Categoria: Backstage Geek

  • Vídeo raro: Fazenda São Lourenço mostra porcos Caruncho e encanta criadores no Brasil

    Vídeo raro: Fazenda São Lourenço mostra porcos Caruncho e encanta criadores no Brasil

    A Fazenda São Lourenço, referência nacional em genética de Nelore Pintado, chamou atenção nas redes sociais no dia 26 de maio ao compartilhar um vídeo inédito de sua criação de porcos Caruncho, uma das raças suínas mais antigas e raras do Brasil.

    Uma raça em risco de desaparecimento

    O porco Caruncho, conhecido por sua resistência e adaptação ao clima tropical, foi criado por colonizadores europeus no século XIX e quase desapareceu devido à industrialização da suinocultura. A Fazenda São Lourenço, localizada no interior de Goiás e comandada pelo nelorista Sr. Geraldo de Souza Carvalho Jr., mantém um plantel dedicado à preservação da raça, que hoje conta com apenas algumas centenas de exemplares registrados no Brasil.

    Tecnologia e tradição unidas

    Enquanto a fazenda é mundialmente reconhecida pelo trabalho de seleção genética do Nelore Pintado, o vídeo publicado no Instagram revelou um lado menos conhecido: a dedicação à conservação de raças autóctones. “A gente não trabalha só com o Nelore. A preservação do Caruncho é parte da nossa missão de manter viva a história da pecuária brasileira”, afirmou um funcionário da propriedade.

    Impacto nas redes e futuro da raça

    Em menos de 48 horas, o vídeo acumulou milhares de visualizações e compartilhamentos, com criadores e entusiastas do meio rural elogiando a iniciativa. A publicação não apenas mostrou os animais — com suas características únicas, como orelhas caídas e pelagem escura — mas também reacendeu discussões sobre a necessidade de programas de conservação genética para raças ameaçadas. Especialistas alertam que, sem esforços coordenados, o Caruncho pode desaparecer nas próximas décadas, assim como outras variedades tradicionais de suínos no país.

  • Salt Bae: Do açougue de Istambul ao império de US$ 1 bilhão que redefiniu o luxo gastronômico

    Salt Bae: Do açougue de Istambul ao império de US$ 1 bilhão que redefiniu o luxo gastronômico

    No dia 29 de maio de 2026, o nome Salt Bae continua a ser sinônimo de um fenômeno que transcendeu as fronteiras da gastronomia: um modelo de negócio onde o espetáculo, o luxo e a construção de imagem se tornaram tão valiosos quanto a própria comida. O empresário turco Nusret Gökçe, de 46 anos, começou sua trajetória em um modesto açougue em Istambul, mas foi em 2017 que seu destino mudou para sempre.

    O vídeo que viralizou: do movimento icônico ao nascimento de uma marca

    Um vídeo de Salt Bae salpicando sal em uma peça de carne com um gesto magistral tornou-se um dos conteúdos mais compartilhados da internet. O momento, gravado em 2010 e redescoberto anos depois, não era apenas sobre cozinhar: era sobre performance. O gesto, repetido como um ritual, aliado à sua imagem de chef carismático, criou um personagem que misturava autoridade e excentricidade.

    De restaurantes de luxo a experiências milionárias

    Hoje, o império de Salt Bae inclui mais de 40 restaurantes espalhados por cidades como Nova York, Dubai e Londres, onde pratos como o ‘Nusret Steak’ podem custar até US$ 1.000. Seu restaurante original em Istambul, o Nusr-Et Steakhouse, é um ponto turístico obrigatório, com filas de espera que chegam a meses. Mas o negócio vai além da comida: é uma experiência completa, onde os clientes pagam pela memória de uma refeição associada a um dos nomes mais reconhecíveis do mundo.

    O poder das redes sociais e da persona pública

    Salt Bae entendeu antes de muitos que, na era digital, a marca pessoal é um ativo financeiro. Com mais de 50 milhões de seguidores no Instagram, ele transformou cada postagem em um anúncio indireto de seus restaurantes. Celebridades como Kim Kardashian, Floyd Mayweather e até o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, já foram registradas em seus estabelecimentos, reforçando a aura de exclusividade. Em 2026, estima-se que sua fortuna ultrapasse US$ 1 bilhão, com receitas provenientes não apenas de restaurantes, mas também de parcerias com marcas de luxo e eventos privados.

    Críticas e polêmicas: o lado obscuro do império

    Apesar do sucesso, o modelo de negócios de Salt Bae não escapou de controvérsias. Acusações de superfaturamento, condições de trabalho questionáveis em seus restaurantes e até processos judiciais por assédio e discriminação já fizeram parte de sua trajetória. Em 2024, uma ação coletiva nos EUA alegou que clientes foram cobrados excessivamente por pratos com nomes semelhantes, mas com porções reduzidas. Salt Bae defendeu-se argumentando que o valor cobrado inclui a experiência única, não apenas a comida.

    Legado: um novo capítulo para a gastronomia de luxo?

    Salt Bae não inventou o conceito de luxo gastronômico, mas o popularizou de uma forma sem precedentes. Seu modelo inspirou uma geração de chefs-empreendedores que enxergam os restaurantes não como meros estabelecimentos, mas como plataformas de entretenimento. Em um mundo onde a atenção é a moeda mais valiosa, ele provou que, às vezes, a embalagem vale mais do que o produto. Para o bem ou para o mal, Salt Bae redefiniu o que significa ser um ícone global no século XXI.

  • FAEP pressiona governo para barrar leite importado com dumping de até 60%: decisão sobre antidumping pode prejudicar produtores brasileiros

    FAEP pressiona governo para barrar leite importado com dumping de até 60%: decisão sobre antidumping pode prejudicar produtores brasileiros

    A decisão do governo federal de não aplicar medidas antidumping contra as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, anunciada na quinta-feira (28 de maio de 2026), acendeu um alerta no Sistema FAEP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná). A medida contraria a recomendação da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que, na mesma data, reconheceu a prática de dumping pelos dois países — com margens de até 60% para a Argentina e 50% para o Uruguai — e confirmou danos à produção brasileira.

    Competição desleal joga na corda bamba o setor leiteiro nacional

    O Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), já havia documentado em abril de 2026 as margens de dumping e o impacto negativo sobre os produtores brasileiros. Desde então, o Sistema FAEP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e outras federações, intensificou as articulações para pressionar pela aplicação das barreiras comerciais.

    Setor agropecuário se mobiliza para reverter a decisão

    A decisão do governo de ignorar os alertas da Camex e do Decom é vista como um retrocesso pelo setor. “Essa postura ignora não apenas os dados técnicos, mas também a realidade dos produtores brasileiros, que já enfrentam uma queda nos preços do leite e um cenário de incerteza“, afirmou um representante do FAEP. A mobilização agora inclui a busca por diálogo com o Executivo e a articulação com parlamentares para que a medida seja revista antes de causar danos irreversíveis à cadeia produtiva.

    O leite importado, mesmo com preços artificialmente baixos, compromete a competitividade dos laticínios nacionais, que operam com custos mais elevados e enfrentam barreiras sanitárias e logísticas. A falta de ações antidumping, segundo analistas, pode agravar a crise no campo, já fragilizada por fatores como a alta dos insumos e a instabilidade climática.

  • Fiat Toro 2027 chega com híbridos leves 48V e preços acima de R$ 200 mil: vale a pena?

    Fiat Toro 2027 chega com híbridos leves 48V e preços acima de R$ 200 mil: vale a pena?

    Híbridos leves chegam para disputar mercado

    A Fiat apresenta a linha 2027 da Toro com duas novas versões equipadas com sistema híbrido leve 48V: a Volcano e a Ultra. Embora não haja mudanças visuais significativas, a inovação está no motor 1.3 turbo flex de 176 cv, agora assistido por um motor-gerador de 48V que reduz o esforço do propulsor a combustão em até 12% no trânsito urbano.

    Economia urbana vs. consumo na estrada

    O pacote ADAS completo, agora de série em todas as versões, reforça a segurança, mas o real impacto do MHEV fica claro apenas em cidade. Segundo testes preliminares, a Toro híbrida pode consumir mais combustível que as versões convencionais quando submetida a longas viagens rodoviárias. A tecnologia, compartilhada com Jeep Renegade e Commander, ainda não é inédita, mas chega com preços que desafiam o consumidor: os valores beiram os R$ 200 mil, mesmo patamar de picapes premium.

    Design e multimídia atualizados

    Além da motorização, a Toro 2027 traz setas sequenciais e uma nova central multimídia em parte da linha. As versões híbridas se posicionam no meio da gama, entre as opções mais básicas e as top de linha, como a Endurance. Com isso, a Fiat tenta equilibrar inovação e custo, mas a pergunta persiste: será que o híbrido leve justifica o investimento em uma picape?

  • Justiça suspende cobrança de R$ 12,2 milhões contra produtor mineiro em dívida com Banco do Brasil

    Justiça suspende cobrança de R$ 12,2 milhões contra produtor mineiro em dívida com Banco do Brasil

    A Justiça de Minas Gerais concedeu uma vitória simbólica e financeira a um produtor rural de Patrocínio (MG) — polo nacional de grãos —, ao suspender a cobrança de R$ 12.254.030,50 em dívidas vinculadas a contratos de crédito rural com o Banco do Brasil. A decisão, proferida em 27 de maio de 2026 pela 1ª Vara Cível da comarca, impediu temporariamente medidas coercitivas enquanto o processo judicial tramita, garantindo ao agricultor alívio temporário diante de uma dívida que, segundo a instituição financeira, já se encontrava em situação crítica.

    A crise no campo que selou a decisão

    A juíza responsável pelo caso, Dra. Mariana Costa, fundamentou a suspensão na comprovação de que o produtor foi severamente afetado por uma confluência de fatores: eventos climáticos adversos — como estiagens prolongadas e geadas entre 2022 e 2025 —, além da escalada nos custos de produção (insumos, combustível e mão de obra) e a queda vertiginosa nos preços das commodities agrícolas. Segundo os autos, o agricultor havia protocolado pedidos administrativos de renegociação das dívidas junto ao banco antes de ingressar na Justiça, mas não obteve resposta satisfatória.

    Um precedente para o agronegócio brasileiro?

    O caso ganha relevo em um momento em que o setor rural enfrenta sua pior crise em décadas. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam que, entre 2022 e 2024, a rentabilidade média dos produtores encolheu 40% devido a fatores externos — como a valorização do dólar frente ao real, que encareceu insumos importados, e a queda nos preços do milho e da soja no mercado internacional. A decisão em Patrocínio pode abrir precedentes para milhares de outros produtores que buscam judicialmente revisar contratos bancários sob a alegação de força maior ou teoria da imprevisão.

    O que muda para o produtor e o Banco do Brasil?

    Até que a Justiça julgue o mérito da ação, o produtor está livre da pressão imediata por pagamentos, o que lhe permite reorganizar suas finanças sem o risco de penhoras ou execuções. Para o Banco do Brasil, a decisão representa um duplo desafio: o ônus de provisionar perdas em seus balanços — já pressionados pela alta inadimplência no crédito rural — e a necessidade de revisar critérios de concessão de empréstimos para produtores em regiões vulneráveis climaticamente. Especialistas do setor bancário ouvidos pela reportagem destacam que, em um cenário de juros altos e safras cada vez mais imprevisíveis, as instituições financeiras podem ser obrigadas a adotar modelos de crédito mais flexíveis, com garantias estendidas ou seguros agrícolas obrigatórios.

    O caso segue em andamento na Justiça mineira, mas já acende um alerta para o governo federal: a ausência de políticas públicas robustas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas no campo pode transformar a crise atual em um passivo social de proporções ainda maiores — não apenas para os produtores, mas para toda a cadeia de abastecimento do país.

  • GAFFFF 2026 expande fronteiras: Mato Grosso e São Paulo sediam maior festival agro global em julho e outubro

    GAFFFF 2026 expande fronteiras: Mato Grosso e São Paulo sediam maior festival agro global em julho e outubro

    Do centro urbano à fronteira agrícola: o GAFFFF chega ao coração do agro brasileiro

    Pela primeira vez em sua trajetória, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) — maior festival de cultura agro do mundo — desembarcará em Sorriso (MT), entre os dias 23 e 26 de julho de 2026. A escolha da Capital Nacional do Agronegócio marca um movimento estratégico: levar o evento para além dos grandes centros urbanos, diretamente ao território onde a produção agropecuária brasileira acontece em escala industrial. Em outubro, o festival retornará ao Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 1º e 2, consolidando sua terceira edição na cidade.

    Conexão global, impacto local: como o GAFFFF redefine o ecossistema agro

    Criado pela DATAGRO, consultoria agroindustrial com atuação em mais de 50 países, o GAFFFF já reuniu mais de 50 mil participantes em suas edições paulistas, transformando-se em uma plataforma internacional de conteúdo, relacionamento e negócios. Ao incluir Mato Grosso — estado que responde por cerca de 10% da produção agrícola brasileira — o festival aproxima investidores, produtores rurais e tecnólogos de duas das regiões mais dinâmicas do agronegócio nacional. A expectativa é superar 40 mil visitantes nas duas edições de 2026.

    Mais do que um festival: um hub de inovação para o futuro do agro

    O GAFFFF não se limita a palestras ou feiras: é um laboratório vivo que debate desde a agricultura de precisão até mercados internacionais. Ao integrar Sorriso e São Paulo, o evento reforça sua posição como ponte entre a produção rural e as soluções globais, atraindo desde pequenos produtores até gigantes do setor. Em 2026, o desafio será transformar a experiência em resultados tangíveis para um setor que, segundo projeções da DATAGRO, deve movimentar R$ 2,5 trilhões no Brasil.

    O que esperar das edições 2026

    A edição mato-grossense promete destacar a agricultura tropical e a logística de fronteira, enquanto a volta a São Paulo — tradicionalmente um polo de negócios — será marcada por painéis sobre sustentabilidade, crédito rural e transformação digital. Com patrocínios de peso e parcerias com entidades como a Soybean Innovation Lab e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o GAFFFF 2026 se prepara para ser o maior encontro agro do mundo — não apenas em público, mas em impacto.

  • Porsche abandona meta de 400 mil carros para priorizar lucro e corta metade da produção

    Porsche abandona meta de 400 mil carros para priorizar lucro e corta metade da produção

    Fim de uma era de expansão agressiva

    A Porsche rompe com seu legado de crescimento desenfreado ao abandonar a meta histórica de 400 mil unidades anuais — estabelecida pela gestão anterior — e reduzir sua produção global para 200 mil veículos. A virada estratégica, anunciada nesta sexta-feira (29/05/2026), sinaliza um recuo tático para priorizar a saúde financeira da empresa, cuja margem operacional despencou nos últimos trimestres.

    Crise de vendas e elétricos em xeque

    A decisão da diretoria, liderada pelo novo presidente executivo Michael Leiters, é uma resposta direta à queda vertiginosa nas vendas nos dois maiores mercados da marca: Estados Unidos e China. Além disso, a linha de veículos elétricos da Porsche — até então apresentada como o futuro da empresa — vem registrando desempenho comercial aquém das expectativas, agravando a pressão por resultados.

    Reforma corporativa: cortes profundos e reestruturação radical

    O pacote de medidas inclui demissões em massa, com potencial eliminação de até 25% dos postos de trabalho no centro de desenvolvimento de Weissach, além da fusão de departamentos e revisão da estrutura de vendas globais. A Porsche busca recuperar margens operacionais entre 10% e 15%, patamar que a gestão atual considera insustentável com o modelo atual de volume excessivo e custos elevados.

    Consequências e sinais do mercado

    Analistas do setor automotivo veem a reestruturação como um reflexo de um setor em transformação, onde a busca por rentabilidade supera a obsessão por vendas brutas. A medida pode pressionar fornecedores e impactar a cadeia de produção na Alemanha, mas também envia um sinal claro aos acionistas: a Porsche, embora icônica, não está imune às leis do mercado.

  • Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Stellantis — grupo que controla as marcas Jeep, Fiat e Peugeot — pode ter ‘revelado’ sem querer os contornos do que deve ser a próxima geração do Jeep Renegade. Em slides apresentados durante um evento corporativo, chamou atenção a imagem de um SUV com linhas retas e tom verde, fotografado de três quartos dianteiro. Sem quaisquer especificações técnicas ou identificação oficial, a foto levanta uma pergunta intrigante: seria esse o tão aguardado Renegade 2028?

    O modelo atual do Renegade, já considerado veterano no mercado de SUVs compactos, teve sua produção encerrada em várias regiões, mas ganhou nova vida confirmada para o final desta década. Originalmente, o plano estratégico da Stellantis — então liderada pelo ex-CEO Carlos Tavares e alinhada ao projeto DareForward — previa o lançamento do sucessor para 2027. No entanto, com a revisão do plano FaSTLAne 2030 e a nomeação de um novo comando executivo, a data parece estar em aberto.

    O que se sabe (e não se sabe) sobre o ‘novo’ Renegade

    Ainda não há registros oficiais ou flagras do veículo em testes públicos, mas a Stellantis já confirmou que o Renegade — ao lado do Compass e do Commander — terá sua nova geração focada na América do Sul. Isso sugere uma estratégia de regionalização, possivelmente adaptando o modelo a terrenos e necessidades locais, como já feito com modelos como o Fiat Strada.

    O design angular, por sua vez, caminha na contramão da tendência atual de SUVs com linhas fluidas e aerodinâmicas. Se confirmado, o Renegade 2028 pode apostar em um visual mais robusto e utilitário, alinhado à proposta off-road da marca Jeep. Resta saber se a Stellantis manterá a identidade visual ‘quadrada’ ou se a imagem vazada foi apenas um protótipo inicial.

    Por que a antecipação pode fazer sentido?

    A antecipação do lançamento — se de fato houver — não seria surpreendente. A Stellantis tem enfrentado pressão no segmento de SUVs compactos, especialmente na América do Sul, onde o Compass e o Renegade são pilares de vendas. Além disso, a concorrência está cada vez mais acirrada, com rivais como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta ganhando espaço no mercado.

    Outro ponto a considerar é a eletrificação. Embora não haja menções a motores híbridos ou elétricos na imagem vazada, a Stellantis vem acelerando sua transição energética. Se o Renegade 2028 chegar antes de 2027, ele poderia incorporar tecnologias mais recentes, como sistemas híbridos plug-in ou até mesmo versões 100% elétricas em mercados específicos.

    Próximos passos: o que esperar?

    A expectativa é que a Stellantis esclareça o ‘vazamento’ nos próximos meses, possivelmente durante um evento dedicado ao Jeep ou no Salão do Automóvel de São Paulo, tradicionalmente realizado no segundo semestre. Até lá, resta aos entusiastas analisar cada detalhe da imagem vazada e especular sobre o futuro do compacto mais aventureiro da Jeep.

    Uma coisa é certa: se o Renegade 2028 confirmar sua chegada antes de 2027, a marca estará sinalizando não apenas uma atualização de design, mas uma estratégia mais agressiva para reconquistar um segmento que já foi seu forte.

  • Ordenha Brasil: Scot Consultoria mapeia fazendas leiteiras de alta performance para impulsionar eficiência no setor

    Ordenha Brasil: Scot Consultoria mapeia fazendas leiteiras de alta performance para impulsionar eficiência no setor

    A pecuária leiteira brasileira enfrenta um paradoxo: nunca produziu tanto, mas nunca as margens foram tão apertadas. Com custos operacionais em alta e demanda crescente por eficiência, o setor vive uma transformação silenciosa, onde a profissionalização deixou de ser um diferencial para se tornar questão de sobrevivência. Nesse cenário, o lançamento do Ordenha Brasil pela Scot Consultoria surge como uma resposta estratégica, inspirada no sucesso do Confina Brasil, mas agora voltada para o segmento de alta performance leiteira.

    Diagnóstico profundo para um setor em transição

    O projeto, apresentado publicamente no dia 28 de maio de 2026 durante evento da MSD Saúde Animal em Atibaia (SP), tem como missão percorrer grandes fazendas leiteiras do país — aquelas com produção superior a 15 mil litros diários — para coletar indicadores produtivos, financeiros, operacionais e tecnológicos. A iniciativa busca construir um retrato inédito daquilo que, até então, o setor não possuía: benchmarks precisos e referências concretas para orientar produtores na tomada de decisão.

    Do diagnóstico à ação: como os dados podem redefinir a competitividade

    A ausência de dados consolidados sobre as fazendas de alta performance sempre foi um gargalo para o setor. Enquanto o Confina Brasil se dedicou à pecuária de corte confinada, o Ordenha Brasil foca no leite — um segmento ainda mais pressionado pela volatilidade de preços e pela necessidade de escala. Ao mapear variáveis como custo por litro, eficiência reprodutiva, adoção de tecnologias e gestão financeira, o projeto pretende oferecer aos produtores ferramentas para reduzir desperdícios, otimizar recursos e, sobretudo, provar que a eficiência pode ser compatível com sustentabilidade.

    O timing certo: crise de preços e busca por profissionalização

    O lançamento do Ordenha Brasil não é casual. Em 2026, o setor leiteiro enfrenta um cenário de preços instáveis, com margens comprimidas entre produtores e laticínios. A crise, agravada pela alta dos insumos e pela concorrência de importações, exige respostas rápidas. Nesse contexto, iniciativas como essa ganham relevância ao fornecer informações acionáveis — não apenas dados brutos, mas análises que permitam aos produtores comparar sua performance com a de seus pares.

    Impacto esperado: da fazenda ao mercado

    O sucesso do Ordenha Brasil poderia representar um divisor de águas para a cadeia leiteira. Ao criar uma base de dados robusta e transparente, o projeto não apenas ajuda os produtores a identificar gargalos, mas também pode influenciar políticas públicas, estratégias de investimento e até mesmo a negociação de contratos comerciais. Afinal, em um mercado cada vez mais globalizado, quem tiver acesso a informações de qualidade terá vantagem competitiva.

  • Arroba do boi gordo supera R$ 360/@: mercado se recupera com exportações recorde e demanda chinesa

    Arroba do boi gordo supera R$ 360/@: mercado se recupera com exportações recorde e demanda chinesa

    O mercado brasileiro da carne bovina dá sinais claros de recuperação em 29 de maio de 2026, com a arroba do boi gordo ultrapassando a barreira dos R$ 360/@ em diversas regiões do país. Após semanas de correção de preços e pressão da indústria frigorífica, o cenário mudou radicalmente graças a três fatores-chave: a oferta mais ajustada de animais terminados, embarques recordes de carne bovina e a expectativa crescente em torno da demanda internacional.

    Exportações batem recorde e sustentam a alta

    Dados recentes mostram que as exportações de carne bovina brasileira atingiram volumes inéditos nas últimas semanas, com embarques recordes para a China — principal destino da carne brasileira. Somente em maio de 2026, o volume exportado superou em 12% a média do mesmo período em 2025, segundo levantamentos preliminares de analistas do setor. Essa demanda aquecida reduz o excedente doméstico e, consequentemente, pressiona os preços do boi gordo para cima.

    Oferta ajustada e Copa do Mundo impulsionam consumo

    A terminação de animais também está mais controlada, com produtores retendo parte do gado para aguardar melhores preços, o que reduz a oferta imediata no mercado físico. Além disso, o calendário esportivo deve dar novo fôlego ao mercado: a expectativa de consumo elevado durante a Copa do Mundo — que começa em junho — já é citada por frigoríficos como um fator adicional de sustentação dos preços. A combinação desses elementos cria um ambiente propício para a recuperação do setor.

    Analistas veem viés positivo, mas movimento ainda gradual

    Consultorias como a Safras & Mercado e a Scot Consultoria destacam que, embora o movimento de alta ainda seja gradual, os fundamentos do mercado estão sólidos. “A recuperação não é mais uma hipótese, mas uma realidade consolidada”, afirmou um analista ouvido pela imprensa especializada. No entanto, o ritmo da alta dependerá da manutenção da demanda internacional e da capacidade dos produtores de ajustar a oferta nos próximos meses.