Categoria: Backstage Geek

  • Jess Arisen Moon: o garanhão que promete revolucionar as pistas de Quarto de Milha

    Jess Arisen Moon: o garanhão que promete revolucionar as pistas de Quarto de Milha

    As pistas de Quarto de Milha não são apenas um esporte; são um legado. E em 11 de junho de 2026, o nome Jess Arisen Moon ganha ainda mais peso nesse universo. Filho do lendário Mr Jess Perry — um dos maiores reprodutores da história da AQHA — e de Moon Arisen, descendente direta de Beduino (TB), o garanhão zaino carrega em seu DNA a essência das linhagens mais poderosas da velocidade mundial.

    Um pedigree que fala por si: o sangue da velocidade

    Nascido em 20 de maio de 2007, Jess Arisen Moon não é apenas mais um exemplar do plantel. Ele representa a união de duas das famílias mais influentes do mundo das corridas: a linhagem do pai, especializada em velocidade pura, e a da mãe, herdada de um puro-sangue inglês. Essa combinação não é comum — é uma fórmula rara para criar campeões.

    O condomínio de criadores que aposta em um novo futuro

    O valor de Jess Arisen Moon não está apenas em seu histórico genético, mas no que ele representa para o futuro. Um seleto grupo de criadores se uniu em torno dele, formando um condomínio com um objetivo claro: transformá-lo em um formador de linhagens. A expectativa é alta. Afinal, quando um garanhão tem em seu currículo a capacidade de perpetuar a excelência, cada potro nascido de suas cruzas é visto como um futuro campeão antes mesmo de pisar na pista.

    No 2º Leilão Fenomenal, promovido pelos Haras Fazenda São José e Haras Guarani, Jess Arisen Moon não é apenas mais uma atração — é a promessa de uma revolução. Criadores que buscam não só vitórias, mas a construção de um legado, veem nele a chance de escrever uma nova página na história das corridas de Quarto de Milha.

  • Cavalo Crioulo brilha no Campeonato Gaúcho de Enduro Equestre de 2026: rusticidade e resistência sob holofotes

    Cavalo Crioulo brilha no Campeonato Gaúcho de Enduro Equestre de 2026: rusticidade e resistência sob holofotes

    O Cavalo Crioulo tem ganhado cada vez mais espaço nas competições de enduro equestre pelo Brasil, e na última quarta-feira (10/06/2026), a raça reforçou sua reputação de versatilidade no Campeonato Gaúcho de Enduro Equestre, organizado pela Federação Gaúcha dos Esportes Equestres (FGEE).

    Enduro: a modalidade que testa a adaptabilidade do Crioulo

    O enduro equestre exige que cavalo e cavaleiro enfrentem percursos longos e variados, incluindo terrenos acidentados e condições climáticas adversas. Nessa prova, o Crioulo — conhecido por sua rusticidade e resistência — demonstrou por que é considerado um dos cavalos mais adaptáveis da equinocultura brasileira. A competição, que avalia não apenas velocidade, mas também recuperação física e bem-estar animal, alinha-se perfeitamente às características naturais da raça.

    Mais do que um esporte: uma prova das aptidões ancestrais

    Originário do sul do Brasil, o Cavalo Crioulo foi desenvolvido para sobreviver em ambientes hostis, como planícies e montanhas. No enduro, essas habilidades são postas à prova em provas que podem durar horas, exigindo resistência muscular, resistência à fadiga e capacidade de recuperação rápida. A participação da raça no campeonato gaúcho de 2026 não apenas destacou seu desempenho atlético, mas também reafirmou seu papel como símbolo de equilíbrio entre tradição e inovação no esporte equestre nacional.

  • Crédito rural recua 5% no Plano Safra 2025/2026; industrialização lidera alta de 59,5%

    Crédito rural recua 5% no Plano Safra 2025/2026; industrialização lidera alta de 59,5%

    O crédito rural destinado à agricultura empresarial — excluindo o Pronaf — atingiu R$ 433 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, no âmbito do Plano Safra 2025/2026. O valor representa uma retração de 5% em relação aos R$ 458,1 bilhões contratados no mesmo período da safra anterior (julho/2024 a maio/2025). Os dados, ainda preliminares, foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural (Sicor).

    Industrialização lidera crescimento com alta de 59,5%

    O principal destaque do período foi o salto nos financiamentos para industrialização, que saltaram de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões, um crescimento de 59,5%. Essa expansão reflete a estratégia do governo de fomentar a agregação de valor na cadeia produtiva agropecuária, reduzindo a dependência de exportação de commodities in natura.

    CPR ganha espaço, mas Pronamp avança timidamente

    A Cédula do Produtor Rural (CPR) consolidou-se como o principal instrumento de crédito, respondendo por 42,8% do total concedido (R$ 185,6 bilhões). No entanto, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) registrou alta modesta de 4,3%, sinalizando um crescimento mais conservador desse segmento. Enquanto isso, a CPR cresceu 8% no período, impulsionada pela busca por instrumentos de hedge contra volatilidade de preços.

    Contexto e perspectivas para o agro brasileiro

    Apesar da queda nominal no volume total de crédito, especialistas avaliam que o Plano Safra 2025/2026 mantém o foco em setores estratégicos, como a industrialização e a inovação tecnológica. A redução nos valores absolutos pode estar relacionada a ajustes macroeconômicos e à priorização de projetos com maior retorno a médio prazo. Para a próxima safra, a expectativa é de que os recursos para crédito rural ultrapassem R$ 500 bilhões, com ênfase em sustentabilidade e transição energética.

  • GAC Yue 7: SUV chinês de 536 cv com design ‘quadrado’ e LiDAR chega ao Brasil em 2026?

    GAC Yue 7: SUV chinês de 536 cv com design ‘quadrado’ e LiDAR chega ao Brasil em 2026?

    Um ‘tanque’ chinês de alta performance

    O GAC Yue 7 surge como mais um representante da onda de SUVs quadrados chineses, um estilo que já conquistou o mercado brasileiro com modelos como o GWM Tank 300 e o Denza B5. Em 10 de junho de 2026, a montadora asiática apresentou o novo veículo, que promete não apenas design agressivo, mas também tecnologia de ponta e capacidade off-road notável.

    Ficha técnica: híbrido plug-in com 536 cv

    O Yue 7 é um SUV de grande porte equipado com um sistema híbrido plug-in que entrega 536 cavalos de potência combinada, graças à combinação de um motor térmico com um ou mais elétricos. A autonomia elétrica chega a 188 km, enquanto o sistema de tração integral i-4WD garante estabilidade em terrenos adversos — inclusive com tração em apenas uma roda, como destacado pela fabricante.

    Tecnologia embarcada: Huawei entra no jogo

    Um dos destaques do Yue 7 é a integração com a tecnologia LiDAR da Huawei, que promete inteligência avançada para sistemas de assistência ao motorista e direção autônoma em níveis básicos. Esse tipo de recurso, ainda raro em veículos comercializados no Brasil, sinaliza uma nova era de conectividade e segurança nos SUVs chineses.

    Chegada ao Brasil: quando e por que agora?

    Embora o Yue 7 seja esperado para ser lançado na China no terceiro trimestre de 2026, a GAC já estuda expandir suas operações para o mercado brasileiro. A semelhança com o Denza B5 — que já é um sucesso por aqui — sugere que o novo modelo poderá ser um forte concorrente, especialmente para consumidores que buscam designs robustos, tecnologia embarcada e eficiência energética. A chegada, no entanto, dependerá de estratégias de mercado e adaptações regulatórias.

    O que esperar do futuro da categoria?

    O Yue 7 representa mais um passo da China na consolidação de uma nova era para os SUVs, onde design retangular, alta performance e eletrificação caminham lado a lado. Com a crescente demanda por veículos com apelo off-road e tecnologias avançadas, o mercado brasileiro — já acostumado com a presença de marcas chinesas — pode estar diante de uma nova opção disruptiva ainda em 2026.

  • GWM Ora 5 chega com data marcada: Brasil ganha seu primeiro SUV elétrico em 23 de junho

    GWM Ora 5 chega com data marcada: Brasil ganha seu primeiro SUV elétrico em 23 de junho

    Evento de estreia em São Paulo promete revelar o primeiro SUV elétrico nacional da GWM

    A Great Wall Motors (GWM) definiu o cronograma para o lançamento do Ora 5, seu primeiro SUV elétrico fabricado no Brasil. Em comunicado enviado à imprensa nesta semana, a montadora confirmou que o modelo será oficialmente apresentado em um evento exclusivo no próximo dia 23 de junho, na capital paulista. A ocasião marcará a estreia do veículo no mercado brasileiro e a ampliação da linha elétrica da submarca Ora no país.

    Reservas antecipadas já movimentam o mercado desde 1º de junho

    A GWM não perdeu tempo: desde o dia 1º de junho, interessados já podem garantir uma unidade do Ora 5 com um sinal de R$ 9 mil, seja pelo site oficial da marca, concessionárias autorizadas ou até mesmo pela plataforma do Mercado Livre. Embora o preço final do veículo ainda não tenha sido divulgado pela fabricante, a expectativa é que essa informação seja revelada durante o lançamento, junto com outros detalhes técnicos e comerciais.

    Ora 5 chega para disputar espaço em um segmento em expansão

    O lançamento do Ora 5 representa um marco importante para a GWM no Brasil, ainda mais por ser o primeiro SUV elétrico da submarca Ora no país. Até então, a linha elétrica da marca no mercado nacional contava apenas com o hatch Ora 03, que já havia conquistado espaço entre os consumidores adeptos da mobilidade elétrica. Agora, com um modelo maior e mais robusto, a GWM busca atender à crescente demanda por veículos elétricos de porte intermediário, segmento que vem ganhando tração no país com a popularização de tecnologias como recarga rápida e autonomia estendida.

  • Mapa amplia transparência: 72,4% das solicitações da LAI são integralmente atendidas em 2025

    Mapa amplia transparência: 72,4% das solicitações da LAI são integralmente atendidas em 2025

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou 2025 com um marco histórico na transparência pública: 72,4% das solicitações registradas pela Lei de Acesso à Informação (LAI) foram integralmente atendidas, um crescimento de 8,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior (63,5%). O dado, revelado na última quarta-feira (10 de junho de 2026), coloca o órgão federal entre os mais eficientes do governo federal brasileiro, superando a média de 60% verificada em outras pastas.

    Transparência como prioridade institucional

    A melhora nos índices reflete um compromisso estratégico da gestão, segundo a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno e Autoridade de Monitoramento da LAI no Mapa, Renata Figueiredo. “Esse avanço não é mero acaso, mas resultado de um trabalho técnico consistente e de uma diretriz clara: a transparência deve ser um pilar inegociável da administração pública”, afirmou. A pasta recebeu 1.377 pedidos de informação ao longo do ano, respondidos em 16,3 dias em média — abaixo do limite legal de 20 dias.

    Demandas meteorológicas lideram os pedidos

    Entre os temas mais demandados, os dados sobre meteorologia e mudanças climáticas ganharam destaque, respondendo por cerca de 30% das solicitações. Especialistas destacam que a crescente pressão por informações climáticas reflete não apenas a relevância do setor agropecuário, mas também a necessidade de políticas públicas baseadas em evidências. “O produtor rural e a sociedade exigem cada vez mais dados precisos para tomar decisões estratégicas”, avalia um analista do setor que preferiu não ser identificado.

    Comparação nacional e perspectivas

    Enquanto o Mapa supera a média nacional de atendimento à LAI, outros órgãos ainda enfrentam desafios. Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que, em 2024, apenas 54% das solicitações federais foram plenamente respondidas. “O exemplo do Mapa pode servir de referência para uma reforma mais ampla na gestão pública”, sugere Renata Figueiredo. Para 2026, a pasta planeja capacitar mais servidores e implementar sistemas automatizados para agilizar ainda mais os processos.

  • Brasil e Trinidad e Tobago selam parceria inédita em agropecuária e segurança alimentar para o Caribe

    Brasil e Trinidad e Tobago selam parceria inédita em agropecuária e segurança alimentar para o Caribe

    Acordo histórico no Caribe

    Uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, avançou em 10 de junho de 2026 em negociações inéditas com Trinidad e Tobago para alavancar a agropecuária brasileira no Caribe. O encontro, que incluiu reuniões com o ministro local Ravi Ratiram e o diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, estabeleceu bases concretas para cooperação em genética vegetal, pesquisa agrícola e segurança alimentar na região.

    Genética e inovação como pilares

    Entre os compromissos firmados, destaca-se a troca de material genético de alto valor — como variedades de cacau e sementes resistentes — e a implementação de projetos-piloto para otimizar o uso de fertilizantes no Caribe. A parceria também prevê a criação de um laboratório conjunto para análise de solos tropicais, uma demanda crescente em países insulares da América Central.

    Impacto comercial e geopolítico

    Além dos avanços técnicos, a agenda comercial ganhou tração com a definição de protocolos sanitários facilitados para exportação de carne bovina brasileira e importação de insumos agrícolas de Trinidad e Tobago. Especialistas avaliam que a cooperação pode reduzir a dependência caribenha de alimentos importados dos EUA e da Europa, fortalecendo a autossuficiência regional.

  • Brasil leva café, açaí e carnes a feira asiática: como o agro nacional conquista mercados em 2026

    Brasil leva café, açaí e carnes a feira asiática: como o agro nacional conquista mercados em 2026

    Feira de Bangkok reúne 14 empresas brasileiras em estratégia comercial agressiva

    A Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok entre os dias 3 e 6 de junho de 2026, serviu como vitrine estratégica para o Brasil no mercado asiático. Com um pavilhão organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o país exibiu sua diversidade agroalimentar para mais de 50 mil visitantes internacionais, entre compradores, distribuidores e investidores.

    Café, açaí e carnes: os destaques brasileiros no exterior

    O estande brasileiro reuniu produtos que já conquistaram reconhecimento global, como o café, o açaí, o pão de queijo, os vinhos, as castanhas e as carnes premium. Além disso, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks foram apresentados como oportunidades de negócios para importadores asiáticos, que buscam cada vez mais fornecedores confiáveis de produtos de valor agregado. A estratégia visa não apenas a venda de commodities, mas a inserção de itens com maior margem de lucro no competitivo mercado asiático.

    Negociações avançam em meio a desafios sanitários globais

    A participação brasileira ocorreu em um contexto de crescente vigilância sanitária nos mercados internacionais. Recentemente, casos como a identificação da bicheira-do-novo-mundo (mosca que afeta tecidos vivos) em rebanhos nos Estados Unidos reforçam a importância de protocolos rígidos de controle sanitário. O Brasil, que já é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, utilizou a feira para demonstrar seus altos padrões de biossegurança e qualidade, buscando tranquilizar compradores asiáticos sobre a segurança de seus produtos.

    Perspectivas: mais acordos e parcerias comerciais

    Segundo dados preliminares do Mapa, as negociações iniciadas durante a Thaifex Anuga Asia 2026 podem resultar em novos acordos comerciais nos próximos 12 meses. A Ásia, que já é o segundo maior destino das exportações agroalimentares brasileiras, representa um mercado estratégico para diversificar parceiros e reduzir dependências históricas, como a da China. A presença brasileira na feira reforça a imagem do país como um fornecedor confiável de alimentos seguros e de alta qualidade.

  • T-Cross Rock in Rio: VW oferece visual premium por preço de entrada, mas a estratégia é válida?

    T-Cross Rock in Rio: VW oferece visual premium por preço de entrada, mas a estratégia é válida?

    SUV compacto com DNA do festival: mais estilo, mesmo preço

    O Volkswagen T-Cross Rock in Rio estreia no Brasil com uma proposta ousada: equiparar visualmente a versão de entrada 200 TSI (R$ 142.990) ao pacote visual das configurações mais caras, como a Highline, que supera R$ 170.000. A estratégia inclui adereços exclusivos, como faixa de LED frontal, rodas de 17 polegadas, revestimentos escurecidos, detalhes em costura e o logotipo do Rock in Rio no interior e exterior. Motorizado com o 1.0 turbo de 128 cv e transmissão automática de seis marchas, o modelo busca competir tanto com rivais a combustão quanto com elétricos de entrada.

    Por que a VW aposta nesse jogo de percepção?

    Em um segmento cada vez mais disputado — pressionado por híbridos e elétricos como o BYD Dolphin e o Renault Kwid E-Tech — a fabricante alemã tenta equilibrar custo e apelo visual. Ao oferecer elementos de design premium sem o preço correspondente, a VW mira consumidores que desejam um visual sofisticado sem extrapolar o orçamento. A série especial, no entanto, ainda não desloca o foco da concorrência direta com modelos como o Ford EcoSport e o Hyundai Creta, que apostam em preços mais agressivos.

    O que falta para o T-Cross Rock in Rio se destacar?

    Embora a estratégia de preço seja atraente, a ausência de diferenciais mecânicos ou tecnológicos — além do visual — pode limitar seu apelo a longo prazo. Enquanto rivais eletrificados prometem menor custo de manutenção e isenções fiscais, o T-Cross Rock in Rio segue atrelado à gasolina. Resta saber se o apelo do festival de música será suficiente para justificar a escolha do consumidor, especialmente em um mercado cada vez mais inclinado à eletrificação.

  • Rondônia inicia vazio sanitário de 90 dias contra ferrugem asiática: como a medida afeta a soja em 2026

    Rondônia inicia vazio sanitário de 90 dias contra ferrugem asiática: como a medida afeta a soja em 2026

    Na última quarta-feira (10 de junho de 2026), Rondônia ativou oficialmente o vazio sanitário da soja, medida compulsória que proíbe a semeadura e manutenção de plantas vivas da cultura em todo o território estadual até 10 de setembro. A decisão, alinhada às diretrizes fitossanitárias nacionais, busca conter o avanço da ferrugem asiática, um dos maiores flagelos para a agricultura brasileira.

    A ferrugem asiática: o inimigo silencioso das lavouras

    O fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, é um parasita biotrófico que depende de hospedeiros vivos para sobreviver e se replicar. Sem plantas de soja em campo durante o vazio sanitário, o ciclo reprodutivo do patógeno é interrompido, reduzindo drasticamente sua pressão para a safra seguinte. Estudos do setor indicam que, em casos não controlados, a doença pode reduzir a produtividade em até 90%, gerando prejuízos milionários para produtores e a cadeia agroindustrial.

    Impacto econômico e estratégias regionais

    A implementação do vazio sanitário em Rondônia não é uma exceção, mas uma estratégia alinhada a políticas nacionais de defesa sanitária vegetal. O estado, que tem na soja um dos principais pilares de sua economia, enfrenta riscos crescentes com a expansão da doença. A medida, embora impopular entre pequenos e médios produtores que dependem de safras consecutivas, é considerada a ação mais eficaz para preservar a competitividade do setor no longo prazo.

    Além da proibição do cultivo, o governo rondoniense intensificou ações de fiscalização para garantir o cumprimento da regra, incluindo multas para quem descumprir o período de vazio. A expectativa é que, com a adesão de 100% dos produtores, Rondônia consiga reduzir em até 60% a incidência da ferrugem na safra 2026/2027, segundo projeções da Emater-RO.

    O que esperar após o vazio sanitário?

    Com o término do período em setembro, os agricultores poderão retomar o plantio, mas com recomendações técnicas reforçadas: uso de sementes certificadas, monitoramento constante e, em muitos casos, adoção de fungicidas preventivos. A efetividade da medida, no entanto, dependerá da colaboração de todos os elos da cadeia produtiva, desde o pequeno produtor até as grandes cooperativas. O desafio, agora, é transformar a crise em oportunidade para consolidar Rondônia como um polo agrícola resiliente.