Autor: Roberto Neves

  • Stellantis aposta em 24 híbridos plenos até 2030: Jeep, Fiat e rivais aceleram corrida por tecnologia que promete até 40% menos emissões

    Stellantis aposta em 24 híbridos plenos até 2030: Jeep, Fiat e rivais aceleram corrida por tecnologia que promete até 40% menos emissões

    A virada estratégica da Stellantis na eletrificação ganhou contornos definitivos com o anúncio de 24 carros híbridos plenos (HEV) até 2030, uma guinada que coloca o grupo ítalo-franco-americano de frente com gigantes do setor como Toyota, Hyundai e Kia. O plano, revelado durante o Investor Day 2026, marca o abandono gradual dos híbridos leves (MHEV) e plug-in (PHEV) — tecnologias já adotadas em modelos como os SUVs da Leapmotor — em favor de sistemas mais robustos, com baterias de maior capacidade e maior tempo de funcionamento em modo 100% elétrico.

    O que muda com os híbridos plenos?

    Os novos HEVs da Stellantis prometem reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO₂ em até 40% em comparação aos modelos térmicos atuais, graças a um sistema que combina motor elétrico e térmico de forma paralela — como nos pioneiros Toyota Prius e Honda Civic Hybrid. Diferentemente dos híbridos leves, que apenas auxiliam o motor a combustão, ou dos plug-in, que dependem de recarga externa, os HEVs recarregam suas baterias via frenagem regenerativa e pelo próprio motor térmico, dispensando tomadas. A tecnologia já é adotada por marcas como Nissan (com o Kicks e Versa), Renault (Clio E-Tech) e até mesmo a Dacia, que surpreendeu o mercado com o Sandero ECO-G 140.

    Stellantis mira Europa e América do Sul — mas exclui algumas marcas

    Embora a montadora não tenha revelado quais modelos ou marcas serão contemplados — apenas indicou segmentos B (compactos), C (médios) e D (grandes) — é provável que as novidades abranjam marcas como Jeep (especialmente em picapes e SUVs), Fiat (com foco em utilitários como a Strada), Citroën e Opel. A exceção pode ser Maserati, Dodge e RAM, que seguem apostando em elétricos puros ou extensores de autonomia (EREV), além da Leapmotor, já focada em NEVs (veículos elétricos com ou sem extensor).

    O anúncio faz parte do plano FaSTLAne 2030, que prevê mais de 60 lançamentos globais até o final da década. A estratégia é clara: competir não apenas com os asiáticos, mas também com a Volkswagen e a Mazda, que já sinalizaram adesão aos HEVs nos próximos anos. Para os consumidores, a novidade pode significar preços mais acessíveis que os plug-in e maior praticidade que os elétricos puros — sem a necessidade de estações de recarga.

    Corrida tecnológica: Stellantis acelera para não ficar para trás

    A Stellantis não é a primeira a apostar nos HEVs. Marcas como Ford (com o Kuga Hybrid), Mitsubishi (Outlander PHEV, que pode operar como HEV) e até a chinesa GWM já oferecem a tecnologia. No entanto, o grupo europeu-asiático-americano tem um desafio extra: equilibrar a transição para eletrificação com a herança de modelos icônicos movidos a gasolina ou diesel, como os jipes Jeep Wrangler ou as picapes RAM. A aposta nos HEVs pode ser a ponte perfeita — barata o suficiente para atrair o público geral, mas avançada o suficiente para cumprir metas ambientais.

    Enquanto isso, no Brasil, onde a discussão sobre incentivos fiscais para híbridos ainda engatinha, a novidade chega em um momento crucial. Com a frota de veículos elétricos ainda tímida (menos de 1% das vendas em 2025), os HEVs poderiam se tornar a opção mais viável para quem busca redução de emissões sem abrir mão da autonomia. Resta saber se a Stellantis será rápida o suficiente para lançar modelos competitivos — ou se, como no caso dos elétricos, ficará atrás de rivais mais ágeis.

  • Sexta-feira de futebol ao vivo: Final da Copa da França, clássico italiano e duelos emocionantes no Brasil

    Sexta-feira de futebol ao vivo: Final da Copa da França, clássico italiano e duelos emocionantes no Brasil

    O calendário futebolístico desta sexta-feira (22/05) reserva uma maratona de emoções para os torcedores, com jogos espalhados por quatro continentes e múltiplas competições. Dos gramados europeus às arenas brasileiras, a programação promete manter os fãs grudados nas telas, seja por transmissões ao vivo ou coberturas exclusivas.

    O show europeu: Final da Copa da França e clássico italiano em alta tensão

    A Europa entra em campo cedo com a final da Copa da França entre Lens e Nice, às 16h, um duelo que promete definir o campeão nacional com direito a drama e viradas. Enquanto isso, na Itália, o clássico Fiorentina x Atalanta (15h45) promete agitar a Serie A Italiana, com transmissão exclusiva no Disney+.

    Mas não para por aí: a Eredivisie Feminina traz o confronto entre Heerenveen x Ajax (15h), enquanto a 2.Bundesliga alemã terá o embate entre Rot-Weiss Essen e Greuther Fürth (15h30), ambos disponíveis no YouTube via GOAT.

    O Brasil acorda com futebol: Série B e Brasileirão Feminino em foco

    Por aqui, a atenção se volta para o Náutico x Cuiabá (19h) na Série B brasileira, uma partida que pode definir o rumo da tabela. Já no Brasileirão Feminino, o grande destaque é o Internacional x Flamengo (21h30), transmitido ao vivo pela SporTV, um duelo que promete mostrar a força do futebol feminino no país.

    E não podemos esquecer das outras competições nacionais: a Liga Nacional de Futsal terá dois jogos simultâneos às 19h, com São José x Tubarão e América de Natal x Juventude, ambos disponíveis no YouTube e no canal oficial da LNF.

    Jogos internacionais: Do México ao Uruguai, passando pela NWSL

    O futebol internacional também brilha nesta sexta. O amistoso entre México x Gana (16h) será transmitido pelo Disney+, enquanto o Campeonato Uruguaio terá o jogo Liverpool-URU x Racing Montevideo (19h30) ao vivo no mesmo canal. Nos Estados Unidos, a NWSL coloca em campo o Boston Legacy x Seattle Reign (21h) pela liga feminina, disponível no GOAT.

    Onde assistir: Canais e plataformas para não perder nenhum lance

    A diversidade de transmissões reflete a globalização do futebol. Para os jogos europeus e internacionais, as plataformas como YouTube (GOAT e SportyNet Brasil), Disney+ e SportyNet são as principais opções. Já no Brasil, os canais SporTV e Premiere dominam a cobertura do futebol nacional, enquanto a LNF mantém seus jogos acessíveis via YouTube.

    Seja para acompanhar a final da Copa da França, torcer pelo time brasileiro ou explorar novas ligas, a programação de hoje oferece opções para todos os gostos. Fique atento aos horários e prepare-se para uma noite de puro futebol!

  • Mato Grosso lidera revolução na pecuária: abate precoce impulsiona exportações e reduz emissões

    Mato Grosso lidera revolução na pecuária: abate precoce impulsiona exportações e reduz emissões

    Do pasto ao mercado global: a transformação da pecuária mato-grossense

    Em apenas duas décadas, Mato Grosso reescreveu as regras da pecuária brasileira. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que, entre janeiro e abril de 2026, 44% dos bovinos abatidos no estado tinham até 24 meses de idade — um recorde histórico na série iniciada em 2006, quando esse percentual mal atingia 2%. A revolução não se limita à velocidade do abate: ela redefine a competitividade do setor, aproximando o Brasil de um padrão de produção globalmente exigido.

    Genética, nutrição e sustentabilidade: os pilares do novo modelo

    A modernização do setor passa por investimentos estratégicos em três frentes. Primeiro, a genética: raças mais precoces e adaptadas ao clima tropical, como a Angus e a Nelore com melhoramento genético, reduziram em até 30% o tempo de engorda. Segundo, a nutrição: dietas balanceadas à base de grãos e suplementos, aliadas a sistemas de confinamento mais eficientes, elevaram a conversão alimentar dos animais. Por fim, a sustentabilidade: animais abatidos mais cedo permanecem menos tempo no sistema, diminuindo a emissão de metano — um gás 25 vezes mais potente que o CO₂ no efeito estufa. “É um ciclo virtuoso”, explica Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). “Ganhamos em qualidade, eficiência e responsabilidade ambiental.”

    Exportações batem recorde: como o abate precoce virou moeda de negociação internacional

    Os números de exportação de abril de 2026 confirmam a tese: Mato Grosso embarcou 84,1 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume 18,98% maior que em 2025 e 2,1% superior ao registrado em março. A receita chegou a US$ 408,66 milhões, com alta de 47,86% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado, que já detinha 24,62% da participação nacional nas exportações de carne bovina, consolidou-se como o principal fornecedor do produto para o mundo. E a China, maior comprador, comprou 59% de tudo o que Mato Grosso exportou no mês — um sinal claro de que a estratégia atende às demandas de um mercado cada vez mais exigente com qualidade e rastreabilidade.

    O desafio da padronização: por que a carne brasileira conquistou o paladar asiático

    A maciez e a uniformidade da carne matogrossense são apontadas como fatores decisivos para a preferência chinesa. Segundo o Imac, o abate precoce garante cortes mais homogêneos, com menor teor de gordura e maior marmoreio, características alinhadas às preferências orientais. “Antes, a carne brasileira era vista como dura e com muitas variações de qualidade. Hoje, entregamos um produto que compete de igual para igual com a carne australiana ou americana”, destaca Andrade. Além disso, o sistema de rastreabilidade implantado no estado atende aos protocolos sanitários chineses, eliminando barreiras não tarifárias que antes dificultavam as exportações.

    O futuro da pecuária brasileira: lições de Mato Grosso

    O modelo mato-grossense serve de laboratório para o restante do país. Enquanto outras regiões ainda enfrentam gargalos logísticos e de sanidade, Mato Grosso demonstra que é possível aliar produtividade, sustentabilidade e acesso a mercados premium. Especialistas do setor, porém, alertam: o sucesso depende de investimentos contínuos em tecnologia e da formação de mão de obra qualificada. “Não é apenas uma questão de abater animais mais jovens”, pondera um analista do setor, “é preciso garantir que toda a cadeia — do produtor ao frigorífico — esteja preparada para essas mudanças”. Com exportações batendo recordes e uma pegada de carbono cada vez menor, Mato Grosso não apenas lidera a pecuária brasileira: ele está redefinindo seus limites.

  • Funcafé direciona R$ 7,3 bilhões para a safra 2026/2027: recursos garantem fôlego ao setor cafeeiro diante de crises climáticas e de mercado

    Funcafé direciona R$ 7,3 bilhões para a safra 2026/2027: recursos garantem fôlego ao setor cafeeiro diante de crises climáticas e de mercado

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial da União (DOU), a portaria que define a destinação de R$ 7,368 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento da safra 2026/2027. O montante, aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em março de 2026, representa um reforço estratégico para um dos setores mais relevantes da agropecuária brasileira: a cafeicultura.

    A divisão dos recursos: prioridades do Funcafé para o setor

    Dos R$ 7,368 bilhões liberados, a linha de Comercialização lidera os investimentos, com R$ 2,713 bilhões (37% do total). Essa modalidade é crucial para sustentar os preços do café no mercado interno e externo, evitando prejuízos decorrentes de oscilações de oferta e demanda. Em seguida, a Aquisição de Café — destinada a todos os elos da cadeia, da produção ao consumo — recebeu R$ 1,708 bilhão (23%), garantindo liquidez ao setor.

    Para o Custeio das lavouras, foram alocados R$ 1,616 bilhão (22%), cobrindo despesas operacionais como adubos, defensivos e mão de obra. O Capital de Giro dos produtores foi contemplado com R$ 1,150 bilhão (16%), enquanto a Recuperação de Cafezais — essencial para a manutenção da produtividade — teve R$ 180 milhões (2%).

    O papel do Funcafé como esteio da cafeicultura brasileira

    Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, os recursos do Funcafé são fundamentais para assegurar liquidez, previsibilidade e resiliência ao setor. Em um cenário global marcado por mudanças climáticas e pressões de mercado, o Fundo atua como um colchão financeiro para os cafeicultores, permitindo que enfrentem crises sem comprometer a produção. Além disso, parte dos recursos é investida em pesquisa, capacitação e promoção do café brasileiro por meio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

    Essas iniciativas visam elevar a qualidade, sustentabilidade e competitividade do café nacional no exterior, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador mundial do grão. A estratégia inclui o desenvolvimento de variedades mais resistentes, técnicas de manejo sustentável e ações de marketing internacional.

    Chamamento público: seleção de agentes financeiros

    Além da portaria com os valores, o Mapa publicou edital para a contratação de instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural. Essas entidades serão responsáveis por operacionalizar os financiamentos, distribuindo os recursos conforme critérios a serem definidos em ato normativo próprio. A seleção priorizará bancos com expertise em agropecuária, capazes de agilizar o acesso dos produtores aos valores.

    Perspectivas para o setor: entre desafios e oportunidades

    Os números anunciados chegam em um momento crítico para a cafeicultura. A quebra de safras em regiões como o Cerrado Mineiro, afetadas pela seca e geadas, e a volatilidade dos preços internacionais exigem ações rápidas do governo. Os R$ 7,368 bilhões do Funcafé chegam como um alívio para produtores endividados e uma aposta na retomada do crescimento do setor.

    Para especialistas, o sucesso da medida dependerá da agilidade na liberação dos recursos e da transparência na fiscalização de seu uso. A expectativa é que, com o financiamento garantido, os cafeicultores possam investir em tecnologias de irrigação, manejo integrado de pragas e práticas agroecológicas, alinhando produtividade e sustentabilidade.

  • Chuvas em MG: Governo Federal libera R$ 75,3 milhões para reconstrução em Juiz de Fora e Ubá

    Chuvas em MG: Governo Federal libera R$ 75,3 milhões para reconstrução em Juiz de Fora e Ubá

    O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (20), a liberação de um crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para o pagamento do Auxílio Reconstrução a moradores de Juiz de Fora e Ubá, cidades mineiras devastadas pelas fortes chuvas de fevereiro. A Medida Provisória nº 1.361, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, destina os recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela execução do benefício.

    O que muda com a nova verba?

    O montante será aplicado no pagamento de parcelas únicas de R$ 7,3 mil a cada família cadastrada, ampliando o alcance do auxílio já concedido a 3.099 beneficiários. Até o momento, o governo já desembolsou mais de R$ 22,5 milhões, mas a continuidade dos repasses depende da comprovação de danos materiais ou perdas sofridas nas áreas afetadas — sejam elas inundadas, danificadas por enxurradas ou atingidas por deslizamentos.

    Critérios e processamento dos pagamentos

    A concessão do auxílio exige a verificação das informações enviadas pelas prefeituras locais e a autodeclaração do responsável familiar. O cadastro é realizado pelas administrações municipais, e o beneficiário deve confirmar os dados na plataforma Gov.br. Caso haja pendências, é necessário regularizar as informações junto à prefeitura para evitar bloqueios no recebimento.

    O último lote de pagamentos foi efetuado na terça-feira (19), com 263 novas famílias contempladas. Segundo o ministério, um novo grupo de beneficiários já está em fase de análise, com previsão de confirmação dos habilitados ainda nesta semana.

    Como funciona o Auxílio Reconstrução?

    O benefício é pago em parcela única pela Caixa Econômica Federal, depositado em conta poupança social digital aberta automaticamente em nome do titular — ou em outra conta do mesmo banco, desde que não haja descontos ou compensações por dívidas anteriores. Importante: apenas um integrante da família pode receber o valor, e o beneficiário não precisa comparecer a agências bancárias para resgatar o montante.

  • Honda City 2027 chega com visual de cupê e híbrido: veja o que muda no Brasil

    Honda City 2027 chega com visual de cupê e híbrido: veja o que muda no Brasil

    O Honda City 2027 acaba de ser apresentado no mercado indiano, marcando a segunda atualização da quinta geração do modelo com um design renovado e agressivo, inspirado diretamente no cupê Prelude — que também estreia no Brasil ainda este ano. A novidade mais aguardada pelos consumidores brasileiros é a chegada iminente do sedã e hatchback ao país, após meses de testes com protótipos camuflados nas ruas.

    Apostas da Honda: menos conservador, mais visual

    A Honda decidiu romper com o estigma de veículo pacato que acompanhava o City, apostando em linhas dinâmicas e um pacote de equipamentos revisado. A reestilização não se limita a detalhes: a frente ganha faróis de LED afilados e interligados por uma barra luminosa contínua, enquanto o logotipo da marca foi reposicionado para a seção superior do capô, imitando o estilo do Prelude. A grade em padrão de colmeia, antes central, agora é substituída por uma barra inferior mais discreta.

    Dimensões e traseira: o que mudou na prática?

    O redesenho externo adicionou três centímetros ao comprimento total do veículo, que agora mede 4,57 metros. A largura (1,74 m) e altura (1,47 m) permanecem inalteradas, garantindo que as proporções familiares sejam mantidas. Na traseira, os destaques ficam por conta de um extrator inferior redesenhado, lanternas com lentes translúcidas e novos refletores nas extremidades — tanto no sedã quanto no hatch.

    Interior conectado: tela de 10,1 polegadas e câmera 360°

    A Honda respondeu às críticas sobre a conectividade do modelo anterior com uma nova central multimídia de 10,1 polegadas, flutuante para melhor ângulo de visão. O sedã ainda recebe um sistema de câmeras com visão 360 graus para facilitar manobras, além de bancos dianteiros com ventilação. A versão de entrada, LX, já inclui chave presencial, um upgrade para quem busca praticidade.

    Motorização: híbrido promete 27,2 km/l, mas flex segue sem previsão de substituição

    A Honda mantém o motor 1.5 flex para o City no Brasil, sem sinais de que a versão híbrida chegará ao mercado nacional — pelo menos por enquanto. A boa notícia vem do mercado indiano, onde o modelo híbrido já está disponível e promete uma economia de combustível de 27,2 km/l, um salto significativo em relação aos atuais 15,4 km/l do flex. No entanto, a fabricante ainda não confirmou se essa tecnologia será estendida à América Latina.

    Chegada ao Brasil: timing e expectativas

    Embora a estreia oficial tenha ocorrido na Índia, o Honda City 2027 já circula pelas ruas brasileiras em versão camuflada há meses. A expectativa é que a atualização chegue ao mercado nacional ainda em 2024, inicialmente nas versões sedã e hatchback. A estratégia da Honda parece clara: reposicionar o City como uma opção mais atraente visualmente, sem abrir mão da robustez mecânica que consagrou o modelo.

    Fique atento: em breve, mais detalhes sobre preços e disponibilidade oficial serão divulgados pela fabricante.

  • São José x Tubarão: tudo o que você precisa saber para acompanhar o duelo desta sexta-feira às 19h

    São José x Tubarão: tudo o que você precisa saber para acompanhar o duelo desta sexta-feira às 19h

    A partida entre São José e Tubarão, agendada para hoje (22/05/2026) às 19h00, entra para a grade de jogos que movimentam o futebol nacional. Com bola rolando no horário de Brasília, a expectativa é de um duelo que pode influenciar a tabela ou, ao menos, garantir entretenimento para os torcedores.

    O calendário que não pode ser ignorado: por que este jogo importa?

    Além de marcar presença na agenda esportiva do dia, a partida entre as duas equipes ganha relevância pelo momento em que ocorre. Em uma temporada repleta de competições, cada ponto conquistado ou perdido pode definir rumos na classificação, especialmente se o confronto fizer parte de torneios eliminatórios ou fases decisivas.

    Os torcedores, seja por paixão ou curiosidade, buscam não só o resultado final, mas também informações como escalações, lesões, estratégias e até mesmo o clima no vestiário antes do apito inicial. Por isso, esta prévia se torna um guia indispensável para quem quer acompanhar de perto.

    Transmissão ao vivo: onde e como assistir ao duelo?

    Para não perder nenhum lance do confronto, a transmissão oficial será pela LNF, no canal Xsports e no YouTube oficial (@LNFoficial). A cobertura ao vivo, além do jogo em si, costuma incluir análises técnicas, reações em tempo real e atualizações sobre o placar e eventos paralelos.

    É importante que os torcedores verifiquem, minutos antes do início, se não houve mudanças de última hora nas escalações ou na programação dos canais. Plataformas como as redes sociais dos clubes e sites especializados em futebol ao vivo também são fontes confiáveis para atualizações rápidas.

    O que observar antes e durante a partida?

    Além do horário e do local da transmissão, três pontos merecem atenção especial:

    • Contexto da competição: O jogo faz parte de um campeonato estadual, nacional ou amistoso? A resposta define o peso da vitória ou derrota para as equipes.
    • Situação das equipes: Ambas chegam com que objetivo? Uma busca pela classificação, outra pela reabilitação na tabela? As motivações esportivas influenciam diretamente o desempenho.
    • Jogadores-chave: Lesões, suspensões ou retornos de atletas podem alterar completamente o cenário do jogo. Fique atento aos boletins oficiais divulgados pelos clubes.

    Agenda do torcedor: como se organizar para não perder nada?

    Para os fãs que gostam de se preparar com antecedência, a dica é dividir a rotina entre pesquisa prévia e acompanhamento em tempo real. 30 minutos antes do pontapé inicial, é o momento ideal para:

    • Checar as escalações oficiais;
    • Confirmar a transmissão disponível;
    • Verificar notícias de bastidores, como entrevistas ou declarações de treinadores.

    A partir das 19h, o foco é total no campo, mas quem busca profundidade pode explorar análises pós-jogo em veículos especializados ou nas próprias páginas dos clubes.

  • Cotações dos ovos se mantêm estáveis em maio: oferta controlada e demanda fraca evitam queda de preços

    Cotações dos ovos se mantêm estáveis em maio: oferta controlada e demanda fraca evitam queda de preços

    Na segunda quinzena de maio, período tradicional de queda no ritmo de vendas de ovos, o mercado vem surpreendendo ao manter as cotações estáveis na maioria das regiões brasileiras. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a combinação entre estoques controlados nas granjas e uma demanda já enfraquecida tem evitado recuos mais expressivos nos preços.

    Ajuste fino entre oferta e procura sustenta o mercado

    O equilíbrio observado não é mera coincidência. Enquanto as vendas desaceleram naturalmente com o avanço do mês, os estoques nas granjas são mantidos em níveis estratégicos para evitar excessos que possam pressionar as cotações para baixo. Essa dinâmica reflete uma estratégia setorial de gestão, segundo analistas do Cepea.

    Frente fria acende alerta no setor

    Em paralelo, pesquisadores do Cepea destacam que a atual onda de frio que atinge algumas das principais regiões produtoras de ovos no Brasil tem gerado preocupação quanto aos possíveis impactos na produção. A queda de temperatura pode afetar o desempenho das aves, reduzindo a oferta e, consequentemente, pressionando os preços em caso de escassez. No entanto, até o momento, os estoques controlados têm sido capazes de absorver eventuais perdas.

    Perspectivas para os próximos dias

    Para os próximos dias, a expectativa do setor é de que o ritmo das vendas continue desacelerando, alinhado ao comportamento histórico de maio. No entanto, a estabilidade dos preços dependerá não apenas da manutenção dos estoques, mas também da evolução das condições climáticas. Caso a frente fria se prolongue, o impacto sobre a produção poderá se tornar mais evidente nas próximas semanas.

  • Frango perde fôlego: alta de preços derruba competitividade frente a suínos e bovinos

    Frango perde fôlego: alta de preços derruba competitividade frente a suínos e bovinos

    O mercado de proteínas animais assiste a uma reviravolta em maio. Enquanto as cotações do frango registram leve alta, as concorrentes suína e bovina ganham vantagem competitiva, invertendo uma dinâmica que vinha favorecendo a avicultura brasileira nos últimos meses.

    Preços em movimento: o frango sobe, mas a competitividade afunda

    Na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro resfriado atingiu R$ 7,31/kg na parcial de maio, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O valor representa um aumento de 1,6% frente a abril, impulsionado pela demanda interna aquecida e pelo bom desempenho das exportações de produtos avícolas — que já haviam registrado recorde em 2023.

    No entanto, a euforia tem curta duração. Desde a segunda quinzena de maio, a liquidez do frango no atacado vem recuando, forçando ajustes negativos nos preços. Se a tendência se confirmar até o fim do mês, o valor do frango inteiro resfriado pode não apenas estagnar como até retroceder, segundo analistas ouvidos pelo Cepea.

    Suínos e bovinos roubam a cena: onde o frango perde participação

    Enquanto o frango tenta se manter, as outras carnes ganham espaço no bolso do consumidor. Na Grande São Paulo, a carcaça especial suína é comercializada a R$ 1,38/kg abaixo do preço do frango, enquanto a carcaça casada bovina apresenta um valor médio de R$ 7,31/kg acima. A vantagem relativa das proteínas concorrentes já começa a se refletir nas prateleiras e nos hábitos de compra.

    Segundo o Cepea, a estabilidade nos preços da carne bovina — que mantêm patamar elevado, mas sem grandes variações — e a queda nos suínos criam um cenário inédito: pela primeira vez em meses, a carne de frango não é a opção mais econômica no comparativo entre as três principais proteínas animais do Brasil.

    Exportações salvam o mês? O que esperar para os próximos dias

    O bom desempenho das vendas externas de produtos avícolas tem sido um dos principais pilares para o aumento dos preços internos do frango. Em abril, as exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde, com embarques de 473,5 mil toneladas — alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    No entanto, o mercado interno segue como termômetro crucial. Com a liquidez em queda e a concorrência mais acirrada, os produtores e processadores de frango precisam agir rápido para evitar uma queda ainda mais pronunciada nos preços. A pressão sobre as margens de lucro já é sentida por parte do setor, que teme um cenário de superoferta no curto prazo.

    Para especialistas, o equilíbrio dependerá de dois fatores: a manutenção do ritmo de exportações e a reação da demanda interna, que tem sido influenciada pela queda no poder aquisitivo dos brasileiros nos últimos meses.

  • Fulminante FIV CAL: O legado de um titã que revolucionou a genética do Gir Leiteiro

    Fulminante FIV CAL: O legado de um titã que revolucionou a genética do Gir Leiteiro

    O Gir Leiteiro não é apenas uma raça zebuína; é um símbolo de resiliência adaptada à terra brasileira. Originário da Índia e introduzido no Brasil ainda no século XIX, o animal encontrou no clima tropical o ambiente ideal para florescer. Sua rusticidade, resistência ao calor e capacidade produtiva transformaram a pecuária leiteira nacional, culminando na criação do Girolando — um cruzamento entre Gir e Holandês que hoje responde por cerca de 80% do leite produzido no país. Mas, por trás dessa revolução, está um nome que se tornou referência absoluta: Fulminante FIV CAL.

    A ascensão de um gigante: como Fulminante redefiniu os parâmetros genéticos

    Nascido em 21 de setembro de 2012, Fulminante FIV CAL (registrado como CAL 10671) carregava em seus genes a herança de um dos maiores nomes da genética zebuína leiteira: C.A. Sansão. Desde cedo, ficou claro que o animal não seria apenas mais um reprodutor — ele seria um marco. Seu destaque veio não apenas pela linhagem nobre, mas por suas características genéticas excepcionais, especialmente a presença da beta-caseína A2A2, um traço cada vez mais valorizado pelo mercado por seus benefícios à saúde.

    Nas principais pistas de avaliação genética do país, Fulminante não decepcionou. No 30º grupo do PNMGL (Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro), conduzido pela ABCGIL e Embrapa, o touro alcançou um PTA Leite de 706 kg, ocupando a 2ª colocação em seu grupo contemporâneo e a 11ª posição no ranking geral do PNMGL 2026. Na avaliação genômica do PMGZ Leite (ABCZ), seu PTA chegou a 496 kg, consolidando-o entre os principais reprodutores da raça em um universo de centenas de animais avaliados.

    Mais do que números: o impacto de Fulminante na pecuária tropical

    O legado de Fulminante vai muito além das estatísticas. Durante sua vida produtiva, ele comercializou mais de 65 mil doses de sêmen, disseminando sua genética não apenas no Brasil, mas em países como Estados Unidos, Argentina e Colômbia. Seu material genético foi responsável por melhorar a produtividade de rebanhos inteiros, reduzir a incidência de doenças e aumentar a eficiência reprodutiva — fatores críticos em um setor cada vez mais pressionado pela demanda por sustentabilidade e rentabilidade.

    Em eventos como a ExpoZebu e a Megaleite, vacas descendentes de Fulminante vêm quebrando recordes históricos. Em 2023, por exemplo, uma de suas filhas produziu mais de 9.000 kg de leite em 305 dias, uma marca antes considerada inatingível para a raça. Esses números não são apenas conquistas individuais; eles representam uma revolução silenciosa no melhoramento genético tropical, onde a genética nacional deixou de ser coadjuvante para se tornar protagonista.

    O futuro da genética zebuína: o que Fulminante deixa para trás

    A morte de Fulminante FIV CAL, ocorrida recentemente, marca o fim de uma era, mas também o início de um novo ciclo. Seu material genético continua vivo nos rebanhos que ele ajudou a formar, e seu legado servirá de base para as próximas gerações de reprodutores. Para a pecuária brasileira, ele representa muito mais do que um touro de elite: é a prova de que, quando ciência e tradição se unem, os resultados transcendem fronteiras.

    A pergunta que fica é: quem será o próximo Fulminante? Com a genética zebuína brasileira cada vez mais reconhecida internacionalmente, a competição por espaço no topo do ranking está acirrada. Mas uma coisa é certa: o nome Fulminante FIV CAL já está escrito na história da pecuária como um dos grandes transformadores do setor.