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  • Redmi A7 Pro chega ao Brasil com bateria de 6.000 mAh e tela de 120 Hz por R$ 1.899,99

    Redmi A7 Pro chega ao Brasil com bateria de 6.000 mAh e tela de 120 Hz por R$ 1.899,99

    No dia 24 de julho de 2026, a Xiaomi oficializou no Brasil o lançamento do Redmi A7 Pro, um celular que combina bateria de longa duração, tela de alta taxa de atualização e preço acessível. O dispositivo chega ao mercado com o valor sugerido de R$ 1.899,99, posicionando-se como uma opção para consumidores que priorizam autonomia e desempenho moderado.

    Bateria de 6.000 mAh e carregamento reverso

    O grande destaque do Redmi A7 Pro é sua bateria de 6.000 mAh, capaz de oferecer mais de um dia de uso contínuo, segundo a fabricante. Além da capacidade generosa, o aparelho suporta recarga de 15 W e inclui carregamento reverso com fio, funcionando como um power bank portátil. A Xiaomi garante que a bateria mantém mais de 80% de sua capacidade após mil ciclos de carregamento.

    Tela de 120 Hz e processador UNISOC T7250

    O smartphone chega ao Brasil com uma tela de 120 Hz, proporcionando maior fluidez na navegação e em jogos leves. Internamente, o Redmi A7 Pro é equipado com um processador octa-core UNISOC T7250, combinado com o HyperOS 3, baseado no Android 16. Essa configuração busca equilibrar eficiência energética e desempenho para tarefas cotidianas.

    Câmera dupla e certificação Anatel

    A parte traseira do aparelho abriga um módulo duplo de câmeras, com sensor principal de 13 MP. O dispositivo já havia sido homologado pela Anatel em abril de 2026, quando a fabricante também certificou o Poco C81. O Redmi A7 Pro chega ao mercado brasileiro como uma alternativa para quem busca um celular com boa relação custo-benefício, sem abrir mão de recursos modernos como tela fluida e bateria de longa duração.

  • Xiaomi YU7 GT autônomo bate recorde no Nürburgring, mas deixa claro: ainda há muito chão pela frente

    Xiaomi YU7 GT autônomo bate recorde no Nürburgring, mas deixa claro: ainda há muito chão pela frente

    Um marco, mas com ressalvas: o YU7 GT no comando

    Na última quarta-feira, a Xiaomi realizou mais uma demonstração de seu avanço em direção à mobilidade autônoma ao completar uma volta no lendário circuito de Nürburgring, na Alemanha, sem motorista. O SUV elétrico YU7 GT, equipado com o Pacote Pista — que incluiu gaiola de proteção, bancos esportivos e pneus semi-slick —, cravou o tempo de 10 minutos, 29 segundos e 483 milissegundos no traçado Nordschleife, de mais de 20 km. Contudo, a façanha, embora inédita para um veículo de produção, revelou o quão longe ainda estamos de sistemas 100% autônomos.

    Tecnologia a serviço da autonomia: sensores e ajustes

    Para atingir o recorde, a Xiaomi não mediu esforços. O YU7 GT foi equipado com um arsenal tecnológico: um sensor lidar, 11 câmeras de alta resolução e 12 radares ultrassônicos, formando a base do sistema de condução autônoma da marca, ainda em desenvolvimento. A remoção do banco traseiro e a instalação de componentes de performance visavam não apenas otimizar o peso, mas também testar a capacidade do veículo em lidar com as exigências físicas e dinâmicas da pista alemã.

    O que o recorde não diz: os desafios da autonomia plena

    Embora o feito seja notável, especialistas e entusiastas do setor são unânimes: o YU7 GT ainda depende de condições controladas para operar. A pista do Nürburgring, com suas curvas técnicas, variações de altitude e superfícies irregulares, é um dos ambientes mais hostis para testes de direção autonômica. O tempo registrado, embora impressionante para um carro sem motorista, está longe dos padrões humanos de elite — e sequer se aproxima dos tempos de pilotos profissionais em veículos convencionais. Além disso, a dependência de sensores e câmeras levanta questões sobre a robustez do sistema em situações adversas, como chuva, neblina ou tráfego intenso.

    Implicações para o futuro da mobilidade

    A demonstração da Xiaomi serve como um termômetro para o estado da arte em direção autônoma. Para a indústria, o recorde é mais um passo em um caminho repleto de incertezas e marcos parciais. Enquanto empresas como Tesla, Waymo e Mobileye apostam em diferentes abordagens — de sistemas baseados em câmeras a soluções híbridas —, a Xiaomi reforça que o caminho para a autonomia nível 4 ou 5 ainda é longo. O YU7 GT, afinal, não é um carro pronto para as ruas de qualquer cidade: é uma plataforma de testes disfarçada de veículo esportivo.

    O que esperar nos próximos anos?

    O desenvolvimento do software de condução autônoma da Xiaomi, alimentado por dados como os coletados nesta volta, deve acelerar a evolução dos algoritmos. No entanto, a transição para sistemas verdadeiramente independentes exigirá não apenas avanços técnicos, mas também uma regulamentação clara e infraestrutura adaptada. Por enquanto, o YU7 GT permanece como um símbolo do potencial — e das limitações — da autonomia no século XXI.

  • Carros elétricos na China: preços disparam após colapso na cadeia de suprimentos e guerra de chips

    Carros elétricos na China: preços disparam após colapso na cadeia de suprimentos e guerra de chips

    A China, epicentro da revolução dos carros elétricos, enfrenta um paradoxo: após uma brutal guerra de preços que obrigou o governo a intervir, os consumidores agora pagam mais caro pelos veículos. Mais de 15 montadoras, incluindo gigantes como BYD, Xiaomi, Volkswagen e Toyota, anunciaram reajustes nas tabelas ou em pacotes de equipamentos opcionais. A justificativa é unânime: o encarecimento abrupto na cadeia de suprimentos, agravado pela disputa por recursos escassos no mercado global.

    A guerra dos chips e o desvio da IA: como a inteligência artificial afundou a indústria automotiva

    A explosão da demanda por servidores de inteligência artificial generativa — impulsionada pela corrida tecnológica entre EUA, China e Europa — desviou o foco da produção de semicondutores para setores mais rentáveis. O resultado foi uma escassez histórica de chips, com reflexos diretos na fabricação de veículos conectados. Segundo dados da SemiAnalysis, os preços de componentes como memória RAM DDR5 subiram até 300% em três meses, enquanto os custos de armazenamento em chips de alto desempenho dispararam 180%.

    Para as montadoras, essa conta é brutal: um veículo elétrico moderno depende de dezenas de chips para funções como ADAS (sistemas avançados de assistência), conectividade 5G e gerenciamento de baterias. A BYD, por exemplo, repassou parte desse custo ao consumidor no pacote opcional de assistência à condução (ADAS), que saltou de US$ 1.500 para US$ 1.800. Já o sedã Xiaomi SU7, lançado em 2024, teve um aumento linear de US$ 600 em todas as versões, segundo anúncio da empresa em outubro de 2025.

    Lítio, cobre e alumínio: o custo escondido das baterias

    Enquanto a crise dos semicondutores abala a produção, a alta do lítio — matéria-prima indispensável para as baterias — atinge patamares recordes. A tonelada do mineral, que custava US$ 11.000 em julho de 2025, chegou a US$ 29.400 em outubro (alta de 167%), segundo a Benchmark Mineral Intelligence. O cobre e o alumínio, essenciais para fios e estruturas dos veículos, também registraram recordes: o cobre atingiu US$ 12.000 por tonelada, enquanto o alumínio superou US$ 3.500.

    Juntos, esses metais adicionam US$ 300 (R$ 1.500) ao custo de fabricação de um carro elétrico de porte médio. Fabricantes como NIO e Geely já confirmaram que os aumentos serão repassados integralmente aos preços finais, enquanto outras, como a Tesla China, ainda avaliam estratégias para evitar perdas nas margens — que, segundo a Goldman Sachs, já estão em 3,2%, o menor patamar da década.

    O paradoxo chinês: de preços mínimos a inflação forçada

    A escalada dos custos surge após uma guerra de preços sem precedentes no mercado chinês, que levou várias montadoras a venderem veículos abaixo do custo para ganhar participação de mercado. Em 2024, a BYD chegou a oferecer descontos de até 20% em modelos como o Seal, enquanto a Xiaomi entrou no setor com preços agressivos, como o SU7 a US$ 25.000 — metade do valor de um equivalente europeu.

    O governo chinês, preocupado com a saúde financeira do setor, pressionou as empresas a reduzirem os descontos e estabilizarem os preços. Agora, com os custos em disparada, as montadoras não têm escolha: ou aceitam margens de lucro cada vez menores ou repassam os aumentos. A Volkswagen China, por exemplo, anunciou que seus modelos ID.4 e ID. Buzz terão reajustes entre 8% e 12% a partir de novembro, enquanto a Toyota confirmou aumento de US$ 1.200 em seu modelo elétrico bZ4X.

    Efeitos dominó: como a China afeta o Brasil e o mundo

    A inflação nos preços dos carros elétricos chineses não se limita ao mercado local. Com a China dominando 60% da produção global de veículos elétricos e 80% das baterias, os reflexos são inevitáveis. Em setembro de 2025, a BYD já reduziu em 15% os descontos oferecidos no Brasil para seus modelos Dolphin e Atto 3, enquanto a Changan anunciou que os preços dos veículos importados serão reajustados em até 10% até o final do ano.

    Para os consumidores brasileiros, a notícia é ruim: além da alta dos preços, a oferta de financiamentos com juros zero — um dos principais atrativos do mercado — está sendo reduzida. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, já limitou os prazos de financiamento de 84 para 60 meses, o que encarece as parcelas mensais. Especialistas como Luiz Carlos Moraes, analista da XP Investimentos, alertam: “Se a China mantiver essa tendência, os carros elétricos podem perder competitividade frente aos modelos a combustão, mesmo com os incentivos governamentais”.