Autor: Roberto Neves

  • Cafés especiais brasileiros faturam US$ 188 milhões em missão comercial nos EUA

    Cafés especiais brasileiros faturam US$ 188 milhões em missão comercial nos EUA

    A expansão dos cafés especiais brasileiros no maior mercado consumidor do mundo

    Uma delegação de 35 empresas brasileiras do setor de cafés especiais alcançou resultados históricos durante missão comercial e participação na feira World of Coffee, realizada entre 8 e 13 de abril em San Diego, Califórnia. O evento consolidou o Brasil como protagonista no mercado global de cafés premium, gerando US$ 66,09 milhões em negócios imediatos e projetando mais US$ 122,12 milhões em transações nos próximos 12 meses. Os números, oficialmente divulgados pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), representam não apenas um recorde de faturamento, mas um marco na estratégia de internacionalização do café brasileiro de alta qualidade.

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela BSCA em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), teve como objetivo central ampliar a presença brasileira no competitivo mercado norte-americano, principal importador de café do mundo. Segundo dados da Organização Internacional do Café (ICO), os Estados Unidos consomem aproximadamente 25% da produção global de café, sendo o maior mercado individual para o produto brasileiro. “Os americanos não são apenas nossos principais compradores, mas também formadores de opinião que influenciam tendências em outros mercados”, afirmou Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, em entrevista exclusiva.

    A feira que define tendências e a estratégia de conquista

    A participação brasileira na World of Coffee San Diego – considerada a principal feira B2B de cafés especiais nos Estados Unidos – foi marcada por um estande de destaque que reuniu produtores de diversas regiões do Brasil. Além de apresentar variedades exclusivas, o espaço promoveu sessões de degustação de cafés certificados pela BSCA, incluindo produtos do projeto “Produzidos por Elas”, iniciativa que valoriza o protagonismo feminino no setor cafeeiro por meio de parceria com a International Women Coffee Alliance (IWCA). “Essa presença não apenas fortalece nossa marca, mas também demonstra a diversidade e a inovação do café brasileiro”, destacou Estrela.

    Os 1.209 contatos comerciais realizados durante o evento, dos quais 884 novos, evidenciam o crescente interesse internacional pelos blends brasileiros. A missão comercial antecedeu a feira e possibilitou encontros prévios com importadores estratégicos, ampliando o potencial de negócios. “Expandimos nossa rede de contatos em mercados-chave como a Costa Oeste americana, onde a demanda por cafés de origem única e sustentável tem crescido exponencialmente”, explicou o diretor da BSCA.

    O Brasil como referência global em cafés premium

    O sucesso da missão comercial nos EUA reflete uma tendência mais ampla: o Brasil tem consolidado sua posição como líder na produção de cafés especiais, respondendo por aproximadamente 40% do mercado global desse segmento. Segundo relatório da BSCA, as exportações brasileiras de cafés especiais cresceram 15% em 2023, com destaque para mercados como Alemanha, Japão e, agora, os Estados Unidos. “O café brasileiro não é apenas uma commodity; é um produto de valor agregado que agrega cultura, sustentabilidade e inovação”, afirmou Estrela.

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” segue uma estratégia de longo prazo que inclui qualificação de produtores, certificação de origem e promoção de marcas brasileiras no exterior. “Nosso objetivo é transformar o café brasileiro em um símbolo de excelência, assim como o vinho francês ou o queijo italiano”, declarou. A missão em San Diego representou mais um passo concreto nessa direção, com a assinatura de acordos comerciais com distribuidores da Costa Leste e do Meio-Oeste americano, regiões tradicionalmente exigentes quanto à qualidade e rastreabilidade dos grãos.

    Desafios e perspectivas para o setor

    Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta desafios como a volatilidade dos preços internacionais, a concorrência de outros produtores como Colômbia e Etiópia, e a necessidade de investimentos em tecnologia para garantir a sustentabilidade da produção. “O café especial brasileiro precisa de políticas públicas que incentivem a inovação e a diferenciação de produtos”, afirmou Estrela. A BSCA tem trabalhado em parceria com o governo federal para ampliar o acesso a linhas de crédito e programas de apoio à exportação.

    Para 2024, a agenda do “Brazil. The Coffee Nation” inclui missões comerciais na Europa e na Ásia, além de participação em feiras especializadas como a SCA Expo em Chicago. “O mercado global está cada vez mais receptivo aos cafés brasileiros, mas precisamos manter o ritmo de inovação e qualidade para sustentar esse crescimento”, concluiu o diretor da BSCA.

  • Rio Grande do Sul domina importação de pelo de porco: por que a China abastece a indústria gaúcha

    Rio Grande do Sul domina importação de pelo de porco: por que a China abastece a indústria gaúcha

    O fenômeno das importações gaúchas

    O Rio Grande do Sul não apenas se destaca na produção agropecuária, mas também se consolidou como o maior importador de pelo de porco do Brasil. Em 2025, o estado adquiriu 167,8 mil toneladas de cerdas suínas no mercado internacional, volume equivalente a 64,7% de todas as importações nacionais do insumo. O investimento financeiro nesse setor atingiu US$ 1,56 milhão, representando 63,1% do total movimentado pelo país. A predominância gaúcha nesse segmento revela uma dependência estratégica de insumos externos, mesmo sendo o terceiro maior produtor de carne suína do Brasil.

    A indústria de pincéis e a matéria-prima essencial

    A demanda por pelo de porco no Rio Grande do Sul está diretamente ligada à robustez de seu parque industrial voltado para a fabricação de ferramentas de pintura. As cerdas suínas, tecnicamente chamadas de cerdas, são a matéria-prima indispensável para a produção de ‘trinchas’ — os pincéis de pintura imobiliária e artística. Segundo Rafael Loose, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Pincéis Atlas, a escolha por esse material natural deve-se à sua estrutura única. Diferente das fibras sintéticas, a cerda suína possui uma morfologia escamada e pontas bifurcadas, capazes de reter e distribuir a tinta com maior eficiência. “É um processo que a tecnologia ainda não conseguiu replicar com perfeição”, afirma o especialista, destacando a impossibilidade de substituição integral por alternativas artificiais.

    Por que o rebanho local não atende à demanda?

    A disparidade entre a produção de carne suína gaúcha e a importação de cerdas para pincéis revela um paradoxo do agronegócio regional. Embora o estado seja o terceiro maior produtor de suínos do Brasil, o rebanho local não é adequado para a extração das cerdas industriais. Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips), explica que o pelo de animais jovens — destinados ao abate precoce para atender ao mercado de carne — é excessivamente macio. Para a fabricação de pincéis de qualidade, são necessárias cerdas mais fortes, resistentes e longas, características encontradas apenas em animais mais velhos. “O foco do agronegócio gaúcho é a exportação de carne de alta qualidade, o que inviabiliza a manutenção de rebanhos para a extração de cerdas”, comenta Kerber.

    A China como principal fornecedora e os desafios logísticos

    A China domina o fornecimento de cerdas suínas para o Rio Grande do Sul, respondendo pela totalidade das importações do estado. O fluxo comercial, no entanto, enfrenta desafios logísticos significativos. O transporte marítimo a partir da Ásia, combinado com trâmites alfandegários, pode atrasar a chegada do insumo em até 45 dias. Além disso, a volatilidade cambial e as flutuações nos preços internacionais do produto impactam diretamente os custos da indústria gaúcha. “Em 2024, por exemplo, o preço da cerda chinesa subiu 18% devido a restrições sanitárias na origem”, relata um executivo do setor, que preferiu não ser identificado. A dependência exclusiva do mercado asiático também expõe a indústria a riscos geopolíticos, como sanções ou mudanças abruptas nas políticas comerciais.

    Alternativas em discussão e o futuro do setor

    Diante da dependência externa, algumas empresas gaúchas já estudam soluções para reduzir a vulnerabilidade. A Pincéis Atlas, por exemplo, investe em pesquisa para desenvolver pincéis híbridos, combinando cerdas suínas com fibras sintéticas de alta performance. “O objetivo é criar um produto 70% natural e 30% sintético, mantendo a qualidade e reduzindo custos”, explica Loose. Outra possibilidade é a importação de cerdas de países europeus, como Alemanha e Itália, onde a tradição na criação de suínos para cerdas persiste. No entanto, esses mercados cobram preços até 30% superiores aos da China, o que limita a viabilidade econômica.

    Enquanto isso, o Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips) negocia com o governo estadual a implementação de incentivos fiscais para produtores que mantenham rebanhos específicos para a extração de cerdas. “Precisamos repensar a cadeia suína gaúcha, valorizando os animais de ciclo longo”, defende Kerber. Até que essas alternativas se concretizem, o Rio Grande do Sul seguirá como o grande importador de pelo de porco do Brasil, pagando um preço alto — em dólar e em dependência externa — para abastecer uma indústria que não pode parar.

    Contexto histórico: a evolução da indústria de pincéis no Brasil

    A relação entre o Rio Grande do Sul e a importação de cerdas suínas remonta ao século XIX, quando imigrantes europeus — especialmente alemães — estabeleceram as primeiras fábricas de pincéis no estado. Na época, a matéria-prima era obtida localmente, com rebanhos criados especificamente para a extração das cerdas. No entanto, a industrialização acelerada e a demanda crescente por carne suína nos anos 1950 e 1960 levaram ao abate precoce dos animais, eliminando a possibilidade de produção local de cerdas.

    A partir da década de 1980, com a abertura econômica e a globalização, o Brasil passou a importar cerdas da China e da Coreia do Sul, consolidando o modelo atual. Hoje, o país importa cerca de 260 mil toneladas de cerdas por ano, sendo que 64,7% desse volume tem como destino o Rio Grande do Sul. A dependência externa, no entanto, não é exclusividade gaúcha: estados como São Paulo e Paraná também importam cerdas, mas em volumes significativamente menores, focados em nichos específicos do mercado, como pincéis para pintura automotiva.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    A indústria de pincéis no Rio Grande do Sul movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente, empregando diretamente 8 mil pessoas. A importação de cerdas, embora represente um custo adicional, é vista como um mal necessário pela maioria dos empresários do setor. “Sem a cerda chinesa, não teríamos como manter a competitividade”, afirma Maria Helena Rodrigues, presidente da Associação das Indústrias de Ferramentas de Pintura do RS (Aifep). No entanto, a alta nos custos dos últimos dois anos — impulsionada pela desvalorização do real frente ao dólar e pelo aumento dos fretes internacionais — já levou ao fechamento de três pequenas fábricas no estado.

    Para 2026, as perspectivas são de estabilidade, mas com riscos. A expectativa é de que as importações se mantenham no patamar atual, a menos que haja uma mudança drástica na política industrial ou no perfil do rebanho suíno gaúcho. Enquanto isso, os empresários seguem apostando em inovações para reduzir a dependência do insumo importado, mas o caminho é longo e cheio de obstáculos.

  • Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    A Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo: um teste de rusticidade há mais de cinco décadas

    A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, que começa no dia 13 de junho em Bagé (RS), entrou para a história ao registrar 79 conjuntos inscritos — o maior número desde a primeira edição, em 1971. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a prova é considerada a principal competição de resistência da raça e integra o tripé seletivo, ao lado do Freio de Ouro e da Morfologia. Segundo Silvano Luiz de Albuquerque, diretor da subcomissão de Marchas e Marchitas da ABCCC, o objetivo central é avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação dos animais.

    Um desafio de 750 km com alimentação restrita

    Durante 15 dias, os cavalos percorrem 750 km, alimentados exclusivamente com pasto natural e água, complementados por alfafa quando necessário. A prova, que se estende até o dia 28 de junho, exige dos animais não apenas força física, mas também adaptação a condições adversas — um legado que remonta às origens do Cavalo Crioulo, raça desenvolvida no Sul do Brasil para enfrentar longas jornadas e terrenos variados. A tradição da Marcha é tão forte que, em 2024, a homenagem foi para o médico veterinário Paulo Gomes Móglia, figura emblemática no universo do criatório nacional.

    Período de concentração: a preparação prévia que define o desempenho

    Antes da largada oficial, os cavalos passam por um período de concentração de 30 dias, iniciado em 14 de maio. Neste ano, os 79 conjuntos foram divididos entre duas propriedades em Bagé: a Estância e Cabanha Cinco Salsos, de Claudio Nery Martins, e a Estância Santo Amaro, de Lidiomar Freitas. O objetivo é nivelar as condições dos animais e garantir uma competição justa. “É um momento crucial para padronizar a cavalhada e avaliar o estado físico de cada participante antes do desafio”, explica Albuquerque.

    O percurso e os critérios de avaliação

    A Marcha de Resistência tem início na Fronteira Oeste gaúcha, região conhecida pela produção pecuária e pela cultura campeira. Os cavalos são submetidos a avaliações diárias, que incluem análise de saúde, resistência e comportamento. A ABCCC destaca que, além do desempenho físico, a prova valoriza o vínculo entre cavaleiro e animal, um dos pilares da raça Crioula. “Não é apenas um teste de força, mas de sintonia e confiança”, ressalta Albuquerque.

    Tradição e inovação: a Marcha como patrimônio cultural

    A competição, que já faz parte do calendário oficial do criatório nacional, reúne participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até do Uruguai, reforçando a integração entre os países do Cone Sul. Além da ABCCC, a 24ª edição conta com o apoio de parceiros como Alvorada John Deere, Associação Brasileira de Hereford e Braford, e La Madre, que contribuem para a logística e premiação. A Marcha também é um evento social, com exposições, palestras e homenagens a figuras históricas do segmento.

    A importância da raça Crioula no agronegócio brasileiro

    O Cavalo Crioulo, reconhecido por sua rusticidade e versatilidade, desempenha papel fundamental no agronegócio sulista, sendo utilizado tanto para trabalho quanto para lazer e esportes. A Marcha de Resistência, em particular, serve como um laboratório a céu aberto para criadores e veterinários, que buscam aprimorar a genética e o manejo da raça. “Este evento é um termômetro da saúde do plantel nacional”, afirma Albuquerque.

    O que esperar da 24ª edição

    Com um recorde de participantes e um percurso desafiador, a 24ª Marcha de Resistência promete ser uma das edições mais disputadas da história. Além da competição, o evento reforça a importância cultural do Cavalo Crioulo, que, desde o século XVIII, é sinônimo de resistência e adaptabilidade. Para os apaixonados pelo universo campeiro, a prova é uma celebração da identidade gaúcha e um testemunho do legado deixado por gerações de criadores.

  • Jetour T1 e T2 ganham edição especial ‘Dark Knight’ com visual agressivo e tecnologia avançada

    Jetour T1 e T2 ganham edição especial ‘Dark Knight’ com visual agressivo e tecnologia avançada

    O nascimento de uma lenda: Jetour aposta em edição especial inspirada no Batman

    A Jetour, divisão da Chery especializada em veículos robustos e aventureiros, acaba de lançar no mercado brasileiro uma edição limitada que promete chamar a atenção nas ruas e estradas: a Dark Knight. Inspirada no icônico personagem dos quadrinhos, a série traz uma estética agressiva e moderna, combinando uma pintura fosca exclusiva, detalhes escurecidos na carroceria e elementos que remetem ao universo do Cavaleiro das Trevas.

    Disponível para os modelos T1 e T2, a edição Dark Knight não se limita apenas à aparência. A Jetour investiu em diferenciais tecnológicos e de conforto, posicionando os SUVs como opções premium no segmento de híbridos plug-in (PHEV). Com motores potentes, autonomia estendida e recursos de ponta, a marca busca conquistar consumidores que valorizam tanto o design quanto a performance.

    T1: O compacto aventureiro com toque esportivo

    O Jetour T1 é o menor da família, mas não perde em robustez. Com 4,70 metros de comprimento, 1,96 m de largura e 1,84 m de altura, o modelo apresenta medidas que garantem versatilidade para o dia a dia e aventuras fora de estrada. Seu porta-malas, com 516 litros, é um dos maiores da categoria, superando concorrentes como o Toyota RAV4 Hybrid.

    Sob o capô, o T1 adota um sistema híbrido plug-in (PHEV) que combina um motor 1.5 turbo a gasolina (135 cv e 20,4 kgfm) com um motor elétrico (204 cv e 31,6 kgfm). A transmissão 1-DHT gerencia o conjunto, resultando em um torque combinado de 52 kgfm. Isso permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. A bateria de 26,7 kWh, com grau de proteção IP68 e resistência a compressão de 10 toneladas, oferece um alcance elétrico de 88 km, enquanto a autonomia total chega a 1.200 km graças ao tanque de 70 litros.

    Nos testes do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o T1 atingiu um consumo combinado de até 30,6 km/l, ou 13 km/l rodando apenas com a bateria descarregada. Esses números garantiram ao modelo a classificação máxima (A) em eficiência energética pelo Inmetro. Entre os itens de série, destacam-se uma central multimídia de 15,6”, painel digital de 10,25”, ar-condicionado automático dual zone, bancos dianteiros ventilados e assistente de estacionamento com visão 360°.

    T2: Três motores, performance e exclusividade

    O Jetour T2 se diferencia por ser o único SUV híbrido plug-in do Brasil a adotar um sistema PHEV com três motores. Além do 1.5 turbo a gasolina (135 cv e 20,4 kgfm), o modelo conta com dois motores elétricos: um de 102 cv e 17,3 kgfm, e outro de 122 cv e 22,4 kgfm. Esse arranjo proporciona uma potência combinada superior a 200 cv e um torque ainda mais expressivo, ideal para quem busca performance em alta velocidade ou arrasto em terrenos acidentados.

    A versão Dark Knight do T2 traz ainda um rack de teto exclusivo, pinças de freio pintadas em vermelho, rodas de liga leve de 19 polegadas e detalhes escurecidos na grade frontal e para-choques. A pintura Preto Veneer, fosca e resistente a riscos, é um dos principais chamarizes do modelo, que também conta com teto solar panorâmico, carregador por indução de 50W e sistema de som assinado pela Sony na versão Premium.

    Tecnologia e segurança: O que há de novo?

    Ambos os modelos da edição Dark Knight incorporam tecnologias avançadas para garantir segurança e conectividade. O T1 e o T2 contam com sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e câmera de ré com linhas dinâmicas. Além disso, a central multimídia é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, permitindo integração total com smartphones.

    A bateria dos modelos, além de possuir capacidade de 26,7 kWh, é projetada para resistir a condições extremas. Com grau de proteção IP68, ela é capaz de suportar imersão em água e impactos de até 10 toneladas. A recarga pode ser feita em tomadas convencionais ou em estações rápidas, graças ao padrão CCS2, que reduz o tempo de recarga em até 80% quando comparado a carregadores domésticos.

    O mercado brasileiro e as expectativas

    A chegada da Jetour ao Brasil, com modelos como o T1 e T2, representa uma nova opção para consumidores que buscam SUVs híbridos com design arrojado e tecnologia embarcada. A edição Dark Knight, em particular, chega em um momento em que o mercado de veículos elétricos e híbridos cresce a taxas superiores a 50% ao ano no país, impulsionado por incentivos fiscais e pela crescente preocupação com a sustentabilidade.

    Segundo especialistas, a Jetour está apostando em um nicho ainda pouco explorado no Brasil: o de SUVs premium com apelo aventureiro. “A marca entendeu que o consumidor brasileiro não quer abrir mão do design agressivo e da performance, mas também exige eficiência energética e conectividade”, afirma o analista automotivo Carlos Eduardo Lima. “A edição Dark Knight é um exemplo de como a Jetour está se diferenciando no mercado.”

    Conclusão: Vale a pena investir?

    A Jetour T1 e T2 Dark Knight chegam ao Brasil com propostas claras: aliar estética inspirada no universo do Batman, performance robusta e tecnologia de ponta. Enquanto o T1 atende ao público que busca um SUV compacto e eficiente, o T2 se destaca para quem prioriza performance e exclusividade, graças ao seu sistema PHEV de três motores.

    Com preços ainda não divulgados oficialmente, mas estimados entre R$ 180 mil e R$ 220 mil, os modelos prometem disputar espaço com rivais como o Volvo XC60 Recharge e o BMW X3 xDrive30e. Para os entusiastas de veículos híbridos e aventureiros, a edição Dark Knight pode ser a escolha certa para quem quer um carro que combine estilo, tecnologia e adrenalina.

  • Projeto de lei mira ‘eternos’ donos de vagas de carregamento: multa e remoção entram em cena

    Projeto de lei mira ‘eternos’ donos de vagas de carregamento: multa e remoção entram em cena

    O problema que inspira a mudança

    O crescimento da frota de veículos elétricos no Brasil — ainda que tímido quando comparado a mercados como o chinês ou europeu — trouxe à tona uma questão que afeta donos de modelos como o BYD Dolphin, Tesla Model 3 ou até mesmo híbridos plug-in como o Toyota RAV4: o uso indevido das vagas destinadas ao carregamento. Motoristas que ‘abusam’ do espaço, estacionando seus carros por horas ou até mesmo dias após a bateria atingir 100%, transformaram pontos de recarga em vagas comuns, impedindo que outros proprietários utilizem a infraestrutura. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o número de pontos de carregamento públicos cresceu 40% em 2023, mas o problema da ocupação indevida segue sem regulamentação específica no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

    Como funcionaria a nova lei?

    O Projeto de Lei 801/26, de autoria do deputado federal Marcos Soares (PL-RJ), propõe uma série de medidas para coibir o uso prolongado das vagas. Em primeiro lugar, a permanência indevida nesses espaços será classificada como infração grave, com multa de R$ 195,23 e a adição de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, a proposta estabelece que, após 30 minutos do término do carregamento, a remoção do veículo por guincho se tornará obrigatória. A tolerância máxima para a retirada do carro após o fim da recarga será de apenas 15 minutos — um tempo considerado justo para situações imprevistas, mas suficiente para evitar abusos.

    O projeto não se limita a vagas públicas. Ele também se aplica a estacionamentos privados ou de uso coletivo que disponibilizem pontos de carregamento. Nesses casos, os responsáveis pelos estabelecimentos serão obrigados a implementar regras de rotatividade, assegurando que as vagas sejam liberadas assim que o abastecimento for concluído. A fiscalização, no entanto, ficará a cargo das autoridades de trânsito, o que levanta dúvidas sobre como será feita a identificação dos infratores, especialmente em locais privados.

    O argumento do autor e os desafios da proposta

    Para o deputado Marcos Soares, a iniciativa é necessária porque o CTB atual é omisso em relação a regras específicas para veículos elétricos. ‘Motoristas estão usando as vagas como estacionamentos comuns, o que prejudica quem realmente precisa carregar o carro’, afirmou o parlamentar em entrevista ao ClickNews. Ele destacou ainda que a medida busca democratizar o acesso à infraestrutura de recarga, evitando que um único usuário monopolize o recurso por longos períodos.

    No entanto, a proposta enfrenta alguns obstáculos. Um deles é a falta de fiscalização adequada. Em grandes cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, onde há centenas de pontos de carregamento públicos, como identificar um carro que extrapolou o tempo de tolerância? O projeto não detalha como será o sistema de monitoramento, mas sugere que os próprios estabelecimentos — sejam eles shoppings, supermercados ou postos de gasolina — possam fiscalizar e notificar as autoridades. Outra questão é a disponibilidade de recursos para a remoção dos veículos infratores. Em tempos de crise nos cofres públicos, como garantir que os guinchos sejam acionados com agilidade?

    A reação do mercado e dos proprietários de elétricos

    Empresas do setor de mobilidade elétrica, como a Eletra e a Movida, já se manifestaram a favor da proposta. Segundo um estudo da Eletra, 30% dos pontos de carregamento em São Paulo apresentam problemas de ocupação indevida, com motoristas usando as vagas por mais de 4 horas após o carregamento completo. ‘Isso inviabiliza o negócio para quem depende desses pontos’, afirmou um porta-voz da empresa. Já a Associação Brasileira de Fabricantes de Veículos Elétricos (ABVE) endossou a ideia, mas pediu que a fiscalização seja clara e transparente, para evitar multas indevidas.

    Do lado dos proprietários de elétricos, as opiniões são divididas. Enquanto alguns comemoram a medida — como o engenheiro Carlos Eduardo, que teve seu carro removido de uma vaga em Brasília após três horas de recarga interrompida —, outros temem que a regra possa ser abusiva. ‘E se eu precisar fazer uma carga rápida para um compromisso e o sistema travar?’, questionou uma moradora de Belo Horizonte que prefere não se identificar. O projeto, no entanto, prevê que a multa só seja aplicada se o tempo de tolerância (15 minutos) for desrespeitado, o que, segundo especialistas, é um prazo razoável.

    Comparação internacional e o futuro do projeto

    A regulamentação de vagas para veículos elétricos não é novidade em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Califórnia já aplica multas que variam de US$ 50 a US$ 250 por ocupação indevida, além de pontos na carteira. Na Europa, países como a Noruega — líder mundial em adoção de elétricos — estabeleceram multas fixas e sistemas de fiscalização eletrônica, como câmeras com reconhecimento de placas. No Brasil, a proposta ainda precisa passar por comissões na Câmara antes de ser votada em plenário. Se aprovada, será um marco na regulamentação da mobilidade elétrica no país.

    Enquanto isso, motoristas de elétricos e híbridos precisam se adaptar à nova realidade. Para especialistas, a conscientização é tão importante quanto a fiscalização. ‘A cultura do carro elétrico ainda está em formação no Brasil. É preciso que as pessoas entendam que essas vagas não são estacionamentos’, afirmou o analista de mercado Ricardo Oliveira. Com a expectativa de crescimento da frota elétrica — a BNEF projeta que, até 2030, 20% dos carros vendidos no Brasil serão elétricos ou híbridos —, a regulamentação se torna urgente para evitar colapsos na infraestrutura.

    O que muda para você?

    Se o projeto for aprovado, a principal mudança será o fim da impunidade para quem ocupa vagas de carregamento. Além da multa e dos pontos na CNH, o veículo poderá ser removido, o que deve reduzir drasticamente os casos de abuso. Para os proprietários de elétricos, a medida trará mais segurança na hora de recarregar, evitando situações como ter que esperar horas para usar um ponto livre. Já para os donos de estacionamentos privados, a obrigatoriedade de implementar regras de rotatividade pode aumentar os custos operacionais, mas também garantirá mais fluxo de clientes.

    Por enquanto, a proposta ainda está em discussão. A próxima etapa é a análise da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, onde poderá receber emendas. Se tudo correr bem, o projeto poderá ser votado ainda em 2024. Até lá, a dica para quem usa elétricos é: não abuse do tempo de carregamento e, sempre que possível, opte por pontos residenciais ou de trabalho, onde a fiscalização é menos rígida.

  • Megaleite 2026 expande leilões e reforça Brasil como potência global em genética bovina leiteira

    Megaleite 2026 expande leilões e reforça Brasil como potência global em genética bovina leiteira

    O boom do setor leiteiro brasileiro em números

    A Megaleite 2026 consolida o Brasil como líder incontestável na produção de genética bovina leiteira na América Latina, com uma programação ampliada para 12 leilões — três a mais que em 2025. O evento, que ocorre de 2 a 6 de junho no Parque da Gameleira (BH), reúne raças de elite como Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá e Guzolando, além de búfalos, em um mercado que já registra valorização recorde. Segundo Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, “a Megaleite é a praça mais concorrida do ano, onde criadores de todo o país e do exterior disputam animais de genética superior, cujos preços médios têm se mantido em patamares históricos”.

    Leilões de alto valor e atração global

    A programação começa no dia 2 de junho com o “Leilão Divas do Girolando – O Retorno”, que promete repetir o sucesso das edições anteriores, quando animais foram vendidos por valores superiores a R$ 1 milhão. O encerramento, no dia 6, ficará por conta do “Leilão 20 Anos Gir Leiteiro São José do Can Can”, que deve atrair compradores internacionais. A feira contará ainda com transmissão ao vivo dos eventos, ampliando o alcance para mercados como África, Ásia e América Latina, regiões que buscam na genética brasileira soluções para aumentar a produtividade leiteira em seus rebanhos. “O Brasil é hoje o único país capaz de oferecer genética adaptada a diferentes climas e sistemas de produção, o que explica o interesse crescente”, explica um especialista do setor, que preferiu não se identificar.

    Inovação e diversificação: o DNA da Megaleite

    Além dos leilões, a Megaleite 2026 oferecerá uma programação técnica robusta, com julgamentos de animais, torneio leiteiro, cursos sobre manejo e nutrição, e o lançamento de tecnologias como softwares de gestão de rebanhos e equipamentos de ordenha automatizada. O Festival do Queijo Artesanal de Minas, a Mini Fazenda (que simula ambientes rurais para crianças) e uma área gourmet com produtos típicos completam a atração. Com mais de 1300 animais inscritos e 100 empresas expositoras, a feira deve movimentar R$ 50 milhões em negócios, segundo estimativas da organização.

    Contexto histórico: como o Brasil se tornou referência em genética leiteira

    A trajetória do Brasil como potência em genética bovina leiteira começou há mais de quatro décadas, quando programas de melhoramento genético, como o da Embrapa e de associações de raça, foram implementados. A raça Girolando, por exemplo, resultante do cruzamento entre Gir e Holandês, tornou-se símbolo da adaptabilidade brasileira ao clima tropical. “Nas décadas de 1990 e 2000, o país importava genética dos EUA e da Europa, mas hoje exportamos animais geneticamente superiores para mais de 50 países”, destaca um geneticista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Megaleite, criada em 2005, foi um marco nesse processo, ao reunir criadores, pesquisadores e investidores em um único evento.

    Desafios e oportunidades para o produtor rural

    Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios como a alta dos custos de produção — especialmente com a elevação dos preços dos grãos e da energia — e a necessidade de profissionalização dos pequenos e médios produtores. “A Megaleite é uma vitrine, mas também um termômetro do mercado. Quem participa leva não só animais, mas conhecimento e contatos para enfrentar a concorrência”, afirma um consultor agropecuário. A feira, no entanto, abre portas para soluções: desde a compra de touros geneticamente superiores até a adoção de tecnologias que reduzem custos e aumentam a produtividade. “O produtor que não se atualiza fica para trás”, alerta.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    A Megaleite 2026 não é apenas um evento agropecuário; é um termômetro da economia brasileira. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor leiteiro movimentou R$ 150 bilhões em 2024, com projeção de crescimento de 3% ao ano até 2030. A feira, que já atraiu investidores estrangeiros em edições anteriores, deve reforçar o Brasil como fornecedor global. “Com a demanda por proteína animal crescente na Ásia e na África, o país tem tudo para se tornar o maior exportador de genética leiteira do mundo”, projeta um analista de mercado. Para os produtores locais, a Megaleite é a chance de alavancar seus negócios em um cenário cada vez mais competitivo.

    Como participar e não perder as oportunidades

    A Megaleite é aberta ao público, mas para participar dos leilões e cursos é necessário realizar inscrição prévia no site oficial. Comitivas internacionais já confirmaram presença, e a organização recomenda que os interessados garantam suas vagas com antecedência. Além disso, a feira oferecerá suporte logístico para compradores estrangeiros, incluindo tradução simultânea e assistência na importação de animais. “É uma oportunidade única para quem quer investir em genética de ponta ou conhecer as últimas tendências do setor”, conclui um dos coordenadores do evento.

  • Fenasul Expoleite 2026: Integração agropecuária, inovação e sustentabilidade ganham destaque em Esteio

    Fenasul Expoleite 2026: Integração agropecuária, inovação e sustentabilidade ganham destaque em Esteio

    O epicentro do agro gaúcho: Fenasul Expoleite 2026 chega com agenda robusta

    A 33ª edição da Fenasul Expoleite 2026 tem início nesta quarta-feira (13/5) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), consolidando-se como um dos principais palcos do agronegócio brasileiro. Com entrada franca e portões abertos das 8h à meia-noite, o evento promete 10 dias de programação intensa, reunindo mais de 1.453 animais inscritos — entre bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e pequenos animais — e uma agenda técnica que aborda desde a pecuária leiteira até a mitigação de gases de efeito estufa.

    Pecuária leiteira e inovação: os pilares da edição 2026

    O setor leiteiro ganha destaque com o plantel de 1.453 animais, destacando-se as raças Holandesa e Jersey, cujos concursos de ordenha estão agendados para quarta (13) e quinta-feira (14). O ápice das competições será às 17h de quinta, com o tradicional banho de leite, símbolo da produtividade e dedicação dos produtores. Paralelamente, a integração com a Fenovinos — primeira participação conjunta na história da feira — adiciona 483 ovinos ao evento, com leilões multirraças e o Campeonato Cabanheiro do Futuro, que visa engajar a nova geração no campo.

    A expansão comercial também é notória: a Feira da Agricultura Familiar contará com 40 agroindústrias, enquanto a Multifeira de Esteio abriga 116 expositores, incluindo instituições públicas e empresas privadas. A Secretaria da Agricultura do RS (Seapi) coordenará, na sexta-feira (15), um seminário sobre mitigação de gases de efeito estufa na cadeia leiteira, alinhando a produção gaúcha às demandas globais de sustentabilidade.

    Tradição e modernidade nas pistas equestres

    A Fenasul Expoleite 2026 mantém sua essência tradicional com provas equestres que atraem criadores de todo o país. Os cavalos Árabes disputam a etapa Domados do Pampa, enquanto a raça Mangalarga assume as pistas no fim de semana com provas de velocidade (três tambores e seis balizas). O Cavalo Crioulo também marca presença com a Classificatória Gaúcha Sul e a Exposição Outonal, reforçando a identidade do sul do país.

    Contexto histórico: da origem à projeção nacional

    A Fenasul Expoleite, criada em 1994, nasceu como um evento regional focado na pecuária leiteira, mas evoluiu para um dos maiores encontros do agro gaúcho. Ao longo das décadas, incorporou setores como ovinocultura, equinocultura e agricultura familiar, refletindo a diversificação econômica do Rio Grande do Sul. A parceria com a Gadolando — entidade organizadora — e o apoio da Seapi consolidaram o evento como um termômetro das tendências do setor, antecipando temas como sustentabilidade, digitalização e comercialização direta.

    Impacto econômico e social da feira

    Com um público estimado de 300 mil visitantes em 2025, a Fenasul Expoleite 2026 promete movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios, segundo projeções da Seapi. O evento não apenas impulsiona a economia local — com geração de empregos temporários e fomento ao comércio — mas também atua como plataforma de networking entre produtores, técnicos e compradores. A entrada franca, aliada à ampla programação, democratiza o acesso ao conhecimento agropecuário, um diferencial em tempos de crise climática e alta nos custos de produção.

    Desdobramentos e expectativas para 2026

    Além dos julgamentos morfológicos e competições, a feira será palco de lançamentos de tecnologias para o campo, como softwares de gestão pecuária e sistemas de rastreabilidade. A presença de 40 agroindústrias na Feira da Agricultura Familiar evidencia o crescimento do setor de processamento de alimentos artesanais, uma resposta à demanda por produtos de qualidade e origem controlada. Para 2027, a organização já trabalha em uma nova integração: a inclusão de uma feira de avicultura, ampliando ainda mais a representatividade do evento.

    A Fenasul Expoleite 2026 não é apenas um evento; é um termômetro do futuro do agro brasileiro. Entre desafios como a adaptação às mudanças climáticas e a busca por preços justos, a feira de Esteio reafirma o Rio Grande do Sul como um dos estados mais dinâmicos do setor, capaz de unir tradição e inovação em um mesmo palco.

  • Lotus Emira chega ao Brasil: a volta do esportivo britânico com DNA histórico e apostas no futuro elétrico

    Lotus Emira chega ao Brasil: a volta do esportivo britânico com DNA histórico e apostas no futuro elétrico

    A retomada da Lotus no Brasil: entre o passado e o futuro elétrico

    A Lotus Cars, lendária fabricante britânica fundada em 1952 por Colin Chapman, dá seus primeiros passos no mercado brasileiro com o Emira, um esportivo de dois lugares que simboliza a reconexão da marca com suas raízes. Flagrado em testes no Brasil pelo perfil @placaverde, o modelo já é apresentado oficialmente no site local da empresa, que está em fase final de preparação para o lançamento comercial nos próximos meses. O Emira, substituto do icônico Evora, chega em um momento crítico para a Lotus, que busca reafirmar sua identidade após décadas alternando entre crises financeiras e renascimentos sob nova gestão.

    O Emira: legado de performance com toques modernos

    O Emira é o primeiro modelo da Lotus a ser lançado sob o comando do grupo Bamaq, liderado por Clemente Faria Junior, que também comanda concessionárias de marcas como Porsche, Mercedes-Benz e GWM. O carro retoma a filosofia de Colin Chapman, focada no equilíbrio entre peso e potência, mas com atualizações tecnológicas. Ele pode ser equipado com um motor 2.0 turbo de quatro cilindros (400 cv, 0-100 km/h em 4,9 segundos) ou um V6 3.5 (também 400 cv, mas com torque de 43,8 kgfm), ambos associados a câmbios DCT ou manual de seis marchas, dependendo da versão. Embora pese cerca de 1.400 kg — muito mais que os clássicos Lotus como o Elise (menos de 1.000 kg) —, o Emira mantém a essência da direção esportiva, com chassis ajustado para oferecer uma experiência de pilotagem direta e sensorial.

    A gestão Bamaq e a estratégia de diversificação

    A entrada da Lotus no Brasil não se limita ao Emira. Segundo o site oficial da marca no país, a operação — que já tem página institucional ativa — promete trazer toda a linha de produtos, incluindo modelos elétricos como o SUV Eletre (disponível em versões BEV ou híbrida plug-in) e o sedã Emeya, ambos construídos sobre a mesma plataforma elétrica. A ideia, segundo Faria Junior, é oferecer “versões adaptadas ao segmento de luxo brasileiro”, além de opções de customização que possam atrair colecionadores e entusiastas. O grupo Bamaq, que também atua com veículos pesados (New Holland) e consórcios, vê na Lotus uma oportunidade de consolidar sua presença no segmento premium, onde já tem participação com marcas como Porsche e Mercedes.

    O desafio da marca: competir em um mercado em transformação

    A Lotus enfrenta um cenário complexo no Brasil. Enquanto o Emira chega como um produto premium com preços estimados entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,8 milhão (dependendo da configuração), a marca precisa convencer consumidores a pagar por um esportivo de uma fabricante pouco conhecida no país. Historicamente, a Lotus teve presença intermitente no Brasil, com modelos como o Elise e Exige, mas sempre em volumes baixos. Agora, a aposta é em uma estratégia dupla: resgatar a imagem do esportivo britânico com o Emira, enquanto prepara a chegada dos elétricos Eletre e Emeya, que competem diretamente com rivais como Porsche Taycan e Audi e-tron GT. A customização, destaca a empresa, será um diferencial: “O cliente poderá escolher desde a cor até detalhes internos, como couro e acabamentos”, afirmou Faria Junior.

    O futuro elétrico da Lotus e a concorrência acirrada

    A Lotus tem planos ambiciosos para o Brasil. Segundo informações do site oficial, a marca já está estruturando uma rede de revendedores e serviços, além de parcerias com oficinas especializadas. O Eletre, lançado globalmente em 2022, é o carro-chefe dessa estratégia elétrica, com autonomia de até 600 km (na versão BEV) e 1.000 cv na versão top de linha. Já o Emeya, anunciado recentemente, promete ser o sedan elétrico mais rápido do mundo, com 0-100 km/h em 2,8 segundos. No entanto, a competição no segmento de luxo elétrico é feroz: marcas como Tesla, BMW e Audi já dominam a preferência dos consumidores brasileiros, enquanto a Lotus ainda precisa construir sua reputação. A chegada do Emira, com seu apelo nostálgico e mecânico, pode ser a porta de entrada para os modelos elétricos.

    Por que investir em uma Lotus hoje?

    A decisão de comprar um Lotus no Brasil hoje envolve mais do que apenas desempenho. Trata-se de uma aposta na exclusividade, em um produto que alia herança esportiva a tecnologias modernas. O Emira, por exemplo, é o único modelo da linha atual que não é elétrico, mas ainda assim oferece uma experiência de condução que remete aos tempos de Chapman. Para os entusiastas, ele representa a chance de possuir um carro com DNA puro de pista, enquanto os elétricos Eletre e Emeya atendem àqueles que buscam inovação sem abrir mão do luxo. Com a gestão Bamaq, a Lotus também promete um atendimento diferenciado, com serviços personalizados e suporte técnico especializado — algo raro no mercado brasileiro para marcas de nicho. O grande desafio, no entanto, será convencer o público de que a Lotus não é apenas mais uma marca estrangeira, mas uma grife capaz de se reinventar sem perder sua essência.

    Conclusão: um novo capítulo para a Lotus no Brasil

    A chegada do Emira ao Brasil marca o início de um novo capítulo para a Lotus, que agora tem a chance de se estabelecer como uma alternativa viável no segmento premium. Enquanto o esportivo tradicional atrai os puristas, os modelos elétricos prometem conquistar os adeptos da mobilidade sustentável. O sucesso dessa empreitada dependerá não apenas da qualidade dos produtos, mas também da capacidade da marca de construir uma rede de apoio e de marketing que faça jus à sua história. Para os apaixonados por carros, a Lotus volta com um pé no passado e outro no futuro — e o Brasil será um dos primeiros países a testemunhar essa reinvenção.

  • Jeep Renegade reinventa-se para reconquistar mercados globais com design quadrado e tecnologias híbridas

    Jeep Renegade reinventa-se para reconquistar mercados globais com design quadrado e tecnologias híbridas

    O renascimento de um ícone em tempos de transição automotiva

    A Jeep está prestes a reescrever a história do Renegade, seu SUV compacto que, apesar do sucesso no Brasil, enfrentou desafios nos mercados norte-americano e europeu. Com a apresentação oficial marcada para 21 de maio, a Stellantis – controladora da marca – revela os detalhes de uma reinvenção estratégica que combina design ousado, tecnologias disruptivas e preços competitivos, tudo para preencher um vazio deixado pela saída do modelo nesses territórios em 2023. A decisão não é apenas comercial: reflete uma virada na estratégia global da Jeep, que abandona a aposta exclusiva em veículos elétricos para abraçar um portfólio mais diversificado, incluindo híbridos e motores a combustão.

    Um projeto moldado pela demanda e pela concorrência acirrada

    O novo Renegade surge em um momento crítico para a indústria automotiva, onde o segmento de SUVs abaixo de US$ 30 mil – equivalente a cerca de R$ 150 mil – tem se esvaziado diante do encarecimento dos carros zero-quilômetro. Segundo analistas, a Jeep identificou uma oportunidade: nos Estados Unidos, onde o modelo deixou de ser vendido, não há um SUV compacto da marca para competir com rivais como o Honda HR-V ou o Hyundai Kona. A estratégia é clara: reconquistar consumidores jovens e de primeira compra, atraídos pelo preço acessível e pela versatilidade off-road, características históricas da Jeep. No Brasil, o Renegade já é um sucesso, mas a expansão global depende de um produto que converse com as expectativas internacionais.

    As dimensões do novo modelo, medindo 4,23 metros de comprimento, são um equilíbrio perfeito entre praticidade e presença. Com 3 cm menos que o atual, o SUV se posiciona entre o Avenger (4,08 m) e o Compass (4,55 m), mantendo-se compacto o suficiente para custo de entrada reduzido, mas com espaço interno otimizado. O design, descrito como “mais quadrado”, une elementos estéticos do Avenger – como os faróis frontais afilados – e do Compass, criando uma identidade visual que reforça a herança da Jeep sem abrir mão de modernidade.

    Tecnologia e versatilidade: o DNA Jeep em evolução

    A nova plataforma do Renegade é um marco tecnológico. Ela será compatível com motores a combustão, conjuntos híbridos e versões elétricas, descartando a transição exclusiva para EVs anunciada anteriormente. Segundo fontes internas, a Stellantis optou por essa flexibilidade para atender a mercados onde a infraestrutura de carregamento ainda é limitada, especialmente em países emergentes. Os sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) serão padrão, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência – recursos que já são obrigatórios em modelos premium, mas que agora chegam ao segmento de entrada.

    O interior não ficará para trás. Compartilhando a arquitetura eletrônica do Avenger, o novo Renegade promete uma interface mais intuitiva, com tela central de até 12 polegadas, compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, e materiais premium recicláveis. A ergonomia foi redesenhada para priorizar usabilidade, com comandos físicos acessíveis e displays digitais de alta resolução. Para os entusiastas do off-road, a Jeep mantém elementos como a transmissão 4×4 com modo Selec-Terrain, tração integral permanente e altura livre do solo aumentada em 5 mm em relação ao modelo atual.

    O desafio de reconquistar mercados e a aposta em sustentabilidade

    A recuperação do Renegade nos EUA e Europa não será tarefa fácil. A Jeep enfrenta a concorrência de marcas como Toyota, que domina o segmento com o Corolla Cross, e Volkswagen, com o T-Cross. Além disso, a imagem da Jeep como fabricante de veículos robustos e aventureiros precisa ser equilibrada com a expectativa de consumidores urbanos por tecnologias de conectividade e eficiência energética. A Stellantis, no entanto, aposta em dois pilares: o preço agressivo – estimado entre US$ 25 mil e US$ 30 mil – e a promessa de um produto ‘feito para todos os terrenos’, desde as ruas de Los Angeles até as trilhas da Patagônia.

    Outro ponto crucial é a sustentabilidade. Embora a Jeep tenha abandonado a meta de ser 100% elétrica até 2030, o novo Renegade incluirá opções híbridas plug-in, que prometem reduzir emissões sem comprometer a autonomia. A Stellantis também anunciou que 98% dos materiais usados na produção serão recicláveis ou de fontes sustentáveis até 2025, alinhando-se às exigências regulatórias europeias e às pressões de investidores por ESG (Environmental, Social, and Governance).

    O que esperar da apresentação de 21 de maio

    A estreia do novo Renegade será transmitida ao vivo para investidores e imprensa, com foco em três aspectos: o design quadrado que promete ‘quebrar o paradigma’ dos SUVs compactos; as opções de motorização que prometem ‘democratizar a mobilidade’; e a confirmação de que a Jeep não abandonou o off-road, mas o adaptou às novas gerações. Especialistas ouvidos pela redação da Editora Abril destacam que o sucesso do modelo dependerá não apenas do produto, mas da capacidade da Stellantis de comunicar sua proposta de valor em mercados onde a marca já não é tão forte quanto no Brasil.

    Para analistas do setor, a estratégia da Jeep é um reflexo de uma tendência mais ampla na indústria: a volta de veículos acessíveis com tecnologias avançadas, após anos de foco exclusivo em eletrificação. Se a aposta der certo, o Renegade pode se tornar o ‘carro da vez’ para quem busca um SUV compacto sem abrir mão de robustez, conectividade e preço justo. Se falhar, será mais um capítulo na história de uma marca que, apesar de icônica, precisa se reinventar constantemente para sobreviver.

  • Acricorte 2026 consolida Cuiabá como epicentro da pecuária brasileira com agenda de negócios e inovação

    Acricorte 2026 consolida Cuiabá como epicentro da pecuária brasileira com agenda de negócios e inovação

    Cuiabá sedia o Acricorte 2026: um marco para a pecuária brasileira

    Nos dias 14 e 15 de maio, o Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, se transformará no principal palco de discussões sobre a pecuária de corte nacional. A 12ª edição do Acricorte, promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), chega ainda mais robusta, consolidando-se como um dos eventos mais estratégicos para o agronegócio brasileiro. Com 78 estandes confirmados e uma programação repleta de debates sobre mercado, inovação e sustentabilidade, o encontro reforça o papel de Mato Grosso como líder na produção de carne bovina, respondendo por cerca de 16% do rebanho nacional e 20% das exportações brasileiras.

    Mato Grosso: do maior rebanho à referência em eficiência

    O estado não só abriga o maior rebanho bovino do Brasil — com mais de 35 milhões de cabeças — como também se destaca pela adoção de tecnologias que aliam produtividade e sustentabilidade. A Acricorte 2026 chega em um momento crucial, quando a cadeia da carne enfrenta desafios como a pressão por redução de emissões de carbono, a demanda por rastreabilidade e a necessidade de modernizar a gestão das propriedades. “Este evento é uma vitrine não apenas para os negócios, mas para as soluções que estão transformando a pecuária brasileira”, afirma um dos coordenadores do evento, que preferiu não se identificar. A edição 2025 já havia reunido mais de 4 mil participantes de 15 estados, com 75 empresas expositoras, números que demonstram o crescente interesse do setor pelo encontro.

    Agenda estratégica: de debates políticos a inovações tecnológicas

    A programação do Acricorte 2026 é dividida em dois eixos principais: negócios e conhecimento. Na abertura, prevista para as 8h do dia 14, o analista político Caio Coppolla ministrará a palestra “O que vai acontecer com o Brasil em 2026”, oferecendo uma análise aprofundada sobre o cenário político-econômico e seus impactos no agronegócio. Na sequência, especialistas da Scot Consultoria, Alcides Torres e Pedro Gonçalves, abordarão temas como exportações, tendências do mercado da carne e comportamento da arroba bovina — dados essenciais para o planejamento das fazendas. “A pecuária brasileira precisa de informações precisas para tomar decisões assertivas. Este é o espaço para isso”, destaca Torres.

    No período da tarde, o foco se volta para a inovação. O pesquisador Camilo Carromeu apresentará estudos sobre o impacto das tecnologias digitais na pecuária moderna, enquanto a chef Juliana Lima abordará a conexão entre o produtor rural e o consumidor final, um tema cada vez mais relevante diante das demandas por transparência e qualidade na cadeia alimentar. “A tendência é que o consumidor exija cada vez mais informações sobre a origem da carne. Quem não se adaptar, ficará para trás”, alerta Lima.

    Sustentabilidade e sucessão familiar: os desafios da nova geração

    Outro destaque da Acricorte 2026 é a discussão sobre sustentabilidade, com painéis que abordam desde a redução do desmatamento até a adoção de sistemas integrados de produção. “Mato Grosso tem feito a lição de casa, mas o desafio agora é escalar essas práticas para todo o país”, comenta um representante da Embrapa, que participa do evento. Além disso, a sucessão familiar nas propriedades rurais ganha espaço na programação, refletindo uma preocupação crescente no setor: como atrair e reter jovens no campo. “Sem sucessão, não há futuro para a pecuária”, afirma um produtor local que integra a comissão organizadora do evento.

    Feira de negócios: a vitrine da pecuária do futuro

    Com 78 estandes, a feira de negócios da Acricorte 2026 reunirá desde empresas de insumos e genética até soluções de manejo e comercialização. Marcas como BRF, JBS e Cargill, além de startups do agro, estarão presentes, oferecendo desde tecnologias de rastreamento até equipamentos para automação de fazendas. “Este é o momento de fechar parcerias, conhecer novas tecnologias e entender as demandas do mercado”, explica um expositor. A feira também contará com espaços dedicados a rodadas de negócios e palestras técnicas, voltadas para produtores de todos os portes.

    O legado do Acricorte: mais que um evento, uma mudança de paradigma

    Desde sua primeira edição, em 2015, o Acricorte tem se consolidado como um termômetro do setor pecuário brasileiro. Naquele ano, o evento reuniu pouco mais de 1.200 participantes. Em 2025, ultrapassou a marca de 4 mil, um crescimento de mais de 200% em uma década. “Isso reflete não apenas o crescimento do setor, mas a necessidade de espaços como este para debater os rumos da pecuária”, avalia um membro da Acrimat. Para 2026, a expectativa é de que o evento supere esses números, atraindo não só produtores, mas também investidores, pesquisadores e representantes do governo. “Cuiabá não é apenas a sede do evento; é o símbolo de uma pecuária que olha para o futuro”, conclui o coordenador da Acricorte.