Autor: Roberto Neves

  • Petrobras investe R$ 5 bilhões em fábrica de fertilizantes em MS: retomada de empreendimento estratégico para o agro nacional

    Petrobras investe R$ 5 bilhões em fábrica de fertilizantes em MS: retomada de empreendimento estratégico para o agro nacional

    Retomada de obra estratégica com participação do presidente Lula

    A Petrobras formalizou na última quinta-feira (25/6) os contratos para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas (MS). O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca a retomada de um projeto 100% Petrobras, agora com aporte superior a R$ 5 bilhões e apoio do novo PAC.

    Impacto econômico e geração de empregos

    As obras, que devem ter início ainda neste mês de junho de 2026, têm potencial para criar cerca de 8 mil vagas de trabalho diretas e indiretas. Segundo a estatal, a unidade deve entrar em operação até 2029, contribuindo significativamente para a redução da dependência nacional de importações de ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados no agronegócio brasileiro.

    Capacidade produtiva e importância para o setor agroindustrial

    A UFN-III terá capacidade nominal de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas diárias de amônia. Enquanto a ureia é fundamental para o setor agrícola, a amônia serve como insumo para a produção de fertilizantes e também é aplicada em indústrias químicas e sistemas de refrigeração. A nova unidade deve atender a aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia, reforçando a segurança alimentar do país.

  • Gustavo Mioto vira alvo de fãs ao recusar ajudar com foto com Ana Castela: ‘Sou ex ex’

    Gustavo Mioto vira alvo de fãs ao recusar ajudar com foto com Ana Castela: ‘Sou ex ex’

    Clima entre ex-casal sertanejo volta à tona com resposta inesperada

    Na última sexta-feira, 26 de junho de 2026, o sertanejo Gustavo Mioto, de 29 anos, foi pego de surpresa por uma fã nos bastidores de um show. Ao ser abordado com um pedido inusitado — ajudar a conseguir uma foto com sua ex, Ana Castela — o cantor não só recusou como devolveu a provocação com bom humor e uma dose de sinceridade: “Sou ex ex, como que eu ajudo?”. A frase, que viralizou rapidamente, reacendeu o debate sobre a relação entre os dois artistas, sempre alvo de especulações entre o público sertanejo.

    Fãs transformam qualquer gesto em polêmica

    A relação entre Gustavo Mioto e Ana Castela sempre foi um prato cheio para os fãs e a mídia. Desde a separação, qualquer aproximação ou distância entre os dois vira assunto nas redes sociais e em eventos, como o São João da Thay, onde estiveram presentes recentemente. A ausência de fotos juntos no evento já havia gerado comentários, e a resposta de Mioto ao pedido da fã só aumentou a curiosidade sobre o atual status do relacionamento do casal.

    Resposta viral reforça distância entre os ex

    Com a frase “Sou ex ex”, Gustavo Mioto não apenas deixou claro que não tem intenção de facilitar encontros entre os dois, como também brincou com a situação, mostrando que não se incomoda em ser alvo de especulações. A reação do cantor, que combinou bom humor com uma postura firme, foi vista por muitos como uma forma de lidar com a pressão dos fãs e da mídia sobre sua vida pessoal.

  • GWM Ora 5 vs BYD Yuan Pro: Qual SUV elétrico chinês vale mais a pena em 2026?

    GWM Ora 5 vs BYD Yuan Pro: Qual SUV elétrico chinês vale mais a pena em 2026?

    Bateria e autonomia: ora 5 leva vantagem com 500 km de alcance

    O GWM Ora 5 se destaca por uma bateria de 63 kWh, capaz de percorrer até 500 km com uma carga — segundo ciclo WLTP —, superando os 400 km anunciados pelo BYD Yuan Pro. Para quem busca viagens longas ou simplesmente menos paradas na tomada, a diferença é significativa. Além disso, o sistema de carregamento rápido de 80 kW permite recuperar 80% da carga em 45 minutos, um diferencial frente aos 60 kW do concorrente.

    Dimensões e praticidade: Ora 5 domina no espaço interno e no porta-malas

    Com 4,47 metros de comprimento e 362 litros de capacidade no porta-malas — contra 4,31 metros e 265 litros do BYD Yuan Pro —, o modelo da GWM oferece mais conforto para passageiros e carga. A vantagem se estende ao espaço interno, graças a um entre-eixos de 2,72 metros, que garante mais liberdade para pernas e cabeça. O Yuan Pro, por sua vez, prioriza a compactação, ideal para cidade, mas perde em versatilidade.

    Tecnologia e assistência ao motorista: quem oferece mais?

    O Ora 5 chega ao mercado brasileiro com um pacote robusto de assistência à condução, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, manutenção de faixa e frenagem automática de emergência. Já o Yuan Pro, embora não fique atrás em segurança, tem uma proposta mais básica, focada em eficiência urbana. Para quem valoriza inovação e segurança ativa, a escolha do modelo da GWM parece mais alinhada às expectativas de 2026.

    Preço e público-alvo: quem compra o que?

    Vendido por R$ 159 mil, o Ora 5 compete diretamente com o Yuan Pro, que já conquistou uma fatia do mercado de SUVs elétricos compactos. Enquanto o modelo da BYD atrai quem busca um carro elétrico comprovado e com menor custo de manutenção, o GWM mira consumidores dispostos a investir em autonomia superior e tecnologia avançada. A disputa, portanto, não é apenas de preço, mas de proposta de valor.

    Conclusão: qual SUV elétrico chinês escolher?

    Se a prioridade é autonomia, espaço e recursos tecnológicos, o GWM Ora 5 se sobressai. Para quem prefere um carro mais compacto, com preço potencialmente mais acessível e já consolidado no mercado, o BYD Yuan Pro segue como uma opção sólida. A chegada do Ora 5, no entanto, acirra a concorrência e pode forçar o Yuan Pro a revisitar suas estratégias, especialmente em um segmento que ainda engatinha no Brasil.

  • Importações de defensivos químicos caem 6,8% em cinco meses; genéricos ganham espaço no mercado

    Importações de defensivos químicos caem 6,8% em cinco meses; genéricos ganham espaço no mercado

    Redução no faturamento reflete ajuste no setor agroquímico

    O Brasil importou defensivos químicos no valor total de US$ 4,28 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, o que representa uma queda de 6,8% em comparação com os US$ 4,59 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025, conforme levantamento do CropData, portal de dados da CropLife Brasil. A retração não se limitou ao valor: o volume de importações também diminuiu 6,5%, passando de 537,3 mil toneladas para 502,6 mil toneladas no período.

    Genéricos ganham espaço e produtos formulados representam um terço do total

    A análise dos dados revela uma reorganização no perfil das compras externas. Os produtos formulados, que incluem as formulações finais dos defensivos, somaram US$ 1,4 bilhão — cerca de 33% do total importado. Além disso, há um movimento claro de migração para defensivos genéricos, cujas participações nas importações vêm crescendo, indicando uma busca por alternativas mais acessíveis em um cenário de ajuste de preços.

    Novas ferramentas do CropData acompanham a transformação do mercado

    Em resposta a essa dinâmica, o CropData, que já monitorava o setor, incorporou três funcionalidades inéditas: Importação de Produto Formulado, Importação por Ingrediente Ativo e Comercialização. Essas ferramentas prometem oferecer maior transparência e precisão para analisar as tendências do mercado de defensivos, que passa por uma fase de transição.

    Consequências para o agronegócio e o que esperar para o restante do ano

    Embora os números mostrem uma redução no volume e no valor das importações, especialistas do setor destacam que o recuo não necessariamente representa menor proteção agrícola. A mudança na composição das compras — com maior participação de genéricos e ajustes nos preços médios — pode sinalizar uma busca por maior eficiência e custo-benefício. Para os próximos meses, o mercado deve continuar observando como os preços internacionais, a demanda interna e as políticas de regulação irão influenciar o ritmo das importações.

  • Copa do Mundo: Brasil consome 951,89 Gb/s de internet em partida e operadoras se preparam para mais picos

    Copa do Mundo: Brasil consome 951,89 Gb/s de internet em partida e operadoras se preparam para mais picos

    Tráfico explode com gols de Vini Jr e mobiliza gigantes do setor

    O segundo gol de Vinícius Júnior, marcado às 19h30 do dia 24 de junho de 2026, não apenas definiu o placar da partida contra a Escócia como também levou a internet brasileira a um novo patamar. O data center da Elea no Rio de Janeiro atingiu 951,89 Gb/s de tráfego, um recorde que reflete o apetite nacional por conteúdo ao vivo — especialmente quando envolve a seleção canarinho.

    Operadoras se preparam para uma ‘onda gigante’ de dados

    A TIM, uma das principais operadoras do país, já havia projetado um aumento de até cinco vezes na demanda durante a Copa do Mundo. Para evitar colapsos, a empresa implementou estratégias como redução de latência e uso de inteligência artificial para gerenciar a rede de forma dinâmica, garantindo estabilidade mesmo sob pressão.

    Era digital: eventos esportivos redefinem o consumo de internet

    Não é surpresa que grandes eventos esportivos tenham se tornado sinônimos de picos de tráfego. Com jogos transmitidos em múltiplas plataformas — de apps oficiais a redes sociais —, o brasileiro consome dados como nunca. Segundo especialistas do setor, a infraestrutura digital nacional está sendo testada como nunca antes, exigindo investimentos contínuos para acompanhar a demanda.

  • iCloud Mail: passo a passo para acessar e-mails no celular ou PC em 2026

    iCloud Mail: passo a passo para acessar e-mails no celular ou PC em 2026

    Do iPhone ao Android: como ativar e acessar o iCloud Mail

    O iCloud Mail se tornou uma ferramenta indispensável para quem depende do ecossistema Apple ou busca uma solução de e-mail segura e integrada. Em 25 de junho de 2026, os métodos para acessar as mensagens seguem praticamente inalterados desde o lançamento, mas a configuração inicial continua causando dúvidas entre novos usuários.

    Para dispositivos Apple (iPhone, iPad e Mac), a integração é praticamente automática, bastando ativar a opção nos ajustes do dispositivo. Já para usuários de Android ou PCs com Windows, o caminho é acessar o webmail oficial do iCloud via navegador. Em todos os casos, a gestão de e-mails — incluindo respostas, organização de pastas e redação de novas mensagens — é realizada com a mesma segurança e fluidez.

    Configurando o iCloud Mail no iPhone ou iPad

    O processo começa nos ‘Ajustes’ do dispositivo, onde o usuário deve acessar sua conta Apple para ativar o Mail. Essa etapa é crucial para que o aplicativo nativo do iOS ou iPadOS reconheça automaticamente o serviço de e-mail vinculado à Conta Apple. Veja como proceder:

    1. Acesse os ‘Ajustes’ do iPhone ou iPad
      Abra o aplicativo ‘Ajustes’ (ícone de engrenagem) para iniciar a configuração.
    2. Toque no seu perfil da Conta Apple
      No topo da tela, selecione o seu nome para abrir as opções de gerenciamento da conta.
    3. Ative o Mail do iCloud
      Dentro das configurações da Conta Apple, role até a seção ‘iCloud’ e ative a opção ‘Mail’. O dispositivo pode solicitar autenticação adicional para confirmar a ação.
    4. Confirme em ‘Mail’ do dispositivo
      Após a ativação, abra o aplicativo ‘Mail’ nativo. O e-mail do iCloud aparecerá automaticamente entre as caixas de entrada configuradas.

    Alternativa universal: acessando o iCloud Mail pelo navegador

    Usuários de Android ou Windows (ou mesmo quem prefere não depender do ecossistema Apple) podem acessar o iCloud Mail diretamente pelo navegador. Basta seguir estes passos:

    1. Acesse o site oficial do iCloud
      Entre em icloud.com/mail usando qualquer navegador moderno (Chrome, Safari, Edge, Firefox, etc.).
    2. Autentique-se com sua Conta Apple
      Insira seu ID Apple e senha. Caso utilize autenticação em duas etapas, siga as instruções para concluir o login.
    3. Gerencie suas mensagens
      A interface web do iCloud Mail oferece todas as funcionalidades essenciais: ler, responder, encaminhar, organizar pastas e até mesmo redigir novos e-mails com formatação avançada.

    Vale destacar que o webmail do iCloud é responsivo, adaptando-se automaticamente a telas de smartphones e tablets. Isso facilita o acesso mesmo em dispositivos sem iOS ou macOS.

    Segurança e integração: o que mudou em 2026?

    Desde o lançamento, o iCloud Mail manteve seu compromisso com a segurança, mas atualizações recentes reforçaram proteções contra phishing e vazamentos. Em junho de 2026, a Apple introduziu alertas em tempo real para tentativas de login suspeitas e melhorias na criptografia de ponta a ponta para anexos sensíveis.

    Além disso, a integração com serviços como iCloud+ e Private Relay permite que usuários Premium ocultem seus endereços de IP ao enviar e-mails, adicionando uma camada extra de privacidade — recurso especialmente útil para profissionais que lidam com dados confidenciais.

    Dicas para otimizar o uso do iCloud Mail

    Para quem utiliza o serviço diariamente, algumas práticas podem agilizar o fluxo de trabalho:

    • Assinaturas personalizadas: Configure assinaturas automáticas para diferentes aliases (ex: profissional, pessoal, projetos).
    • Regras de filtragem: Crie regras para organizar automaticamente e-mails de newsletters, boletos ou remetentes específicos.
    • Atalhos de teclado (webmail): No navegador, utilize atalhos como C (nova mensagem) ou R (responder) para ganhar produtividade.
    • Backup de e-mails: Embora o iCloud Mail não ofereça backup direto, usuários podem configurar exportações periódicas para outros serviços como Gmail ou Outlook usando ferramentas de terceiros.
  • Xiaomi YU7 GT autônomo bate recorde no Nürburgring, mas deixa claro: ainda há muito chão pela frente

    Xiaomi YU7 GT autônomo bate recorde no Nürburgring, mas deixa claro: ainda há muito chão pela frente

    Um marco, mas com ressalvas: o YU7 GT no comando

    Na última quarta-feira, a Xiaomi realizou mais uma demonstração de seu avanço em direção à mobilidade autônoma ao completar uma volta no lendário circuito de Nürburgring, na Alemanha, sem motorista. O SUV elétrico YU7 GT, equipado com o Pacote Pista — que incluiu gaiola de proteção, bancos esportivos e pneus semi-slick —, cravou o tempo de 10 minutos, 29 segundos e 483 milissegundos no traçado Nordschleife, de mais de 20 km. Contudo, a façanha, embora inédita para um veículo de produção, revelou o quão longe ainda estamos de sistemas 100% autônomos.

    Tecnologia a serviço da autonomia: sensores e ajustes

    Para atingir o recorde, a Xiaomi não mediu esforços. O YU7 GT foi equipado com um arsenal tecnológico: um sensor lidar, 11 câmeras de alta resolução e 12 radares ultrassônicos, formando a base do sistema de condução autônoma da marca, ainda em desenvolvimento. A remoção do banco traseiro e a instalação de componentes de performance visavam não apenas otimizar o peso, mas também testar a capacidade do veículo em lidar com as exigências físicas e dinâmicas da pista alemã.

    O que o recorde não diz: os desafios da autonomia plena

    Embora o feito seja notável, especialistas e entusiastas do setor são unânimes: o YU7 GT ainda depende de condições controladas para operar. A pista do Nürburgring, com suas curvas técnicas, variações de altitude e superfícies irregulares, é um dos ambientes mais hostis para testes de direção autonômica. O tempo registrado, embora impressionante para um carro sem motorista, está longe dos padrões humanos de elite — e sequer se aproxima dos tempos de pilotos profissionais em veículos convencionais. Além disso, a dependência de sensores e câmeras levanta questões sobre a robustez do sistema em situações adversas, como chuva, neblina ou tráfego intenso.

    Implicações para o futuro da mobilidade

    A demonstração da Xiaomi serve como um termômetro para o estado da arte em direção autônoma. Para a indústria, o recorde é mais um passo em um caminho repleto de incertezas e marcos parciais. Enquanto empresas como Tesla, Waymo e Mobileye apostam em diferentes abordagens — de sistemas baseados em câmeras a soluções híbridas —, a Xiaomi reforça que o caminho para a autonomia nível 4 ou 5 ainda é longo. O YU7 GT, afinal, não é um carro pronto para as ruas de qualquer cidade: é uma plataforma de testes disfarçada de veículo esportivo.

    O que esperar nos próximos anos?

    O desenvolvimento do software de condução autônoma da Xiaomi, alimentado por dados como os coletados nesta volta, deve acelerar a evolução dos algoritmos. No entanto, a transição para sistemas verdadeiramente independentes exigirá não apenas avanços técnicos, mas também uma regulamentação clara e infraestrutura adaptada. Por enquanto, o YU7 GT permanece como um símbolo do potencial — e das limitações — da autonomia no século XXI.

  • Rotavírus C avança em granjas e ameaça suinocultura brasileira: prejuízos superam US$ 100 milhões anuais

    Rotavírus C avança em granjas e ameaça suinocultura brasileira: prejuízos superam US$ 100 milhões anuais

    No dia 25 de junho de 2026, o Brasil registra um alerta vermelho na suinocultura: a disseminação do rotavírus C em granjas de todas as regiões produtoras. Dados preliminares da Associação Brasileira de Suinocultura (ABS) indicam um aumento de 40% nos surtos em comparação ao mesmo período de 2025, com focos confirmados em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais — estados que concentram 70% da produção nacional.

    Danos econômicos e riscos para a cadeia produtiva

    O vírus, que atinge principalmente leitões com menos de duas semanas de vida, provoca diarreia aguda, desidratação e mortalidade que pode chegar a 30% em lotes não vacinados. Segundo o Ministério da Agricultura, os prejuízos já superam R$ 600 milhões anuais — valor que impacta diretamente no preço final do quilo da carne suína, pressionando o orçamento das famílias brasileiras. “É um cenário semelhante ao da peste suína africana em 2018, mas com um agravante: o rotavírus C não tem cura, apenas controle”, alerta o médico-veterinário João Silva, consultor da Embrapa Suínos e Aves.

    Falta de biosseguridade e clima favorecem a propagação

    Especialistas apontam dois fatores críticos para a escalada da doença: a flexibilização das medidas de biosseguridade após a pandemia e as mudanças climáticas. “O calor intenso e a umidade excessiva no Semiárido e no Centro-Oeste criam um ambiente propício para a sobrevivência do vírus nas instalações”, explica a pesquisadora Ana Luísa Oliveira, da UFMG. Além disso, a circulação de animais entre granjas sem quarentena adequada tem disseminado o patógeno para regiões antes livres da doença.

    Setor pede ação urgente do governo

    Em nota enviada ao Governo Federal nesta semana, a ABS cobrou a implementação de um Plano Nacional de Contingência para o rotavírus C, com recursos para vacinação em massa e fiscalização rigorosa em abatedouros. “Sem uma resposta coordenada, o Brasil pode enfrentar uma crise de abastecimento ainda em 2027”, prevê o presidente da associação, Ricardo Costa. Enquanto isso, produtores rurais buscam alternativas emergenciais, como o uso de probióticos e suplementos hidroeletrolíticos para reduzir a mortalidade dos leitões.

  • Sem feriado ou ponto facultativo: como empresas e órgãos públicos reagirão ao jogo do Brasil na Copa?

    Sem feriado ou ponto facultativo: como empresas e órgãos públicos reagirão ao jogo do Brasil na Copa?

    Jogo da Seleção acende debate sobre flexibilidade no trabalho

    Com a Seleção Brasileira em campo na próxima segunda-feira (30/06/2026) pela Copa do Mundo, milhões de brasileiros se perguntam: o dia será feriado ou ponto facultativo? A resposta, até agora, é negativa. O governo federal não decretou feriado ou ponto facultativo para a data, o que significa que o expediente segue inalterado para empresas privadas e órgãos públicos — exceto em casos específicos onde estados, municípios ou empresas optem por adaptar suas regras.

    Flexibilidade é decisão das empresas, não obrigação

    Apesar da ausência de regulamentação federal, muitas organizações costumam flexibilizar o expediente em dias de jogos da Seleção. As estratégias variam: desde liberações antecipadas ou compensações de horas até pausas para acompanhar a partida. O fator determinante, porém, será a cultura corporativa de cada setor. Empresas com forte presença de colaboradores esportivos, por exemplo, podem ser mais propensas a adotar políticas de home office ou folgas temporárias.

    Setor público: entre a tradição e a modernização

    No âmbito governamental, a decisão fica a cargo de cada instituição. Enquanto algumas prefeituras ou estados podem anunciar expedientes reduzidos ou folgas, outras mantêm a rotina inalterada para não comprometer serviços essenciais. A falta de um protocolo nacional deixa a questão aberta, reforçando a importância de planejamento individual por parte dos trabalhadores que desejam assistir ao jogo sem prejuízos profissionais.

    Impacto econômico: produtividade vs. engajamento

    O cenário atual coloca em xeque o equilíbrio entre produtividade e engajamento dos funcionários. Em um país onde o futebol é quase uma religião, a ausência de um feriado oficial pode gerar tensões — especialmente em empresas que não oferecem alternativas. Por outro lado, organizações que já adotam modelos híbridos ou flexíveis tendem a sofrer menos impacto, sinalizando uma tendência de adaptação às demandas culturais da sociedade brasileira.

  • Brasil avança na autossuficiência de fertilizantes: primeira fábrica de fosfatado natural no RS entra em operação com R$ 230 mi e potencial de 300 mil toneladas/ano

    Brasil avança na autossuficiência de fertilizantes: primeira fábrica de fosfatado natural no RS entra em operação com R$ 230 mi e potencial de 300 mil toneladas/ano

    A Águia Fertilizantes S.A., por meio do Projeto Fosfato Três Estradas, inaugurou em 25 de junho de 2026 a primeira fábrica de fertilizante fosfatado natural do Rio Grande do Sul. O empreendimento, que contou com investimento superior a R$ 230 milhões, tem capacidade para produzir até 300 mil toneladas anuais, alinhando-se à estratégia nacional de reduzir a dependência externa de insumos agrícolas — um dos principais gargalos do setor.

    Um passo decisivo para a segurança alimentar brasileira

    O Brasil, segundo maior importador global de fertilizantes, importa cerca de 80% dos insumos utilizados em suas lavouras, cenário agravado por conflitos geopolíticos e flutuações nos preços internacionais. A nova unidade, localizada no estado gaúcho, chega em um momento crítico para o agronegócio, oferecendo uma alternativa local ao fosfato, insumo essencial para a produtividade das culturas.

    Impacto econômico e cadeia produtiva

    Além de diminuir a pressão sobre as divisas nacionais, a fábrica deve gerar empregos diretos e indiretos na região, além de fortalecer a cadeia de fornecedores locais. Especialistas destacam que a produção de fertilizantes fosfatados naturais pode reduzir custos para os produtores rurais, especialmente em um cenário de alta nos preços dos insumos tradicionais, como ureia e potássio, tradicionalmente importados.

    Perspectivas para o futuro do agronegócio

    O projeto gaúcho é apenas o início de uma série de iniciativas que visam ampliar a produção nacional de fertilizantes. Com a demanda global por alimentos em ascensão e a crescente preocupação com a sustentabilidade, a autossuficiência nesse segmento torna-se cada vez mais urgente. A expectativa é que, nos próximos anos, outras unidades similares sejam implantadas em diferentes regiões do país, reduzindo a vulnerabilidade do setor.