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  • Waymo acusa Tesla: câmeras sozinhas não garantem segurança em direção autônoma

    Waymo acusa Tesla: câmeras sozinhas não garantem segurança em direção autônoma

    A disputa pelo futuro da direção autônoma ganha contornos mais acalorados com as críticas da Waymo à abordagem da Tesla. Em evento promovido pela Y Combinator, Dmitri Dolgov, co-CEO da empresa especializada em veículos autônomos, foi categórico: sistemas orientados exclusivamente por câmeras, como o Tesla Vision, não são capazes de garantir um nível de segurança compatível com a condução totalmente autônoma.

    Sensores adicionais são essenciais, segundo especialista

    A Waymo, que utiliza uma combinação de câmeras, LiDAR e radares em seus veículos para mapear o ambiente com precisão e aumentar a confiabilidade, defende que cada sensor desempenha um papel específico na detecção de obstáculos, sinalização e condições adversas — algo que, na visão de Dolgov, a Tesla ainda não conseguiu replicar apenas com câmeras.

    Waymo e Tesla: trajetórias distintas no autônomo

    Fundada em 2009 como um projeto do Google e hoje independente sob a Alphabet, a Waymo acumula anos de experiência em testes e implementação de tecnologias autônomas. Enquanto a Tesla aposta em um modelo mais enxuto — baseado em câmeras e inteligência artificial —, a abordagem da Waymo prioriza a redundância e a diversidade de dados para mitigar erros. Dolgov, um dos principais nomes por trás da tecnologia da empresa, reforçou essa diferença ao apontar que a dependência exclusiva de câmeras limita a capacidade de percepção dos veículos em situações complexas, como neblina, chuva intensa ou ambientes urbanos densos.

    O que falta para a Tesla alcançar o nível 5 de autonomia?

    Ainda que a Tesla já ofereça recursos avançados de direção assistida, como o Full Self-Driving (FSD), a empresa ainda não atingiu o nível 5 de autonomia, que permitiria operação sem intervenção humana em qualquer condição. Especialistas do setor destacam que, sem a integração de sensores como LiDAR — já testado pela Tesla em versões anteriores —, a margem de erro pode ser maior, especialmente em cenários imprevisíveis. A crítica de Dolgov, portanto, não é apenas técnica, mas uma advertência sobre os riscos de se pular etapas em busca de soluções simplificadas.

  • Amazon inicia era dos robotáxis: Zoox recebe aval para cobrar por corridas autônomas nos EUA

    Amazon inicia era dos robotáxis: Zoox recebe aval para cobrar por corridas autônomas nos EUA

    A Zoox, subsidiária da Amazon especializada em mobilidade autônoma, deu um passo decisivo na última quarta-feira (29/07/2026) ao receber a aprovação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) para comercializar viagens em seus robotáxis.

    O veículo, que dispensa completamente controles manuais — como volante e pedais —, será lançado comercialmente em Las Vegas ainda em agosto, com expansão já programada para Dallas, Phoenix e Austin nos meses seguintes. A autorização é inédita nos EUA e marca a primeira vez que um automóvel 100% autônomo recebe permissão para cobrar por serviços de transporte.

    Um marco regulatório para a mobilidade autônoma

    A decisão da NHTSA reflete o avanço acelerado das tecnologias de condução autônoma, mas também impõe rigorosos protocolos de segurança. Segundo comunicado da agência, a aprovação busca “equilibrar inovação com proteção ao consumidor”, após anos de testes que envolveram milhões de quilômetros rodados em condições reais.

    A Zoox, fundada em 2014 e adquirida pela Amazon em 2020, já contava com meio milhão de usuários cadastrados aguardando o início das operações tarifadas. Seu modelo de negócio, que dispensa o assento do motorista, promete reduzir custos operacionais e otimizar a eficiência das frotas — uma vantagem competitiva frente a concorrentes como a Waymo, que opera serviços autônomos em cidades como San Francisco e Los Angeles desde 2023.

    Diferencial: design e performance

    O robotáxi da Zoox se destaca pelo formato quadrado, bidirecional e sem frente traseira definida, projetado para maximizar a capacidade de passageiros e facilitar manobras em ambientes urbanos densos. Equipado com sensores LiDAR e inteligência artificial de última geração, o veículo já acumulou dados suficientes para garantir segurança em diversos cenários, desde estradas desertas até cruzamentos movimentados.

    Enquanto a Waymo optou por adaptar veículos convencionais (como minivans Chrysler Pacifica e Jaguars i-Pace), a Zoox desenvolveu sua plataforma desde a concepção como um táxi autônomo — uma estratégia que pode ditar novos padrões para o setor nos próximos anos.