por kWh, enquanto os pontos de conveniência (AC) terão um custo de R$ 1,40 por kWh. Além disso, a Volvo introduzirá uma taxa de conectividade de R$ 0,30 por sessão e uma taxa de ociosidade de R$ 0,50 por minuto após 30 minutos de utilização do carregador, caso este não seja desconectado.

    Benefícios exclusivos para donos de Volvo

    Apesar do fim da gratuidade, a Volvo manterá vantagens para seus clientes. Proprietários de modelos elétricos e híbridos da marca terão descontos de 20% nas tarifas de energia e estarão isentos das taxas de conectividade e ociosidade. Além disso, terão prioridade de acesso aos carregadores em períodos de alta demanda.

    Impacto no mercado de veículos elétricos

    O fim da gratuidade pode acelerar a discussão sobre a viabilidade econômica da mobilidade elétrica no Brasil, onde a infraestrutura de recarga ainda é um desafio. Enquanto a Volvo busca monetizar seu investimento, outros fabricantes e operadores de eletropostos devem acompanhar de perto a reação do mercado. A medida também reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a expansão da rede, como subsídios ou redução de impostos sobre energia para veículos elétricos.

  • Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    A Volvo, tradicional fabricante sueca controlada pelo conglomerado chinês Geely, conseguiu uma brecha legal para manter suas operações nos Estados Unidos, mesmo utilizando tecnologia desenvolvida na China em seus veículos elétricos e conectados. A autorização, concedida em 28 de maio de 2026 pelo Office of Information and Communications Technology and Services (ICTS), permite que a empresa continue importando e comercializando seus modelos no mercado norte-americano, que passou a impor regras mais rígidas contra componentes de origem chinesa.

    Geely fornece tecnologia, mas regulação não atinge a Volvo

    Embora a Volvo não seja uma empresa chinesa, o controle acionário da Geely garante acesso a toda a cadeia tecnológica desenvolvida no país asiático. Modelos elétricos recentes, como o XC60 e o XC70, são fabricados na China e equipados com sistemas digitais avançados produzidos lá. No entanto, diferentemente de outras montadoras estrangeiras que enfrentam barreiras, a Volvo obteve uma autorização específica após um processo junto ao Departamento de Comércio dos EUA, evitando a interrupção de suas vendas no maior mercado automotivo do mundo.

    Autorização temporária ou estratégica?

    Em comunicado oficial, a Volvo afirmou que a licença concedida pelo ICTS permitirá a continuidade de seus planos de crescimento nos EUA. A empresa não detalhou a duração da autorização, mas a decisão sinaliza que Washington pode estar avaliando casos específicos, especialmente quando há interesses estratégicos em jogo. Analistas sugerem que a montadora sueca pode ter apresentado argumentos convincentes sobre a origem de seus componentes ou sobre a impossibilidade de substituir rapidamente fornecedores chineses.

    Consequências para o setor automotivo

    A decisão da Volvo contrasta com o cenário de restrições cada vez mais frequentes impostas pelo governo norte-americano a tecnologias estrangeiras, sobretudo aquelas vinculadas a empresas chinesas. Enquanto gigantes como a Tesla e a Ford enfrentam dificuldades para integrar softwares e hardwares chineses em seus veículos, a Volvo conseguiu se posicionar como uma exceção. O episódio levanta dúvidas sobre a aplicação uniforme das regras e pode servir de precedente para outras montadoras que dependem de cadeias globais de fornecimento.