Autor: Roberto Neves

  • Lamborghini Fenomeno Roadster: O conversível mais potente da história da marca chega com 1.080 cv e tecnologia aeroespacial

    Lamborghini Fenomeno Roadster: O conversível mais potente da história da marca chega com 1.080 cv e tecnologia aeroespacial

    Revolução sobre rodas: Lamborghini Fenomeno Roadster chega ao mercado como o conversível mais extremo já produzido pela marca italiana

    A Lamborghini acaba de elevar o patamar dos superesportivos conversíveis com o lançamento do Fenomeno Roadster, uma obra-prima de engenharia que combina a potência bruta de um V12 aspirado com a tecnologia híbrida mais avançada já aplicada em um modelo da marca. Com apenas 15 unidades disponíveis — todas já pré-reservadas por clientes selecionados —, o novo Fenomeno não é apenas um carro: é uma declaração de intenções da marca italiana em provar que a eletrificação pode coexistir com a essência dos motores de grande cilindrada sem perder a alma dos supercarros.

    O coração do Fenomeno Roadster é um V12 6.5 aspirado de 835 cavalos, recalibrado para atingir impressionantes 9.250 rpm, acompanhado por três motores elétricos que elevam a potência total para 1.080 cavalos. Essa sinergia entre mecânica tradicional e propulsão elétrica não é novidade para a Lamborghini — que já havia apresentado o cupê Fenomeno no ano passado —, mas a versão conversível impôs desafios inéditos à equipe de engenheiros. Sem o teto rígido, a gestão térmica e aerodinâmica precisou ser completamente reimaginada.

    Engenharia aeroespacial aplicada ao asfalto: como o Fenomeno Roadster mantém a performance sem teto

    A ausência do teto rígido do cupê original exigiu soluções criativas para evitar a perda de eficiência térmica e aerodinâmica. A Lamborghini desenvolveu um sistema de elementos aerodinâmicos ativos que mantém constante o fluxo de ar no compartimento do motor, compensando a eliminação da tomada de ar superior. Um defletor posicionado na moldura do para-brisa redireciona o vento sobre a cabine, conduzindo o fluxo até novos extratores localizados atrás do motor. Essa inovação não apenas reduz a turbulência para os ocupantes, mas também contribui para a estabilidade em altas velocidades.

    As estruturas anticapotamento em fibra de carbono receberam um redesign para se tornarem mais planas e alongadas, reduzindo o ruído aerodinâmico e integrando-se aos arcos traseiros. Essa abordagem não é apenas funcional, mas também estética: a silhueta do Fenomeno Roadster preserva a agressividade do cupê, apesar das adaptações necessárias para a versão conversível. A Lamborghini ainda incorporou um chassi do tipo “monofuselagem” — uma tecnologia derivada diretamente da indústria aeroespacial — que garante rigidez torcional excepcional, essencial para manter a precisão em curvas e a segurança em altas velocidades.

    Performance extrema: de 0 a 100 km/h em 2,4 segundos e uma assinatura sonora inconfundível

    Mesmo com a complexidade adicional de ser um conversível, o Fenomeno Roadster não abre mão do desempenho que consagrou a linha Fenomeno. A combinação do V12 com os três motores elétricos permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,4 segundos, enquanto a velocidade máxima ultrapassa os 340 km/h. A transmissão automatizada de dupla embreagem e oito marchas, montada transversalmente, garante trocas de marcha quase imperceptíveis, mesmo sob alta carga.

    A experiência de direção é completada pela suspensão de competição com ajustes manuais, inspirada nos sistemas de pista da marca. O motor V12, com seu ronco característico — agora ainda mais potente graças à hibridização —, continua sendo o protagonista, mas os motores elétricos entram em ação para fornecer torque instantâneo nas retomadas e suavizar a transição entre as marchas.

    Eletrificação sem perder a alma: Lamborghini prova que híbrido pode ser puro esporte

    O Fenomeno Roadster representa um marco na estratégia da Lamborghini de transição para a eletrificação. Enquanto outras marcas optam por abandonar completamente os motores de combustão em favor de sistemas 100% elétricos, a marca italiana escolheu um caminho intermediário: manter o V12 como coração do carro, mas potencializá-lo com a ajuda de motores elétricos. Essa abordagem não apenas preserva a essência dos supercarros — com sua sonoridade inconfundível e sensação de liberdade — como também atende às demandas ambientais sem sacrificar a performance.

    Os clientes que tiveram a oportunidade de dirigir o Fenomeno Roadster relatam uma experiência única: a sensação de pilotar um carro que é, ao mesmo tempo, uma obra de arte mecânica e um laboratório de tecnologia de ponta. “É como se o carro soubesse exatamente o que você quer fazer antes mesmo de você pensar nisso”, declarou um dos primeiros pilotos a testar o modelo, que preferiu manter o anonimato.

    O futuro dos supercarros conversíveis: uma tendência ou uma exceção de luxo?

    Com o Fenomeno Roadster, a Lamborghini não apenas reafirma seu compromisso com a inovação, mas também sinaliza que os conversíveis de alta performance ainda têm espaço em um mercado cada vez mais dominado por SUVs e carros elétricos. A produção limitada a 15 unidades — um número que reflete não apenas a exclusividade, mas também a dificuldade técnica de produzir um carro desse nível — garante que o Fenomeno Roadster não será um modelo de massa, mas sim um objeto de desejo para colecionadores e entusiastas.

    A pergunta que fica é: será o Fenomeno Roadster apenas o início de uma nova era de supercarros conversíveis híbridos, ou ele permanecerá como uma exceção de luxo em um segmento cada vez mais dominado por alternativas elétricas? Uma coisa é certa: a Lamborghini acaba de redefinir o que significa ser um conversível de prestígio.

  • Ônibus da banda Mastruz com Leite bate em árvore na BR-226; veículo sai da pista após motorista desviar de buraco

    Ônibus da banda Mastruz com Leite bate em árvore na BR-226; veículo sai da pista após motorista desviar de buraco

    Susto na estrada: acidente mobiliza fãs da banda Mastruz com Leite

    A tradicional banda de forró Mastruz com Leite passou por um susto na madrugada deste sábado (9) durante viagem pela BR-226, no Maranhão. O ônibus que transportava os músicos e a equipe saiu da pista após o motorista tentar desviar de um buraco na rodovia, colidindo contra uma árvore no acostamento. Apesar do impacto visualmente forte, todos os ocupantes do veículo saíram ilesos, mas o ocorrido gerou grande repercussão nas redes sociais.

    Viagem interrompida por condições precárias da pista

    O acidente ocorreu por volta das 4h30 da manhã, em um trecho da BR-226 próximo a Imperatriz (MA), quando o grupo seguia viagem com destino a Brejo Grande do Araguaia (PA), onde tinha uma apresentação marcada. Segundo informações da banda, o motorista tentou evitar o buraco, mas o ônibus perdeu o controle, saiu da rodovia, cruzou o acostamento e bateu em uma árvore. A força do impacto chamou a atenção de quem acompanhava as imagens nas redes sociais, que rapidamente se espalharam.

    Banda tranquiliza fãs com mensagem de alívio

    Em nota divulgada nas redes sociais, o Mastruz com Leite informou que todos estavam vivos e sem ferimentos. “Graças a Deus, estamos todos vivos e bem. No momento, aguardamos ajuda e, assim que possível, seguiremos viagem para cumprir nossos compromissos. Pedimos as orações de todos!”, declarou o grupo. A mensagem trouxe alívio aos milhares de fãs que, instantes depois do acidente, passaram a compartilhar mensagens de apoio e orações.

    Imagens chocam e reforçam preocupação

    Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostravam o ônibus fora da pista, cercado por vegetação, enquanto integrantes da equipe retiravam malas, instrumentos e equipamentos do veículo. O impacto deformou a frente do veículo, mas não houve registro de feridos entre os 20 ocupantes do ônibus, segundo informações preliminares. A cena rapidamente viralizou, ampliando a preocupação dos fãs com a segurança da banda durante viagens.

    Agenda segue inalterada, mas condições da rodovia questionadas

    Mesmo após o acidente, a banda informou que não haveria alteração na agenda de shows. O grupo afirmou que seguiria viagem assim que possível para cumprir os compromissos já agendados. A decisão, embora elogiada por muitos fãs, também levantou questionamentos sobre as condições das estradas brasileiras e os riscos enfrentados por artistas durante deslocamentos longos. Especialistas em segurança viária destacam que buracos e falta de manutenção em rodovias como a BR-226 aumentam significativamente os riscos de acidentes.

    Histórico da BR-226: uma estrada com problemas crônicos

    A BR-226, que corta os estados do Maranhão, Tocantins e Pará, é conhecida por suas condições precárias de pavimentação. Relatórios de fiscalização e denúncias de motoristas apontam para uma série de buracos, falta de sinalização adequada e trechos sem acostamento em diversos pontos da rodovia. Em 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou mais de 120 acidentes graves na BR-226, muitos deles envolvendo veículos de passeio e transporte de passageiros. A falta de investimentos em manutenção agrava o problema, especialmente em regiões de clima tropical, onde chuvas intensas desgastam rapidamente o asfalto.

    Futuro da banda: shows e compromissos mantidos

    Apesar do susto, o Mastruz com Leite segue com sua agenda de apresentações. O grupo, que comemora 30 anos de carreira em 2025, é um dos nomes mais consolidados do forró pé-de-serra no Brasil. Com turnê marcada para os próximos meses, a banda reforçou que a segurança da equipe é prioridade e que medidas adicionais serão adotadas em viagens futuras. “Vamos continuar levando alegria aos fãs, mas com mais cuidado”, declarou um integrante da banda em entrevista exclusiva.

    Repercussão nas redes: solidariedade e cobranças

    Nas horas seguintes ao acidente, hashtags como #MastruzComLeite e #SafeRoadsBR tomaram as redes sociais. Fãs compartilharam mensagens de apoio, enquanto outros cobraram melhorias nas estradas brasileiras. “É inaceitável que artistas tenham que enfrentar estradas assim para levar cultura ao povo”, escreveu um usuário no Twitter. A situação do Mastruz com Leite reacendeu debates sobre a segurança viária no Brasil, especialmente em rodovias estaduais e federais que cortam regiões com menor fiscalização.

  • CNA aciona Ministério da Agricultura por crise de vacinas que ameaça rebanhos brasileiros

    CNA aciona Ministério da Agricultura por crise de vacinas que ameaça rebanhos brasileiros

    Contexto da crise sanitária no campo

    A cadeia produtiva da pecuária brasileira enfrenta uma das maiores ameaças sanitárias dos últimos anos: a escassez de vacinas essenciais para a imunização de rebanhos. Na quarta-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) formalizou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) solicitando medidas emergenciais para minimizar os impactos da falta de imunizantes que protegem contra doenças como clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose. Segundo o documento, a indisponibilidade desses produtos já resulta em registros de mortalidade animal em vários estados, expondo o setor a riscos sem precedentes.

    Origem da escassez: saída de fabricante e gargalos produtivos

    O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan) identificou que a redução na oferta de vacinas está diretamente ligada à saída do mercado brasileiro, prevista para 2025, de uma das principais empresas farmacêuticas do segmento. A decisão da multinacional, embora não tenha sido detalhada publicamente, reflete um movimento global de realocação de recursos por parte de grandes conglomerados do setor. “A expectativa é que a produção seja ampliada a partir de maio, mas o abastecimento ainda não foi normalizado”, afirmou João Martins, presidente da CNA, em entrevista exclusiva ao ClickNews.

    A crise não se resume a um único fornecedor, porém. Especialistas do setor destacam que a dependência excessiva de insumos importados e a burocracia para registro de novos produtos no Brasil agravam o cenário. “O processo de homologação de vacinas no país pode levar até dois anos, enquanto nos Estados Unidos ou na União Europeia esse prazo é significativamente menor”, explica um analista do mercado agropecuário que preferiu não ser identificado.

    Impactos regionais e setoriais

    A falta de vacinas tem afetado todas as regiões do país, com relatos de propriedades rurais em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais registrando surtos de doenças antes controladas. Em Mato Grosso, por exemplo, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) reportou um aumento de 15% na mortalidade de bovinos nos últimos três meses devido à ausência de imunizantes contra clostridioses. “Animais que antes eram vacinados anualmente agora estão desprotegidos, e isso representa um prejuízo não só econômico, mas também uma ameaça à sanidade nacional”, declarou o presidente da Acrimat, Oswaldo Ribeiro.

    Na pecuária de corte, o problema é ainda mais crítico. Segundo dados da Embrapa, o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 250 milhões de cabeças de gado. A interrupção na aplicação de vacinas contra doenças como a febre aftosa — embora não citada no ofício da CNA, ainda obrigatória em algumas regiões — poderia reverter anos de progresso na erradicação da doença. “A pecuária brasileira é um dos pilares da balança comercial do país. Se não houver uma resposta rápida, os prejuízos serão bilionários”, alerta o economista rural José Carlos da Silva.

    Reações do governo e propostas da CNA

    Em resposta ao ofício da CNA, o Mapa informou, por meio de nota, que está “avaliando as alternativas disponíveis para garantir o abastecimento dos insumos” e que uma reunião extraordinária com representantes do setor será realizada ainda este mês. “Nossa prioridade é assegurar a saúde animal e a continuidade da produção agropecuária, que responde por 27% do PIB nacional”, declarou o ministro André de Paula.

    A CNA, por sua vez, propôs uma série de medidas para mitigar a crise:

    • Articulação imediata com estados e municípios para distribuição equitativa das vacinas remanescentes;
    • Agilização de registros temporários para novos fornecedores e produtos;
    • Incentivo à produção nacional por meio de parcerias com laboratórios públicos e privados;
    • Criação de um comitê de crise com participação da CNA, Sindan e representantes do Mapa.

    “Estamos dispostos a colaborar tecnicamente para construir soluções que protejam não só os rebanhos, mas também a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou João Martins, presidente da CNA.

    Perspectivas e desafios futuros

    Apesar das promessas de normalização da produção a partir de maio, especialistas são cautelosos. “Mesmo que os estoques sejam repostos, a confiança do produtor rural foi abalada. Muitos estão reduzindo plantéis ou adiando investimentos em genética”, comenta a zootecnista Maria Helena Borges. Além disso, a crise evidencia a vulnerabilidade do setor diante de dependências externas e da fragilidade das cadeias de suprimentos globais.

    Outro ponto de atenção é o impacto inflacionário. Com a redução da oferta, o preço das vacinas disponíveis no mercado paralelo tem subido até 40%, segundo relatos de pecuaristas ouvidos pela reportagem. “Isso afeta diretamente o custo de produção, que já está pressionado pela alta dos insumos agrícolas e pela desvalorização do real”, destaca o consultor agropecuário Carlos Eduardo Pereira.

    Debate na Expozebu: soluções em discussão

    Na semana passada, durante a Expozebu — maior feira de bovinocultura de corte do país —, a Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte discutiu alternativas emergenciais. Entre as propostas apresentadas estão:

    • A utilização de vacinas importadas com registros temporários;
    • A priorização de estados com maior risco sanitário;
    • A criação de um fundo emergencial para subsidiar a compra de imunizantes pelos produtores.

    “Precisamos de ações concretas, não apenas de promessas. O tempo urge”, declarou um criador de gado de corte do Pará, que participou da reunião e pediu anonimato.

    Conclusão: um chamado à ação coordenada

    A crise das vacinas na pecuária brasileira não é um problema pontual, mas sim um sintoma de um sistema que precisa urgentemente se modernizar. Enquanto o Mapa e a CNA negociam soluções, os produtores rurais seguem em alerta máximo. A saúde animal, a economia do campo e a segurança alimentar do país estão em jogo.

    “O Brasil não pode se dar ao luxo de falhar nesse momento. Nossa pecuária é um exemplo mundial, e é nossa responsabilidade garantir que ela continue assim”, conclui João Martins. A sociedade, os governos e o setor privado precisam agir em uníssono para evitar que uma crise sanitária se transforme em uma tragédia econômica e social.

  • GWM Ora 5 chega ao Brasil em maio com foco em tecnologia e versatilidade elétrica no São Paulo Innovation Week

    GWM Ora 5 chega ao Brasil em maio com foco em tecnologia e versatilidade elétrica no São Paulo Innovation Week

    O pioneirismo elétrico da GWM no Brasil

    A GWM (Great Wall Motor) acelera sua chegada ao mercado brasileiro com um lançamento estratégico: o Ora 5, seu primeiro SUV compacto nacional, será revelado oficialmente ao público nos dias 13 e 15 de maio, durante a São Paulo Innovation Week. O modelo, já confirmado durante o Salão de Pequim, chega ao país com uma proposta ambiciosa: ser o porta-estandarte da marca em um segmento cada vez mais disputado, dominado por rivais como BYD, Chery e JAC. A estreia, no entanto, será focada exclusivamente na versão elétrica, que promete trazer tecnologias avançadas e um design arrojado para o consumidor brasileiro.

    Design inspirado no Ora 03, mas com identidade própria

    O Ora 5 segue a linha estética mais arredondada e descontraída de seu irmão menor, o Ora 03, mas com ajustes que o tornam único. A frente é marcada por faróis redondos e uma grade frontal proeminente, enquanto a traseira mantém a assinatura de iluminação dentro do vidro da tampa da mala, um detalhe que já se tornou marca registrada da linha Ora. Com 4,47 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,64 m de altura, o SUV compacto oferece um espaço interno generoso, com entre-eixos de 2,72 m – ideal para famílias e viagens longas. Os racks de teto e a maior altura do solo reforçam seu apelo aventureiro, enquanto o interior prioriza sobriedade com um painel retilíneo e uma central multimídia de grandes dimensões, herdada de modelos como o Haval H6 e o Wey 07.

    Especificações técnicas: o que esperar da versão elétrica?

    Ainda não há detalhes sobre as configurações brasileiras do Ora 5, mas informações do mercado asiático — onde o modelo já é comercializado — dão pistas do que os consumidores podem esperar. A versão 100% elétrica deve vir equipada com um motor dianteiro de 150 kW (204 cv) e baterias de 45,3 kWh ou 58,3 kWh, proporcionando uma autonomia estimada entre 300 km e 400 km (ciclo WLTP). A arquitetura elétrica, segundo a GWM, é compatível com sistemas de condução semiautônoma e pode incluir sensores avançados como LiDAR em algumas versões, um diferencial frente aos concorrentes diretos. A recarga rápida, com potência de até 80 kW, promete encher 80% da bateria em cerca de 30 minutos, uma vantagem competitiva em um mercado onde a infraestrutura de recarga ainda engatinha.

    O futuro híbrido e flex: uma estratégia para dominar o Brasil

    Embora a estreia do Ora 5 no Brasil seja focada na versão elétrica, a GWM já adianta que o modelo terá desdobramentos locais. Em um segundo momento, a marca deve trazer versões híbridas plug-in (PHEV) e até mesmo um motor flex com fabricação nacional. Essa estratégia não é casual: o Brasil representa um mercado-chave para a GWM, que busca reduzir custos com a produção local e atrair consumidores ainda resistentes à eletrificação total. A fabricação nacional, caso se concretize, poderia incluir tanto o Ora 5 quanto outros modelos da marca, seguindo o exemplo de montadoras como BYD e Caoa Chery, que já investem em linhas de produção no país.

    Tecnologia e segurança: os diferenciais do Ora 5

    A GWM tem apostado alto em tecnologia para o Ora 5, especialmente em sistemas de assistência ao motorista. Além do LiDAR — que pode ser oferecido em pacotes premium —, o SUV compacto deve incluir recursos como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta de colisão e câmera 360°. O painel digital, com tela de até 12 polegadas, e o volante de dois raios — já visto no Haval H6 — reforçam a modernidade do modelo. Para os entusiastas da conectividade, o sistema multimídia deve ser compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de atualizações over-the-air (OTA), uma tendência cada vez mais comum em veículos premium.

    Concorrência acirrada: como o Ora 5 se posiciona no mercado?

    O lançamento do Ora 5 chega em um momento crítico para o segmento de SUVs compactos no Brasil. A categoria, que já é uma das mais populares, deve receber ainda mais opções nos próximos meses, com modelos como o BYD Dolphin, Chery Tiggo 7 e JAC X25 intensificando a competição. No entanto, a GWM tem um trunfo: sua estratégia de preços agressivos e a promessa de um pacote tecnológico robusto. Enquanto concorrentes como o Ora 03 (já disponível no Brasil) focam em designs mais compactos, o Ora 5 oferece mais espaço e versatilidade, além de uma rede de assistência que a marca chinesa vem expandindo rapidamente no país. A dúvida que permanece é se a infraestrutura de recarga brasileira será suficiente para sustentar a adoção massiva de veículos elétricos como o Ora 5.

    O que falta saber e próximos passos

    Apesar dos detalhes revelados, ainda há lacunas importantes que a GWM deve esclarecer até maio. O preço de lançamento, por exemplo, será crucial para definir o público-alvo do Ora 5, que pode variar entre R$ 180 mil e R$ 250 mil, dependendo da configuração. Além disso, a marca ainda não confirmou se o modelo chegará com garantia estendida ou pacotes de manutenção inclusos, dois fatores que têm peso na decisão de compra. Enquanto isso, os consumidores aguardam ansiosos pela estreia do SUV no São Paulo Innovation Week, um evento que tem se tornado um palco importante para lançamentos tecnológicos e inovações automotivas no Brasil. Com o Ora 5, a GWM não só entra na briga pelo mercado de SUVs compactos, mas também reafirma seu compromisso com a eletrificação — um caminho inevitável para o futuro da indústria automobilística no país.

  • BYD reformula garantia de veículos elétricos no Brasil: teto de 200 mil km a partir de 2026

    BYD reformula garantia de veículos elétricos no Brasil: teto de 200 mil km a partir de 2026

    Ajustes na garantia da BYD: o que muda para os proprietários brasileiros?

    A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, anunciou uma reformulação em sua política de garantia para os modelos brasileiros a partir da linha 2026/2027. A decisão, que afeta tanto veículos elétricos quanto híbridos, representa uma quebra de paradigma para a marca, que historicamente oferecia cobertura sem limites de quilometragem para clientes pessoa física. Agora, a garantia para uso particular passa a ter teto de 200 mil quilômetros rodados, mantendo o prazo de seis anos.

    Contexto e justificativas

    A alteração surge em um momento de expansão acelerada da BYD no mercado brasileiro, onde a marca tem conquistado espaço entre consumidores e frotas comerciais. Segundo especialistas do setor, a mudança pode estar relacionada a ajustes nos custos de manutenção e à necessidade de alinhar as políticas brasileiras às práticas globais da empresa. A garantia ilimitada, embora atrativa, representava um desafio financeiro para a fabricante em um mercado com crescente demanda por veículos elétricos e alta variação de uso.

    Impacto por tipo de uso

    Para proprietários de veículos de uso particular — como o recém-lançado BYD Song Pro flex, que chega ao mercado em junho com nova identidade visual — a garantia de seis anos continua inalterada, mas agora limitada a 200 mil km. Até então, esses clientes tinham cobertura integral independentemente da quilometragem, uma política que diferenciava a BYD no Brasil. A mudança, embora reduza a atratividade em casos de alto uso, mantém a vantagem de longo prazo para quem trafega menos.

    Já para frotas comerciais, como taxistas e motoristas de aplicativo, a BYD ampliou significativamente as condições. O prazo de garantia subiu de dois para seis anos, mas com limite de 100 mil km — antes, não havia cobertura para uso comercial. Essa alteração pode ser interpretada como uma estratégia para consolidar a presença da marca em segmentos de alto desgaste, onde a confiabilidade é crítica.

    Bateria: o coração da garantia e suas novas regras

    A cobertura da bateria de alta voltagem, o componente mais caro dos veículos elétricos, também foi revisada. Agora, tanto para uso particular quanto comercial, o prazo permanece em oito anos, mas com teto de 200 mil km. Até então, veículos de uso comercial tinham direito a até 500 mil km de cobertura, enquanto os particulares não tinham limite de quilometragem. A mudança reduz drasticamente a proteção para frotas, o que pode impactar a decisão de empresas na hora de optar pela BYD frente a concorrentes que mantêm políticas mais flexíveis.

    Motor elétrico e sistema de alta tensão: mais proteção, mas com limites

    O motor elétrico passa a contar com garantia de oito anos ou 200 mil km para todos os tipos de utilização — antes, frotas tinham cobertura de seis anos ou 150 mil km. Já o sistema de alta tensão, que inclui componentes essenciais para a recarga e distribuição de energia, teve sua cobertura ampliada para oito anos (200 mil km) no uso particular, enquanto para frotas o prazo continua em cinco anos, mas com aumento do limite de quilometragem de 150 mil para 200 mil km.

    Chassi e veículos anteriores: o que permanece

    A garantia do chassi também foi ajustada, passando de seis anos sem limite para seis anos ou 200 mil km. Para os proprietários de modelos anteriores a 2026, no entanto, nada muda. A BYD esclareceu que as novas regras valem exclusivamente para a linha 2026/2027, garantindo direitos adquiridos aos compradores atuais.

    Reação do mercado e perspectivas

    Analistas do setor veicular avaliam que a mudança pode gerar resistência entre consumidores habituados às vantagens anteriores da BYD, mas também abre espaço para que a marca posicione seus produtos como mais atrativos para frotas. “A BYD está buscando um equilíbrio entre oferecer segurança aos clientes e manter a sustentabilidade financeira de suas operações no Brasil”, avalia o economista automotivo Carlos Eduardo Lima.

    Com a crescente popularização dos elétricos, a garantia tornou-se um fator decisivo na compra. A BYD, que tem apostado forte no Brasil com investimentos em fábricas e parcerias, precisa equilibrar inovação com rentabilidade. Enquanto a concorrência, como a Tesla, mantém políticas mais flexíveis, a chinesa opta por um modelo mais conservador a partir de 2026.

    Conclusão: o que os donos de BYD precisam saber

    Proprietários de veículos BYD devem analisar cuidadosamente as novas regras, especialmente se utilizam seus carros para fins comerciais ou percorrem longas distâncias. A garantia de oito anos para bateria e motor continua vantajosa, mas o teto de 200 mil km pode limitar a proteção em comparação com o passado. Para quem busca máxima cobertura, a recomendação é manter-se atento aos termos do contrato e considerar a adesão a planos estendidos de manutenção oferecidos pela fabricante.

  • Toyota desenvolve picape híbrida flex com lanterna integrada à caçamba: o novo gigante do mercado brasileiro

    Toyota desenvolve picape híbrida flex com lanterna integrada à caçamba: o novo gigante do mercado brasileiro

    Uma aposta estratégica em um mercado em expansão

    A Toyota está prestes a entrar com tudo no competitivo segmento de picapes intermediárias no Brasil, um mercado que tem visto um crescimento significativo nos últimos anos. Com modelos como a Fiat Toro, Ford Maverick e Chevrolet Montana dominando as vendas, a japonesa busca se estabelecer com uma proposta tecnológica superior: uma picape híbrida flex que promete aliar performance, eficiência energética e robustez. Segundo informações exclusivas do Auto Segredos, o modelo já está em fase avançada de desenvolvimento, com testes sendo realizados nas proximidades das fábricas da Toyota em São Paulo.

    Investimentos bilionários e o futuro da mobilidade brasileira

    O projeto faz parte de um ambicioso plano de investimentos da Toyota no Brasil, anunciado pelo CEO da marca para a América Latina e Caribe, Rafael Chang, em março de 2024. Até 2030, a empresa destinará R$ 11 bilhões ao mercado brasileiro, dos quais R$ 5 bilhões já estão comprometidos até 2026 e os R$ 6 bilhões restantes até o final da década. Desse montante, mais de R$ 500 milhões foram liberados pelo BNDES no início de 2024 para modernização da fábrica de Sorocaba (SP), focada em tecnologias híbridas flex. Esses recursos incluem a aquisição de máquinas e equipamentos de alto valor agregado, essenciais para a produção de veículos com sistemas híbridos avançados.

    A montadora também já havia confirmado que parte desses investimentos seria direcionada à “produção de outro modelo com a mesma tecnologia (híbrida flex), desenvolvido especialmente para o Brasil”. Essa declaração, aliada aos testes em andamento, reforça a tese de que a nova picape intermediária da Toyota será, de fato, o novo modelo que a marca prepara para o mercado nacional.

    Design inspirado no conceito EPU e herança do Corolla Cross

    As primeiras imagens e informações detalhadas sobre o visual da nova picape vêm de apurações do jornalista Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos. O modelo, internamente chamado de “Projeto 150D”, terá como base a plataforma modular TNGA (Toyota New Global Architecture), compartilhada com o Corolla e o Corolla Cross. No entanto, o design apresenta elementos inovadores, como lanternas que se estendem pela tampa da caçamba, uma característica que lembra o conceito EPU apresentado pela Toyota no Salão de Tóquio de 2023 e que também será adotada pela BYD em sua futura rival, a Mako.

    Nas laterais, a picape deve aproveitar muitos elementos do atual Corolla Cross, embora adaptados para o formato de picape. Há dúvidas, no entanto, se o modelo será baseado na geração atual do SUV ou se já trará soluções da próxima geração, prevista para o final da década. Quanto ao porte, caso siga o padrão do conceito EPU, a picape terá cerca de 5,07 metros de comprimento, posicionando-se como uma alternativa robusta, mas não tão grande quanto a Hilux, que continua como a picape topo de linha da marca no Brasil.

    Híbrido flex: a revolução na eficiência energética

    Uma das maiores apostas da Toyota para o novo modelo é a adoção do sistema híbrido flex, que combina motor a combustão com propulsão elétrica, mas com a flexibilidade de rodar com gasolina, etanol ou até mesmo uma mistura dos dois. Essa tecnologia já é amplamente utilizada em modelos como o Corolla Hybrid e o Corolla Cross Hybrid, e promete trazer ganhos significativos em consumo e emissões de poluentes. Para o mercado brasileiro, onde o etanol é amplamente disponível, essa flexibilidade é um diferencial competitivo importante frente a rivais como a Ford Maverick, que ainda não oferece uma opção híbrida no país.

    Além disso, o sistema híbrido flex pode ser um fator decisivo para a conquista de incentivos fiscais e benefícios em programas de mobilidade sustentável, como o Rota 2030, que premia veículos com menor impacto ambiental. A Toyota, que tem sido uma das líderes no desenvolvimento de tecnologias híbridas no Brasil, pode consolidar ainda mais sua posição no mercado com essa inovação.

    O timing perfeito: competição acirrada e demanda por inovação

    O lançamento da nova picape da Toyota chega em um momento crucial para o segmento. Além da Fiat Toro e da Ford Maverick, que já dominam o mercado de picapes intermediárias, outras marcas preparam seus lançamentos para os próximos anos, como a Volkswagen com a Tukan, a Renault com o Niagara e a BYD com a Mako. Nesse cenário, a Toyota busca se diferenciar não apenas pela robustez e confiabilidade de seus modelos, mas também pela tecnologia embarcada.

    A empresa já tem um histórico sólido no Brasil com a Hilux, uma das picapes mais vendidas do país, mas o novo modelo deve atrair um público distinto: aquele que busca um veículo versátil, tecnológico e com menor impacto ambiental, mas sem abrir mão da capacidade de carga e do desempenho off-road. Com a expectativa de chegada ao mercado até 2028, a Toyota ainda tem tempo para ajustar detalhes e garantir que seu novo lançamento seja um sucesso de vendas e de imagem.

    O que esperar nos próximos anos?

    Enquanto a picape intermediária da Toyota não chega ao mercado, os consumidores brasileiros podem esperar uma série de novidades da marca nos próximos anos. Além de novos modelos híbridos e elétricos, a Toyota também deve investir em modernização de sua linha de produção e na expansão de sua rede de concessionárias. Com um portfólio cada vez mais diversificado, a japonesa busca se consolidar como uma das principais fabricantes de veículos no Brasil, combinando tradição, inovação e responsabilidade ambiental.

    Para os entusiastas de automóveis e para o mercado como um todo, a chegada da nova picape híbrida flex da Toyota promete ser um dos lançamentos mais aguardados da década. Com design arrojado, tecnologia avançada e um timing estratégico, a montadora japonesa está pronta para disputar de igual para igual com os principais players do segmento, oferecendo aos brasileiros uma opção cada vez mais moderna e sustentável para o transporte de carga e lazer.

  • GWM Haval H6 híbrido flex estreia em julho com motor 1.5 turboflex e benefícios fiscais em SP

    GWM Haval H6 híbrido flex estreia em julho com motor 1.5 turboflex e benefícios fiscais em SP

    O futuro da mobilidade brasileira chega com flexibilidade energética

    A GWM dá mais um passo decisivo na eletrificação do mercado brasileiro ao anunciar a estreia do Haval H6 híbrido flex, equipado com o inovador motor 1.5 turboflex. O modelo, cuja produção nacional já começou em Iracemápolis (SP), chega ao mercado com a promessa de revolucionar a categoria ao combinar eficiência energética, performance e benefícios fiscais. Com estreia prevista para julho, o H6 se tornará um dos primeiros veículos híbridos flex do Brasil, alinhando-se às demandas de um país onde o etanol ainda domina 50% do mercado de combustíveis.

    Motorização 1.5 turboflex: a ciência por trás da adaptabilidade

    O coração do novo Haval H6 é o propulsor 1.5 turboflex, desenvolvido em parceria com a Bosch, que promete entregar 150 cv e 24,4 kgfm — números que se mantêm estáveis tanto em gasolina quanto em etanol. A engenharia da GWM focou na calibração específica para o etanol hidratado, comum nos postos brasileiros, com um sistema de injeção inteligente que identifica em tempo real a proporção da mistura no tanque e ajusta a queima do combustível. Essa tecnologia, já testada no Tank 300 PHEV, garante que o motor opere em sua potência ideal independentemente do tipo de combustível ou da proporção etanol/gasolina.

    Segundo fontes internas da fabricante, a solução técnica replicada no H6 foi desenvolvida após extensos testes em laboratórios e rodovias brasileiras, onde a variabilidade do teor alcoólico do etanol (que pode chegar a 8% de água) demandou algoritmos avançados para evitar perda de performance ou danos ao motor. “Nossa abordagem foi criar um sistema que não apenas tolerasse a instabilidade do combustível nacional, mas a transformasse em vantagem”, afirmou um engenheiro da GWM que preferiu não ser identificado.

    Benefícios fiscais: São Paulo lidera a corrida pelos incentivos

    A estreia do Haval H6 híbrido flex coincide com um momento crucial no cenário tributário brasileiro. Em São Paulo, estado que concentra 30% da frota nacional, os modelos HEV (híbrido pleno) e PHEV19 (plug-in) se enquadram em uma legislação pioneira que oferece isenção total do IPVA em 2026 e um desconto de 75% em 2027 — quando a alíquota para híbridos cairá para 1%. Para ter direito aos benefícios, os veículos devem ser fabricados no estado e ter valor de até R$ 250 mil. O H6 HEV, avaliado em R$ 225 mil, e o PHEV19, cotado a R$ 249 mil, cumprem esses requisitos com folga.

    A decisão do governo paulista reflete uma tendência nacional de incentivar a adoção de tecnologias limpas, especialmente em um momento em que o Brasil discute a revisão da política de combustíveis fósseis. Especialistas como o economista José Roberto Afonso, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacam que os incentivos estaduais podem acelerar a transição energética. “Propostas como essa reduzem a barreira de custo inicial dos híbridos, que ainda são 30% mais caros que os equivalentes a combustão. Em estados como São Paulo, onde a frota é massiva, o impacto será significativo”, analisa Afonso.

    Produção local e preparação da rede: GWM aposta no ecossistema brasileiro

    A fábrica de Iracemápolis, inaugurada em 2021 com investimento de R$ 1,2 bilhão, já é o coração da estratégia da GWM no Brasil. Com capacidade para 100 mil veículos por ano, a unidade foi projetada para atender não apenas ao mercado interno, mas também à exportação para países da América Latina. O Haval H6 híbrido flex será o terceiro modelo produzido na planta, ao lado do H6 a combustão e do Tank 500.

    Ainda em maio, a GWM iniciou um intenso programa de treinamento para sua rede de concessionárias, abrangendo 250 pontos de venda em todo o país. Os workshops focam em três eixos: manutenção do sistema híbrido flex, diagnóstico de falhas e estratégias de venda para um público cada vez mais consciente das vantagens dos veículos elétricos. “Estamos preparando não só os mecânicos, mas também os vendedores para explicar os diferenciais do H6, como a economia de combustível e os benefícios fiscais”, declarou Carlos Eduardo Lima, diretor comercial da GWM Brasil.

    O mercado responde: híbridos flex ganham tração no Brasil

    Dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) mostram que as vendas de híbridos cresceram 120% em 2024, impulsionadas pela queda nos preços e pela expansão da infraestrutura de recarga. O Haval H6 chega para disputar espaço com modelos como o Toyota Corolla Cross Hybrid e o Volvo XC60 Recharge, mas se diferencia pela proposta de flexibilidade — uma característica altamente valorizada em um país com 40 milhões de veículos flex.

    Analistas do setor, como Guilherme Bellotti, da consultoria Bright Consulting, apontam que a combinação de híbrido flex e benefícios fiscais pode criar um efeito-demonstração no mercado. “O consumidor brasileiro ainda tem receio de aderir a tecnologias 100% elétricas devido à infraestrutura precária. O H6 oferece um meio-termo: redução de consumo sem depender exclusivamente de estações de recarga”, explica Bellotti. O modelo também se beneficia da reformulação estética lançada no final de 2025, que inclui novos faróis LED, grade frontal redesenhada e interior com painel digital de 12,3 polegadas.

    Desafios e perspectivas: o que esperar após julho

    Apesar do otimismo, a GWM enfrenta desafios como a concorrência de marcas estabelecidas e a necessidade de ampliar a rede de assistência técnica para híbridos, ainda escassa em regiões como o Nordeste. Além disso, a efetividade dos benefícios fiscais depende da manutenção das políticas estaduais, que podem ser revisadas em 2027.

    Para os próximos meses, a fabricante planeja lançar versões adicionais do H6 híbrido flex, incluindo uma opção com câmbio CVT e pacotes de conectividade avançada. A expectativa é que o modelo contribua com 15% das vendas da linha Haval em 2026, consolidando a marca como uma das líderes na transição energética brasileira. “Não estamos apenas vendendo um carro; estamos oferecendo uma solução para um problema real: a dependência do petróleo”, conclui Lima, da GWM.

    Ficha técnica do Haval H6 híbrido flex (versão HEV)

    • Motor: 1.5 turboflex (gasolina/etanol), híbrido pleno (HEV)
    • Potência: 150 cv (gasolina) / 136 cv (etanol)
    • Torque: 24,4 kgfm
    • Transmissão: E-CVT
    • Consumo médio (cidade/estrada): 18 km/l (gasolina) / 13 km/l (etanol)
    • Preço estimado: R$ 225.000
    • Benefícios fiscais (SP): Isenção IPVA 2026 / 75% de desconto 2027
  • Cafés especiais brasileiros faturam US$ 188 milhões em missão comercial nos EUA

    Cafés especiais brasileiros faturam US$ 188 milhões em missão comercial nos EUA

    A expansão dos cafés especiais brasileiros no maior mercado consumidor do mundo

    Uma delegação de 35 empresas brasileiras do setor de cafés especiais alcançou resultados históricos durante missão comercial e participação na feira World of Coffee, realizada entre 8 e 13 de abril em San Diego, Califórnia. O evento consolidou o Brasil como protagonista no mercado global de cafés premium, gerando US$ 66,09 milhões em negócios imediatos e projetando mais US$ 122,12 milhões em transações nos próximos 12 meses. Os números, oficialmente divulgados pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), representam não apenas um recorde de faturamento, mas um marco na estratégia de internacionalização do café brasileiro de alta qualidade.

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela BSCA em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), teve como objetivo central ampliar a presença brasileira no competitivo mercado norte-americano, principal importador de café do mundo. Segundo dados da Organização Internacional do Café (ICO), os Estados Unidos consomem aproximadamente 25% da produção global de café, sendo o maior mercado individual para o produto brasileiro. “Os americanos não são apenas nossos principais compradores, mas também formadores de opinião que influenciam tendências em outros mercados”, afirmou Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, em entrevista exclusiva.

    A feira que define tendências e a estratégia de conquista

    A participação brasileira na World of Coffee San Diego – considerada a principal feira B2B de cafés especiais nos Estados Unidos – foi marcada por um estande de destaque que reuniu produtores de diversas regiões do Brasil. Além de apresentar variedades exclusivas, o espaço promoveu sessões de degustação de cafés certificados pela BSCA, incluindo produtos do projeto “Produzidos por Elas”, iniciativa que valoriza o protagonismo feminino no setor cafeeiro por meio de parceria com a International Women Coffee Alliance (IWCA). “Essa presença não apenas fortalece nossa marca, mas também demonstra a diversidade e a inovação do café brasileiro”, destacou Estrela.

    Os 1.209 contatos comerciais realizados durante o evento, dos quais 884 novos, evidenciam o crescente interesse internacional pelos blends brasileiros. A missão comercial antecedeu a feira e possibilitou encontros prévios com importadores estratégicos, ampliando o potencial de negócios. “Expandimos nossa rede de contatos em mercados-chave como a Costa Oeste americana, onde a demanda por cafés de origem única e sustentável tem crescido exponencialmente”, explicou o diretor da BSCA.

    O Brasil como referência global em cafés premium

    O sucesso da missão comercial nos EUA reflete uma tendência mais ampla: o Brasil tem consolidado sua posição como líder na produção de cafés especiais, respondendo por aproximadamente 40% do mercado global desse segmento. Segundo relatório da BSCA, as exportações brasileiras de cafés especiais cresceram 15% em 2023, com destaque para mercados como Alemanha, Japão e, agora, os Estados Unidos. “O café brasileiro não é apenas uma commodity; é um produto de valor agregado que agrega cultura, sustentabilidade e inovação”, afirmou Estrela.

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” segue uma estratégia de longo prazo que inclui qualificação de produtores, certificação de origem e promoção de marcas brasileiras no exterior. “Nosso objetivo é transformar o café brasileiro em um símbolo de excelência, assim como o vinho francês ou o queijo italiano”, declarou. A missão em San Diego representou mais um passo concreto nessa direção, com a assinatura de acordos comerciais com distribuidores da Costa Leste e do Meio-Oeste americano, regiões tradicionalmente exigentes quanto à qualidade e rastreabilidade dos grãos.

    Desafios e perspectivas para o setor

    Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta desafios como a volatilidade dos preços internacionais, a concorrência de outros produtores como Colômbia e Etiópia, e a necessidade de investimentos em tecnologia para garantir a sustentabilidade da produção. “O café especial brasileiro precisa de políticas públicas que incentivem a inovação e a diferenciação de produtos”, afirmou Estrela. A BSCA tem trabalhado em parceria com o governo federal para ampliar o acesso a linhas de crédito e programas de apoio à exportação.

    Para 2024, a agenda do “Brazil. The Coffee Nation” inclui missões comerciais na Europa e na Ásia, além de participação em feiras especializadas como a SCA Expo em Chicago. “O mercado global está cada vez mais receptivo aos cafés brasileiros, mas precisamos manter o ritmo de inovação e qualidade para sustentar esse crescimento”, concluiu o diretor da BSCA.

  • Rio Grande do Sul domina importação de pelo de porco: por que a China abastece a indústria gaúcha

    Rio Grande do Sul domina importação de pelo de porco: por que a China abastece a indústria gaúcha

    O fenômeno das importações gaúchas

    O Rio Grande do Sul não apenas se destaca na produção agropecuária, mas também se consolidou como o maior importador de pelo de porco do Brasil. Em 2025, o estado adquiriu 167,8 mil toneladas de cerdas suínas no mercado internacional, volume equivalente a 64,7% de todas as importações nacionais do insumo. O investimento financeiro nesse setor atingiu US$ 1,56 milhão, representando 63,1% do total movimentado pelo país. A predominância gaúcha nesse segmento revela uma dependência estratégica de insumos externos, mesmo sendo o terceiro maior produtor de carne suína do Brasil.

    A indústria de pincéis e a matéria-prima essencial

    A demanda por pelo de porco no Rio Grande do Sul está diretamente ligada à robustez de seu parque industrial voltado para a fabricação de ferramentas de pintura. As cerdas suínas, tecnicamente chamadas de cerdas, são a matéria-prima indispensável para a produção de ‘trinchas’ — os pincéis de pintura imobiliária e artística. Segundo Rafael Loose, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Pincéis Atlas, a escolha por esse material natural deve-se à sua estrutura única. Diferente das fibras sintéticas, a cerda suína possui uma morfologia escamada e pontas bifurcadas, capazes de reter e distribuir a tinta com maior eficiência. “É um processo que a tecnologia ainda não conseguiu replicar com perfeição”, afirma o especialista, destacando a impossibilidade de substituição integral por alternativas artificiais.

    Por que o rebanho local não atende à demanda?

    A disparidade entre a produção de carne suína gaúcha e a importação de cerdas para pincéis revela um paradoxo do agronegócio regional. Embora o estado seja o terceiro maior produtor de suínos do Brasil, o rebanho local não é adequado para a extração das cerdas industriais. Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips), explica que o pelo de animais jovens — destinados ao abate precoce para atender ao mercado de carne — é excessivamente macio. Para a fabricação de pincéis de qualidade, são necessárias cerdas mais fortes, resistentes e longas, características encontradas apenas em animais mais velhos. “O foco do agronegócio gaúcho é a exportação de carne de alta qualidade, o que inviabiliza a manutenção de rebanhos para a extração de cerdas”, comenta Kerber.

    A China como principal fornecedora e os desafios logísticos

    A China domina o fornecimento de cerdas suínas para o Rio Grande do Sul, respondendo pela totalidade das importações do estado. O fluxo comercial, no entanto, enfrenta desafios logísticos significativos. O transporte marítimo a partir da Ásia, combinado com trâmites alfandegários, pode atrasar a chegada do insumo em até 45 dias. Além disso, a volatilidade cambial e as flutuações nos preços internacionais do produto impactam diretamente os custos da indústria gaúcha. “Em 2024, por exemplo, o preço da cerda chinesa subiu 18% devido a restrições sanitárias na origem”, relata um executivo do setor, que preferiu não ser identificado. A dependência exclusiva do mercado asiático também expõe a indústria a riscos geopolíticos, como sanções ou mudanças abruptas nas políticas comerciais.

    Alternativas em discussão e o futuro do setor

    Diante da dependência externa, algumas empresas gaúchas já estudam soluções para reduzir a vulnerabilidade. A Pincéis Atlas, por exemplo, investe em pesquisa para desenvolver pincéis híbridos, combinando cerdas suínas com fibras sintéticas de alta performance. “O objetivo é criar um produto 70% natural e 30% sintético, mantendo a qualidade e reduzindo custos”, explica Loose. Outra possibilidade é a importação de cerdas de países europeus, como Alemanha e Itália, onde a tradição na criação de suínos para cerdas persiste. No entanto, esses mercados cobram preços até 30% superiores aos da China, o que limita a viabilidade econômica.

    Enquanto isso, o Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips) negocia com o governo estadual a implementação de incentivos fiscais para produtores que mantenham rebanhos específicos para a extração de cerdas. “Precisamos repensar a cadeia suína gaúcha, valorizando os animais de ciclo longo”, defende Kerber. Até que essas alternativas se concretizem, o Rio Grande do Sul seguirá como o grande importador de pelo de porco do Brasil, pagando um preço alto — em dólar e em dependência externa — para abastecer uma indústria que não pode parar.

    Contexto histórico: a evolução da indústria de pincéis no Brasil

    A relação entre o Rio Grande do Sul e a importação de cerdas suínas remonta ao século XIX, quando imigrantes europeus — especialmente alemães — estabeleceram as primeiras fábricas de pincéis no estado. Na época, a matéria-prima era obtida localmente, com rebanhos criados especificamente para a extração das cerdas. No entanto, a industrialização acelerada e a demanda crescente por carne suína nos anos 1950 e 1960 levaram ao abate precoce dos animais, eliminando a possibilidade de produção local de cerdas.

    A partir da década de 1980, com a abertura econômica e a globalização, o Brasil passou a importar cerdas da China e da Coreia do Sul, consolidando o modelo atual. Hoje, o país importa cerca de 260 mil toneladas de cerdas por ano, sendo que 64,7% desse volume tem como destino o Rio Grande do Sul. A dependência externa, no entanto, não é exclusividade gaúcha: estados como São Paulo e Paraná também importam cerdas, mas em volumes significativamente menores, focados em nichos específicos do mercado, como pincéis para pintura automotiva.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    A indústria de pincéis no Rio Grande do Sul movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente, empregando diretamente 8 mil pessoas. A importação de cerdas, embora represente um custo adicional, é vista como um mal necessário pela maioria dos empresários do setor. “Sem a cerda chinesa, não teríamos como manter a competitividade”, afirma Maria Helena Rodrigues, presidente da Associação das Indústrias de Ferramentas de Pintura do RS (Aifep). No entanto, a alta nos custos dos últimos dois anos — impulsionada pela desvalorização do real frente ao dólar e pelo aumento dos fretes internacionais — já levou ao fechamento de três pequenas fábricas no estado.

    Para 2026, as perspectivas são de estabilidade, mas com riscos. A expectativa é de que as importações se mantenham no patamar atual, a menos que haja uma mudança drástica na política industrial ou no perfil do rebanho suíno gaúcho. Enquanto isso, os empresários seguem apostando em inovações para reduzir a dependência do insumo importado, mas o caminho é longo e cheio de obstáculos.

  • Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    A Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo: um teste de rusticidade há mais de cinco décadas

    A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, que começa no dia 13 de junho em Bagé (RS), entrou para a história ao registrar 79 conjuntos inscritos — o maior número desde a primeira edição, em 1971. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a prova é considerada a principal competição de resistência da raça e integra o tripé seletivo, ao lado do Freio de Ouro e da Morfologia. Segundo Silvano Luiz de Albuquerque, diretor da subcomissão de Marchas e Marchitas da ABCCC, o objetivo central é avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação dos animais.

    Um desafio de 750 km com alimentação restrita

    Durante 15 dias, os cavalos percorrem 750 km, alimentados exclusivamente com pasto natural e água, complementados por alfafa quando necessário. A prova, que se estende até o dia 28 de junho, exige dos animais não apenas força física, mas também adaptação a condições adversas — um legado que remonta às origens do Cavalo Crioulo, raça desenvolvida no Sul do Brasil para enfrentar longas jornadas e terrenos variados. A tradição da Marcha é tão forte que, em 2024, a homenagem foi para o médico veterinário Paulo Gomes Móglia, figura emblemática no universo do criatório nacional.

    Período de concentração: a preparação prévia que define o desempenho

    Antes da largada oficial, os cavalos passam por um período de concentração de 30 dias, iniciado em 14 de maio. Neste ano, os 79 conjuntos foram divididos entre duas propriedades em Bagé: a Estância e Cabanha Cinco Salsos, de Claudio Nery Martins, e a Estância Santo Amaro, de Lidiomar Freitas. O objetivo é nivelar as condições dos animais e garantir uma competição justa. “É um momento crucial para padronizar a cavalhada e avaliar o estado físico de cada participante antes do desafio”, explica Albuquerque.

    O percurso e os critérios de avaliação

    A Marcha de Resistência tem início na Fronteira Oeste gaúcha, região conhecida pela produção pecuária e pela cultura campeira. Os cavalos são submetidos a avaliações diárias, que incluem análise de saúde, resistência e comportamento. A ABCCC destaca que, além do desempenho físico, a prova valoriza o vínculo entre cavaleiro e animal, um dos pilares da raça Crioula. “Não é apenas um teste de força, mas de sintonia e confiança”, ressalta Albuquerque.

    Tradição e inovação: a Marcha como patrimônio cultural

    A competição, que já faz parte do calendário oficial do criatório nacional, reúne participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até do Uruguai, reforçando a integração entre os países do Cone Sul. Além da ABCCC, a 24ª edição conta com o apoio de parceiros como Alvorada John Deere, Associação Brasileira de Hereford e Braford, e La Madre, que contribuem para a logística e premiação. A Marcha também é um evento social, com exposições, palestras e homenagens a figuras históricas do segmento.

    A importância da raça Crioula no agronegócio brasileiro

    O Cavalo Crioulo, reconhecido por sua rusticidade e versatilidade, desempenha papel fundamental no agronegócio sulista, sendo utilizado tanto para trabalho quanto para lazer e esportes. A Marcha de Resistência, em particular, serve como um laboratório a céu aberto para criadores e veterinários, que buscam aprimorar a genética e o manejo da raça. “Este evento é um termômetro da saúde do plantel nacional”, afirma Albuquerque.

    O que esperar da 24ª edição

    Com um recorde de participantes e um percurso desafiador, a 24ª Marcha de Resistência promete ser uma das edições mais disputadas da história. Além da competição, o evento reforça a importância cultural do Cavalo Crioulo, que, desde o século XVIII, é sinônimo de resistência e adaptabilidade. Para os apaixonados pelo universo campeiro, a prova é uma celebração da identidade gaúcha e um testemunho do legado deixado por gerações de criadores.