AliExpress leva multa recorde de 550 milhões de euros na UE por vender produtos ilegais

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Na última segunda-feira, 20 de julho de 2026, a União Europeia impôs uma multa histórica de 550 milhões de euros ao AliExpress por descumprir as normas da Lei de Serviços Digitais (DSA), que exige das plataformas digitais medidas rigorosas contra a venda de produtos ilegais ou falsificados.

O que a Comissão Europeia identificou de errado?

Segundo o órgão regulador, o AliExpress não implementou mecanismos eficazes para fiscalizar anúncios de mercadorias proibidas ou de risco à saúde e segurança dos consumidores europeus. A investigação apontou ainda uma equipe insuficiente para monitorar e remover conteúdos ilícitos, além de lacunas na transparência de suas políticas de moderação.

Impacto da multa e prazos para adequação

A penalidade, a maior já aplicada desde a vigência da DSA em 2024, ultrapassa os R$ 3,2 bilhões em conversão. O AliExpress tem até 20 de outubro de 2026 para reestruturar seus processos internos e apresentar provas de conformidade, sob risco de novas sanções. O valor superou a multa de US$ 230 milhões (R$ 1,7 bilhão) aplicada à chinesa Temu em maio de 2025 por infrações similares, conforme reportado pelo The Verge.

Consequências para o mercado e consumidores

Especialistas avaliam que a decisão reforça o compromisso da UE em regulamentar plataformas digitais, especialmente aquelas com origem em países asiáticos, onde a venda de produtos não conformes é mais recorrente. Para os consumidores, a multa pode acelerar a remoção de itens perigosos — como eletrônicos sem certificação ou brinquedos com substâncias tóxicas — de grandes marketplaces. Já para o AliExpress, o episódio representa um duro golpe em sua estratégia de expansão no mercado europeu, onde enfrenta crescente concorrência de plataformas locais.

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