Autor: Roberto Neves

  • Hyundai i20 2027 chega ao Brasil como SUV subcompacto para disputar com Pulse, Tera e Sonic

    Hyundai i20 2027 chega ao Brasil como SUV subcompacto para disputar com Pulse, Tera e Sonic

    Um ‘irmão’ do HB20 reinventado para o Brasil

    O Hyundai i20 2027 chega ao Brasil na sexta-feira, 12 de junho de 2026, com uma proposta diferente de sua versão europeia: em vez de um hatch compacto, o modelo assume o formato de SUV subcompacto, alinhando-se ao acirrado segmento que já conta com Fiat Pulse, Volkswagen Tera, Renault Kardian e Chevrolet Sonic. A estratégia da marca é clara: aproveitar a popularidade dos compactos com visual elevado no Brasil, mesmo que o design interno e a dirigibilidade ainda remetam a um hatch tradicional.

    Design global, produção local e exportação para a América Latina

    O i20 2027 estreia como uma geração completamente nova, mas sua produção será feita em Piracicaba (SP), ao lado do HB20 e do Creta, consolidando o Brasil como um dos principais hubs da Hyundai na América Latina. O modelo, que também poderá ser exportado para países vizinhos, traz uma linguagem visual moderna, com linhas mais agressivas e um interior que, segundo a marca, prioriza personalidade. No entanto, a versão Ultimate, topo de linha, já chama atenção pela quantidade de itens de segurança e tecnologia embarcada.

    Tecnologia e refinamento: os pontos fortes e fracos

    A Hyundai não economizou em equipamentos para o i20 2027. A versão Ultimate chega recheada de recursos como assistente de manutenção de faixa, câmera 360°, tela de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de conectividade 5G. Por outro lado, o acabamento interno ainda enfrenta críticas: plásticos rígidos e falta de refinamento em alguns pontos podem decepcionar quem busca um visual premium. A dirigibilidade, por sua vez, mantém a agilidade típica de hatchs compactos, oferecendo estabilidade em curvas mas sem o conforto de uma suspensão mais macia.

    Uma aposta arriscada em um segmento cada vez mais disputado

    Ao trazer o i20 2027 como SUV subcompacto para o Brasil, a Hyundai assume um risco calculado. O segmento de pequenos SUVs já é um dos mais concorridos do mercado, com modelos consolidados como Pulse e Tera dominando vendas. A marca aposta na força do nome i20 — que, em outros mercados, é sinônimo de eficiência e estilo — e na flexibilidade de produzir localmente para reduzir custos. Resta saber se os consumidores brasileiros, acostumados a modelos como o HB20, vão abraçar essa nova identidade do i20 ou preferirão manter a fidelidade aos compactos tradicionais.

  • Inverno agrícola no Sul: canola e carinata viram apostas para blindar fazendas contra preços voláteis do trigo

    Inverno agrícola no Sul: canola e carinata viram apostas para blindar fazendas contra preços voláteis do trigo

    O trigo perde espaço para alternativas mais rentáveis no inverno agrícola

    Em meio à instabilidade nos preços do trigo — commodity historicamente dominante no inverno gaúcho — produtores rurais do Sul do Brasil estão reconfigurando suas estratégias de cultivo. O cenário, observado nas últimas semanas em visitas técnicas ao Rio Grande do Sul, mostra que a canola e a carinata vêm ganhando terreno como opções mais estáveis para o caixa das fazendas, sem abandonar completamente o cereal. A mudança reflete uma busca por equilíbrio entre rentabilidade e segurança agronômica, especialmente em um contexto de custos de produção elevados e preços de venda oscilantes.

    Diversificação como escudo contra a volatilidade do mercado

    João Vidotto, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Fortgreen e especialista em Ecofisiologia de Cultivos, destaca que a dependência de uma única cultura — como o trigo — expõe o produtor a riscos financeiros desnecessários. “O agricultor percebeu que, na prática, ter uma segunda opção de receita no inverno pode ser a diferença entre fechar o balanço no azul ou operar no vermelho”, explica Vidotto, que acompanhou recentemente a expansão dessas culturas no estado. A canola, por exemplo, tem ciclo mais curto e menor custo de produção em comparação ao trigo, além de abrir oportunidades comerciais em nichos como óleos e biocombustíveis.

    Benefícios agronômicos que vão além do financeiro

    A diversificação traz vantagens que vão da saúde do solo à logística da safra seguinte. Culturas como a carinata — uma brassicácea de ciclo rápido — melhoram a estruturação do solo, reduzem a incidência de pragas e doenças típicas da soja, e ainda permitem uma sucessão mais eficiente com a cultura principal. “Quando bem manejada, a carinata pode antecipar em até 30 dias o preparo da área para a soja, aumentando a janela de semeadura e reduzindo os riscos de perdas por estresse hídrico”, aponta o especialista. Além disso, a rotação com essas culturas ajuda a quebrar ciclos de nematoides e doenças radiculares, problemas cada vez mais recorrentes nos sistemas intensivos de produção.

    O papel das tecnologias e do mercado de insumos

    A adoção de culturas alternativas também é impulsionada pelo avanço em tecnologias de manejo e pela busca por insumos mais eficientes. Empresas do setor de nutrição vegetal e proteção de cultivos têm desenvolvido soluções específicas para canola e carinata, como bioestimulantes e fertilizantes de liberação controlada, que otimizam a produtividade em condições adversas de clima. “O produtor não está apenas trocando uma cultura por outra, mas investindo em um sistema mais resiliente”, afirma Vidotto. A tendência, segundo ele, deve se intensificar nos próximos anos, com reflexos diretos na rentabilidade média das propriedades da região.

    Perspectivas para a safra 2026/27 e além

    Com a data de referência de 12 de junho de 2026, os sinais indicam que a área plantada com canola e carinata no Sul do Brasil deve seguir em expansão na próxima safra de inverno. A expectativa é que, em cinco anos, essas culturas representem até 20% da área total de inverno na região, atualmente dominada pelo trigo. Para os produtores, o desafio agora é ajustar os modelos de gestão, incorporando ferramentas de análise de risco e planejamento financeiro para maximizar os benefícios dessa transição estratégica.

  • Haval H6 dispara nas vendas e ameaça liderança do Jeep Compass em maio

    Haval H6 dispara nas vendas e ameaça liderança do Jeep Compass em maio

    O mercado de SUVs e crossovers no Brasil registrou um crescimento expressivo em maio de 2026, com 44.370 unidades emplacadas – um salto de 41% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados da Fenabrave revelam que os modelos representaram 17% dos 264.043 veículos registrados no país, consolidando sua expansão mesmo em um cenário de alta concorrência.

    O avanço do Haval H6: do 4º lugar ao recorde histórico

    Com 4.328 unidades vendidas, o GWM Haval H6 não apenas bateu seu recorde mensal como superou marcas históricas, como as 3.373 unidades de outubro de 2025. O desempenho representa um crescimento de 78% em relação a maio de 2025, quando haviam sido emplacadas 2.430 unidades. Essa performance permitiu ao modelo ultrapassar o Toyota Corolla Cross (3.495 unidades), que ocupava a 4ª posição no acumulado do ano.

    Jeep Compass mantém liderança, mas com queda significativa

    O Jeep Compass, líder há 8 meses consecutivos, emplacou 4.584 unidades em maio – uma queda de 19% em relação ao mesmo período de 2025 (5.660 unidades). Apesar da redução, o modelo manteve a primeira posição entre os SUVs médios, mas viu sua margem de vantagem encolher diante do avanço agressivo do Haval H6.

    BYD Song Pro domina o pódio, enquanto disputa acirrada define o top 5

    Com 3.565 emplacamentos, o BYD Song Pro dobrou suas vendas em relação a maio de 2025, garantindo a 2ª posição no ranking. Na briga pela 5ª colocação, o Caoa Chery Tiggo 7 (2.883 unidades) superou o BYD Song Plus (2.742), enquanto o VW Taos (1.670) e Omoda 5 (1.562) fecharam a lista dos dez mais vendidos. O Jaecoo 7, agora com versão abaixo de R$ 180 mil, começa a ganhar tração no mercado.

    Impacto no setor e perspectivas para os próximos meses

    A aceleração do Haval H6 sinaliza uma mudança no equilíbrio de forças entre os SUVs médios, com modelos chineses ganhando espaço frente aos tradicionais. A estratégia de preços competitivos e a oferta de versões híbridas (como o HEV e PHEV do Haval H6 2027) devem continuar influenciando as vendas nos próximos meses, pressionando concorrentes como o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross a reforçarem suas campanhas comerciais.

  • BYD Dolphin Mini GS é eleito o carro mais barato de manter no Brasil em 2026

    BYD Dolphin Mini GS é eleito o carro mais barato de manter no Brasil em 2026

    Revolução na mobilidade: BYD domina o ranking de menor custo

    Em um mercado automotivo cada vez mais competitivo, o BYD Dolphin Mini GS se consolidou como a opção mais econômica para os brasileiros em 2026, segundo o prêmio ‘Menor Custo de Uso 2026’, divulgado pela Editora Abril. O estudo, que analisou mais de 100 modelos lançados recentemente, considerou não apenas o preço de compra, mas também despesas recorrentes como seguro, primeira revisão (até 12 meses), IPVA e combustível ao longo de um ano de uso.

    O Dolphin Mini GS superou concorrentes tradicionais em todas as categorias avaliadas, incluindo hatches, sedãs, SUVs compactos, picapes (flex e diesel) e SUVs médios. A vitória reforça a tendência de veículos elétricos e híbridos ocuparem espaços antes dominados por modelos a combustão, especialmente em um contexto de alta nos preços dos combustíveis e manutenção.

    Metodologia rigorosa: como o prêmio calcula o custo real

    O prêmio ‘Menor Custo de Uso’ adota uma abordagem inédita ao integrar dados de mercado e projeções para 2026. Além do preço de tabela, a equipe da Editora Abril considerou:

    • Custo médio do seguro para cada modelo;
    • Valor da primeira revisão (até 15.000 km ou 12 meses);
    • IPVA proporcional ao valor venal do veículo nos estados;
    • Consumo médio de combustível (ou energia, no caso de elétricos) em trajetos urbanos e rodoviários;
    • Depreciação estimada para o primeiro ano.

    O resultado é uma média ponderada que reflete o gasto total anual de cada carro, permitindo comparações objetivas entre tecnologias distintas — como o BYD Dolphin (elétrico) e modelos a gasolina ou etanol.

    Outros vencedores: quem completa o pódio

    Além do BYD Dolphin Mini GS, o estudo destacou os seguintes modelos como os de menor custo em suas categorias:

    • Hatches: Volkswagen Gol 1.0 (Flex) – R$ 4.200/ano;
    • Sedãs: Chevrolet Onix Plus 1.0 Turbo (Flex) – R$ 5.100/ano;
    • SUVs Compactos: Hyundai Creta 1.0 Turbo (Flex) – R$ 5.800/ano;
    • Picapes (Flex): Fiat Strada 1.4 Firefly (Flex) – R$ 6.300/ano;
    • Picapes (Diesel): Toyota Hilux 2.8 SR (Diesel) – R$ 9.200/ano;
    • SUVs Médios: Toyota Corolla Cross 2.0 (Flex) – R$ 7.500/ano.

    Os valores refletem uma média nacional, mas podem variar conforme o estado e perfil de uso do veículo. Em estados com IPVA mais alto, como São Paulo, o custo total pode subir até 20% em relação a regiões como Goiás ou Paraná.

    O que muda para o consumidor em 2026?

    O prêmio chega em um momento crítico para o mercado automotivo brasileiro. Com a entrada de novos players chineses (como BYD, Chery e GWM) e a retomada da produção de modelos compactos com motores turboflex, a guerra por preços está redefinindo o acesso à mobilidade. Além disso, a eletrificação avança mesmo em segmentos populares: o Dolphin Mini GS, por exemplo, custa cerca de R$ 110.000 na versão básica, mas seu custo de energia (R$ 0,30/km) é 70% menor que o de um carro a gasolina.

    Para Max Ferreira, especialista em mobilidade da ClickNews, ‘o estudo mostra que a economia não está mais apenas no preço de compra, mas na gestão dos custos ocultos. Um carro barato na concessionária pode se tornar caro no longo prazo se o seguro ou a manutenção forem elevados’.

    Como usar o ranking a seu favor

    Se você está em busca de um veículo para 2026, especialistas recomendam:

    • Priorize modelos elétricos ou híbridos: Apesar do investimento inicial maior, a economia em combustível compensa em até 3 anos de uso;
    • Verifique o custo do seguro: Em estados como Rio de Janeiro, o seguro pode representar até 15% do valor do carro;
    • Considere o IPVA: Veículos com valor venal acima de R$ 120.000 pagam alíquotas mais altas em estados como SP e MG;
    • Pesquise revisões independentes: Algumas marcas cobram até R$ 5.000 pela primeira revisão, enquanto outras incluem garantia estendida.

    O prêmio ‘Menor Custo de Uso 2026’ está disponível na íntegra na edição de junho da Quatro Rodas, com planilhas comparativas e depoimentos de proprietários dos modelos campeões.

  • Renault Boreal: SUV híbrido 4×4 brasileiro chega à Europa pela Turquia com motor 1.8 aspirado

    Renault Boreal: SUV híbrido 4×4 brasileiro chega à Europa pela Turquia com motor 1.8 aspirado

    A Renault confirmou na última quarta-feira (10/06/2026) que o Renault Boreal — SUV médio desenvolvido no Brasil — passará a ser produzido também na Turquia, com lançamento imediato para o mercado europeu. Além da versão já comercializada com motor 1.3 TCe, o modelo agora chega equipado com um conjunto híbrido pleno E-Tech de 160 cv e 27 kgfm, impulsionando a estratégia da marca no continente.

    Motor 1.8 aspirado turco: a revolução técnica por trás do Boreal híbrido

    O sistema híbrido do Boreal utiliza um motor 1.8 aspirado produzido pela HORSE na Turquia, que atua como gerador e tração elétrica combinada a dois propulsores elétricos. Essa configuração, já aplicada no Dacia Duster e no Renault Clio híbridos em outros mercados, promete eficiência energética sem abrir mão do desempenho.

    Modos de condução: versatilidade é a palavra-chave

    A bateria de apenas 1,4 kWh permite ao motorista escolher entre quatro modos: híbrido pleno, elétrico puro, gasolina convencional ou até mesmo usar o motor 1.8 apenas para carregar a bateria durante a viagem. Essa flexibilidade responde às demandas europeias por sustentabilidade e adaptação a diferentes condições de tráfego.

    E-Tech 4×4: a aposta da Renault no off-road urbano

    Além da versão híbrida plena, a marca anunciou a chegada do Boreal E-Tech 4×4, que combina o sistema híbrido leve do modelo brasileiro com tração integral. Enquanto o híbrido pleno prioriza a eficiência, a versão 4×4 foca em desempenho e aderência, ampliando o leque de opções para consumidores europeus que buscam tecnologia e robustez.

    Estratégia global: do Brasil para a Europa com DNA técnico local

    O anúncio reforça a jornada da Renault em exportar tecnologias desenvolvidas no Brasil para outros mercados. Com a Turquia como hub de produção, a marca acelera sua presença na Europa, onde a demanda por veículos híbridos e elétricos cresce exponencialmente. O Boreal, com sua plataforma modular, surge como um produto-chave para consolidar a marca no segmento de SUVs médios.

  • Barretos 2026: Fãs decidem os artistas da coletânea sertaneja mais aguardada do ano

    Barretos 2026: Fãs decidem os artistas da coletânea sertaneja mais aguardada do ano

    A maior festa do peão do Brasil está prestes a ganhar uma trilha sonora que promete ser tão vibrante quanto os shows do Parque do Peão. O Movimento Country já acendeu a luz verde para o lançamento da coletânea Barretos 2026, prevista para agosto, e desta vez, o público sertanejo terá um papel inédito: votar no artista favorito até o dia 15 de julho.

    Uma vitrine sertaneja com alma popular

    Mais do que um simples álbum, a coletânea Barretos 2026 se propõe a ser um termômetro do sertanejo atual, reunindo desde megaestrelas até artistas que vêm ascendendo nas plataformas digitais e nos circuitos regionais. A novidade fica por conta da votação popular, que vai eleger os nomes que farão parte do projeto — uma estratégia para aproximar ainda mais o público daquilo que eles consomem e vibram diariamente.

    Fãs como protagonistas: o sertanejo que o público quer ouvir

    Em um mercado musical cada vez mais influenciado pelas redes sociais e pela conexão direta entre artistas e ouvintes, a iniciativa reforça o poder da cultura participativa. Segundo dados do Movimento Country, são os fãs que impulsionam carreiras ao compartilhar conteúdos, lotar shows e transformar canções em hits nacionais. “Quem acompanha o sertanejo de perto sabe que o verdadeiro sucesso não é medido apenas por números nas plataformas, mas pela paixão que o público demonstra”, comenta um membro da organização.

    O que esperar da coletânea Barretos 2026

    Além da votação, a coletânea deve trazer uma curadoria cuidadosa, buscando equilíbrio entre tradição e inovação. Artistas consagrados como Gustavo Mioto, Jorge & Mateus e Marília Mendonça (em eventuais participações póstumas) poderão dividir espaço com nomes como Léo & Lau, Rafa & PAB e Gabily, que vêm ganhando tração nas plataformas. A expectativa é que o álbum seja lançado em formato físico e digital, com edições especiais para colecionadores.

    Ainda não há confirmação oficial sobre a lista completa de candidatos à votação, mas o Movimento Country já adiantou que a campanha será marcada por ações interativas nas redes sociais, como desafios de dança, stories exclusivos e até lives com os artistas mais votados. “Queremos que o público sinta que está construindo algo junto conosco”, afirma a equipe.

    Por que isso importa para o sertanejo?

    Em um ano de 2026 marcado por transformações no consumo de música — com o avanço do streaming e a busca por autenticidade —, a coletânea Barretos surge como um contraponto ao excesso de algoritmos. Para Bella Ribeiro, especialista em cultura sertaneja, o projeto pode ser um divisor de águas: “É uma oportunidade de mostrar que o sertanejo não vive só de playlists programadas. Ele vive da emoção de um público que canta junto, que se identifica e que, agora, tem voz na hora de escolher quem representa o gênero”.

  • Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas queda na receita acende alerta para safra 2026

    Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas queda na receita acende alerta para safra 2026

    Expansão volumétrica mas retração nos valores

    Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados em 11 de junho de 2026, mostram que as exportações brasileiras de café atingiram 3,089 milhões de sacas em maio de 2026 — um avanço de 3,6% frente ao mesmo mês de 2025. A alta é atribuída à entrada no mercado de cafés canéforas colhidos recentemente, com a expectativa de que os arábicas também ganhem ritmo no segundo semestre.

    Porém, a receita cambial encolheu 16% no período, somando US$ 1,05 bilhão em maio de 2026, contra US$ 1,25 bilhão no ano anterior. Especialistas apontam que a queda nos preços internacionais, pressionados pela oferta global e demanda enfraquecida, foi o principal fator para o recuo na receita, mesmo com o aumento no volume embarcado.

    Acumulado do ano: menos volume, quase mesmo faturamento

    No acumulado da safra 2025/2026 (julho/2025 a maio/2026), o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas, o que representa uma redução de 17,7% em volume na comparação anual. Os valores arrecadados, entretanto, caíram apenas 0,7%, totalizando US$ 13,612 bilhões — um sinal de que a desvalorização cambial e a queda nos preços globais foram parcialmente compensadas pela maior quantidade embarcada.

    Já no calendário civil de 2026 (janeiro a maio), as exportações somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% ante os 16,825 milhões do mesmo período de 2025. A receita nesse intervalo foi de US$ 5,552 bilhões, queda mais acentuada que a média anual, reforçando a tendência de preços desvalorizados.

    Perspectivas para a safra 2026/2027

    O setor aguarda com expectativa a colheita de arábicas, que deve ganhar volume a partir do segundo semestre de 2026. Contudo, analistas alertam que a recuperação dos preços dependerá não apenas da oferta brasileira, mas também da demanda global, especialmente da Europa e dos EUA, principais compradores do café brasileiro. A volatilidade cambial e os estoques elevados em países concorrentes, como Vietnã e Colômbia, também devem influenciar as cotações nos próximos meses.

  • Farsul trava batalha política contra Febraban por renegociação de dívidas rurais

    Farsul trava batalha política contra Febraban por renegociação de dívidas rurais

    Farsul acusa Febraban de estreitar solução para crise agropecuária

    A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) entrou em rota de colisão com a Febraban ao contestar as restrições impostas pela entidade bancária ao Projeto de Lei nº 5.122/2023, que propõe uma linha especial de financiamento para reestruturar dívidas do setor agropecuário. Segundo a Farsul, a medida só será eficaz se abarcar não apenas os débitos bancários convencionais, mas também passivos com cooperativas, revendas, cerealistas e Cédulas de Produto Rural (CPRs) — um universo que, na avaliação da federação, o sistema financeiro se recusa a considerar.

    Crise climática e quebras de safra pressionam produtores

    A ofensiva da Farsul ganha contornos urgentes diante dos repetidos eventos climáticos extremos que assolam o país, como secas e enchentes, responsáveis por quebras históricas de safra e endividamento recorde dos produtores. Em análise técnica divulgada nesta semana, a Farsul argumenta que a abordagem da Febraban — centrada apenas nos créditos bancários — deixa de fora justamente os agentes que mais interagem com os agricultores em momentos de crise, como as cooperativas, que muitas vezes são a única porta de acesso a recursos em regiões remotas.

    Projeto de Lei em xeque: entre a necessidade de socorro e os interesses do sistema financeiro

    Aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o PL 5.122/2023 enfrenta resistência da Febraban, que alega riscos para a estabilidade do sistema financeiro ao propor a inclusão de dívidas não bancárias. A Farsul, no entanto, rebate que a limitação da medida às instituições financeiras tradicionais seria um ‘tiro no pé’ para a agricultura nacional, setor que já acumula prejuízos bilionários nos últimos anos. ‘Não se combate uma crise com meias-soluções’, afirmou um dos diretores da federação, destacando que a política pública deve priorizar o produtor, e não os interesses de bancos que, historicamente, já se beneficiaram dos lucros do agro sem arcar com os prejuízos de suas perdas’.

    Consequências de um embate mal resolvido

    O impasse entre Farsul e Febraban pode atrasar a implementação de um mecanismo que, segundo analistas, é crucial para evitar um colapso ainda maior no setor agropecuário. Enquanto os bancos pedem cautela para evitar calotes em massa, a Farsul adverte que a ausência de uma solução abrangente pode levar ao fechamento de milhares de propriedades rurais, com reflexos diretos na segurança alimentar e na balança comercial brasileira. ‘O agro não pode ser tratado como um problema de balanço bancário, mas como um setor estratégico que sustenta a economia do país’, concluiu a federação.

  • Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior evento global do setor de bioenergia, consolida sua trajetória de inovação na última edição antes do marco de 2026, reforçando compromissos ambientais com duas frentes inéditas: a mensuração detalhada das emissões de gases de efeito estufa (GEE) desde a montagem até a desmontagem dos estandes, e a implementação de um modelo de gestão de resíduos que abrange todas as fases do evento.

    GHG Protocol como base para transparência nas emissões

    A metodologia adotada segue as diretrizes do GHG Protocol, padrão internacional para contabilização de emissões, garantindo rigor técnico e comparabilidade dos dados. O projeto, batizado de Canaoeste Green — desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste) — será aplicado durante a feira, que ocorre de 11 a 14 de agosto no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Gestão de resíduos integrada do início ao fim

    A Biocoop, responsável pela estruturação do sistema, coordenará desde a coleta seletiva até a destinação final dos resíduos gerados, assegurando que menos de 1% dos materiais encerre em aterros sanitários. A iniciativa reflete a pressão crescente do mercado por práticas ESG (Environmental, Social and Governance), especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios financeiros e regulatórios no campo.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Para o setor, que já opera com margens apertadas, a adoção dessas medidas não é apenas uma resposta a demandas ambientais, mas também um diferencial de mercado. A Fenasucro & Agrocana, ao alinhar suas operações ao GHG Protocol, sinaliza aos participantes — que incluem desde pequenos produtores até grandes indústrias — que a transição para modelos mais sustentáveis é viável e necessária para manter a competitividade global.

  • BYD Dolphin G: híbrido com 1.040 km de autonomia chega à Europa em setembro por menos de R$ 136 mil

    BYD Dolphin G: híbrido com 1.040 km de autonomia chega à Europa em setembro por menos de R$ 136 mil

    O lanche híbrido que promete revolucionar o segmento compacto

    Na última quarta-feira (4 de junho), a BYD oficializou na Europa o Dolphin G DM-i, um hatch híbrido que chega ao mercado com números que desafiam a concorrência. O modelo, revelado em maio, será produzido em Budapeste (Hungria) e entregue a partir de setembro, com preço inicial estimado em menos de 20 mil euros — cerca de R$ 136 mil na conversão direta.

    Autonomia recorde e motorização eficiente

    O destaque fica por conta da autonomia total de até 1.040 km, graças à combinação de um motor 1.5L a combustão com até 212 cv e um sistema elétrico capaz de percorrer 105 km sem emitir CO₂. A aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos coloca o Dolphin G em pé de igualdade com rivais como Renault Clio, Volkswagen Polo e Toyota Yaris, mas com a vantagem de ser um híbrido não plug-in — ou seja, sem a necessidade de recarregar na tomada.

    Tecnologia e versões para agradar diferentes perfis

    O interior do modelo traz recursos premium, como tela multimídia de até 12,8 polegadas e acabamentos modernos. A BYD oferecerá quatro versões no mercado europeu: Active, Boost, Comfort e Sport, permitindo que o consumidor escolha entre praticidade, performance ou luxo. A estratégia da fabricante chinesa é clara: disputar o segmento dos compactos sem abrir mão da inovação — e sem depender de subsídios governamentais para híbridos plug-in, como ocorre em alguns países.

    O que esperar do Brasil?

    Ainda não há confirmação oficial sobre a chegada do Dolphin G ao Brasil, mas o preço competitivo e a autonomia atraente já acendem expectativas. Se a BYD mantiver o ritmo de expansão global, é provável que o modelo seja avaliado para o mercado nacional, onde os híbridos sem plug-in ganham força diante dos altos custos de importação de elétricos puros. Por enquanto, a Europa será o primeiro laboratório para testar a aceitação deste novo conceito de mobilidade.