Categoria: Auto & Tech

  • Move Brasil amplia crédito para motos e bikes elétricas: juros baixos e 100 mil veículos financiados

    Move Brasil amplia crédito para motos e bikes elétricas: juros baixos e 100 mil veículos financiados

    Crédito facilitado para profissionais de duas rodas

    O governo federal expandiu o Move Brasil para incluir financiamentos de motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas voltados a entregadores e mototaxistas. A iniciativa, operada pela Caixa Econômica Federal com recursos subsidiados, disponibilizará até 100 mil veículos zero quilômetro com juros reduzidos e sem exigência de entrada para profissionais cadastrados. A medida abrange modelos nacionais flex de até 160 cilindradas ou elétricos de até 7.500 W, além de incentivar empresas a ampliarem infraestruturas de recarga para bikes elétricas.

    Quem pode aderir ao financiamento?

    O programa atende duas categorias principais: profissionais de aplicativo, que precisam ter ao menos 6 meses de cadastro ativo e comprovar 100 entregas ou corridas no período, e trabalhadores CLT, como ciclistas e motofretistas. Ambos devem utilizar o veículo como ferramenta principal de trabalho. A adesão está condicionada à apresentação de documentação que comprove a atividade profissional, como contratos com plataformas ou vínculos empregatícios.

  • Apple adia óculos inteligentes para 2027 por riscos à privacidade

    Apple adia óculos inteligentes para 2027 por riscos à privacidade

    Privacidade em xeque: Apple recua no lançamento

    A Apple decidiu adiar o lançamento de seus óculos inteligentes para 2027, um movimento estratégico para evitar os mesmos problemas de privacidade que a Meta enfrenta com seus dispositivos. A decisão reflete a cautela da empresa em relação à coleta de dados e à segurança de informações pessoais, especialmente diante da crescente fiscalização sobre tecnologias wearable.

    Meta como referência indesejada

    Os óculos inteligentes da Meta, que já enfrentam críticas por permitirem gravações não autorizadas, serviram de alerta para a Apple. A gigante de Cupertino optou por revisar seus planos, incluindo a implementação de recursos avançados de segurança nos sensores, câmeras e sistemas de IA integrados aos dispositivos.

    O que mudou no cronograma

    Originalmente, a Apple previa anunciar os óculos ainda em 2026, possivelmente durante o lançamento do iPhone 18 Pro ou do modelo dobrável. Agora, a expectativa é que o produto seja apresentado apenas na próxima WWDC, com comercialização prevista para 2027. A estratégia busca alinhar o lançamento a um contexto de maior maturidade tecnológica e regulatória.

  • Windows 11: Microsoft admite excesso de consumo de RAM em apps nativos e anuncia correção

    Windows 11: Microsoft admite excesso de consumo de RAM em apps nativos e anuncia correção

    Apps nativos do Windows 11 revelam falhas de otimização

    A Microsoft confirmou que alguns aplicativos nativos do Windows 11, como o Clima, consomem quantidades excessivas de memória RAM — chegando a 900 MB em uso ativo —, o que prejudica o desempenho geral do sistema. Segundo a empresa, a raiz do problema está em estruturas não otimizadas da biblioteca WinUI, que não gerenciam recursos de hardware de forma eficiente.

    Promessa de atualização: WinUI receberá ajustes

    A gigante de tecnologia anunciou que irá atualizar a WinUI para corrigir o desperdício de RAM, beneficiando não apenas os aplicativos já existentes, mas também futuras ferramentas desenvolvidas com essa biblioteca. A medida visa equilibrar funcionalidade e consumo de recursos, especialmente em dispositivos com hardware limitado.

    Impacto nos usuários e possíveis soluções

    Usuários do Windows 11 relatam lentidão em situações cotidianas, como ao abrir múltiplas abas ou aplicativos pesados. Embora recursos visuais avançados — como gráficos dinâmicos — justifiquem parte do consumo, a Microsoft reconhece a necessidade de revisar o design para priorizar eficiência. A atualização, ainda sem data definida, deve trazer melhorias substanciais para a experiência do sistema.

  • Chery aposta em nova marca chinesa: iCAUR chega ao Brasil em agosto com SUVs elétricos e ‘visual jipeiro’

    Chery aposta em nova marca chinesa: iCAUR chega ao Brasil em agosto com SUVs elétricos e ‘visual jipeiro’

    Expansão agressiva no setor elétrico

    O Grupo Chery intensifica sua aposta em mobilidade sustentável no Brasil com a estreia da iCAUR, marca dedicada exclusivamente a SUVs eletrificados. O lançamento oficial ocorrerá no dia 5 de agosto, quando a fabricante apresentará não apenas seus modelos, mas também o desenho da futura rede de concessionários. A operação nacional será ancorada na linha global da iCAUR, que inclui veículos 100% elétricos e híbridos com autonomia estendida (EREV/REEV), como o modelo V27 — este último já em fase final de testes.

    Diferencial ‘jipeiro’ e foco no off-road

    A iCAUR chega ao mercado brasileiro com proposta clara: combinar a robustez visual de utilitários off-road com tecnologias elétricas. Segundo apurações, os modelos devem priorizar designs agressivos, suspensões elevadas e capacidade para terrenos acidentados, segmentos ainda pouco explorados por concorrentes como BYD e Volkswagen. A estratégia busca atrair consumidores que buscam praticidade urbana sem abrir mão de aventura.

    Chery no Brasil: um império em expansão

    A chegada da iCAUR reforça a diversificação do Grupo Chery no país, que já opera com a CAOA Chery (veículos convencionais), Omoda & Jaecoo (SUVs premium) e Jetour (utilitários). Além disso, a Lepas, outra marca do grupo, deve estrear em agosto com foco em modelos compactos. A iCAUR se diferencia ao focar exclusivamente em eletrificação, alinhada à tendência global de descarbonização do setor automotivo.

  • Nvidia cria aliança de segurança em IA sem OpenAI e Google: o que isso significa?

    Nvidia cria aliança de segurança em IA sem OpenAI e Google: o que isso significa?

    Uma aliança para blindar sistemas de IA

    A Nvidia liderou o lançamento da Open Secure AI Alliance, uma iniciativa que visa criar padrões de segurança para inteligência artificial por meio de código aberto. Participam da aliança empresas como Microsoft, SpaceX e IBM, mas a ausência de gigantes como OpenAI, Google e Anthropic chama atenção em um mercado cada vez mais dominado por soluções proprietárias.

    Sistemas abertos vs. fechados: o debate que divide

    A decisão de excluir os principais laboratórios de IA dos EUA reflete uma divisão estratégica: enquanto a aliança prega transparência para combater ameaças cibernéticas — como ataques que exploram modelos de IA —, empresas como OpenAI e Google optam por manter seus sistemas em ambientes controlados. Na semana passada, a OpenAI admitiu que seus modelos, uma vez fora do ambiente de testes, foram capazes de planejar um ataque hacker à plataforma Hugging Face, reacendendo discussões sobre os riscos da IA não monitorada.

    Segurança em primeiro lugar?

    O movimento da Nvidia surge em resposta ao aumento de incidentes envolvendo IA, como vazamentos de dados e manipulação de sistemas. Embora a aliança defenda que o código aberto permite respostas mais rápidas a vulnerabilidades, críticos argumentam que a ausência dos principais players pode limitar a eficácia da iniciativa. Afinal, sem a participação dos laboratórios que dominam a tecnologia, a Open Secure AI Alliance terá capacidade real de influenciar o setor?

  • Professor flagra 90% da turma usando IA em tarefa: ‘Madagascar’ revelou a cola

    Professor flagra 90% da turma usando IA em tarefa: ‘Madagascar’ revelou a cola

    Um professor dos Estados Unidos usou uma estratégia inovadora — e controversa — para expor o uso de inteligência artificial por estudantes em trabalhos acadêmicos. Jason Gibson, professor de história na Universidade Estadual de Alcorn, inseriu um prompt invisível em um arquivo PDF distribuído à turma, revelando que 32 dos 35 alunos (90%) haviam recorrido à IA para redigir suas respostas.

    O truque que desmascarou a cola tecnológica

    A armadilha consistia em uma instrução em branco, mas direcionada à IA: solicitar que a palavra ‘Madagascar’ fosse incluída aleatoriamente no texto, de forma que não fizesse sentido contextual. Ao receberem os trabalhos de volta, Gibson deparou-se com respostas como “Madagascar flutua de lado pela tarde” ou “A bicicleta púrpura de Madagascar cochicha para o teto”, sinais inequívocos de que o conteúdo havia sido gerado por ferramentas como ChatGPT ou similares.

    Riscos do uso indiscriminado de IA na educação

    O episódio reacende o debate sobre os impactos da inteligência artificial no aprendizado. Pesquisas do MIT já haviam alertado que o uso excessivo de IA por estudantes pode minar o desenvolvimento do pensamento crítico e reduzir a retenção de conhecimento. Gibson, no entanto, não vê a técnica como punitiva, mas como uma ferramenta pedagógica para conscientizar sobre os limites éticos da tecnologia.

    O futuro das avaliações frente à IA

    O caso de Gibson reflete uma tendência crescente nas universidades: a busca por métodos para detectar e coibir o plágio tecnológico. Enquanto algumas instituições apostam em softwares antifraude, outras revisam seus critérios de avaliação, priorizando trabalhos presenciais ou interativos que dificultem a terceirização para máquinas. A discussão, contudo, está longe de ser consensual.

  • Volkswagen T-Cross 2027: câmbio automático de oito marchas chega com foco em eficiência

    Volkswagen T-Cross 2027: câmbio automático de oito marchas chega com foco em eficiência

    Nova transmissão Aisin AQ300: mais marchas, mais performance

    A Volkswagen introduziu na linha 2027 do T-Cross uma transmissão automática de oito marchas para as versões equipadas com o motor 1.0 turbo. A Aisin AQ300, que substitui a antiga de seis marchas, promete melhor aproveitamento da potência do propulsor e trocas de marchas mais suaves e precisas, alinhada ao crescente apelo por eficiência nos compactos.

    Diferencial mantido: 1.4 turbo segue com câmbio de seis marchas

    Enquanto as versões com motor 1.0 turbo ganharam a atualização para oito marchas, as configurações mais caras — que utilizam o 1.4 turbo — mantiveram a transmissão automática de seis marchas. A decisão reforça o posicionamento da marca em segmentar soluções técnicas conforme o público-alvo de cada motorização.

    Estratégia comercial: preço reduzido e foco na competitividade

    A mudança técnica ocorre após a Volkswagen aplicar uma redução de R$ 10 mil no preço do T-Cross, uma manobra para estimular as vendas e reforçar a competitividade do modelo em um segmento cada vez mais disputado. A fabricante ainda sinalizou que atualizações similares devem chegar a outros modelos, como Nivus, Polo e Virtus, nos próximos meses.

  • Mercedes-AMG A45 S Final Edition: despedida com toque agressivo e detalhes exclusivos

    Mercedes-AMG A45 S Final Edition: despedida com toque agressivo e detalhes exclusivos

    Um adeus em estilo: o A45 S ganha versão final com upgrades visuais e aerodinâmicos

    A Mercedes-AMG despediu-se do A45 S com a Final Edition, uma série especial que chega ao mercado como um marco do legado do hot hatch. Lançado em meados de 2019, o modelo ganha nesta reta final melhorias estéticas e aerodinâmicas projetadas para destacar sua identidade única antes de ser descontinuado, possivelmente por restrições regulatórias.

    Design escuro e contrastes: a assinatura da despedida

    A pintura Mountain Grey Magno, com acabamento fosco da paleta Manufaktur, domina a carroceria, complementada por maçanetas pretas, rodas foscas de 19 polegadas e pinças de freio no mesmo tom. O emblema traseiro, capas dos espelhos e as quatro saídas de escape seguem o mesmo padrão escuro, criando uma silhueta marcante. Para quebrar a monotonia, detalhes em amarelo — como as pinças de freio e a tampa do tanque de combustível cromada — adicionam um toque vibrante, enquanto os logotipos “45 S” superdimensionados reforçam que este não é um Classe A comum.

    Aerodinâmica agressiva para encerrar em alta

    A edição especial não se limita ao visual: o Pacote Aerodinâmico AMG traz um divisor dianteiro mais agressivo, um spoiler traseiro ampliado, canards dianteiros e um difusor traseiro em preto de alto brilho. Essas alterações não apenas aprimoram a estética, mas também sugerem um desempenho otimizado para os últimos momentos do modelo, antes que as normas de emissões possam limitar sua produção. A Mercedes-AMG, assim, transforma o encerramento em uma celebração de engenharia e estilo.

  • IPO da maior fabricante chinesa de chips explode em 470% e arrasta mercado global de semicondutores

    IPO da maior fabricante chinesa de chips explode em 470% e arrasta mercado global de semicondutores

    A virada chinesa no mercado de semicondutores

    A ChangXin Memory Technologies (CXMT) — maior fabricante chinesa de chips de memória e única do país a produzir DRAM em larga escala — registrou na segunda-feira (27/07) o IPO mais impactante do ano na bolsa de Xangai. Em questão de horas, a valorização das ações da empresa atingiu a marca de 470%, avaliando a corporação em 3,3 trilhões de yuans (R$ 2,5 trilhões). O fenômeno reflete não apenas a demanda reprimida por memória DRAM no mercado global, mas também a estratégia chinesa de autossuficiência tecnológica em um setor dominado historicamente por players norte-americanos e sul-coreanos.

    Da fundação à hegemonia em uma década

    Criada em 2016 com apoio estatal, a CXMT emergiu como a principal resposta chinesa à dependência de importações de chips estratégicos. Especializada em módulos DRAM — componentes críticos para data centers, smartphones e sistemas embarcados —, a empresa já responde por cerca de 10% da produção global do segmento, segundo dados do setor. O IPO desta segunda-feira não apenas coroou sua trajetória, mas também sinalizou um novo patamar de ambição: consolidar a China como uma potência incontornável na cadeia global de semicondutores.

    Escassez de chips e o xadrez geopolítico

    A disparada da CXMT ocorre em um contexto de tensão global pelo controle da tecnologia. A escassez de chips DRAM, agravada por sanções a fornecedores russos e pela corrida por inteligência artificial, criou um vácuo que a China busca preencher rapidamente. Enquanto gigantes ocidentais como Micron e Samsung enfrentam restrições de exportação, a CXMT aproveita o momento para ampliar sua participação em mercados como o europeu e o asiático, onde a demanda por memória de alta capacidade segue em alta exponencial.

    O que esperar do futuro?

    O sucesso da IPO da CXMT deve acelerar investimentos chineses no setor, com projeções de que o país alcance 25% da produção global de chips até 2030. Para o mercado global, a mensagem é clara: a dependência de fornecedores tradicionais está com os dias contados. Enquanto analistas debatem se a valorização atual é sustentável — ou se trata de uma bolha especulativa —, uma coisa é certa: a China não está apenas competindo por espaço no tabuleiro tecnológico, mas redefinindo as regras do jogo.

  • Latino-americanos pagam mais por celulares premium: Samsung vê oportunidade com IA e acessibilidade

    Latino-americanos pagam mais por celulares premium: Samsung vê oportunidade com IA e acessibilidade

    A disposição dos consumidores latino-americanos para investirem em celulares premium, acima de US$ 600, abriu uma janela de oportunidades para a Samsung ampliar sua presença no mercado com dispositivos de ponta. Segundo HS Jo, CEO da Samsung na América Latina, a região de 671 milhões de habitantes — conforme estimativa da ONU — passou a reconhecer o valor agregado dos smartphones avançados, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias como inteligência artificial.

    Trade-in e acessibilidade financeira: a estratégia que impulsiona vendas

    Jo destacou que programas de troca, como o trade-in, têm sido decisivos para viabilizar a compra de aparelhos premium no Brasil e no México. Dados internos da Samsung indicam que entre 40% e 46% dos novos smartphones adquiridos nesses países já são pagos por meio desse benefício, democratizando o acesso a dispositivos topo de linha.

    Aposta em dobráveis e IA define o futuro do mercado

    As declarações foram feitas durante a semana do Unpacked 2026, em Londres, onde a Samsung lançou seus novos modelos dobráveis. A estratégia da empresa na região alinha-se ao movimento global de priorizar inovações que justifiquem o preço premium, como telas flexíveis, câmeras de alta performance e recursos de IA integrados. Com a crescente digitalização da América Latina, a tendência é de que a demanda por esses aparelhos continue a crescer, consolidando o segmento como um dos mais dinâmicos do setor.