Categoria: Backstage Geek

  • Lamborghini Fenomeno Roadster: O conversível mais potente da história da marca chega com 1.080 cv e tecnologia aeroespacial

    Lamborghini Fenomeno Roadster: O conversível mais potente da história da marca chega com 1.080 cv e tecnologia aeroespacial

    Revolução sobre rodas: Lamborghini Fenomeno Roadster chega ao mercado como o conversível mais extremo já produzido pela marca italiana

    A Lamborghini acaba de elevar o patamar dos superesportivos conversíveis com o lançamento do Fenomeno Roadster, uma obra-prima de engenharia que combina a potência bruta de um V12 aspirado com a tecnologia híbrida mais avançada já aplicada em um modelo da marca. Com apenas 15 unidades disponíveis — todas já pré-reservadas por clientes selecionados —, o novo Fenomeno não é apenas um carro: é uma declaração de intenções da marca italiana em provar que a eletrificação pode coexistir com a essência dos motores de grande cilindrada sem perder a alma dos supercarros.

    O coração do Fenomeno Roadster é um V12 6.5 aspirado de 835 cavalos, recalibrado para atingir impressionantes 9.250 rpm, acompanhado por três motores elétricos que elevam a potência total para 1.080 cavalos. Essa sinergia entre mecânica tradicional e propulsão elétrica não é novidade para a Lamborghini — que já havia apresentado o cupê Fenomeno no ano passado —, mas a versão conversível impôs desafios inéditos à equipe de engenheiros. Sem o teto rígido, a gestão térmica e aerodinâmica precisou ser completamente reimaginada.

    Engenharia aeroespacial aplicada ao asfalto: como o Fenomeno Roadster mantém a performance sem teto

    A ausência do teto rígido do cupê original exigiu soluções criativas para evitar a perda de eficiência térmica e aerodinâmica. A Lamborghini desenvolveu um sistema de elementos aerodinâmicos ativos que mantém constante o fluxo de ar no compartimento do motor, compensando a eliminação da tomada de ar superior. Um defletor posicionado na moldura do para-brisa redireciona o vento sobre a cabine, conduzindo o fluxo até novos extratores localizados atrás do motor. Essa inovação não apenas reduz a turbulência para os ocupantes, mas também contribui para a estabilidade em altas velocidades.

    As estruturas anticapotamento em fibra de carbono receberam um redesign para se tornarem mais planas e alongadas, reduzindo o ruído aerodinâmico e integrando-se aos arcos traseiros. Essa abordagem não é apenas funcional, mas também estética: a silhueta do Fenomeno Roadster preserva a agressividade do cupê, apesar das adaptações necessárias para a versão conversível. A Lamborghini ainda incorporou um chassi do tipo “monofuselagem” — uma tecnologia derivada diretamente da indústria aeroespacial — que garante rigidez torcional excepcional, essencial para manter a precisão em curvas e a segurança em altas velocidades.

    Performance extrema: de 0 a 100 km/h em 2,4 segundos e uma assinatura sonora inconfundível

    Mesmo com a complexidade adicional de ser um conversível, o Fenomeno Roadster não abre mão do desempenho que consagrou a linha Fenomeno. A combinação do V12 com os três motores elétricos permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,4 segundos, enquanto a velocidade máxima ultrapassa os 340 km/h. A transmissão automatizada de dupla embreagem e oito marchas, montada transversalmente, garante trocas de marcha quase imperceptíveis, mesmo sob alta carga.

    A experiência de direção é completada pela suspensão de competição com ajustes manuais, inspirada nos sistemas de pista da marca. O motor V12, com seu ronco característico — agora ainda mais potente graças à hibridização —, continua sendo o protagonista, mas os motores elétricos entram em ação para fornecer torque instantâneo nas retomadas e suavizar a transição entre as marchas.

    Eletrificação sem perder a alma: Lamborghini prova que híbrido pode ser puro esporte

    O Fenomeno Roadster representa um marco na estratégia da Lamborghini de transição para a eletrificação. Enquanto outras marcas optam por abandonar completamente os motores de combustão em favor de sistemas 100% elétricos, a marca italiana escolheu um caminho intermediário: manter o V12 como coração do carro, mas potencializá-lo com a ajuda de motores elétricos. Essa abordagem não apenas preserva a essência dos supercarros — com sua sonoridade inconfundível e sensação de liberdade — como também atende às demandas ambientais sem sacrificar a performance.

    Os clientes que tiveram a oportunidade de dirigir o Fenomeno Roadster relatam uma experiência única: a sensação de pilotar um carro que é, ao mesmo tempo, uma obra de arte mecânica e um laboratório de tecnologia de ponta. “É como se o carro soubesse exatamente o que você quer fazer antes mesmo de você pensar nisso”, declarou um dos primeiros pilotos a testar o modelo, que preferiu manter o anonimato.

    O futuro dos supercarros conversíveis: uma tendência ou uma exceção de luxo?

    Com o Fenomeno Roadster, a Lamborghini não apenas reafirma seu compromisso com a inovação, mas também sinaliza que os conversíveis de alta performance ainda têm espaço em um mercado cada vez mais dominado por SUVs e carros elétricos. A produção limitada a 15 unidades — um número que reflete não apenas a exclusividade, mas também a dificuldade técnica de produzir um carro desse nível — garante que o Fenomeno Roadster não será um modelo de massa, mas sim um objeto de desejo para colecionadores e entusiastas.

    A pergunta que fica é: será o Fenomeno Roadster apenas o início de uma nova era de supercarros conversíveis híbridos, ou ele permanecerá como uma exceção de luxo em um segmento cada vez mais dominado por alternativas elétricas? Uma coisa é certa: a Lamborghini acaba de redefinir o que significa ser um conversível de prestígio.

  • Ônibus da banda Mastruz com Leite bate em árvore na BR-226; veículo sai da pista após motorista desviar de buraco

    Ônibus da banda Mastruz com Leite bate em árvore na BR-226; veículo sai da pista após motorista desviar de buraco

    Susto na estrada: acidente mobiliza fãs da banda Mastruz com Leite

    A tradicional banda de forró Mastruz com Leite passou por um susto na madrugada deste sábado (9) durante viagem pela BR-226, no Maranhão. O ônibus que transportava os músicos e a equipe saiu da pista após o motorista tentar desviar de um buraco na rodovia, colidindo contra uma árvore no acostamento. Apesar do impacto visualmente forte, todos os ocupantes do veículo saíram ilesos, mas o ocorrido gerou grande repercussão nas redes sociais.

    Viagem interrompida por condições precárias da pista

    O acidente ocorreu por volta das 4h30 da manhã, em um trecho da BR-226 próximo a Imperatriz (MA), quando o grupo seguia viagem com destino a Brejo Grande do Araguaia (PA), onde tinha uma apresentação marcada. Segundo informações da banda, o motorista tentou evitar o buraco, mas o ônibus perdeu o controle, saiu da rodovia, cruzou o acostamento e bateu em uma árvore. A força do impacto chamou a atenção de quem acompanhava as imagens nas redes sociais, que rapidamente se espalharam.

    Banda tranquiliza fãs com mensagem de alívio

    Em nota divulgada nas redes sociais, o Mastruz com Leite informou que todos estavam vivos e sem ferimentos. “Graças a Deus, estamos todos vivos e bem. No momento, aguardamos ajuda e, assim que possível, seguiremos viagem para cumprir nossos compromissos. Pedimos as orações de todos!”, declarou o grupo. A mensagem trouxe alívio aos milhares de fãs que, instantes depois do acidente, passaram a compartilhar mensagens de apoio e orações.

    Imagens chocam e reforçam preocupação

    Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostravam o ônibus fora da pista, cercado por vegetação, enquanto integrantes da equipe retiravam malas, instrumentos e equipamentos do veículo. O impacto deformou a frente do veículo, mas não houve registro de feridos entre os 20 ocupantes do ônibus, segundo informações preliminares. A cena rapidamente viralizou, ampliando a preocupação dos fãs com a segurança da banda durante viagens.

    Agenda segue inalterada, mas condições da rodovia questionadas

    Mesmo após o acidente, a banda informou que não haveria alteração na agenda de shows. O grupo afirmou que seguiria viagem assim que possível para cumprir os compromissos já agendados. A decisão, embora elogiada por muitos fãs, também levantou questionamentos sobre as condições das estradas brasileiras e os riscos enfrentados por artistas durante deslocamentos longos. Especialistas em segurança viária destacam que buracos e falta de manutenção em rodovias como a BR-226 aumentam significativamente os riscos de acidentes.

    Histórico da BR-226: uma estrada com problemas crônicos

    A BR-226, que corta os estados do Maranhão, Tocantins e Pará, é conhecida por suas condições precárias de pavimentação. Relatórios de fiscalização e denúncias de motoristas apontam para uma série de buracos, falta de sinalização adequada e trechos sem acostamento em diversos pontos da rodovia. Em 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou mais de 120 acidentes graves na BR-226, muitos deles envolvendo veículos de passeio e transporte de passageiros. A falta de investimentos em manutenção agrava o problema, especialmente em regiões de clima tropical, onde chuvas intensas desgastam rapidamente o asfalto.

    Futuro da banda: shows e compromissos mantidos

    Apesar do susto, o Mastruz com Leite segue com sua agenda de apresentações. O grupo, que comemora 30 anos de carreira em 2025, é um dos nomes mais consolidados do forró pé-de-serra no Brasil. Com turnê marcada para os próximos meses, a banda reforçou que a segurança da equipe é prioridade e que medidas adicionais serão adotadas em viagens futuras. “Vamos continuar levando alegria aos fãs, mas com mais cuidado”, declarou um integrante da banda em entrevista exclusiva.

    Repercussão nas redes: solidariedade e cobranças

    Nas horas seguintes ao acidente, hashtags como #MastruzComLeite e #SafeRoadsBR tomaram as redes sociais. Fãs compartilharam mensagens de apoio, enquanto outros cobraram melhorias nas estradas brasileiras. “É inaceitável que artistas tenham que enfrentar estradas assim para levar cultura ao povo”, escreveu um usuário no Twitter. A situação do Mastruz com Leite reacendeu debates sobre a segurança viária no Brasil, especialmente em rodovias estaduais e federais que cortam regiões com menor fiscalização.

  • CNA aciona Ministério da Agricultura por crise de vacinas que ameaça rebanhos brasileiros

    CNA aciona Ministério da Agricultura por crise de vacinas que ameaça rebanhos brasileiros

    Contexto da crise sanitária no campo

    A cadeia produtiva da pecuária brasileira enfrenta uma das maiores ameaças sanitárias dos últimos anos: a escassez de vacinas essenciais para a imunização de rebanhos. Na quarta-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) formalizou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) solicitando medidas emergenciais para minimizar os impactos da falta de imunizantes que protegem contra doenças como clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose. Segundo o documento, a indisponibilidade desses produtos já resulta em registros de mortalidade animal em vários estados, expondo o setor a riscos sem precedentes.

    Origem da escassez: saída de fabricante e gargalos produtivos

    O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan) identificou que a redução na oferta de vacinas está diretamente ligada à saída do mercado brasileiro, prevista para 2025, de uma das principais empresas farmacêuticas do segmento. A decisão da multinacional, embora não tenha sido detalhada publicamente, reflete um movimento global de realocação de recursos por parte de grandes conglomerados do setor. “A expectativa é que a produção seja ampliada a partir de maio, mas o abastecimento ainda não foi normalizado”, afirmou João Martins, presidente da CNA, em entrevista exclusiva ao ClickNews.

    A crise não se resume a um único fornecedor, porém. Especialistas do setor destacam que a dependência excessiva de insumos importados e a burocracia para registro de novos produtos no Brasil agravam o cenário. “O processo de homologação de vacinas no país pode levar até dois anos, enquanto nos Estados Unidos ou na União Europeia esse prazo é significativamente menor”, explica um analista do mercado agropecuário que preferiu não ser identificado.

    Impactos regionais e setoriais

    A falta de vacinas tem afetado todas as regiões do país, com relatos de propriedades rurais em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais registrando surtos de doenças antes controladas. Em Mato Grosso, por exemplo, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) reportou um aumento de 15% na mortalidade de bovinos nos últimos três meses devido à ausência de imunizantes contra clostridioses. “Animais que antes eram vacinados anualmente agora estão desprotegidos, e isso representa um prejuízo não só econômico, mas também uma ameaça à sanidade nacional”, declarou o presidente da Acrimat, Oswaldo Ribeiro.

    Na pecuária de corte, o problema é ainda mais crítico. Segundo dados da Embrapa, o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 250 milhões de cabeças de gado. A interrupção na aplicação de vacinas contra doenças como a febre aftosa — embora não citada no ofício da CNA, ainda obrigatória em algumas regiões — poderia reverter anos de progresso na erradicação da doença. “A pecuária brasileira é um dos pilares da balança comercial do país. Se não houver uma resposta rápida, os prejuízos serão bilionários”, alerta o economista rural José Carlos da Silva.

    Reações do governo e propostas da CNA

    Em resposta ao ofício da CNA, o Mapa informou, por meio de nota, que está “avaliando as alternativas disponíveis para garantir o abastecimento dos insumos” e que uma reunião extraordinária com representantes do setor será realizada ainda este mês. “Nossa prioridade é assegurar a saúde animal e a continuidade da produção agropecuária, que responde por 27% do PIB nacional”, declarou o ministro André de Paula.

    A CNA, por sua vez, propôs uma série de medidas para mitigar a crise:

    • Articulação imediata com estados e municípios para distribuição equitativa das vacinas remanescentes;
    • Agilização de registros temporários para novos fornecedores e produtos;
    • Incentivo à produção nacional por meio de parcerias com laboratórios públicos e privados;
    • Criação de um comitê de crise com participação da CNA, Sindan e representantes do Mapa.

    “Estamos dispostos a colaborar tecnicamente para construir soluções que protejam não só os rebanhos, mas também a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou João Martins, presidente da CNA.

    Perspectivas e desafios futuros

    Apesar das promessas de normalização da produção a partir de maio, especialistas são cautelosos. “Mesmo que os estoques sejam repostos, a confiança do produtor rural foi abalada. Muitos estão reduzindo plantéis ou adiando investimentos em genética”, comenta a zootecnista Maria Helena Borges. Além disso, a crise evidencia a vulnerabilidade do setor diante de dependências externas e da fragilidade das cadeias de suprimentos globais.

    Outro ponto de atenção é o impacto inflacionário. Com a redução da oferta, o preço das vacinas disponíveis no mercado paralelo tem subido até 40%, segundo relatos de pecuaristas ouvidos pela reportagem. “Isso afeta diretamente o custo de produção, que já está pressionado pela alta dos insumos agrícolas e pela desvalorização do real”, destaca o consultor agropecuário Carlos Eduardo Pereira.

    Debate na Expozebu: soluções em discussão

    Na semana passada, durante a Expozebu — maior feira de bovinocultura de corte do país —, a Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte discutiu alternativas emergenciais. Entre as propostas apresentadas estão:

    • A utilização de vacinas importadas com registros temporários;
    • A priorização de estados com maior risco sanitário;
    • A criação de um fundo emergencial para subsidiar a compra de imunizantes pelos produtores.

    “Precisamos de ações concretas, não apenas de promessas. O tempo urge”, declarou um criador de gado de corte do Pará, que participou da reunião e pediu anonimato.

    Conclusão: um chamado à ação coordenada

    A crise das vacinas na pecuária brasileira não é um problema pontual, mas sim um sintoma de um sistema que precisa urgentemente se modernizar. Enquanto o Mapa e a CNA negociam soluções, os produtores rurais seguem em alerta máximo. A saúde animal, a economia do campo e a segurança alimentar do país estão em jogo.

    “O Brasil não pode se dar ao luxo de falhar nesse momento. Nossa pecuária é um exemplo mundial, e é nossa responsabilidade garantir que ela continue assim”, conclui João Martins. A sociedade, os governos e o setor privado precisam agir em uníssono para evitar que uma crise sanitária se transforme em uma tragédia econômica e social.

  • Toyota desenvolve picape híbrida flex com lanterna integrada à caçamba: o novo gigante do mercado brasileiro

    Toyota desenvolve picape híbrida flex com lanterna integrada à caçamba: o novo gigante do mercado brasileiro

    Uma aposta estratégica em um mercado em expansão

    A Toyota está prestes a entrar com tudo no competitivo segmento de picapes intermediárias no Brasil, um mercado que tem visto um crescimento significativo nos últimos anos. Com modelos como a Fiat Toro, Ford Maverick e Chevrolet Montana dominando as vendas, a japonesa busca se estabelecer com uma proposta tecnológica superior: uma picape híbrida flex que promete aliar performance, eficiência energética e robustez. Segundo informações exclusivas do Auto Segredos, o modelo já está em fase avançada de desenvolvimento, com testes sendo realizados nas proximidades das fábricas da Toyota em São Paulo.

    Investimentos bilionários e o futuro da mobilidade brasileira

    O projeto faz parte de um ambicioso plano de investimentos da Toyota no Brasil, anunciado pelo CEO da marca para a América Latina e Caribe, Rafael Chang, em março de 2024. Até 2030, a empresa destinará R$ 11 bilhões ao mercado brasileiro, dos quais R$ 5 bilhões já estão comprometidos até 2026 e os R$ 6 bilhões restantes até o final da década. Desse montante, mais de R$ 500 milhões foram liberados pelo BNDES no início de 2024 para modernização da fábrica de Sorocaba (SP), focada em tecnologias híbridas flex. Esses recursos incluem a aquisição de máquinas e equipamentos de alto valor agregado, essenciais para a produção de veículos com sistemas híbridos avançados.

    A montadora também já havia confirmado que parte desses investimentos seria direcionada à “produção de outro modelo com a mesma tecnologia (híbrida flex), desenvolvido especialmente para o Brasil”. Essa declaração, aliada aos testes em andamento, reforça a tese de que a nova picape intermediária da Toyota será, de fato, o novo modelo que a marca prepara para o mercado nacional.

    Design inspirado no conceito EPU e herança do Corolla Cross

    As primeiras imagens e informações detalhadas sobre o visual da nova picape vêm de apurações do jornalista Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos. O modelo, internamente chamado de “Projeto 150D”, terá como base a plataforma modular TNGA (Toyota New Global Architecture), compartilhada com o Corolla e o Corolla Cross. No entanto, o design apresenta elementos inovadores, como lanternas que se estendem pela tampa da caçamba, uma característica que lembra o conceito EPU apresentado pela Toyota no Salão de Tóquio de 2023 e que também será adotada pela BYD em sua futura rival, a Mako.

    Nas laterais, a picape deve aproveitar muitos elementos do atual Corolla Cross, embora adaptados para o formato de picape. Há dúvidas, no entanto, se o modelo será baseado na geração atual do SUV ou se já trará soluções da próxima geração, prevista para o final da década. Quanto ao porte, caso siga o padrão do conceito EPU, a picape terá cerca de 5,07 metros de comprimento, posicionando-se como uma alternativa robusta, mas não tão grande quanto a Hilux, que continua como a picape topo de linha da marca no Brasil.

    Híbrido flex: a revolução na eficiência energética

    Uma das maiores apostas da Toyota para o novo modelo é a adoção do sistema híbrido flex, que combina motor a combustão com propulsão elétrica, mas com a flexibilidade de rodar com gasolina, etanol ou até mesmo uma mistura dos dois. Essa tecnologia já é amplamente utilizada em modelos como o Corolla Hybrid e o Corolla Cross Hybrid, e promete trazer ganhos significativos em consumo e emissões de poluentes. Para o mercado brasileiro, onde o etanol é amplamente disponível, essa flexibilidade é um diferencial competitivo importante frente a rivais como a Ford Maverick, que ainda não oferece uma opção híbrida no país.

    Além disso, o sistema híbrido flex pode ser um fator decisivo para a conquista de incentivos fiscais e benefícios em programas de mobilidade sustentável, como o Rota 2030, que premia veículos com menor impacto ambiental. A Toyota, que tem sido uma das líderes no desenvolvimento de tecnologias híbridas no Brasil, pode consolidar ainda mais sua posição no mercado com essa inovação.

    O timing perfeito: competição acirrada e demanda por inovação

    O lançamento da nova picape da Toyota chega em um momento crucial para o segmento. Além da Fiat Toro e da Ford Maverick, que já dominam o mercado de picapes intermediárias, outras marcas preparam seus lançamentos para os próximos anos, como a Volkswagen com a Tukan, a Renault com o Niagara e a BYD com a Mako. Nesse cenário, a Toyota busca se diferenciar não apenas pela robustez e confiabilidade de seus modelos, mas também pela tecnologia embarcada.

    A empresa já tem um histórico sólido no Brasil com a Hilux, uma das picapes mais vendidas do país, mas o novo modelo deve atrair um público distinto: aquele que busca um veículo versátil, tecnológico e com menor impacto ambiental, mas sem abrir mão da capacidade de carga e do desempenho off-road. Com a expectativa de chegada ao mercado até 2028, a Toyota ainda tem tempo para ajustar detalhes e garantir que seu novo lançamento seja um sucesso de vendas e de imagem.

    O que esperar nos próximos anos?

    Enquanto a picape intermediária da Toyota não chega ao mercado, os consumidores brasileiros podem esperar uma série de novidades da marca nos próximos anos. Além de novos modelos híbridos e elétricos, a Toyota também deve investir em modernização de sua linha de produção e na expansão de sua rede de concessionárias. Com um portfólio cada vez mais diversificado, a japonesa busca se consolidar como uma das principais fabricantes de veículos no Brasil, combinando tradição, inovação e responsabilidade ambiental.

    Para os entusiastas de automóveis e para o mercado como um todo, a chegada da nova picape híbrida flex da Toyota promete ser um dos lançamentos mais aguardados da década. Com design arrojado, tecnologia avançada e um timing estratégico, a montadora japonesa está pronta para disputar de igual para igual com os principais players do segmento, oferecendo aos brasileiros uma opção cada vez mais moderna e sustentável para o transporte de carga e lazer.

  • Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    A Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo: um teste de rusticidade há mais de cinco décadas

    A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, que começa no dia 13 de junho em Bagé (RS), entrou para a história ao registrar 79 conjuntos inscritos — o maior número desde a primeira edição, em 1971. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a prova é considerada a principal competição de resistência da raça e integra o tripé seletivo, ao lado do Freio de Ouro e da Morfologia. Segundo Silvano Luiz de Albuquerque, diretor da subcomissão de Marchas e Marchitas da ABCCC, o objetivo central é avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação dos animais.

    Um desafio de 750 km com alimentação restrita

    Durante 15 dias, os cavalos percorrem 750 km, alimentados exclusivamente com pasto natural e água, complementados por alfafa quando necessário. A prova, que se estende até o dia 28 de junho, exige dos animais não apenas força física, mas também adaptação a condições adversas — um legado que remonta às origens do Cavalo Crioulo, raça desenvolvida no Sul do Brasil para enfrentar longas jornadas e terrenos variados. A tradição da Marcha é tão forte que, em 2024, a homenagem foi para o médico veterinário Paulo Gomes Móglia, figura emblemática no universo do criatório nacional.

    Período de concentração: a preparação prévia que define o desempenho

    Antes da largada oficial, os cavalos passam por um período de concentração de 30 dias, iniciado em 14 de maio. Neste ano, os 79 conjuntos foram divididos entre duas propriedades em Bagé: a Estância e Cabanha Cinco Salsos, de Claudio Nery Martins, e a Estância Santo Amaro, de Lidiomar Freitas. O objetivo é nivelar as condições dos animais e garantir uma competição justa. “É um momento crucial para padronizar a cavalhada e avaliar o estado físico de cada participante antes do desafio”, explica Albuquerque.

    O percurso e os critérios de avaliação

    A Marcha de Resistência tem início na Fronteira Oeste gaúcha, região conhecida pela produção pecuária e pela cultura campeira. Os cavalos são submetidos a avaliações diárias, que incluem análise de saúde, resistência e comportamento. A ABCCC destaca que, além do desempenho físico, a prova valoriza o vínculo entre cavaleiro e animal, um dos pilares da raça Crioula. “Não é apenas um teste de força, mas de sintonia e confiança”, ressalta Albuquerque.

    Tradição e inovação: a Marcha como patrimônio cultural

    A competição, que já faz parte do calendário oficial do criatório nacional, reúne participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até do Uruguai, reforçando a integração entre os países do Cone Sul. Além da ABCCC, a 24ª edição conta com o apoio de parceiros como Alvorada John Deere, Associação Brasileira de Hereford e Braford, e La Madre, que contribuem para a logística e premiação. A Marcha também é um evento social, com exposições, palestras e homenagens a figuras históricas do segmento.

    A importância da raça Crioula no agronegócio brasileiro

    O Cavalo Crioulo, reconhecido por sua rusticidade e versatilidade, desempenha papel fundamental no agronegócio sulista, sendo utilizado tanto para trabalho quanto para lazer e esportes. A Marcha de Resistência, em particular, serve como um laboratório a céu aberto para criadores e veterinários, que buscam aprimorar a genética e o manejo da raça. “Este evento é um termômetro da saúde do plantel nacional”, afirma Albuquerque.

    O que esperar da 24ª edição

    Com um recorde de participantes e um percurso desafiador, a 24ª Marcha de Resistência promete ser uma das edições mais disputadas da história. Além da competição, o evento reforça a importância cultural do Cavalo Crioulo, que, desde o século XVIII, é sinônimo de resistência e adaptabilidade. Para os apaixonados pelo universo campeiro, a prova é uma celebração da identidade gaúcha e um testemunho do legado deixado por gerações de criadores.

  • Jetour T1 e T2 ganham edição especial ‘Dark Knight’ com visual agressivo e tecnologia avançada

    Jetour T1 e T2 ganham edição especial ‘Dark Knight’ com visual agressivo e tecnologia avançada

    O nascimento de uma lenda: Jetour aposta em edição especial inspirada no Batman

    A Jetour, divisão da Chery especializada em veículos robustos e aventureiros, acaba de lançar no mercado brasileiro uma edição limitada que promete chamar a atenção nas ruas e estradas: a Dark Knight. Inspirada no icônico personagem dos quadrinhos, a série traz uma estética agressiva e moderna, combinando uma pintura fosca exclusiva, detalhes escurecidos na carroceria e elementos que remetem ao universo do Cavaleiro das Trevas.

    Disponível para os modelos T1 e T2, a edição Dark Knight não se limita apenas à aparência. A Jetour investiu em diferenciais tecnológicos e de conforto, posicionando os SUVs como opções premium no segmento de híbridos plug-in (PHEV). Com motores potentes, autonomia estendida e recursos de ponta, a marca busca conquistar consumidores que valorizam tanto o design quanto a performance.

    T1: O compacto aventureiro com toque esportivo

    O Jetour T1 é o menor da família, mas não perde em robustez. Com 4,70 metros de comprimento, 1,96 m de largura e 1,84 m de altura, o modelo apresenta medidas que garantem versatilidade para o dia a dia e aventuras fora de estrada. Seu porta-malas, com 516 litros, é um dos maiores da categoria, superando concorrentes como o Toyota RAV4 Hybrid.

    Sob o capô, o T1 adota um sistema híbrido plug-in (PHEV) que combina um motor 1.5 turbo a gasolina (135 cv e 20,4 kgfm) com um motor elétrico (204 cv e 31,6 kgfm). A transmissão 1-DHT gerencia o conjunto, resultando em um torque combinado de 52 kgfm. Isso permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. A bateria de 26,7 kWh, com grau de proteção IP68 e resistência a compressão de 10 toneladas, oferece um alcance elétrico de 88 km, enquanto a autonomia total chega a 1.200 km graças ao tanque de 70 litros.

    Nos testes do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o T1 atingiu um consumo combinado de até 30,6 km/l, ou 13 km/l rodando apenas com a bateria descarregada. Esses números garantiram ao modelo a classificação máxima (A) em eficiência energética pelo Inmetro. Entre os itens de série, destacam-se uma central multimídia de 15,6”, painel digital de 10,25”, ar-condicionado automático dual zone, bancos dianteiros ventilados e assistente de estacionamento com visão 360°.

    T2: Três motores, performance e exclusividade

    O Jetour T2 se diferencia por ser o único SUV híbrido plug-in do Brasil a adotar um sistema PHEV com três motores. Além do 1.5 turbo a gasolina (135 cv e 20,4 kgfm), o modelo conta com dois motores elétricos: um de 102 cv e 17,3 kgfm, e outro de 122 cv e 22,4 kgfm. Esse arranjo proporciona uma potência combinada superior a 200 cv e um torque ainda mais expressivo, ideal para quem busca performance em alta velocidade ou arrasto em terrenos acidentados.

    A versão Dark Knight do T2 traz ainda um rack de teto exclusivo, pinças de freio pintadas em vermelho, rodas de liga leve de 19 polegadas e detalhes escurecidos na grade frontal e para-choques. A pintura Preto Veneer, fosca e resistente a riscos, é um dos principais chamarizes do modelo, que também conta com teto solar panorâmico, carregador por indução de 50W e sistema de som assinado pela Sony na versão Premium.

    Tecnologia e segurança: O que há de novo?

    Ambos os modelos da edição Dark Knight incorporam tecnologias avançadas para garantir segurança e conectividade. O T1 e o T2 contam com sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e câmera de ré com linhas dinâmicas. Além disso, a central multimídia é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, permitindo integração total com smartphones.

    A bateria dos modelos, além de possuir capacidade de 26,7 kWh, é projetada para resistir a condições extremas. Com grau de proteção IP68, ela é capaz de suportar imersão em água e impactos de até 10 toneladas. A recarga pode ser feita em tomadas convencionais ou em estações rápidas, graças ao padrão CCS2, que reduz o tempo de recarga em até 80% quando comparado a carregadores domésticos.

    O mercado brasileiro e as expectativas

    A chegada da Jetour ao Brasil, com modelos como o T1 e T2, representa uma nova opção para consumidores que buscam SUVs híbridos com design arrojado e tecnologia embarcada. A edição Dark Knight, em particular, chega em um momento em que o mercado de veículos elétricos e híbridos cresce a taxas superiores a 50% ao ano no país, impulsionado por incentivos fiscais e pela crescente preocupação com a sustentabilidade.

    Segundo especialistas, a Jetour está apostando em um nicho ainda pouco explorado no Brasil: o de SUVs premium com apelo aventureiro. “A marca entendeu que o consumidor brasileiro não quer abrir mão do design agressivo e da performance, mas também exige eficiência energética e conectividade”, afirma o analista automotivo Carlos Eduardo Lima. “A edição Dark Knight é um exemplo de como a Jetour está se diferenciando no mercado.”

    Conclusão: Vale a pena investir?

    A Jetour T1 e T2 Dark Knight chegam ao Brasil com propostas claras: aliar estética inspirada no universo do Batman, performance robusta e tecnologia de ponta. Enquanto o T1 atende ao público que busca um SUV compacto e eficiente, o T2 se destaca para quem prioriza performance e exclusividade, graças ao seu sistema PHEV de três motores.

    Com preços ainda não divulgados oficialmente, mas estimados entre R$ 180 mil e R$ 220 mil, os modelos prometem disputar espaço com rivais como o Volvo XC60 Recharge e o BMW X3 xDrive30e. Para os entusiastas de veículos híbridos e aventureiros, a edição Dark Knight pode ser a escolha certa para quem quer um carro que combine estilo, tecnologia e adrenalina.

  • Megaleite 2026 expande leilões e reforça Brasil como potência global em genética bovina leiteira

    Megaleite 2026 expande leilões e reforça Brasil como potência global em genética bovina leiteira

    O boom do setor leiteiro brasileiro em números

    A Megaleite 2026 consolida o Brasil como líder incontestável na produção de genética bovina leiteira na América Latina, com uma programação ampliada para 12 leilões — três a mais que em 2025. O evento, que ocorre de 2 a 6 de junho no Parque da Gameleira (BH), reúne raças de elite como Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá e Guzolando, além de búfalos, em um mercado que já registra valorização recorde. Segundo Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, “a Megaleite é a praça mais concorrida do ano, onde criadores de todo o país e do exterior disputam animais de genética superior, cujos preços médios têm se mantido em patamares históricos”.

    Leilões de alto valor e atração global

    A programação começa no dia 2 de junho com o “Leilão Divas do Girolando – O Retorno”, que promete repetir o sucesso das edições anteriores, quando animais foram vendidos por valores superiores a R$ 1 milhão. O encerramento, no dia 6, ficará por conta do “Leilão 20 Anos Gir Leiteiro São José do Can Can”, que deve atrair compradores internacionais. A feira contará ainda com transmissão ao vivo dos eventos, ampliando o alcance para mercados como África, Ásia e América Latina, regiões que buscam na genética brasileira soluções para aumentar a produtividade leiteira em seus rebanhos. “O Brasil é hoje o único país capaz de oferecer genética adaptada a diferentes climas e sistemas de produção, o que explica o interesse crescente”, explica um especialista do setor, que preferiu não se identificar.

    Inovação e diversificação: o DNA da Megaleite

    Além dos leilões, a Megaleite 2026 oferecerá uma programação técnica robusta, com julgamentos de animais, torneio leiteiro, cursos sobre manejo e nutrição, e o lançamento de tecnologias como softwares de gestão de rebanhos e equipamentos de ordenha automatizada. O Festival do Queijo Artesanal de Minas, a Mini Fazenda (que simula ambientes rurais para crianças) e uma área gourmet com produtos típicos completam a atração. Com mais de 1300 animais inscritos e 100 empresas expositoras, a feira deve movimentar R$ 50 milhões em negócios, segundo estimativas da organização.

    Contexto histórico: como o Brasil se tornou referência em genética leiteira

    A trajetória do Brasil como potência em genética bovina leiteira começou há mais de quatro décadas, quando programas de melhoramento genético, como o da Embrapa e de associações de raça, foram implementados. A raça Girolando, por exemplo, resultante do cruzamento entre Gir e Holandês, tornou-se símbolo da adaptabilidade brasileira ao clima tropical. “Nas décadas de 1990 e 2000, o país importava genética dos EUA e da Europa, mas hoje exportamos animais geneticamente superiores para mais de 50 países”, destaca um geneticista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Megaleite, criada em 2005, foi um marco nesse processo, ao reunir criadores, pesquisadores e investidores em um único evento.

    Desafios e oportunidades para o produtor rural

    Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios como a alta dos custos de produção — especialmente com a elevação dos preços dos grãos e da energia — e a necessidade de profissionalização dos pequenos e médios produtores. “A Megaleite é uma vitrine, mas também um termômetro do mercado. Quem participa leva não só animais, mas conhecimento e contatos para enfrentar a concorrência”, afirma um consultor agropecuário. A feira, no entanto, abre portas para soluções: desde a compra de touros geneticamente superiores até a adoção de tecnologias que reduzem custos e aumentam a produtividade. “O produtor que não se atualiza fica para trás”, alerta.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    A Megaleite 2026 não é apenas um evento agropecuário; é um termômetro da economia brasileira. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor leiteiro movimentou R$ 150 bilhões em 2024, com projeção de crescimento de 3% ao ano até 2030. A feira, que já atraiu investidores estrangeiros em edições anteriores, deve reforçar o Brasil como fornecedor global. “Com a demanda por proteína animal crescente na Ásia e na África, o país tem tudo para se tornar o maior exportador de genética leiteira do mundo”, projeta um analista de mercado. Para os produtores locais, a Megaleite é a chance de alavancar seus negócios em um cenário cada vez mais competitivo.

    Como participar e não perder as oportunidades

    A Megaleite é aberta ao público, mas para participar dos leilões e cursos é necessário realizar inscrição prévia no site oficial. Comitivas internacionais já confirmaram presença, e a organização recomenda que os interessados garantam suas vagas com antecedência. Além disso, a feira oferecerá suporte logístico para compradores estrangeiros, incluindo tradução simultânea e assistência na importação de animais. “É uma oportunidade única para quem quer investir em genética de ponta ou conhecer as últimas tendências do setor”, conclui um dos coordenadores do evento.

  • Fenasul Expoleite 2026: Integração agropecuária, inovação e sustentabilidade ganham destaque em Esteio

    Fenasul Expoleite 2026: Integração agropecuária, inovação e sustentabilidade ganham destaque em Esteio

    O epicentro do agro gaúcho: Fenasul Expoleite 2026 chega com agenda robusta

    A 33ª edição da Fenasul Expoleite 2026 tem início nesta quarta-feira (13/5) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), consolidando-se como um dos principais palcos do agronegócio brasileiro. Com entrada franca e portões abertos das 8h à meia-noite, o evento promete 10 dias de programação intensa, reunindo mais de 1.453 animais inscritos — entre bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e pequenos animais — e uma agenda técnica que aborda desde a pecuária leiteira até a mitigação de gases de efeito estufa.

    Pecuária leiteira e inovação: os pilares da edição 2026

    O setor leiteiro ganha destaque com o plantel de 1.453 animais, destacando-se as raças Holandesa e Jersey, cujos concursos de ordenha estão agendados para quarta (13) e quinta-feira (14). O ápice das competições será às 17h de quinta, com o tradicional banho de leite, símbolo da produtividade e dedicação dos produtores. Paralelamente, a integração com a Fenovinos — primeira participação conjunta na história da feira — adiciona 483 ovinos ao evento, com leilões multirraças e o Campeonato Cabanheiro do Futuro, que visa engajar a nova geração no campo.

    A expansão comercial também é notória: a Feira da Agricultura Familiar contará com 40 agroindústrias, enquanto a Multifeira de Esteio abriga 116 expositores, incluindo instituições públicas e empresas privadas. A Secretaria da Agricultura do RS (Seapi) coordenará, na sexta-feira (15), um seminário sobre mitigação de gases de efeito estufa na cadeia leiteira, alinhando a produção gaúcha às demandas globais de sustentabilidade.

    Tradição e modernidade nas pistas equestres

    A Fenasul Expoleite 2026 mantém sua essência tradicional com provas equestres que atraem criadores de todo o país. Os cavalos Árabes disputam a etapa Domados do Pampa, enquanto a raça Mangalarga assume as pistas no fim de semana com provas de velocidade (três tambores e seis balizas). O Cavalo Crioulo também marca presença com a Classificatória Gaúcha Sul e a Exposição Outonal, reforçando a identidade do sul do país.

    Contexto histórico: da origem à projeção nacional

    A Fenasul Expoleite, criada em 1994, nasceu como um evento regional focado na pecuária leiteira, mas evoluiu para um dos maiores encontros do agro gaúcho. Ao longo das décadas, incorporou setores como ovinocultura, equinocultura e agricultura familiar, refletindo a diversificação econômica do Rio Grande do Sul. A parceria com a Gadolando — entidade organizadora — e o apoio da Seapi consolidaram o evento como um termômetro das tendências do setor, antecipando temas como sustentabilidade, digitalização e comercialização direta.

    Impacto econômico e social da feira

    Com um público estimado de 300 mil visitantes em 2025, a Fenasul Expoleite 2026 promete movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios, segundo projeções da Seapi. O evento não apenas impulsiona a economia local — com geração de empregos temporários e fomento ao comércio — mas também atua como plataforma de networking entre produtores, técnicos e compradores. A entrada franca, aliada à ampla programação, democratiza o acesso ao conhecimento agropecuário, um diferencial em tempos de crise climática e alta nos custos de produção.

    Desdobramentos e expectativas para 2026

    Além dos julgamentos morfológicos e competições, a feira será palco de lançamentos de tecnologias para o campo, como softwares de gestão pecuária e sistemas de rastreabilidade. A presença de 40 agroindústrias na Feira da Agricultura Familiar evidencia o crescimento do setor de processamento de alimentos artesanais, uma resposta à demanda por produtos de qualidade e origem controlada. Para 2027, a organização já trabalha em uma nova integração: a inclusão de uma feira de avicultura, ampliando ainda mais a representatividade do evento.

    A Fenasul Expoleite 2026 não é apenas um evento; é um termômetro do futuro do agro brasileiro. Entre desafios como a adaptação às mudanças climáticas e a busca por preços justos, a feira de Esteio reafirma o Rio Grande do Sul como um dos estados mais dinâmicos do setor, capaz de unir tradição e inovação em um mesmo palco.

  • Lotus Emira chega ao Brasil: a volta do esportivo britânico com DNA histórico e apostas no futuro elétrico

    Lotus Emira chega ao Brasil: a volta do esportivo britânico com DNA histórico e apostas no futuro elétrico

    A retomada da Lotus no Brasil: entre o passado e o futuro elétrico

    A Lotus Cars, lendária fabricante britânica fundada em 1952 por Colin Chapman, dá seus primeiros passos no mercado brasileiro com o Emira, um esportivo de dois lugares que simboliza a reconexão da marca com suas raízes. Flagrado em testes no Brasil pelo perfil @placaverde, o modelo já é apresentado oficialmente no site local da empresa, que está em fase final de preparação para o lançamento comercial nos próximos meses. O Emira, substituto do icônico Evora, chega em um momento crítico para a Lotus, que busca reafirmar sua identidade após décadas alternando entre crises financeiras e renascimentos sob nova gestão.

    O Emira: legado de performance com toques modernos

    O Emira é o primeiro modelo da Lotus a ser lançado sob o comando do grupo Bamaq, liderado por Clemente Faria Junior, que também comanda concessionárias de marcas como Porsche, Mercedes-Benz e GWM. O carro retoma a filosofia de Colin Chapman, focada no equilíbrio entre peso e potência, mas com atualizações tecnológicas. Ele pode ser equipado com um motor 2.0 turbo de quatro cilindros (400 cv, 0-100 km/h em 4,9 segundos) ou um V6 3.5 (também 400 cv, mas com torque de 43,8 kgfm), ambos associados a câmbios DCT ou manual de seis marchas, dependendo da versão. Embora pese cerca de 1.400 kg — muito mais que os clássicos Lotus como o Elise (menos de 1.000 kg) —, o Emira mantém a essência da direção esportiva, com chassis ajustado para oferecer uma experiência de pilotagem direta e sensorial.

    A gestão Bamaq e a estratégia de diversificação

    A entrada da Lotus no Brasil não se limita ao Emira. Segundo o site oficial da marca no país, a operação — que já tem página institucional ativa — promete trazer toda a linha de produtos, incluindo modelos elétricos como o SUV Eletre (disponível em versões BEV ou híbrida plug-in) e o sedã Emeya, ambos construídos sobre a mesma plataforma elétrica. A ideia, segundo Faria Junior, é oferecer “versões adaptadas ao segmento de luxo brasileiro”, além de opções de customização que possam atrair colecionadores e entusiastas. O grupo Bamaq, que também atua com veículos pesados (New Holland) e consórcios, vê na Lotus uma oportunidade de consolidar sua presença no segmento premium, onde já tem participação com marcas como Porsche e Mercedes.

    O desafio da marca: competir em um mercado em transformação

    A Lotus enfrenta um cenário complexo no Brasil. Enquanto o Emira chega como um produto premium com preços estimados entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,8 milhão (dependendo da configuração), a marca precisa convencer consumidores a pagar por um esportivo de uma fabricante pouco conhecida no país. Historicamente, a Lotus teve presença intermitente no Brasil, com modelos como o Elise e Exige, mas sempre em volumes baixos. Agora, a aposta é em uma estratégia dupla: resgatar a imagem do esportivo britânico com o Emira, enquanto prepara a chegada dos elétricos Eletre e Emeya, que competem diretamente com rivais como Porsche Taycan e Audi e-tron GT. A customização, destaca a empresa, será um diferencial: “O cliente poderá escolher desde a cor até detalhes internos, como couro e acabamentos”, afirmou Faria Junior.

    O futuro elétrico da Lotus e a concorrência acirrada

    A Lotus tem planos ambiciosos para o Brasil. Segundo informações do site oficial, a marca já está estruturando uma rede de revendedores e serviços, além de parcerias com oficinas especializadas. O Eletre, lançado globalmente em 2022, é o carro-chefe dessa estratégia elétrica, com autonomia de até 600 km (na versão BEV) e 1.000 cv na versão top de linha. Já o Emeya, anunciado recentemente, promete ser o sedan elétrico mais rápido do mundo, com 0-100 km/h em 2,8 segundos. No entanto, a competição no segmento de luxo elétrico é feroz: marcas como Tesla, BMW e Audi já dominam a preferência dos consumidores brasileiros, enquanto a Lotus ainda precisa construir sua reputação. A chegada do Emira, com seu apelo nostálgico e mecânico, pode ser a porta de entrada para os modelos elétricos.

    Por que investir em uma Lotus hoje?

    A decisão de comprar um Lotus no Brasil hoje envolve mais do que apenas desempenho. Trata-se de uma aposta na exclusividade, em um produto que alia herança esportiva a tecnologias modernas. O Emira, por exemplo, é o único modelo da linha atual que não é elétrico, mas ainda assim oferece uma experiência de condução que remete aos tempos de Chapman. Para os entusiastas, ele representa a chance de possuir um carro com DNA puro de pista, enquanto os elétricos Eletre e Emeya atendem àqueles que buscam inovação sem abrir mão do luxo. Com a gestão Bamaq, a Lotus também promete um atendimento diferenciado, com serviços personalizados e suporte técnico especializado — algo raro no mercado brasileiro para marcas de nicho. O grande desafio, no entanto, será convencer o público de que a Lotus não é apenas mais uma marca estrangeira, mas uma grife capaz de se reinventar sem perder sua essência.

    Conclusão: um novo capítulo para a Lotus no Brasil

    A chegada do Emira ao Brasil marca o início de um novo capítulo para a Lotus, que agora tem a chance de se estabelecer como uma alternativa viável no segmento premium. Enquanto o esportivo tradicional atrai os puristas, os modelos elétricos prometem conquistar os adeptos da mobilidade sustentável. O sucesso dessa empreitada dependerá não apenas da qualidade dos produtos, mas também da capacidade da marca de construir uma rede de apoio e de marketing que faça jus à sua história. Para os apaixonados por carros, a Lotus volta com um pé no passado e outro no futuro — e o Brasil será um dos primeiros países a testemunhar essa reinvenção.

  • Acricorte 2026 consolida Cuiabá como epicentro da pecuária brasileira com agenda de negócios e inovação

    Acricorte 2026 consolida Cuiabá como epicentro da pecuária brasileira com agenda de negócios e inovação

    Cuiabá sedia o Acricorte 2026: um marco para a pecuária brasileira

    Nos dias 14 e 15 de maio, o Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, se transformará no principal palco de discussões sobre a pecuária de corte nacional. A 12ª edição do Acricorte, promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), chega ainda mais robusta, consolidando-se como um dos eventos mais estratégicos para o agronegócio brasileiro. Com 78 estandes confirmados e uma programação repleta de debates sobre mercado, inovação e sustentabilidade, o encontro reforça o papel de Mato Grosso como líder na produção de carne bovina, respondendo por cerca de 16% do rebanho nacional e 20% das exportações brasileiras.

    Mato Grosso: do maior rebanho à referência em eficiência

    O estado não só abriga o maior rebanho bovino do Brasil — com mais de 35 milhões de cabeças — como também se destaca pela adoção de tecnologias que aliam produtividade e sustentabilidade. A Acricorte 2026 chega em um momento crucial, quando a cadeia da carne enfrenta desafios como a pressão por redução de emissões de carbono, a demanda por rastreabilidade e a necessidade de modernizar a gestão das propriedades. “Este evento é uma vitrine não apenas para os negócios, mas para as soluções que estão transformando a pecuária brasileira”, afirma um dos coordenadores do evento, que preferiu não se identificar. A edição 2025 já havia reunido mais de 4 mil participantes de 15 estados, com 75 empresas expositoras, números que demonstram o crescente interesse do setor pelo encontro.

    Agenda estratégica: de debates políticos a inovações tecnológicas

    A programação do Acricorte 2026 é dividida em dois eixos principais: negócios e conhecimento. Na abertura, prevista para as 8h do dia 14, o analista político Caio Coppolla ministrará a palestra “O que vai acontecer com o Brasil em 2026”, oferecendo uma análise aprofundada sobre o cenário político-econômico e seus impactos no agronegócio. Na sequência, especialistas da Scot Consultoria, Alcides Torres e Pedro Gonçalves, abordarão temas como exportações, tendências do mercado da carne e comportamento da arroba bovina — dados essenciais para o planejamento das fazendas. “A pecuária brasileira precisa de informações precisas para tomar decisões assertivas. Este é o espaço para isso”, destaca Torres.

    No período da tarde, o foco se volta para a inovação. O pesquisador Camilo Carromeu apresentará estudos sobre o impacto das tecnologias digitais na pecuária moderna, enquanto a chef Juliana Lima abordará a conexão entre o produtor rural e o consumidor final, um tema cada vez mais relevante diante das demandas por transparência e qualidade na cadeia alimentar. “A tendência é que o consumidor exija cada vez mais informações sobre a origem da carne. Quem não se adaptar, ficará para trás”, alerta Lima.

    Sustentabilidade e sucessão familiar: os desafios da nova geração

    Outro destaque da Acricorte 2026 é a discussão sobre sustentabilidade, com painéis que abordam desde a redução do desmatamento até a adoção de sistemas integrados de produção. “Mato Grosso tem feito a lição de casa, mas o desafio agora é escalar essas práticas para todo o país”, comenta um representante da Embrapa, que participa do evento. Além disso, a sucessão familiar nas propriedades rurais ganha espaço na programação, refletindo uma preocupação crescente no setor: como atrair e reter jovens no campo. “Sem sucessão, não há futuro para a pecuária”, afirma um produtor local que integra a comissão organizadora do evento.

    Feira de negócios: a vitrine da pecuária do futuro

    Com 78 estandes, a feira de negócios da Acricorte 2026 reunirá desde empresas de insumos e genética até soluções de manejo e comercialização. Marcas como BRF, JBS e Cargill, além de startups do agro, estarão presentes, oferecendo desde tecnologias de rastreamento até equipamentos para automação de fazendas. “Este é o momento de fechar parcerias, conhecer novas tecnologias e entender as demandas do mercado”, explica um expositor. A feira também contará com espaços dedicados a rodadas de negócios e palestras técnicas, voltadas para produtores de todos os portes.

    O legado do Acricorte: mais que um evento, uma mudança de paradigma

    Desde sua primeira edição, em 2015, o Acricorte tem se consolidado como um termômetro do setor pecuário brasileiro. Naquele ano, o evento reuniu pouco mais de 1.200 participantes. Em 2025, ultrapassou a marca de 4 mil, um crescimento de mais de 200% em uma década. “Isso reflete não apenas o crescimento do setor, mas a necessidade de espaços como este para debater os rumos da pecuária”, avalia um membro da Acrimat. Para 2026, a expectativa é de que o evento supere esses números, atraindo não só produtores, mas também investidores, pesquisadores e representantes do governo. “Cuiabá não é apenas a sede do evento; é o símbolo de uma pecuária que olha para o futuro”, conclui o coordenador da Acricorte.