Categoria: Auto & Tech

  • LG desiste de vez: fabricante sul-coreana abandona notebooks no Brasil após fracasso com LG Gram

    LG desiste de vez: fabricante sul-coreana abandona notebooks no Brasil após fracasso com LG Gram

    Fim de uma era: LG abandona notebooks no Brasil após estratégia frustrada

    A LG confirmou ao Tecnoblog que não comercializará mais notebooks no país, oficializando a saída de um segmento que vendeu 1,15 milhão de unidades no primeiro trimestre de 2026, segundo a IDC. A decisão coloca ponto final em uma tentativa de dois anos de reposicionar a marca com o LG Gram, linha premium que não conseguiu competir no mercado brasileiro.

    Do sonho premium ao abandono: o que deu errado?

    Em julho de 2024, a fabricante sul-coreana anunciou a paralisação das vendas de laptops tradicionais e apostou no LG Gram como solução, focando em produtos mais sofisticados e caros. No entanto, a estratégia não surtiu o efeito esperado, obrigando a LG a repensar seus investimentos. Agora, a empresa direciona seus recursos para categorias como TVs, monitores, eletrodomésticos e até um projeto de R$ 2 bilhões para produção de geladeiras no Paraná.

    Consequências para o mercado brasileiro

    A saída da LG deixa um vazio no segmento de notebooks, onde marcas como Lenovo, Samsung e Acer dominam com preços mais competitivos. Com 1,15 milhão de unidades vendidas no primeiro trimestre de 2026, o mercado segue aquecido, mas a ausência de um player global como a LG pode redefinir as estratégias das demais fabricantes no país.

  • Honda domina 65% do mercado: Honda lidera vendas de motos no 1º semestre de 2026 com 1,17 milhão de emplacamentos

    Honda domina 65% do mercado: Honda lidera vendas de motos no 1º semestre de 2026 com 1,17 milhão de emplacamentos

    Crescimento de 14,1% no setor: 1,17 milhão de motos emplacadas em 6 meses

    O mercado brasileiro de motocicletas encerrou o primeiro semestre de 2026 com um volume recorde: 1.174.459 unidades 0 km emplacadas entre janeiro e junho, segundo dados da Fenabrave. O resultado representa um crescimento de 14,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram licenciadas 1.029.291 motos. O ritmo acelerado de vendas reforça a expansão do segmento, impulsionado pela alta demanda em serviços de delivery e pela retomada econômica.

    Honda mantém liderança absoluta: 65,73% do mercado em 2026

    A fabricante japonesa consolidou sua hegemonia no setor, somando 771.943 emplacamentos no período, o equivalente a 65,73% de participação. A dominância da Honda é ainda mais expressiva quando comparada à segunda colocada: a Yamaha, com 160.937 unidades (13,70%), e a Shineray, com 73.669 motos (6,27%), completam o pódio. Juntas, as três marcas respondem por 85,7% do mercado nacional.

    Shineray e Mottu: surpresas no top 5 com foco em nichos

    A Shineray, que já havia se destacado em 2025, manteve a terceira posição ao emplacar 73.669 unidades, enquanto a Mottu surpreendeu ao fechar o top 5 com 55.590 motos vendidas (4,73%). O sucesso da marca se deve principalmente à Sport 110i, modelo amplamente adotado por plataformas de delivery. Já a Avelloz, com 18.853 unidades (1,61%), fechou o grupo das cinco maiores.

    Bajaj e Royal Enfield: disputas acirradas fora do top 5

    A Bajaj, que recentemente lançou a Dominar NS400Z no Brasil por R$ 26.900, ocupou a sexta posição com 17.996 emplacamentos, superando a Royal Enfield (17.138 unidades). A Triumph e a BMW também figuram no ranking, mas com volumes menores, refletindo estratégias de mercado mais segmentadas. A diversificação de modelos e preços tem sido uma tendência entre as fabricantes para atender desde o consumidor final até o segmento corporativo.

  • Toyota Corolla perde espaço no mercado de sedãs e BYD King surge como nova ameaça em julho de 2026

    Toyota Corolla perde espaço no mercado de sedãs e BYD King surge como nova ameaça em julho de 2026

    O mercado de sedãs segue em trajetória de retração em junho de 2026, com o Toyota Corolla perdendo espaço para rivais como o BYD King. Segundo dados do Jason Vogel, os modelos compactos representaram apenas 7,4% dos 260.467 veículos emplacados no mês — queda de 0,6% em relação a junho de 2025, quando foram vendidas 19.560 unidades. Em maio de 2026, o volume era 9,6% superior (21.509 unidades), demonstrando a volatilidade do segmento.

    Concorrência interna: Onix Plus supera HB20S e Virtus se aproxima

    Após dois meses liderando o ranking de compactos, o Chevrolet Onix Plus (3.587 unidades) assumiu a primeira posição em junho, com o Hyundai HB20S (3.239) caindo para segundo lugar. O VW Virtus (3.206) esteve próximo de ultrapassar o modelo da Hyundai, enquanto o HB20S mantém a liderança no acumulado de 2026. O Nissan Versa, apesar de registrar melhor desempenho desde janeiro de 2023 com 635 unidades, segue na última posição entre os modelos ainda comercializados oficialmente.

    Mercado em expansão, sedãs em declínio

    Enquanto os sedãs recuam, o mercado automotivo brasileiro registrou crescimento de quase 30% em junho de 2026 na comparação anual. A tendência reflete a preferência dos consumidores por SUVs e veículos elétricos, como o BYD King, que vem ganhando relevância no segmento de compactos premium. A chegada de novos players asiáticos, com preços competitivos e tecnologia avançada, deve intensificar a disputa por espaço no setor.

  • Waze estreia modo exclusivo para motos e IA integrada com Gemini: veja como funciona

    Waze estreia modo exclusivo para motos e IA integrada com Gemini: veja como funciona

    Navegação 2.0: Waze se adapta às motos com precisão inédita

    O Waze deu um passo significativo rumo à personalização ao lançar, nesta segunda-feira (13/07), um modo exclusivo para motociclistas. Diferente das rotas tradicionais — desenvolvidas para carros —, o novo recurso calcula trajetos considerando a dinâmica das motos, como curvas, velocidade média e caminhos alternativos menos congestionados. Segundo a empresa, o Brasil está entre os primeiros países a receber a atualização, que promete entregar estimativas de chegada mais assertivas para os usuários de duas rodas.

    Gemini no Waze: IA que conversa e otimiza sua viagem

    A integração com o Google Gemini promete transformar a interação com o aplicativo. Agora, os usuários podem buscar destinos por comando de voz natural, como “Leve-me ao Parque Ibirapuera evitando avenidas principais” ou reportar incidentes no trânsito apenas descrevendo a situação. Gai Berkovich, vice-presidente do Waze, esclareceu em coletiva que a IA não interfere na definição de rotas ou na avaliação de segurança, funções ainda reservadas às contribuições da comunidade e aos algoritmos próprios da plataforma.

    Berkovich também destacou que o Brasil abriga a maior comunidade de usuários do Waze no mundo, o que deve acelerar a adoção dos novos recursos. A atualização já está disponível para download em dispositivos Android, iOS, Android Auto e Apple CarPlay, mas a liberação pode ocorrer em ondas, como é comum em lançamentos do gênero.

    O que muda (e o que não muda) para os motociclistas

    Embora a navegação para motos seja a grande novidade, a inteligência artificial do Gemini atende a todos os usuários. A IA atua como um assistente virtual, facilitando buscas complexas ou multitarefa durante a condução. No entanto, Berkovich reforçou que a definição das rotas continua baseada em dados reais da comunidade — como acidentes, obras ou fiscalizações — e nos modelos de machine learning treinados para priorizar eficiência e segurança. Para os motociclistas, a diferença é a adaptação do cálculo às particularidades das duas rodas, excluindo vias inadequadas ou trajetos com baixa mobilidade para motos.

  • Fiat Uno Mille: o carro que reinventou a mobilidade popular no Brasil há 36 anos

    Fiat Uno Mille: o carro que reinventou a mobilidade popular no Brasil há 36 anos

    O nascimento de uma lenda urbana

    Na edição de setembro de 1990, a revista Quatro Rodas anunciou o Fiat Uno Mille como “o carro de série mais barato do Brasil e o mais econômico para uso na cidade”, após testes que registraram 12,26 km/l de gasolina em percurso urbano. O modelo chegava ao mercado com uma proposta simples, mas revolucionária: tornar a mobilidade popular acessível em um país onde a maioria dos veículos ainda dependia de motores maiores e mais custosos.

    Motor 1.0: a alquimia tributária que mudou o jogo

    O segredo por trás do Uno Mille estava em seu coração: o motor 1050, originalmente desenvolvido para o Fiat 147 e exportado até para a Argentina, teve sua cilindrada reduzida de 1049 cm³ para 994,4 cm³ (1.0) para se enquadrar na nova regra da Receita Federal. Em 1º de julho de 1990, o governo brasileiro reduziu em 50% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros com motores de até 1 litro, criando um nicho antes inexplorado. Enquanto concorrentes como o Volkswagen Gol e o Ford Escort ainda apostavam em motores 1.6, o Uno Mille surgia como a opção ideal para quem buscava economia no bolso e no tanque.

    Da pioneirismo à polêmica nos testes

    Apesar do sucesso inicial, o Uno Mille não escapou de controvérsias. Os primeiros testes de consumo e desempenho da Quatro Rodas geraram debates: enquanto o modelo entregava números impressionantes em eficiência, críticos questionavam sua robustez em longas viagens e seu desempenho em altas velocidades. Anos depois, engenheiros da Fiat admitiram que a prioridade era mesmo a economia, em detrimento de potência ou conforto. Mesmo assim, o carro conquistou as classes C e D, tornando-se um fenômeno de vendas.

    Evolução técnica e legado de três décadas

    Ao longo de seus 23 anos de produção (1990-2013), o Uno Mille passou por diversas atualizações, mas manteve sua essência: simplicidade e custo-benefício. A primeira geração recebeu injeção eletrônica em 1994, ganhou freios ABS opcionais em modelos topo de linha e viu sua potência subir de 50 para 54 cv ao longo dos anos. Seu sucesso inspirou até mesmo rivais, como o Chevrolet Celta, lançado em 2000 como resposta direta ao Uno Mille. Quando a produção da primeira geração foi encerrada em 2013, mais de 3,5 milhões de unidades haviam sido vendidas, consolidando-o como um dos carros mais populares da história brasileira.

    O que o Uno Mille nos ensina sobre o mercado automotivo

    O Fiat Uno Mille é mais do que um carro: é um retrato de uma época em que o Brasil buscava incluir milhões de pessoas no sonho do carro próprio. Sua história mostra como políticas públicas (como a redução do IPI) podem moldar um mercado e criar ícones nacionais. Além disso, o modelo prova que, às vezes, menos é mais: um motor simples, um projeto enxuto e uma estratégia de preços agressiva podem superar tecnologias mais avançadas em vendas. Hoje, com a volta dos motores 1.0 no Brasil (agora em versões turbinadas e flex), o legado do Uno Mille ressoa como um lembrete de que a inovação nem sempre precisa ser high-tech para ser revolucionária.

  • Brembo e CFMoto unem forças para revolucionar freios de motos médias e grandes: inovação desde a concepção

    Brembo e CFMoto unem forças para revolucionar freios de motos médias e grandes: inovação desde a concepção

    Parceria técnica com foco em inovação e performance

    A CFMoto, fabricante chinesa de motocicletas, firmou um acordo de longo prazo com a Brembo, referência global em sistemas de frenagem, para aprimorar os componentes de suas próximas motos de média e alta cilindrada. A colaboração, que já existe há algum tempo, será intensificada com a integração dos sistemas de freio desde a fase inicial de desenvolvimento dos modelos, garantindo calibração e validação sob medida para cada plataforma.

    Tecnologia das pistas a serviço das ruas

    Um dos principais objetivos da parceria é acelerar a transferência de soluções testadas em competições para os modelos de produção. Segundo a CFMoto, essa aproximação permitirá incorporar tecnologias avançadas de frenagem — como sistemas otimizados para diferentes cenários de uso — nos futuros lançamentos, equilibrando segurança, desempenho e controle. A ideia é que os freios não sejam apenas componentes, mas elementos-chave no DNA das motocicletas.

    Estratégia além dos componentes: competições e formação de talentos

    A parceria também prevê colaboração em competições esportivas, desenvolvimento de marca e capacitação profissional. A Brembo e a CFMoto poderão atuar juntas em categorias de corrida, além de investir em programas de formação para engenheiros e técnicos, fortalecendo a cadeia de inovação no setor. Para a CFMoto, isso significa não apenas melhorar seus produtos, mas também consolidar sua presença no mercado global de duas rodas.

  • Audi A3: o hatch premium que nasceu do Golf e revolucionou o mercado há 30 anos

    Audi A3: o hatch premium que nasceu do Golf e revolucionou o mercado há 30 anos

    O nascimento de um ícone no final dos anos 1990

    Naquele 12 de julho de 2026, quando o mundo celebrava os 30 anos de um dos hatches mais influentes da história automotiva, vale revisitar como tudo começou. Em outubro de 1996, durante o Salão de Paris, a Audi surpreendeu o mercado com o lançamento do A3. O modelo não era apenas mais um carro; era a prova de que um hatch poderia ser premium sem perder a praticidade. E fazia isso com a base técnica do Volkswagen Golf de quarta geração — a plataforma PQ34 — mas com o DNA de luxo da marca alemã.

    Um projeto que uniu engenharia e status

    Com exatos 4,15 metros de comprimento, o A3 original (série 8L) tinha dimensões semelhantes a um Audi 80 de 1972 ou ao atual A1. Essa medida refletia a evolução do segmento de hatches médios, onde a Audi buscava se destacar. Não era um carro compacto, mas também não era grande — era exatamente o tamanho certo para equilibrar espaço interno e manobrabilidade, um equilíbrio que ainda hoje define o sucesso do modelo.

    Mais do que um carro: um clássico imediato

    Quase três décadas depois, o A3 original continua circulando pelas ruas como um verdadeiro clássico. Sua presença constante no trânsito não é apenas um testemunho de sua engenharia robusta, mas também de sua aceitação no mercado. Afinal, estamos falando de um carro de uma marca premium que, em plena década de 1990, conseguiu atrair não apenas os entusiastas de plantão, mas também o público médio que sonhava com um pouco mais de sofisticação.

    O segredo? A combinação perfeita entre a plataforma compartilhada com o Golf — garantindo confiabilidade e custo acessível — e o refinamento exclusivo da Audi, com interiores bem acabados e tecnologias inovadoras para a época. Era o ‘Golf de luxo’, como muitos o chamavam, mas que rapidamente se tornou muito mais do que isso.

    O legado que mudou a indústria

    O impacto do A3 vai além de seu sucesso comercial. Ele abriu caminho para uma nova categoria de hatches premium, provando que era possível conciliar status e praticidade. Enquanto outros fabricantes ainda discutiam se um hatch poderia ser considerado ‘de luxo’, a Audi já estava há décadas à frente, construindo uma reputação que persiste até hoje. Em 2026, o A3 original já é um item de colecionador, mas seu espírito continua vivo em cada nova geração do modelo — e em cada carro que, de alguma forma, foi influenciado por ele.

  • Ar-condicionado em alta rotação: por que carros modernos dispensam o ‘desligar na ladeira’?

    Ar-condicionado em alta rotação: por que carros modernos dispensam o ‘desligar na ladeira’?

    A dúvida sobre desligar o ar-condicionado em ladeiras ou ao acelerar forte acompanha motoristas desde os primórdios dos sistemas de climatização automotiva. Antigamente, acionar o compressor com o conta-giros no vermelho resultava em trancos, desgaste prematuro da correia e até risco de rompimento — um problema que, segundo registros da indústria, levou muitos a adotar o hábito de desligar o sistema nessas situações.

    Eletrônica embarcada assume o controle nos modelos atuais

    Em 12 de julho de 2026, com uma frota cada vez mais dominada por tecnologias avançadas, essa prática se tornou obsoleta na maioria dos veículos. Sistemas como o compressor de fluxo variável e a gestão eletrônica do motor são capazes de ajustar automaticamente a carga do compressor à rotação do motor, garantindo um engate suave e sem sobressaltos. “A eletrônica embarcada gerencia o acoplamento do compressor de forma segura, compensando a rotação para um funcionamento imperceptível”, explica Erwin Franieck, engenheiro e conselheiro da SAE Brasil.

    Eficiência e durabilidade em primeiro lugar

    Os modelos recentes ainda contam com sensores que monitoram a demanda de refrigeração e a carga do motor, desativando temporariamente o ar-condicionado em situações de alta exigência — como ultrapassagens ou subidas íngremes — sem afetar o conforto do ocupante. Essa inteligência artificial aplicada ao sistema de climatização não apenas evita danos mecânicos, mas também otimiza o consumo de combustível e a vida útil do compressor.

    O que dizem os especialistas?

    Para Thiago G. Gomes de Paula, morador de Anápolis (GO), a dúvida é comum entre quem ainda dirige veículos mais antigos. “No meu carro de 2015, ainda sinto aquele tranco quando ligo o ar com o motor em alta rotação”, comenta. No entanto, em modelos fabricados após 2018, a tecnologia tornou essa preocupação irrelevante. “O risco de desgaste prematuro ou rompimento da correia praticamente desapareceu”, reforça Franieck.

    Em resumo: os dias de desligar o ar-condicionado na ladeira ficaram para trás. A inovação, afinal, está aí para resolver — e não para criar — problemas.

  • SUVs dominam mercado em junho: Haval H6 e BYD Song Pro reduzem vantagem do Jeep Compass

    SUVs dominam mercado em junho: Haval H6 e BYD Song Pro reduzem vantagem do Jeep Compass

    O mercado brasileiro de SUVs e crossovers médios, excluídos os modelos compactos, atingiu a marca de 46.674 emplacamentos em junho de 2026, um crescimento de 59% em relação ao mesmo período de 2025 (29.383 unidades) e 5% acima de maio (44.359). O resultado representa quase 18% de todos os 260.467 veículos registrados no mês.

    Competição acirrada no topo do ranking

    Apesar de emplacar 4.132 unidades pelo 21º mês seguido — liderando entre os modelos médios pela 9ª vez consecutiva —, o Jeep Compass viu sua vantagem frente ao GWM Haval H6 (3.943 unidades) cair para menos de 200 unidades. O BYD Song Pro (3.802) também se aproxima do líder, enquanto o BYD Song Plus (2.830) segue em ritmo acelerado, reduzindo a diferença para o Toyota Corolla Cross (3.130) no acumulado do ano.

    Marcas chinesas ganham espaço no mercado

    O Jaecoo 7 (2.731 unidades) registrou recorde de vendas pelo segundo mês seguido, impulsionado pela versão de entrada abaixo de R$ 180 mil, enquanto o Omoda 5 (1.928) igualou seu melhor desempenho desde a chegada ao Brasil. O Renault Boreal (1.547) também registrou alta nos últimos dias de junho, consolidando a tendência de diversificação do segmento.

    Consequências para o setor automotivo

    A ascensão de modelos chineses como o Haval H6 e BYD Song Pro reflete não apenas a preferência dos consumidores por SUVs, mas também a estratégia agressiva de marcas estrangeiras em um mercado cada vez mais competitivo. A queda na liderança do Compass após anos de domínio sinaliza uma possível reconfiguração do topo do segmento nos próximos meses.

  • Sunrun planeja criar rede de servidores de IA em casas nos EUA: como funciona e qual o impacto?

    Sunrun planeja criar rede de servidores de IA em casas nos EUA: como funciona e qual o impacto?

    A Sunrun, gigante norte-americana do setor de energia renovável, surpreendeu o mercado com um plano ambicioso: transformar residências em nós de uma rede de inteligência artificial. A estratégia, que será implementada inicialmente nos Estados Unidos, promete redefinir o conceito de datacenters ao descentralizar o processamento de IA para dentro das casas de seus clientes.

    Como a rede de IA doméstica funcionará?

    Segundo o anúncio, a Sunrun distribuirá equipamentos específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias. Esses dispositivos, conectados à rede elétrica inteligente da empresa, atuarão como minisservidores capazes de processar tarefas de IA localmente. A empresa não detalhou a capacidade de cada nó, mas afirmou que a colaboração dos usuários será recompensada financeiramente, embora não tenha divulgado valores ou critérios.

    Por que a descentralização é uma tendência?

    A proposta nasce em um momento de crescente debate sobre os impactos ambientais e sociais dos grandes datacenters de IA. Instalações como as da Microsoft em Iowa ou da Meta na Geórgia consomem quantidades massivas de energia e água, além de gerar calor excessivo em regiões residenciais. Ao espalhar a carga de processamento para residências comuns, a Sunrun busca não apenas reduzir custos operacionais, mas também mitigar a pressão sobre infraestruturas locais.

    Riscos e desafios da iniciativa

    Apesar do apelo ecológico, especialistas questionam a eficiência energética da solução. O uso de servidores domésticos — mesmo que otimizados — ainda demanda energia constante, o que pode anular parte dos ganhos com energia solar. Além disso, a segurança dos dados processados em residências levanta dúvidas, ainda mais em um contexto de crescente preocupação com privacidade em IA. A Sunrun não esclareceu como garantirá a integridade e proteção das informações.

    O futuro dos datacenters residenciais

    Ainda em fase piloto, o projeto da Sunrun pode sinalizar o início de uma nova era na computação distribuída. Se bem-sucedido, poderá inspirar outras empresas a explorar soluções similares, reduzindo a dependência de megainfraestruturas centralizadas. Para os consumidores, a proposta oferece uma oportunidade de ganhos extras, mas também a responsabilidade de manter equipamentos de alto desempenho 24/7. Resta saber se a compensação financeira compensará os possíveis transtornos e riscos envolvidos.