Autor: Roberto Neves

  • Brasil avança em genética bovina: laboratório produz 30 mil embriões por mês e consolida liderança global

    Brasil avança em genética bovina: laboratório produz 30 mil embriões por mês e consolida liderança global

    O Brasil consolidou sua posição como potência global na pecuária ao inaugurar, na última sexta-feira, 27 de maio de 2026, o novo laboratório da CPEX Embriões em Mogi Mirim (SP). A estrutura, projetada para operar nos mais altos padrões da biotecnologia, marca um salto qualitativo na produção de embriões bovinos, com capacidade recorde de 30 mil unidades por mês.

    Tecnologia inspirada na indústria farmacêutica

    A nova unidade combina tecnologia de ponta — inspirada nos rígidos controles da indústria farmacêutica — com um ambiente controlado e sistemas automatizados para garantir a excelência na fertilização in vitro (FIV), sexagem embrionária e clonagem. Segundo Matheus Oliveira, sócio-fundador da CPEX, o investimento responde à crescente demanda por genética superior e eficiência produtiva nas fazendas brasileiras.

    Impacto na cadeia produtiva e liderança global

    O avanço coloca o Brasil em destaque no mercado internacional de genética bovina, especialmente em países como EUA, China e Austrália, onde a demanda por embriões de alto valor genético tem crescido. A inovação também abre caminho para pesquisas inéditas em áreas como edição genética e resistência a doenças, fortalecendo a competitividade do agronegócio nacional.

    O que muda para os produtores?

    Para os pecuaristas, a maior capacidade produtiva e a redução de custos operacionais prometem democratizar o acesso a tecnologias antes restritas a grandes players. Além disso, a possibilidade de produzir embriões com características específicas — como maior ganho de peso ou resistência a parasitas — deve transformar a produtividade das propriedades rurais.

  • CNA mapeia custos da agropecuária em Minas e Bahia: como eucalipto e gado se sustentam no campo

    CNA mapeia custos da agropecuária em Minas e Bahia: como eucalipto e gado se sustentam no campo

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Senar, federações estaduais, sindicatos rurais e universidades, concluiu esta semana um levantamento detalhado dos custos de produção em Minas Gerais e Bahia. Os dados, gerados por meio dos painéis do projeto Campo Futuro, abarcam culturas como eucalipto, banana, suínos e pecuária de corte — setores-chave para a economia rural dessas regiões.

    Eucalipto na Bahia: lucratividade em expansão

    Em Eunápolis e Teixeira de Freitas (BA), os painéis do projeto analisaram um plantio de 100 hectares de eucalipto, conduzido até o sexto ano sem desbastes e com Incremento Médio Anual (IMA) de 32 m³ por hectare/ano. A madeira é destinada, majoritariamente, à produção de celulose. Segundo os dados, a atividade tem apresentado margens positivas na região, refletindo a viabilidade econômica do setor frente à demanda industrial.

    Pecuária de corte em Minas: desafios e oportunidades

    O projeto também avaliou a pecuária de corte em municípios mineiros, onde a gestão de custos se mostra crítica para a competitividade da atividade. A análise considerou fatores como alimentação, mão de obra e logística, oferecendo um diagnóstico preciso para produtores que buscam otimizar seus sistemas de produção. A iniciativa reforça a importância de dados atualizados em um cenário de volatilidade nos preços de insumos e commodities.

    Impacto das informações estratégicas

    A CNA destaca que os levantamentos do Campo Futuro não se limitam a diagnosticar custos: eles fornecem um roteiro para a gestão rural, permitindo que agricultores e pecuaristas ajustem suas estratégias diante de cenários econômicos adversos ou favoráveis. Com a participação de universidades e centros de pesquisa, os dados ganham robustez técnica, tornando-se ferramentas valiosas para o planejamento de médio e longo prazo no campo.

  • CFMoto estreia no Brasil com quatro motos: veja modelos, preços e tecnologias que chegam em junho de 2026

    CFMoto estreia no Brasil com quatro motos: veja modelos, preços e tecnologias que chegam em junho de 2026

    A CFMoto deu início a sua operação no Brasil em 1º de junho de 2026 com uma estratégia agressiva: apresentar uma linha diversificada de motocicletas que abrange desde o uso diário até aventuras radicais. As quatro modelos lançados — duas custom e duas aventureiras — chegam ao mercado com um pacote tecnológico robusto, motores bicilíndricos e preços competitivos, desafiando marcas já consolidadas.

    Linhas custom e aventureiras: a aposta da CFMoto para conquistar o Brasil

    A estreia da marca no país contempla dois segmentos-chave. No custom, a 450CL-C e a 450CL-C Bobber prometem atender aos amantes do estilo clássico com motores de 449 cm³, câmbio de seis marchas e embreagem assistida (Slipper Clutch). Já as aventureiras Ibex 450 e Ibex 700 miram os aventureiros, com suspensões longas e versatilidade para asfalto e trilhas.

    Tecnologia sem custo extra: ABS, LED e controle de tração já na base

    Diferente do que muitos esperavam, a CFMoto não poupou recursos tecnológicos nos modelos brasileiros. Todas as quatro motos incluem de série itens como ABS, controle de tração, iluminação em LED e freios a disco dianteiros e traseiros. A 450CL-C, por exemplo, entrega 43,7 cv a 9.000 rpm e torque de 4,2 kgfm a 6.250 rpm, enquanto a Ibex 700 promete maior robustez para viagens longas.

    Preços e posicionamento: Quanto custam as novas CFMoto no Brasil?

    Os valores anunciados refletem uma estratégia de entrada agressiva. A 450CL-C chega ao mercado por R$ 32.990, enquanto a sua versão Bobber tem preço sugerido de R$ 34.990. Nas aventureiras, a Ibex 450 é comercializada a R$ 42.990, e a Ibex 700, topo de linha, tem preço de R$ 49.990. Comparadas a concorrentes como Honda e Yamaha, as CFMoto se destacam pelo equilíbrio entre custo e recursos tecnológicos.

    Consequências para o mercado: A CFMoto pode ameaçar gigantes?

    Com a chegada da CFMoto, o mercado brasileiro de motocicletas ganha um novo player com ambições claras: disputar espaço com marcas como Honda, Yamaha e Suzuki. A estratégia de oferecer tecnologias avançadas em modelos de entrada pode forçar a concorrência a revisar seus preços ou acelerar lançamentos de novas gerações. Além disso, a aposta em motores bicilíndricos reforça uma tendência global de motores mais eficientes e potentes, mesmo em cilindradas médias.

    O que esperar dos próximos meses?

    Ainda em junho de 2026, a CFMoto deve intensificar sua campanha de marketing e iniciar a distribuição pelos principais concessionários do país. A expectativa é que, em até 12 meses, a marca já represente pelo menos 5% do mercado de motocicletas no Brasil, especialmente entre jovens e aventureiros. Para os entusiastas, o próximo passo será testar as máquinas em estradas e trilhas — algo que a marca já promoveu em eventos promovidos desde o início de sua operação no país.

  • GWM Ora 5 chega ao Brasil com reservas antecipadas e mira BYD Yuan Plus

    GWM Ora 5 chega ao Brasil com reservas antecipadas e mira BYD Yuan Plus

    Reservas já estão abertas, mas preço só será revelado no lançamento

    Nesta segunda-feira, 1 de junho de 2026, a GWM iniciou as reservas antecipadas do Ora 5 no mercado brasileiro, com um investimento inicial de R$ 9.000 — valor que deve ser pago por meio do site oficial, Mercado Livre ou concessionárias credenciadas. A estratégia busca garantir uma base de clientes antes do lançamento oficial, programado para 29 de junho, quando os preços definitivos serão anunciados.

    Tecnologia e design: o que espera os compradores?

    O Ora 5 se destaca por seu sistema Coffee OS3, telas digitais de alta definição e atualizações OTA para manutenção do software. Além disso, a GWM adaptou o estepe para as condições do mercado brasileiro e equipou o veículo com recursos avançados de segurança, como o ADAS 2+ e tecnologia V2L (Vehicle-to-Load), que permite usar a energia do carro para alimentar dispositivos externos.

    Expansão da linha elétrica da GWM e concorrência acirrada

    O lançamento do Ora 5 amplia a linha de elétricos da GWM no Brasil, que até então contava apenas com o hatch Ora 03. A fabricante projeta vender o novo modelo em uma faixa de preço superior à do irmão menor, posicionando-o como um concorrente direto do BYD Yuan Plus e do Volvo EX30, ambos já consolidados no segmento de SUVs elétricos.

  • Fiat Toro 2027 estreia como primeira picape híbrida brasileira: economia de 12% no trânsito urbano

    Fiat Toro 2027 estreia como primeira picape híbrida brasileira: economia de 12% no trânsito urbano

    Pioneirismo no segmento

    A Fiat Toro 2027 chega ao mercado como a primeira picape híbrida intermediária produzida no Brasil, marcando um avanço significativo em um segmento dominado por modelos a combustão. A estreia antecipa a chegada de concorrentes como a Renault Niagara (final de 2026) e a Volkswagen Tukan (início de 2027), que também adotarão versões híbridas MHEV.

    Motorização MHEV 48V: eficiência sem perder potência

    O coração da inovação está no sistema híbrido leve (MHEV) de 48V, que combina um motor 1.3 turbo flex com um motor elétrico auxiliar. Essa configuração proporciona partidas mais suaves, um sistema Start-Stop aprimorado e uma redução de até 12% no consumo de combustível em ambientes urbanos, sem comprometer o desempenho off-road ou a capacidade de carga — um diferencial crucial para uma picape.

    Estratégia alinhada à legislação

    A atualização da Toro não é apenas comercial, mas também regulatória. A partir de 1º de janeiro de 2027, entra em vigor a fase Proconve L8, que endurece as normas de emissões de poluentes no Brasil. Ao lançar a versão híbrida dois anos antes, a Fiat se posiciona como pioneira em conformidade ambiental, beneficiando-se de incentivos fiscais e atraindo consumidores preocupados com sustentabilidade.

    Equipamentos de segurança e conforto

    Além da motorização, a linha 2027 traz melhorias tecnológicas, como o pacote ADAS básico, que inclui sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado. Esses recursos reforçam a segurança ativa, especialmente em trajetos urbanos, onde a picape ganha destaque pelo consumo otimizado. As versões híbridas disponíveis — Volcano e Ultra T270 — dividem a linha com outras quatro opções, mantendo a versatilidade do modelo.

    Consequências para o mercado

    Com a Toro híbrida, a Fiat não apenas amplia sua liderança no segmento de picapes médias, mas também acelera a transição tecnológica do setor automotivo brasileiro. A chegada dessa motorização pode pressionar concorrentes a acelerarem seus lançamentos híbridos, enquanto os consumidores ganham opções mais eficientes e alinhadas às futuras exigências ambientais. A estratégia, contudo, ainda se limita a ambientes urbanos, onde o benefício do MHEV é mais evidente.

  • Cerrado Mineiro lança nova estratégia de marca em evento estratégico para o café brasileiro

    Cerrado Mineiro lança nova estratégia de marca em evento estratégico para o café brasileiro

    Reinventando o café do Cerrado: estratégia de marca ganha força no mercado global

    A Região do Cerrado Mineiro (RCM) deu um passo decisivo em sua trajetória de valorização do café de origem no dia 1º de junho de 2026, durante a 3ª edição da Abertura da Safra Mineira de Café e do Fórum Mineiro do Agronegócio Sustentável, em Araguari (MG). O evento, promovido pela Coocacer, serviu como plataforma para o lançamento da nova estratégia de comunicação da RCM, que busca não apenas reforçar sua Denominação de Origem, mas também ampliar sua presença no competitivo mercado de cafés especiais — nacional e internacional.

    Em um painel intitulado “Do campo à liderança global — como o Cerrado Mineiro está redefinindo o valor do café brasileiro”, o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, apresentou os pilares da nova abordagem: diferenciação pela qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. A estratégia, desenvolvida ao longo de 2025 e implementada este ano, chega em um momento crucial para o setor, que enfrenta pressões por preços mais justos e demandas crescentes por transparência na cadeia produtiva.

    Denominação de Origem como diferencial competitivo

    A Região do Cerrado Mineiro, reconhecida como Denominação de Origem desde 2020, enfrenta o desafio de transformar seu prestígio territorial em vantagem comercial. Segundo especialistas do setor, a nova estratégia de marca busca consolidar a região como um selo de excelência, capaz de justificar preços premium e atrair investimentos em inovação. O reposicionamento inclui uma campanha de comunicação direcionada a baristas, importadores e consumidores finais, com ênfase em histórias de produtores e práticas sustentáveis.

    Dados preliminares do evento indicam que a RCM já responde por cerca de 12% da produção brasileira de café especial, com exportações crescentes para mercados como Japão, Estados Unidos e Europa. No entanto, a competição com outras regiões produtoras — como a Serra da Mantiqueira e o Sul de Minas — exige um esforço contínuo de diferenciação. A nova estratégia, segundo Tarabal, prevê parcerias com instituições de pesquisa para desenvolver blends exclusivos e certificações adicionais, como carbono neutro até 2030.

    Sustentabilidade como eixo central do futuro da cafeicultura

    O Fórum Mineiro do Agronegócio Sustentável, realizado em paralelo à Abertura da Safra, trouxe à tona discussões sobre os desafios climáticos e a necessidade de adaptação. A região do Cerrado Mineiro, tradicionalmente menos afetada por geadas em comparação a outras áreas produtoras, enfrenta agora os impactos de verões mais secos e irregulares. A estratégia de marca lançada pela RCM inclui metas ambiciosas de redução de emissões e uso de energias renováveis nas propriedades rurais, alinhadas aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

    Para os cafeicultores, a nova abordagem representa uma oportunidade de valorizar a rastreabilidade de seus produtos. Com a adoção de tecnologias como blockchain para registro de safras e blockchain, a RCM busca garantir que cada xícara de café do Cerrado conte uma história — desde a plantação até a xícara. Especialistas ouvidos durante o evento destacaram que essa narrativa será crucial para conquistar mercados dispostos a pagar mais por produtos éticos e transparentes.

    O que esperar para os próximos anos?

    Ainda que o lançamento da estratégia seja um marco, especialistas do setor alertam que o sucesso dependerá de adoção massiva pelas cooperativas e produtores individuais. A RCM já anunciou investimentos em treinamentos para seus associados, focados em boas práticas agrícolas e marketing digital. Além disso, a região prepara uma série de eventos internacionais para 2027, incluindo participação em feiras como a World of Coffee em Copenhagen, para promover suas marcas.

    Em um mercado cada vez mais saturado, a Região do Cerrado Mineiro aposta em algo que vai além do produto: a construção de uma identidade coletiva. Se a estratégia vingar, o café do Cerrado poderá se tornar sinônimo não apenas de qualidade, mas de inovação e responsabilidade socioambiental — um trunfo valioso em tempos de consumidores cada vez mais exigentes.

  • Crédito rural: bancos elevam garantias em 300% e freiam financiamentos no agro

    Crédito rural: bancos elevam garantias em 300% e freiam financiamentos no agro

    No dia 1° de junho de 2026, os bancos brasileiros selaram um novo capítulo de retração no crédito rural, impulsionado por um cenário que há tempos não assombrava os produtores com tanta força: a combinação explosiva de inadimplência recorde, recuperações judiciais em alta e margens de lucro cada vez mais estreitas. Segundo dados da Serasa Experian, o número de pedidos de recuperação judicial por empresas do agro atingiu patamares históricos em 2025 e início de 2026, forçando instituições financeiras a recalibrar suas políticas de concessão de empréstimos.

    Garantias triplicadas: o novo filtro do crédito rural

    Uma reportagem da Bloomberg revelou que, em resposta ao aumento das perdas com dívidas não honradas, os bancos passaram a exigir garantias até três vezes maiores para liberar novos financiamentos — um movimento que, na prática, reduz o volume de recursos disponíveis para o setor. Produtores com histórico de inadimplência ou ativos de menor liquidez já enfrentam dificuldades para obter crédito, enquanto aqueles que dependem de recursos frescos para colheitas ou investimentos em tecnologia se veem obrigados a oferecer terras, maquinário ou estoques como colateral.

    O círculo vicioso: juros, câmbio e preços em queda

    A pressão sobre os produtores não é nova, mas se agravou nos últimos 18 meses. Após anos de bonança com os preços das commodities — especialmente soja, milho e carne — em patamares elevados durante e após a pandemia, o setor agora enfrenta uma guinada brusca: a valorização do real frente ao dólar derrubou a competitividade das exportações, enquanto os custos de produção (como fertilizantes e diesel) seguem altos. Somado a isso, a política monetária contracionista do Banco Central, com taxas de juros em dois dígitos, elevou o custo financeiro das dívidas, sufocando caixa de empresas já endividadas.

    MS inova, mas o agro se divide: etanol de milho e cana mostra resiliência

    Em meio ao aperto generalizado, o Mato Grosso do Sul se destaca com a inauguração da primeira usina integrada de etanol de cana e milho no país, com investimento superior a R$ 1 bilhão. O projeto, anunciado em junho de 2026, é um exemplo de diversificação que pode mitigar riscos, mas depende de financiamentos — agora mais escassos. A iniciativa, contudo, contrasta com a realidade de pequenos e médios produtores, que representam a maior parte das recuperações judiciais e enfrentam dificuldades para renegociar dívidas junto a bancos e cooperativas.

    O que vem pela frente: renegociação ou colapso?

    Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que, sem uma política de renegociação agressiva ou um plano de sustentação para o setor, o cenário pode piorar. O agronegócio, que responde por cerca de 25% do PIB brasileiro, corre o risco de ver sua capacidade de geração de emprego e renda comprometida — com reflexos em toda a economia. Bancos, por sua vez, buscam equilibrar a preservação de seus ativos com a manutenção de linhas de crédito essenciais para a safra 2026/2027, que já tem estoques de soja e milho pressionados pela queda na rentabilidade. A solução, no entanto, exigirá mais do que garantias: será necessário um pacto entre governo, setor privado e produtores para evitar uma crise sistêmica.

  • Brasil desenvolve armadilhas 3D biodegradáveis com óleos essenciais para combater pragas sem agrotóxicos

    Brasil desenvolve armadilhas 3D biodegradáveis com óleos essenciais para combater pragas sem agrotóxicos

    A inovação nacional promete redefinir o manejo de pragas no campo com uma abordagem ecológica e tecnológica. Em 1º de junho de 2026, cientistas do INCT NanoAgro apresentaram dispositivos impressos em 3D que utilizam hidrogéis biodegradáveis como matriz para liberação controlada de óleos essenciais e nanopartículas ativas. A solução, testada em lavouras de soja e milho no Centro-Oeste, reduziu a infestação de pragas em até 60% sem recorrer a agrotóxicos convencionais.

    Nanotecnologia e impressão 3D: a fórmula sustentável

    A tecnologia desenvolvida combina materiais como alginato de sódio, pectina e Pluronic F127 — componentes naturais e de baixo custo — em estruturas tridimensionais que se degradam no solo em menos de 90 dias. Ao contrário dos pesticidas sintéticos, que contaminam aquíferos e afetam a saúde dos trabalhadores rurais, os dispositivos liberam compostos voláteis de óleos essenciais (como citronela e neem) e nanopartículas de cobre ou prata em doses precisas, evitando o impacto ambiental.

    Resultados que desafiam o status quo do agronegócio

    Os testes realizados em parceria com cooperativas agrícolas de Goiás e Mato Grosso indicam uma redução de 40% no uso de agrotóxicos nas áreas onde os dispositivos foram aplicados. Além disso, a solução mostrou eficácia contra pragas como Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) e Diabrotica speciosa (vaquinha), responsáveis por prejuízos bilionários no setor. O coordenador do projeto, Dr. Marcos Oliveira, destaca que a inovação atende à crescente demanda por alimentos orgânicos e certificados, com potencial para ser adotada em culturas de exportação como café e laranja.

    O futuro da agricultura: menos química, mais precisão

    O desenvolvimento chega em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, pressionado por regulamentações ambientais mais rígidas e pela necessidade de reduzir emissões de carbono. Segundo a Embrapa, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, com mais de 700 mil toneladas aplicadas anualmente. A impressão 3D de armadilhas ecológicas surge como uma alternativa viável para a transição para sistemas de produção mais limpos, alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo país, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    A próxima fase do projeto inclui a expansão dos testes para culturas de hortifrúti e a busca por parcerias com multinacionais do setor de insumos agrícolas. Enquanto isso, o governo federal já estuda linhas de financiamento para pequenos e médios produtores interessados em adotar a tecnologia, que tem custo estimado 30% menor que os métodos tradicionais de controle de pragas.

  • Haval H6 One 2027 chega com híbrido pleno por R$ 199.900 e desafia rivais no segmento

    Haval H6 One 2027 chega com híbrido pleno por R$ 199.900 e desafia rivais no segmento

    Híbrido pleno sem recarga: a aposta da GWM para 2027

    A GWM Brasil revelou antecipadamente, nesta segunda-feira (1° de junho de 2026), a volta do Haval H6 One 2027 ao catálogo nacional, com preço público sugerido de R$ 199.900. A versão de entrada destaca-se por sua motorização híbrida plena, que entrega 243 cavalos e 54 kgfm de torque sem depender de recarga externa, uma solução que vem ganhando tração no mercado brasileiro frente à crescente demanda por veículos mais eficientes.

    Eficiência e equipamentos: o que esperar do H6 One 2027

    O SUV promete eficiência energética de até 14,7 km/l, além de recursos como central multimídia integrada, painel digital, câmeras 360° e sistema de condução semiautônoma. O design é marcado por rodas de 18 polegadas e uma paleta de cores restrita, reforçando o apelo premium da marca no segmento. A GWM ainda anuncia que expandirá a motorização híbrida flex para todas as versões da linha, alinhando-se à estratégia de eletrificação gradual da indústria.

    Posicionamento competitivo no segmento de SUVs

    Com preço de R$ 199.900, o Haval H6 One 2027 se posiciona diretamente frente a rivais como o Toyota Corolla Cross (a partir de R$ 192.990 na versão XR) e o Jeep Compass (R$ 201.490 na configuração Longitude). A estratégia da GWM foca em oferecer um pacote completo — híbrido, equipamentos e preço — para conquistar consumidores que buscam modernidade sem abrir mão da praticidade.

  • Japonesa Unicharm compra Nutrire e aposta R$ 78 bi no mercado pet brasileiro

    Japonesa Unicharm compra Nutrire e aposta R$ 78 bi no mercado pet brasileiro

    A indústria pet brasileira vive um momento histórico. Nesta segunda-feira, 1 de junho de 2026, a multinacional japonesa Unicharm Corporation anunciou a aquisição da Nutrire, uma das maiores fabricantes nacionais de alimentos para cães e gatos e líder em exportações do setor. A operação, ainda sem valores divulgados, marca a entrada agressiva da empresa asiática no mercado latino-americano e reforça o Brasil como um dos principais polos mundiais de nutrição animal.

    Por que a Unicharm escolheu o Brasil?

    O setor pet brasileiro não para de crescer. Em 2024, o mercado movimentou cerca de R$ 77,96 bilhões, segundo dados do setor, consolidando o país como o terceiro maior do mundo nesse segmento — atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A Nutrire, com sede no Rio Grande do Sul, é uma das principais exportadoras do país, o que a tornou um alvo estratégico para a Unicharm, que busca ampliar sua presença na região.

    O que muda com a compra?

    A aquisição da Nutrire pela Unicharm abre caminho para uma expansão acelerada no mercado latino-americano, onde o consumo de produtos premium para pets tem crescido exponencialmente. Além disso, a operação reforça a confiança internacional na capacidade produtiva brasileira, que já responde por 7% da produção global de alimentos para animais de estimação. Especialistas apontam que a união entre a tecnologia japonesa e a expertise brasileira em nutrição animal pode resultar em inovações significativas para o setor.

    O futuro do mercado pet nacional

    Com a aquisição, a Unicharm passa a contar com uma das maiores plantas de produção de ração pet do país, além de uma rede consolidada de distribuição. A expectativa é que a operação impulsione ainda mais as exportações brasileiras, já que a Nutrire atua em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. Para a indústria nacional, a entrada de um gigante estrangeiro como a Unicharm pode atrair novos investimentos e fortalecer a competitividade do setor no cenário global.