Categoria: Backstage Geek

  • Égua Benilde de Quaraci brilha em Esteio e leva título de Melhor Exemplar na Outonal de Crioulo

    Égua Benilde de Quaraci brilha em Esteio e leva título de Melhor Exemplar na Outonal de Crioulo

    A Passaporte Outonal do Cavalo Crioulo, realizada no último sábado (16/05) em Esteio (RS), elegeu Benilde de Quaraci (Box 79) como a grande campeã da competição. Proveniente da Cabanha Quaraci, de Santa Cruz do Sul, a égua zaina não apenas dominou a categoria de Melhor Exemplar da Raça, mas também faturou o título de Melhor Cabeça — dois dos principais prêmios da seletiva morfológica.

    A consagração de uma égua completa

    A vitória de Benilde de Quaraci não foi por acaso. Segundo o jurado Francisco Kessler Fleck, a fêmea, nascida em 2017, apresenta uma combinação rara de atributos: “boa estrutura, profundidade e angulações, além de uma garupa muito forte e frente leve. É uma égua muito feminina, com boa cabeça e linha superior, representando um exemplar de alta qualidade”, destacou o especialista durante a avaliação.

    A zaina é filha de Aquiles de Quaraci e Afrodite de Quaraci, e já havia participado da Expointer em 2020. Criada e exposta por Rosalie Tavares Negrini Jones e conduzida pelo cabanheiro Cristian Miguel de Souza Pinto, Benilde de Quaraci foi preparada durante 60 dias para a primeira seletiva morfológica deste ciclo. “Ela representa a marca da cabanha”, comemorou a equipe.

    JQ Quartel General coroa os machos e garante vaga na Expointer 2026

    Entre os machos, o Grande Campeão da Passaporte Outonal foi JQ Quartel General (Box 22), um zaino colorado que garantiu seu passaporte para a grande final da Morfologia na Expointer 2026, a ser realizada de 24 a 30 de agosto. Proveniente da área de expansão da raça, o exemplar é fruto da genética de JA Libertador e JQ Jóia Rara, e representa a Estância Tamareira e Fazenda Jequitibá, de Santa Rita do Passa Quatro (SP).

    A equipe optou por não participar da FICCC (Feira Internacional do Cavalo Crioulo de Cristal) para dedicar mais tempo à preparação da competição em Esteio. Segundo o médico-veterinário Rolando Martim Pérez, a estratégia foi acertada: “Esse cavalo tem uma estrutura muito importante, com boas angulações, um garrão forte, lombo de qualidade e garupa comprida”, elogiou Fleck.

    Classificados para a Expointer 2026: os nomes que brilharão em agosto

    Além de Benilde de Quaraci e JQ Quartel General, a Passaporte Outonal definiu outros sete classificados para a grande final da Morfologia na Expointer 2026. Entre os machos, avançam Basco Herdeiro (Cabanha Santa Larissa, Tijucas do Sul/RS), GTA Guaembé (Fazenda Boa Vista, Guarapuava/PR) e TER Facundo (Agropecuária e Cabanha Tertúlia Ltda, Porto Alegre/RS).

    Já entre as fêmeas, além de Benilde de Quaraci, classificaram-se outras três competidoras: Basquinha, da Cabanha Santa Larissa; GTA Gaivota, da Fazenda Boa Vista; e TER Faceta, da Agropecuária e Cabanha Tertúlia Ltda. Esses nomes prometem animar a Expointer 2026, um dos principais eventos do setor no Brasil.

    O que esperar da Expointer 2026?

    A Expointer, tradicional feira agropecuária que ocorre anualmente em Esteio (RS), será palco da grande final da Morfologia do Cavalo Crioulo de 24 a 30 de agosto de 2026. Com a participação de criadores de todo o país, o evento não apenas celebra a genética e a beleza da raça, mas também reforça a importância do cavalo crioulo na cultura e na economia gaúcha. Para os classificados na Passaporte Outonal, o desafio agora é manter o padrão de preparação e conquistar os títulos máximos na Expointer, consolidando ainda mais o nome de suas respectivas cabanhas.

  • Fenasul Expoleite: Granja Letícia finca bandeira da excelência leiteira com Grande Campeã da Raça Holandesa

    Fenasul Expoleite: Granja Letícia finca bandeira da excelência leiteira com Grande Campeã da Raça Holandesa

    A Granja Letícia, propriedade da família Gallina e associada à Cooperativa Santa Clara desde os anos 1980, escreveu mais um capítulo de sucesso na Fenasul Expoleite ao transformar a vaca Trufada 018 Atrapalhada CEX91 na Grande Campeã da Raça Holandesa. O título, disputado no último sábado no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, coroou décadas de investimento em genética e manejo especializado, colocando a propriedade no seleto grupo das mais premiadas do evento.

    A supremacia técnica que define vencedores

    Com 16 animais levados à feira, a Granja Letícia não apenas conquistou o cobiçado troféu de Grande Campeã, mas também acumulou outras quatro distinções: Campeã 5 Anos, Terceira Melhor Fêmea Jovem, Reservada de Campeã Vaca Jovem, além dos títulos de Melhor Criador e Melhor Expositor. “Esse resultado é a materialização de um trabalho contínuo de seleção genética e manejo zootécnico”, declarou Eloi Gallina, sócio-proprietário, evidenciando o método rigoroso aplicado no rebanho.

    Santa Clara: o berço da evolução leiteira gaúcha

    A vitória da Granja Letícia reflete a estratégia da Cooperativa Santa Clara, fundada em 1911 e pioneira no Rio Grande do Sul em práticas como a inseminação artificial e o pagamento por qualidade do leite. “A Fenasul Expoleite é um termômetro da excelência do nosso quadro associativo. A Granja Letícia é um exemplo de como a genética aliada ao manejo de alto nível pode produzir resultados excepcionais”, afirmou a diretoria da cooperativa.

    A competição também rendeu destaques a outros associados da Santa Clara: a Granja Sipp levou o Grande Campeonato da Raça Holandesa Vermelha e Branca, enquanto a Fazenda das Nogueiras conquistou o título de Grande Campeã da raça Gir Leiteiro. “Esses resultados consolidam nossa posição como uma das principais forças do agronegócio leiteiro brasileiro”, destacou a cooperativa em comunicado oficial.

    O legado que transcende prêmios

    Para especialistas do setor, a consagração da Trufada 018 Atrapalhada CEX91 vai além da premiação. “Animais como esse demonstram que o Brasil não apenas importa genética, mas também desenvolve soluções próprias de alto valor agregado”, analisa o zootecnista Antônio Prado, consultor em melhoramento genético. A Fenasul Expoleite, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), reúne os principais nomes da pecuária leiteira nacional, tornando cada conquista um marco para o setor.

  • Logan de 2004 vence moralmente as 24 Horas de Nürburgring: a história do sedã que desafiou os GT3

    Logan de 2004 vence moralmente as 24 Horas de Nürburgring: a história do sedã que desafiou os GT3

    As 24 Horas de Nürburgring nunca foram um evento para os fracos. Com um traçado de 20,8 km repleto de curvas cegas, mudanças abruptas de altitude e trechos que testam até os pilotos mais experientes, a prova alemã é conhecida como o “Inferno Verde”. Mas neste fim de semana, o que chamou a atenção não foi um dos supercarros GT3 de fábrica, e sim um modesto Dacia Logan de primeira geração (2004–2012), que, com uma preparação artesanal e um motor de 280 cv, conquistou o coração de milhares de fãs ao redor do mundo.

    O grid de elite e a exceção romena

    Entre os 159 carros inscritos na edição de 2026, o grid era um verdadeiro Who’s Who do automobilismo: Porsche 911 GT3, Mercedes-AMG GT3 Evo, BMW M4 GT3 e até um Lamborghini Huracán GT3 EVO2, pilotado por nomes como Max Verstappen — sim, o tetracampeão de F1 estreou como dono de equipe. Em meio a tanta tecnologia e orçamentos milionários, o Dacia Logan da Ollis Garage Racing, de Münster, Alemanha, parecia um peixe fora d’água. Inscrito na categoria SP3T (para carros turbo de até 2 litros), seu principal rival era um trio de Golf GTI, além de um Audi TT RS e um Cupra León.

    Do acidente à redenção: a jornada do Logan

    A história do pequeno sedã romeno é de superação. Desde 2021, a equipe Ollis Garage Racing, comandada pelo casal Sabine e Oliver Kriese, apostava nesse projeto inusitado. Em 2023, um choque com um Porsche GT3 destruiu completamente o carro, mas os pilotos saíram ilesos. Com a ajuda de fãs e patrocinadores, a equipe comprou outro Logan e reconstruiu o projeto do zero. “Não tínhamos dinheiro para um carro novo, mas tínhamos paixão”, declarou Oliver Kriese ao Motorsport.com.

    Desempenho surpreendente: números que falam por si

    Com um motor 2.0 turbo de 280 cv (transplantado de um Renault Mégane RS) e câmbio sequencial de seis marchas, o Logan não era páreo para os GT3 de mais de 500 cv. Mas nos bastidores, os números revelavam uma história diferente. Na classificação, o carro marcou 11min03s438, superando até mesmo um Audi RS3 LMS. Durante a corrida, atingiu 178 km/h no retão de Döttinger Höhe, um trecho de 2,1 km onde os carros de alta cilindrada voam. Enquanto a melhor volta absoluta da prova foi um incrível 8min08s758 de um Lamborghini Huracán, o Logan registrou 10min22s613 — uma marca que deixou para trás diversos carros de turismo com preparação profissional.

    A vitória moral que viralizou

    O que realmente transformou o Dacia Logan em fenômeno de internet foi seu caráter. Enquanto os GT3 brilhavam com patrocínios milionários, o Logan representava o automobilismo amador levado ao extremo. “Corremos contra times que têm orçamentos dez vezes maiores que o nosso, mas a paixão não tem preço”, afirmou Alexander Becker, um dos pilotos. Nas redes sociais, vídeos do carro rodando no Inferno Verde se espalharam, com milhões de visualizações. Fãs criaram memes, camisetas e até um financiamento coletivo para ajudar a equipe. “Eles não ganharam a prova, mas ganharam a alma das pessoas”, resumiu um comentarista esportivo.

    O que isso significa para o automobilismo?

    O caso do Logan nas 24 Horas de Nürburgring reforça uma verdade cada vez mais esquecida no esporte a motor: a magia está naquilo que não é perfeito. Em uma era dominada por dados, aerodinâmica computadorizada e motores híbridos, um carro de R$ 50 mil (na época de seu lançamento), com um motor de reposição e uma equipe de voluntários, mostrou que o esporte ainda pode ser feito debaixo do capô — e não apenas nos cofres dos patrocinadores. Para a Ollis Garage Racing, o futuro já está desenhado: “Queremos continuar correndo, mas agora com mais apoio. O Logan provou que sonhos não têm limite”, concluiu Sabine Kriese.

  • Mapa usa ‘scanner molecular’ para flagrar fraudes em azeites no DF e retira 5 marcas suspeitas das prateleiras

    Mapa usa ‘scanner molecular’ para flagrar fraudes em azeites no DF e retira 5 marcas suspeitas das prateleiras

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou na última quinta-feira (14) uma operação inédita no Distrito Federal para combater fraudes em azeites de oliva. Utilizando tecnologia de ponta, auditores fiscais federais agropecuários flagraram indícios de adulteração em cinco marcas entre as 45 analisadas em quatro grandes redes atacadistas da capital. As amostras suspeitas foram encaminhadas para análise laboratorial, enquanto o equipamento portátil de espectroscopia no infravermelho médio (MIR) — apelidado de “scanner molecular” — permitiu identificar, em tempo real, possíveis misturas com óleos vegetais de menor valor, como soja e girassol.

    A fiscalização que enxerga além da embalagem

    A ação, coordenada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), representa um marco na fiscalização de alimentos no Brasil. O equipamento MIR funciona como um “scanner molecular”, emitindo feixes de luz infravermelha que analisam a composição química do produto sem necessidade de abertura da embalagem. Em questão de segundos, a tecnologia detecta irregularidades como a adição de óleos vegetais baratos ou a diluição com solventes, prática comum em fraudes que prejudicam tanto o consumidor quanto os produtores legítimos de azeite.

    O que muda para os consumidores e o mercado

    As cinco marcas com suspeitas de não conformidade foram retiradas das prateleiras para análise laboratorial complementar no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Caso confirmadas as irregularidades, os produtos poderão ser interditados e os responsáveis, responsabilizados. A iniciativa integra um monitoramento contínuo do Mapa para garantir que os azeites comercializados no país atendam aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela legislação brasileira — um passo crucial para proteger a saúde pública e a economia do setor.

    Segundo especialistas, a adulteração de azeites é um problema global, mas no Brasil, onde o consumo do produto tem crescido significativamente, a fiscalização com tecnologia avançada chega em um momento crítico. “A população está cada vez mais atenta à qualidade dos alimentos, e ferramentas como essa reforçam a transparência e a confiança no mercado”, afirmou um analista do setor, que preferiu não se identificar.

    Tecnologia a serviço da segurança alimentar

    A espectroscopia no infravermelho médio não é novidade em laboratórios, mas sua aplicação em fiscalizações de campo é recente no Brasil. O equipamento portátil permite que os auditores analisem dezenas de amostras por dia diretamente nas gôndolas, sem a necessidade de deslocamento para laboratórios. Isso não apenas agiliza o processo, como também aumenta a capacidade de fiscalização, possibilitando o monitoramento de um número maior de marcas e lotes.

    “Antes, dependíamos de análises laboratoriais demoradas. Agora, com essa tecnologia, podemos identificar fraudes instantaneamente e agir de forma preventiva”, explicou um auditor fiscal do Mapa. A operação no DF faz parte de um projeto mais amplo de modernização das fiscalizações agropecuárias, com investimentos em equipamentos e capacitação de equipes.

    O impacto no agronegócio e na economia

    O combate às fraudes em azeites tem reflexos diretos no agronegócio brasileiro, especialmente para os produtores nacionais que seguem os padrões de qualidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Azeite (Abpa), o Brasil importa cerca de 90% do azeite consumido no país, o que torna o controle de qualidade ainda mais urgente. “Fraudes desvalorizam o produto legítimo e prejudicam toda a cadeia, desde o agricultor até o consumidor final”, afirmou um representante da Abpa.

    A iniciativa do Mapa também alinha-se a políticas públicas que visam reduzir a dependência de importações e incentivar a produção nacional. Recentemente, o governo federal anunciou um projeto de lei para ampliar incentivos à produção de fertilizantes, outro insumo estratégico para a agricultura brasileira. “Combater fraudes é também uma forma de fortalecer a economia local e garantir a segurança alimentar”, destacou um técnico do ministério.

  • Royal Enfield mira o mercado global com fábrica bilionária na Índia e plano para dominar as médias cilindradas

    Royal Enfield mira o mercado global com fábrica bilionária na Índia e plano para dominar as médias cilindradas

    A Royal Enfield não está apenas expandindo sua produção — está redefinindo o futuro das motocicletas médias. Com a confirmação de uma nova unidade fabril em Andhra Pradesh, a empresa indiana não apenas dobra sua capacidade anual, mas sinaliza uma ambição clara: liderar um segmento cada vez mais relevante no mercado global.

    Uma aposta de US$ 230 milhões no futuro das médias cilindradas

    A decisão de construir a nova fábrica, com investimento estimado em US$ 230 milhões, não é uma mera expansão produtiva. É um movimento estratégico para posicionar a Royal Enfield como a principal alternativa a um setor cada vez mais voltado a máquinas de alto custo e complexidade. Quando entrar em operação em 2032, a unidade terá capacidade para 900 mil motocicletas por ano — um volume que supera a produção anual total de muitos concorrentes globais.

    Atualmente, a marca produz cerca de 1,5 milhão de motos anualmente. Com a nova fábrica, a capacidade global saltaria para 2,4 milhões de unidades, consolidando a Royal Enfield como uma das maiores fabricantes de motocicletas do mundo. Mas o verdadeiro diferencial não está apenas na escala, e sim no público-alvo.

    O timing perfeito: por que as médias cilindradas estão em alta?

    O mercado global de motocicletas vive uma encruzilhada. De um lado, montadoras apostam em modelos aventureiros e esportivos de alta cilindrada, muitas vezes inacessíveis para o consumidor médio. De outro, os custos de seguro e manutenção dessas máquinas explodem, afastando novos motociclistas. Nesse contexto, a Royal Enfield surge como a resposta ideal: motos simples, confiáveis e financeiramente viáveis.

    Dados recentes mostram que motociclistas mais jovens — especialmente millennials e Gen Z — priorizam praticidade e custo-benefício. Modelos como a Hunter 350, Meteor 350 e Himalayan atendem a essa demanda, oferecendo desempenho equilibrado sem o peso das especificações excessivas. A nova fábrica, portanto, não é apenas sobre produção, mas sobre capturar um nicho que o mercado tradicional negligenciou.

    A filosofia Royal Enfield: menos especificação, mais personalidade

    A marca indiana há anos segue uma cartilha clara: motos que não tentam impressionar com números, mas conquistam com caráter. A Classic 350, por exemplo, é um sucesso de vendas não por sua potência, mas por seu estilo retrô e facilidade de manutenção. A Guerrilla 450, por sua vez, aposta em um design agressivo sem abrir mão da acessibilidade.

    Com a nova capacidade produtiva, a Royal Enfield poderá expandir sua presença em mercados como Europa, América Latina e Sudeste Asiático, onde a demanda por veículos leves e econômicos só tende a crescer. A estratégia é clara: enquanto concorrentes brigam por uma fatia do segmento premium, a marca indiana está construindo uma base sólida no mercado mainstream.

    O que esperar nos próximos anos?

    Se a previsão se concretizar, a Royal Enfield não apenas dominará as médias cilindradas, como reescreverá as regras do jogo. A nova fábrica não é apenas uma unidade de produção — é um manifesto: o futuro das motocicletas não está nas máquinas de 200 cavalos, mas naquelas que realmente fazem sentido para o dia a dia.

    Para os consumidores, isso significa mais opções. Para os concorrentes, um alerta: a simplicidade pode ser a próxima grande tendência.

  • Hyundai aposta no i20 2027 como novo SUV compacto no Brasil: chegada em julho desafia Pulse e T-Cross

    Hyundai aposta no i20 2027 como novo SUV compacto no Brasil: chegada em julho desafia Pulse e T-Cross

    A Hyundai anunciou que o Hyundai i20 2027 chegará ao Brasil em julho, mas sua apresentação oficial ocorrerá em junho. Com um design que mistura traços de hatch e SUV, o modelo chega para disputar espaço com rivais como Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen T-Cross, consolidando a estratégia da marca sul-coreana de expandir sua presença no segmento de utilitários esportivos leves.

    Uma mudança radical na fábrica de Piracicaba

    A chegada do i20 2027 não será apenas uma novidade no portfólio da Hyundai: ela exigirá uma reestruturação na linha de produção da fábrica de Piracicaba, em São Paulo. Para viabilizar a fabricação do novo modelo, a empresa decidiu descontinuar o sedã HB20S até o final de 2024, priorizando um produto com maior potencial de vendas e margem de lucro. Essa decisão alinha-se à tendência do mercado brasileiro, onde os SUVs respondem por mais de 50% das vendas de veículos novos.

    Sem eletrificação por enquanto: a aposta nos motores flex

    A Hyundai optou por uma abordagem pragmática na mecânica do i20 2027. Em vez de investir em tecnologias híbridas ou elétricas — como fez com o Ioniq 5 —, a marca apostará nos mesmos motores flex que equipam o atual HB20. Isso reduz custos de desenvolvimento e simplifica a logística de peças e manutenção nas concessionárias.

    As versões de entrada do i20 virão com um motor 1.0 aspirado de três cilindros, que entrega 80 cv com etanol e 75 cv com gasolina, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. O torque máximo chega a 10,2 kgfm (etanol) e 9,6 kgfm (gasolina). Nas versões topo de linha, o modelo receberá um 1.0 turbo com injeção direta, capaz de gerar 120 cv com etanol (-10 cv em relação ao Fiat Pulse turbo) e um torque constante de 17,5 kgfm, independentemente do combustível. Nesse caso, a força será gerenciada por uma caixa automática de seis marchas.

    Design que aproxima o i20 dos SUVs: mais largo e agressivo

    O novo i20 rompe com o visual tradicional do HB20 ao adotar uma carroceria com proporções mais largas, aproximando-se de hatches médios como o Volkswagen Golf. A dianteira exibe conjuntos ópticos afilados, um capô com vincos profundos e uma grade que reforça a identidade visual da Hyundai no Brasil. A carroceria, embora mantenha a estrutura de hatch, incorpora elementos visuais típicos de SUVs, como linhas elevadas e uma postura mais robusta.

    A estratégia da Hyundai com o i20 2027 não é inédita: segue o mesmo caminho do Ioniq 5, que, apesar de ser um elétrico com proporções de hatch, conquistou compradores de SUVs graças ao seu design diferenciado. Agora, a marca repete a fórmula, mas com um foco claro no mercado brasileiro, onde os SUVs compactos dominam as vendas.

    Um movimento arriscado, mas necessário

    A decisão de descontinuar o HB20S e apostar no i20 2027 reflete a confiança da Hyundai em um segmento cada vez mais disputado. Ao posicionar o modelo entre o HB20 e o Creta, a marca busca preencher um espaço que hoje é ocupado por rivais como Pulse, Kardian e T-Cross. Com preços competitivos e uma mecânica conhecida, o i20 2027 chega para disputar a preferência dos consumidores que buscam um veículo versátil, moderno e com custo de manutenção acessível.

  • Operação conjunta desmantela rede de bebidas falsificadas em Curitiba: Mapa e Polícia Civil apreendem 8,4 mil garrafas irregulares

    Operação conjunta desmantela rede de bebidas falsificadas em Curitiba: Mapa e Polícia Civil apreendem 8,4 mil garrafas irregulares

    A fiscalização de um estabelecimento suspeito em Curitiba resultou na apreensão de 8,4 mil garrafas de vinhos coloniais irregulares e diversos lotes de cervejas com fortes indícios de falsificação, segundo dados revelados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). A operação, realizada em parceria com órgãos municipais e estaduais, expôs uma rede clandestina que abastecia comércios e eventos na região metropolitana com produtos sem qualquer tipo de controle sanitário ou fiscal.

    A caçada aos rótulos clandestinos: como funcionava a operação

    A fiscalização, comandada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), teve como alvo um barracão na capital paranaense. Os auditores federais identificaram irregularidades graves: vinhos classificados como “coloniais” sem registro no Mapa, rótulos incompletos (ausência de composição, lote, validade e marca) e total falta de rastreabilidade. Além disso, não foram apresentadas notas fiscais que comprovassem a origem legal dos produtos.

    As garrafas apreendidas — cerca de 8,4 mil unidades de vinhos Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas de dois litros — não poderiam sequer circular no mercado, pois violam a Instrução Normativa Nº 35 de 2017, que regulamenta a produção e comercialização de bebidas no Brasil. Segundo o Mapa, toda bebida comercializada no país deve ser fabricada por estabelecimentos registrados no ministério, com rótulos que incluam o número de registro obrigatório. Produtos coloniais e artesanais não estão isentos dessa regra.

    Cervejas falsificadas: entre bolhas, rótulos mal colados e riscos à saúde

    A operação também levantou suspeitas sobre lotes de cervejas, cujos rótulos apresentavam características típicas de falsificação: adesivos mal aplicados, bolhas no vidro, rugosidades na superfície e ausência de informações essenciais como lote e validade. Em alguns casos, as garrafas não correspondiam aos padrões industriais das marcas investigadas, sugerindo que se tratava de réplicas produzidas em condições precárias.

    Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a falsificação de bebidas alcoólicas não apenas burla a fiscalização tributária — que deixa de arrecadar impostos — como também expõe a população a riscos sanitários graves. Sem controle de qualidade, os produtos podem conter substâncias tóxicas, como metanol, ou serem produzidos em ambientes sem higiene mínima. A ausência de rastreabilidade impede que autoridades identifiquem a origem do produto ou notifiquem consumidores em caso de recall.

    O papel do Mapa e os desafios da fiscalização no Paraná

    O Mapa é o único órgão federal responsável pelo registro e fiscalização de estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. No entanto, a operação de Curitiba evidencia os desafios enfrentados pelos auditores: a fiscalização de pontos clandestinos, muitas vezes localizados em áreas periféricas ou em bairros com alta circulação de eventos, exige recursos humanos e logística constantes. A presença de um barracão desse porte — operando sem qualquer tipo de licenciamento — demonstra como redes criminosas se aproveitam de brechas na fiscalização.

    Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo de Curitiba informou que o imóvel flagrado na operação não possuía alvará de funcionamento. A Receita Estadual do Paraná e a Vigilância Sanitária Municipal colaboraram com a ação, mas a frequência de operações como essa depende de denúncias ou de fiscalizações programadas — muitas vezes insuficientes diante do volume de irregularidades.

    O que muda agora para o consumidor e para o mercado

    Com a apreensão dos produtos, os lotes irregulares serão destruídos ou devolvidos aos fabricantes legítimos para análise, caso seja possível identificar a origem. A PCPR investiga se há envolvimento de donos de bares, distribuidores ou outros estabelecimentos que comercializavam os produtos. Caso sejam comprovadas as irregularidades, os responsáveis podem responder por crimes contra a saúde pública, sonegação fiscal e falsificação de marcas registradas.

    Para o consumidor, a operação serve como alerta: produtos alcoólicos sem selo do Mapa ou com rótulos incompletos devem ser evitados. No Paraná, o Mapa já iniciou um pente-fino em estabelecimentos que comercializam vinhos coloniais e artesanais, mas a fiscalização preventiva ainda é um desafio. A população pode denunciar irregularidades pelo site do Mapa ou pela ouvidoria da PCPR, contribuindo para desmantelar redes criminosas que lucram com a venda de produtos falsificados.

  • Brasil domina mercado global de soja sustentável: 83% da produção certificada é brasileira

    Brasil domina mercado global de soja sustentável: 83% da produção certificada é brasileira

    O Brasil não é apenas o maior produtor e exportador de soja do mundo — agora, é também o principal fornecedor global de soja responsável e rastreável. Em 2025, a certificação da Round Table on Responsible Soy (RTRS) superou a marca histórica de 10 milhões de toneladas, com o país respondendo por 83% da produção certificada, segundo dados da entidade.

    O avanço da certificação RTRS e a demanda aquecida por sustentabilidade

    A certificação, que atesta práticas agrícolas alinhadas a critérios ambientais e sociais, atingiu 10,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 9,5% na demanda em relação ao ano anterior. A Europa e a Ásia lideram a busca pelo grão certificado, impulsionados por legislações cada vez mais rigorosas sobre rastreabilidade, origem e redução do desmatamento.

    Segundo a RTRS, os principais mercados consumidores — como Holanda e Dinamarca — ampliaram em 12% a importação de soja certificada, especialmente para segmentos como ração animal e indústria alimentícia. A pressão regulatória internacional, somada à crescente conscientização dos consumidores, tem transformado a certificação em um diferencial competitivo para os produtores brasileiros.

    Safra recorde e o papel estratégico do Brasil no agronegócio global

    O marco da RTRS coincide com a projeção de uma safra histórica de soja no Brasil para 2025/26, com estimativas de produção superior a 170 milhões de toneladas. O país já responde por mais de 50% da produção mundial do grão, e o complexo soja segue como a principal alavanca do agronegócio nacional, gerando divisas, movimentando logística e empregos em todas as regiões produtoras.

    Ainda que a certificação RTRS seja apenas uma das inúmeras iniciativas de sustentabilidade no campo, seu crescimento reflete uma mudança profunda na cadeia produtiva brasileira. Das 220 unidades certificadas no mundo, 77% da área total e 83% da produção estão concentradas em território nacional, com atuação em estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

    O que muda com a liderança brasileira no mercado de soja sustentável?

    O protagonismo do Brasil no setor de soja responsável tem implicações diretas para a economia, o meio ambiente e a geopolítica agrícola global:

    • Poder de barganha comercial: A crescente demanda europeia e asiática por soja certificada coloca o país em posição de negociar melhores preços e condições de acesso a mercados, especialmente frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina.
    • Pressão sobre a concorrência: Países como Argentina e Paraguai, que também produzem soja certificada, mas em menor escala, podem ser obrigados a acelerar suas próprias iniciativas de sustentabilidade para não perder participação no comércio global.
    • Sustentabilidade como novo padrão: A certificação RTRS, embora não seja obrigatória, sinaliza uma tendência irreversível: o mercado global está disposto a pagar mais por grãos produzidos com responsabilidade ambiental e social. Produtores brasileiros que não se adaptarem podem enfrentar barreiras não tarifárias.
    • Impacto na balança comercial: O setor de soja é responsável por cerca de 25% das exportações brasileiras, e a certificação pode ampliar ainda mais esse percentual, atraindo investimentos em tecnologias de rastreabilidade e práticas agrícolas sustentáveis.

    Para especialistas do setor, o momento é de oportunidade e desafio. Enquanto a certificação abre portas para mercados premium, a pressão por transparência e redução de emissões deve aumentar, exigindo investimentos constantes em inovação e adequação às normas internacionais.

    A RTRS e o futuro da soja: O que vem por aí?

    A Round Table on Responsible Soy (RTRS) já estuda novas metas para os próximos anos, incluindo a expansão da certificação para pequenos e médios produtores, que representam uma parcela significativa da produção brasileira. Além disso, a entidade trabalha para integrar critérios de neutralidade de carbono e uso de água em suas exigências, alinhando-se a acordos climáticos globais.

    Para o Brasil, o desafio será manter a liderança sem comprometer a competitividade de seus produtores. Enquanto a Europa e a Ásia abrem seus mercados para a soja certificada, o país precisa garantir que a escalada da sustentabilidade não encareça os custos de produção a ponto de reduzir sua vantagem comparativa.

    Uma coisa é certa: em um mundo cada vez mais exigente por transparência e responsabilidade, a soja brasileira certificada não é apenas um produto — é um ativo estratégico no tabuleiro do agronegócio global.

  • Seleção Brasileira na Rota de Ancelotti: Neymar pode brilhar em 2026? Convocação ao vivo hoje às 17h

    Seleção Brasileira na Rota de Ancelotti: Neymar pode brilhar em 2026? Convocação ao vivo hoje às 17h

    A expectativa pelo anúncio oficial da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 atinge seu ápice nesta segunda-feira (18/05), às 17h (horário de Brasília), quando o técnico Carlo Ancelotti revelará os 26 atletas que representarão o Brasil no torneio. O evento, marcado para acontecer no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, será transmitido ao vivo por diversos canais, garantindo que nenhum torcedor perca os detalhes da lista que definirá o futuro do escrete canarinho.

    A grande incógnita: Neymar será convocado?

    O nome que mais gera discussão entre os fãs é o de Neymar. O camisa 10, afastado desde outubro de 2023 devido a uma lesão, vem de uma sequência de jogos positivos pelo Santos, o que reacendeu as esperanças de sua convocação. Fontes próximas à comissão técnica indicam que Ancelotti estaria mais inclinado a levar o ídolo brasileiro, embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada. A dúvida persiste: Neymar estará entre os convocados ou o Brasil seguirá rumo a 2026 com um ataque liderado por Vinícius Jr., Rodrygo e Endrick?

    Os nomes praticamente garantidos e as vagas em disputa

    Enquanto algumas posições já têm seus ocupantes praticamente definidos, outras ainda geram tensão entre os torcedores. Na defesa, nomes como Marquinhos, Gabriel Magalhães e Bremer devem figurar na lista, assim como os goleiros Alisson, Ederson e Bento. No meio-campo, Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá aparecem como escolhas certas, com Fabinho em uma posição mais flexível.

    Já no ataque, Vinícius Jr., Raphinha, Rodrygo, Endrick e João Pedro são os principais candidatos a compor o quinteto ofensivo. No entanto, as últimas três vagas do time podem ser disputadas entre Neymar, Andrey Santos (volante), Igor Thiago, Pedro (ambos atacantes) e Rayan. A decisão de Ancelotti promete ser um dos momentos mais eletrizantes da noite.

    Onde e como assistir à convocação ao vivo

    A transmissão será amplamente acessível, tanto para quem prefere a tela da televisão quanto para os que optam por acompanhar via internet. Na TV aberta, a TV Globo transmitirá o evento a partir das 17h, com prévia às 16h30. O SBT também cobrirá o anúncio ao vivo. Para os assinantes de TV fechada, a ESPN Brasil e o SporTV oferecerão cobertura especial, enquanto plataformas como o YouTube (oficial da CBF, ESPN, CazéTV e Lance!TV) e o Disney+ disponibilizarão transmissões ao vivo, com prévias e análises a partir das 16h30.

    Os próximos passos do Brasil rumo ao Mundial

    Após a definição dos convocados, a Seleção Brasileira iniciará sua preparação com duas partidas amistosas antes da Copa do Mundo. A primeira delas acontece em 27 de maio, com a apresentação oficial dos jogadores na Granja Comary, em Teresópolis. Em seguida, os torcedores poderão acompanhar os confrontos contra o Panamá (31/05, no Maracanã) e o Egito (06/06, em Cleveland, EUA). O Brasil ainda enfrenta o Marrocos em 13 de junho, em Nova Jersey, em um último teste antes do início do torneio.

    Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, cada detalhe da convocação ganha importância redobrada. Ancelotti terá em suas mãos a missão de montar um time equilibrado, capaz de levar o Brasil ao tão sonhado hexacampeonato. Enquanto os torcedores aguardam ansiosos pelo anúncio de hoje, uma coisa é certa: a emoção será garantida.

  • Fenasul Expoleite encerra com faturamento recorde e promessa de expansão agropecuária no RS

    Fenasul Expoleite encerra com faturamento recorde e promessa de expansão agropecuária no RS

    A 19ª edição da Fenasul e a 46ª Expoleite, realizadas entre os dias 13 e 17 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, encerraram com números recordes que reforçam o papel do Rio Grande do Sul como um dos principais polos agropecuários do país. Com um público estimado em 200 mil pessoas e a participação de mais de 1,4 mil animais — entre bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equinos e pequenos animais — o evento consolidou-se como um termômetro das tendências e desafios do setor.

    A pujança genética gaúcha em destaque com 500 animais na Fenovinos

    O evento não apenas reuniu a maior exposição de gado do Sul do país, mas também abrigou a 38ª Fenovinos, que trouxe ao parque cerca de 500 animais de 13 raças diferentes. A integração entre as feiras, segundo o secretário da Agricultura do Estado, Márcio Madalena, representa um ciclo virtuoso: “A Região Metropolitana recebe a feira e devolve ao interior. No ano que vem, será em São Borja, com muito orgulho de ter sediado essa edição”, declarou durante o desfile dos campeões.

    Políticas públicas e renegociação de dívidas entram na pauta do setor

    Madalena aproveitou o palco da Fenasul Expoleite para reafirmar o compromisso do governo estadual com a agricultura familiar e a pecuária de grande escala. “Estamos atentos aos movimentos em Brasília para a renegociação das dívidas dos produtores rurais e acompanhamos de perto a tramitação do PL 5122, que amplia incentivos à produção nacional de fertilizantes”, destacou. A medida, segundo ele, é crucial para reduzir a dependência de insumos importados e fortalecer a autonomia do produtor gaúcho.

    Lideranças do setor celebram união em torno da produção nacional

    Marcos Tang, presidente da Gadolando e da Febrac, elegeu os produtores como os verdadeiros protagonistas do evento. “Vocês representam o Brasil que dá certo, do pequeno ao grande produtor. O respeito que temos por vocês deve ser enorme”, afirmou, em discurso que ecoou entre os mais de 200 mil visitantes. Já Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul, enfatizou o papel das feiras como vitrine do trabalho agropecuário: “Eventos como este são essenciais para mostrar ao Brasil e ao mundo a qualidade do que produzimos”, declarou.

    Negócios e inovação: o legado econômico da feira

    Embora os dados oficiais de faturamento ainda não tenham sido divulgados, fontes do setor estimam que a feira tenha movimentado mais de R$ 1,4 bilhão em negócios, desde a venda de animais até a comercialização de insumos e tecnologias. A presença de 38 estandes de empresas do agronegócio e a realização de palestras sobre inovação na pecuária leiteira e corte reforçaram o caráter estratégico do evento para a cadeia produtiva.

    Para 2025, a expectativa é de que a feira se desloque para São Borja, mantendo a tradição de levar desenvolvimento e inovação para diferentes regiões do estado. Enquanto isso, o legado da 19ª Fenasul e 46ª Expoleite permanece: um retrato vivo da resiliência e da vocação agropecuária do Rio Grande do Sul.