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  • Rio Grande do Sul ganha novo indexador do Boi Gordo com projeto da Angus para ampliar rastreabilidade

    Rio Grande do Sul ganha novo indexador do Boi Gordo com projeto da Angus para ampliar rastreabilidade

    O Indicador do Boi Datagro, referência de preços do boi gordo em nove estados brasileiros, chega ao Rio Grande do Sul (RS) por meio de um projeto liderado pela Associação Brasileira de Angus e seu Programa Carne Angus Certificada. A iniciativa, que será oficialmente apresentada no dia 9 de junho durante a 6ª etapa do circuito do Indicador DATAGRO na Estrada 2026, marca a expansão do sistema para uma das regiões mais estratégicas da pecuária nacional: o Sul do país.

    Parceria com B3 e apoio institucional reforçam a estratégia

    A estreia do novo indexador na Farsul (Federação da Agricultura do Estado do RS), em Porto Alegre, conta com o apoio oficial da B3 e do Programa Carne Angus Certificada. O objetivo é ampliar a capilaridade do projeto, conectando produtores gaúchos a um mercado mais transparente e competitivo, além de fortalecer a rastreabilidade — um diferencial cada vez mais exigido por importadores e consumidores internacionais.

    Rastreabilidade como diferencial de mercado

    A pecuária brasileira, especialmente no RS, enfrenta pressões por sustentabilidade e transparência. O novo indexador, que já opera em estados como São Paulo, Mato Grosso e Bahia, chega para integrar produtores gaúchos ao mesmo padrão de precificação e certificação, alinhado às demandas globais por carne de qualidade. Com isso, o setor ganha não apenas em previsibilidade de preços, mas também em valorização da carne brasileira no exterior.

    O evento de lançamento, que acontece no dia seguinte ao marco atual (9/6), simboliza um passo decisivo para a modernização da pecuária gaúcha e sua integração a um sistema nacional de preços, rastreio e certificação — elementos-chave para a competitividade do setor.

  • Montadoras globais viram China como hub de exportação: quem são os carros produzidos lá e vendidos no mundo

    Montadoras globais viram China como hub de exportação: quem são os carros produzidos lá e vendidos no mundo

    Da joint venture ao exportador global: como montadoras estrangeiras se renderam à China

    No dia 8 de junho de 2026, o que começou como uma obrigação — fabricar veículos na China por meio de parcerias com fabricantes locais — transformou-se em uma estratégia de sobrevivência para montadoras globais. A queda de popularidade de marcas estrangeiras no mercado chinês, aliada à maturidade das joint ventures, levou essas empresas a inverterem a lógica: em vez de importar para vender localmente, passaram a produzir na China para exportar. Segundo dados compilados por analistas do setor, esse movimento é uma das poucas saídas para compensar as perdas enfrentadas no maior mercado automotivo do mundo.

    Modelos que você compra podem ser ‘feitos na China’ — mesmo que não seja uma marca local

    O fenômeno não se resume aos veículos das marcas chinesas. Na realidade, nomes como Volkswagen, Toyota, General Motors e até mesmo a Tesla já produzem — ou ampliaram a produção — de modelos na China para abastecer outros mercados. Um exemplo emblemático é o Volkswagen T-Roc, que, desde 2024, tem sua versão para exportação fabricada em uma joint venture com a SAIC Motor em Anting, na China. Outro caso é o Toyota Corolla Cross, produzido na província de Guangdong e exportado para a América Latina e África.

    Até mesmo marcas premium, como a BMW, seguem a tendência. O BMW X3 produzido na China já representa cerca de 30% das vendas globais do modelo, incluindo remessas para Europa e Brasil. A estratégia não é nova, mas ganhou novo fôlego com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que tornou a exportação uma alternativa mais atrativa do que a importação de componentes ou veículos prontos.

    Por que a China virou o ‘fundo do poço’ (ou a salvação) das montadoras?

    O paradoxo é que, enquanto as marcas chinesas avançam no exterior — com modelos como o BYD Dolphin chegando ao México e ao Sudeste Asiático —, as estrangeiras enfrentam retração em seu próprio território. Em 2025, pela primeira vez em duas décadas, as vendas de veículos importados na China caíram 8%, segundo a Associação de Fabricantes de Automóveis da China (CAAM). Nesse cenário, a exportação surge como uma tábua de salvação. A capacidade ociosa das fábricas chinesas, outrora projetadas para abastecer 30 milhões de veículos ao ano, agora é redirecionada para mercados emergentes, onde a demanda por carros baratos e tecnológicos ainda é alta.

    Ainda assim, especialistas alertam para riscos. A dependência excessiva da China como hub de exportação pode deixar as montadoras vulneráveis a flutuações cambiais, mudanças regulatórias ou até mesmo a uma eventual queda na qualidade percebida dos produtos fabricados no país. Para o consumidor final, a vantagem é clara: preços mais competitivos, mas com a ressalva de que a origem do veículo — e suas garantias — pode ser menos transparente do que se imagina.

    O que esperar para o futuro? Mais carros ‘Made in China’ nas ruas

    Com a China consolidando-se como o maior exportador de veículos do mundo em 2026 — superando o Japão pela primeira vez —, a tendência é que o fluxo de modelos estrangeiros produzidos localmente aumente. Analistas do setor preveem que, até 2028, cerca de 40% dos carros vendidos fora da China poderão ter sido fabricados no país, mesmo que ostentem marcas de empresas americanas, europeias ou japonesas. A pergunta que fica é: até quando os consumidores aceitarão essa realidade sem questionar a origem de seus automóveis?

  • Gabriel Gouveia vence Clássico Multiplan e Felipinho Juares é eleito melhor cavaleiro da Copa VillageMall 2026

    Gabriel Gouveia vence Clássico Multiplan e Felipinho Juares é eleito melhor cavaleiro da Copa VillageMall 2026

    Na última quarta-feira, 4 de junho de 2026, o hipismo brasileiro viveu um marco na Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro, durante a 13ª etapa da 4ª edição da Copa VillageMall de Hipismo, Concurso de Salto Nacional 5*. O destaque ficou por conta do mineiro Gabriel de Queiroz Gouveia, que, montando Ratzinger JMen, sagrou-se campeão do Clássico Multiplan a 1,45m ao ser o mais rápido no desempate, com um tempo de 37s03 em um percurso limpo.

    O desempate que definiu o campeão

    O vice-campeonato ficou com Sergio Marins, também de Minas Gerais, montando C Thunder JMen, que zerou em 37s44. Já o 3º lugar foi conquistado pelo paranaense Felipinho Juares de Lima, que defende São Paulo com Schweinsteiger, completando o percurso sem faltas em 40s80.

    Felipinho Juares: o melhor cavaleiro da competição

    Apesar da vitória de Gabriel Gouveia no Clássico Multiplan, foi Felipinho Juares quem levou o título de melhor cavaleiro do concurso, acumulando pontuações impressionantes ao longo da competição: 2º colocado na qualificatória do GP, vencedor do Desafio Indoor, 5º no GP VillageMall e, agora, campeão do Clássico. Como prêmio por seu desempenho, ele levou para casa um BMW 220M Sport, além do reconhecimento como o grande nome da edição.

    Hipismo brasileiro em ascensão

    A realização do evento na data de hoje reforça o crescimento do hipismo nacional, com provas cada vez mais técnicas e disputadas. A Copa VillageMall, em sua 4ª edição, continua a ser um dos principais palcos para os melhores cavaleiros e cavalos do Brasil, atraindo patrocinadores e ampliando a visibilidade da modalidade no mercado esportivo.

  • USDA decreta emergência sanitária: mosca-da-bicheira avança no Texas e ameaça pecuária e animais domésticos

    USDA decreta emergência sanitária: mosca-da-bicheira avança no Texas e ameaça pecuária e animais domésticos

    EUA em alerta: parasita mortal salta de bovinos para cães no Texas

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em comunicado oficial emitido na última semana, confirmou a disseminação da mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax), um parasita de alto poder destrutivo para a pecuária, em novos focos no estado do Texas. A praga, que já dizimava rebanhos bovinos, registrou seu primeiro caso em um cachorro doméstico, elevando o alerta sanitário a um patamar crítico.

    Até esta segunda-feira (8 de junho de 2026), as autoridades texanas contabilizam quatro ocorrências ativas da doença desde o início do mês, com vítimas em dois condados distantes entre si: La Salle e Andrews. A infecção mais recente, registrada em um bezerro de três semanas, acendeu o sinal vermelho para a cadeia produtiva de carne americana, já fragilizada por surtos anteriores.

    Plano emergencial contra a mosca-da-bicheira: o que está em jogo?

    Diante do cenário, o USDA anunciou um plano de erradicação biológica, que inclui o uso de tecnologias de controle populacional do inseto — como a liberação de machos estéreis — e monitoramento intensivo em propriedades rurais. A praga, que deposita ovos em feridas abertas de animais, pode matar hospedeiros em até 10 dias, gerando prejuízos milionários.

    O risco de alastramento para outros estados americanos, como Oklahoma e Louisiana — regiões com forte atividade pecuária —, mantém a Casa Branca em estado de alerta. Especialistas alertam que, sem ações imediatas, a mosca-da-bicheira pode se tornar uma ameaça nacional, similar ao surto de febre aftosa na década de 2000.

    Impacto econômico e consequências para donos de animais

    O caso do cachorro infectado em Andrews, único registro em pet no país, expõe uma nova frente de batalha para veterinários e tutores. Embora raro, a transmissão para cães — que também podem ser hospedeiros — exige atenção redobrada em áreas afetadas. A doença, conhecida por causar necrose tecidual, já levou à eutanásia de animais em surtos anteriores no México e na América Central.

    Produtores rurais do Texas, por sua vez, enfrentam um duplo desafio: proteger o rebanho e evitar embargos internacionais. Países como China e Japão, principais importadores de carne americana, já haviam elevado barreiras sanitárias após casos esporádicos da praga em 2024. Agora, com a confirmação de novos focos, o temor é de restrições comerciais ainda mais severas.

  • Felipe Juares domina Desafio Indoor no Villagemall com tempo recorde de 38s60

    Felipe Juares domina Desafio Indoor no Villagemall com tempo recorde de 38s60

    O Desafio Indoor, realizado em 6 de junho de 2026, marcou mais uma etapa da novidade trazida pelo Circuito Indoor 2026, que soma quatro provas ao longo do ano. Desta vez, a disputa a 1.40 metros no Concurso de Salto Nacional 5* Villagemall — sediado na Sociedade Hípica Brasileira (SHB), no Rio — serviu também como qualificativa para o Clássico 1.45m, realizado no dia seguinte (7/6).

    Traçado de alto nível impõe desafios inéditos

    A course-designer internacional Marina Azevedo idealizou um percurso técnico que exigiu precisão dos 36 conjuntos inscritos. Dos dez que avançaram ao desempate, oito zeraram a prova, evidenciando a qualidade do plantel e a dificuldade do traçado. A estreia do circuito já sinaliza um salto de qualidade na temporada hípica brasileira.

    Felipe Juares e HVM Zaha JC: união vencedora

    Felipe Juares de Lima, montando a égua HVM Zaha JC (11 anos, filha de Zirocco Blue VDL em Landjonker), cravou o tempo de 38s60 — único a concluir a prova abaixo dos 39 segundos. A parceria, propriedade de Romero Costa de Albuquerque, mostrou-se imbatível em um dos momentos mais disputados da prova. A vitória reforça a competitividade do esporte nacional e o potencial da pecuária brasileira no mercado global.

  • Governo federal amplia Move Agrícola para R$ 14 bilhões e lança R$ 21 bilhões em crédito para frota de veículos

    Governo federal amplia Move Agrícola para R$ 14 bilhões e lança R$ 21 bilhões em crédito para frota de veículos

    Mais recursos para o campo: crédito de R$ 14 bilhões em máquinas agrícolas

    O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, a ampliação do programa Move Agrícola de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões. A medida, divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura da 20ª Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), tem como objetivo facilitar o acesso de produtores rurais a tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas. Os financiamentos já estão disponíveis no sistema bancário e oferecem juros de 9,5% ao ano, além de um ano de carência e prazo de até cinco anos para pagamento.

    Frota de veículos também recebe R$ 21 bilhões em crédito

    Em paralelo, o governo lançou uma nova etapa do programa de renovação de frota, agora com R$ 21 bilhões em crédito. Desse montante, R$ 2 bilhões serão destinados à renovação de veículos usados, enquanto os R$ 19 bilhões restantes financiarão a aquisição de caminhões e implementos rodoviários. Alckmin destacou que a primeira fase do programa já contratou recursos em cerca de 30 dias, demonstrando a agilidade na execução.

    Impacto econômico e expectativas do setor

    A ampliação dos recursos chega em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, que enfrenta pressões por modernização e redução de custos. Com a oferta de crédito a juros atrativos, o governo busca impulsionar a produtividade no campo e reduzir a dependência de maquinário obsoleto. Analistas do setor apontam que a medida pode acelerar a recuperação de investimentos no setor, especialmente em regiões com forte presença agrícola, como o Centro-Oeste e o Matopiba. A expectativa é de que os novos recursos também beneficiem a indústria nacional de máquinas e equipamentos, que tem sofrido com a concorrência de importações.

  • Yaris Cross blindado supera preço de Corolla Cross híbrido: o que explica a disparada de R$ 80 mil?

    Yaris Cross blindado supera preço de Corolla Cross híbrido: o que explica a disparada de R$ 80 mil?

    Blindagem do Yaris Cross: luxo ou armadilha?

    Na data de hoje, um anúncio na plataforma Webmotors chamou a atenção por apresentar um Toyota Yaris Cross modelo XRE blindado por R$ 240.888 — um salto de quase R$ 80 mil em relação ao preço de fábrica, que varia entre R$ 149.990 e R$ 189.990. A justificativa para o valor elevado está clara: a blindagem, oferecida pela Toyota em parceria com a empresa Carbon. No entanto, há um detalhe que pode surpreender muitos compradores: essa modificação anula a garantia oficial da fabricante.

    Por que a blindagem afeta a garantia do Yaris Cross?

    A Toyota permite alterações na carroceria em apenas quatro modelos: Corolla, Corolla Cross, SW4 e Hilux. O Yaris Cross, lançado no Brasil no início de 2026, não está nessa lista, o que significa que qualquer intervenção estrutural — como a blindagem — é feita por conta e risco do proprietário. Segundo especialistas, a blindagem, que custa mais de R$ 100 mil na Carbon, também impacta no desempenho do veículo, aumentando o peso e, consequentemente, o consumo de combustível e reduzindo a potência.

    Alternativas no mesmo valor: o que os R$ 240 mil podem comprar?

    Com o valor gasto em um Yaris Cross blindado, o consumidor poderia optar por opções mais potentes ou espaçosas, como o GWM Haval H6, Jeep Compass ou até mesmo o Toyota Corolla Cross híbrido, que, embora seja um modelo oficial da fabricante, não tem garantia afetada por blindagem. Essa discrepância de preços levanta uma questão: a blindagem do Yaris Cross é um investimento seguro ou um gasto desnecessário?

    O que os especialistas dizem?

    Engenheiros automotivos alertam que, além da perda de garantia, a blindagem pode comprometer a segurança passiva do veículo, uma vez que as estruturas originais são projetadas para absorver impactos de forma específica. A Toyota, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas da Carbon confirmam que o serviço é realizado com materiais certificados, embora não haja garantia sobre a integridade da carroceria após a instalação.

  • Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja: 91 dias para conter ferrugem asiática e proteger R$ 60 bi em safra

    Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja: 91 dias para conter ferrugem asiática e proteger R$ 60 bi em safra

    Trégua obrigatória na maior fronteira agrícola do país

    A segunda-feira (8) marcou o início do vazio sanitário da soja em Mato Grosso, período de 91 dias em que nenhum cultivo da leguminosa é permitido no estado. A medida, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Sedru) e fiscalizada pela Famato, tem como alvo principal as chamadas plantas voluntárias — aquelas que brotam espontaneamente após a colheita, também conhecidas como tigueras. O objetivo é erradicar esses focos verdes antes que sirvam de hospedeiros para a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), fungo que, segundo a Embrapa, pode reduzir a produtividade em até 90% em lavouras infectadas.

    Por que o vazio sanitário é a arma mais eficaz contra a ferrugem

    A ferrugem asiática, detectada pela primeira vez no Brasil em 2001, já causou prejuízos superiores a R$ 28 bilhões à agricultura nacional, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em Mato Grosso — maior produtor nacional, responsável por 35% da safra brasileira — a doença é monitorada 24 horas por dia pela rede de alerta fitossanitário. Durante o vazio sanitário, que se estende até 7 de setembro, drones, técnicos da Emater-MT e fiscais estaduais percorrerão plantações, beiras de estradas e armazéns para garantir que não reste nenhum vestígio de soja viva. A multa por descumprimento pode chegar a R$ 100 mil por hectare irregular.

    Impacto econômico: proteger R$ 60 bilhões em 2026

    A safra 2025/26 de Mato Grosso, estimada em 46 milhões de toneladas de soja, gerou receitas de R$ 60 bilhões aos produtores. Com a ferrugem asiática em expansão — já registrada em 15 estados brasileiros — o vazio sanitário torna-se ainda mais crítico. “Eliminar as plantas voluntárias é a única forma de quebrar o ciclo do fungo. Se não fizermos isso, a próxima safra pode ser dizimada antes mesmo de começar”, alerta o engenheiro agrônomo José Fernando Pimentel, da Famato. Além da ferrugem, o vazio sanitário também reduz a pressão de outras pragas, como o percevejo e a lagarta da soja, otimizando o uso de defensivos agrícolas na próxima temporada.

  • Reynoso domina GP VillageMall e acelera busca por vaga no Odesur 2026

    Reynoso domina GP VillageMall e acelera busca por vaga no Odesur 2026

    Em meio a 29 conjuntos participantes, o GP VillageMall (1,55m) realizado no último dia 6 de julho consolidou José Roberto Reynoso Fernandez Filho como o grande nome da competição. Com apenas 8 anos de idade, seu cavalo Cornet Shot JMen II superou desafios técnicos e cronométricos para fechar a prova em 50s04, dois segundos à frente do vice-campeão Ricardo Coelho Junior com Deviana 3K.

    Seletiva sul-americana e foco no Odesur 2026

    A vitória não se limitou ao pódio: o GP VillageMall serviu como a 3ª seletiva para o Sul-Americano de Hipismo 2026, evento que determinará os representantes brasileiros nos Jogos Odesur. Reynoso, hexacampeão brasileiro Senior Top e campeão do Odesur 2022, reforçou seu protagonismo ao zerar os dois percursos idealizados por Marina Azevedo na Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro.

    Planos ambiciosos para a temporada internacional

    Após a conquista, Reynoso não escondeu suas ambições: “Nos Jogos do Odesur, sem dúvida, é um prazer representar o país. Se Deus quiser, após o torneio, fecharemos uma temporada na Europa para buscar classificação em um Pan-Americano”, declarou o atleta. A declaração reflete não apenas uma trajetória vitoriosa, mas também a estratégia do hipismo brasileiro em escalar posições no cenário global.

  • Após desabamento de aviário e fraudes, produtor de Bragança Paulista reconstrói negócio com biosseguridade e sucessão familiar

    Após desabamento de aviário e fraudes, produtor de Bragança Paulista reconstrói negócio com biosseguridade e sucessão familiar

    Do fracasso na fruticultura ao desafio na avicultura: uma trajetória de resiliência

    Odair Tofanin, natural de Jarinu (SP), carregava na memória as tardes passadas entre os parreirais de uva da infância, onde ele e os irmãos ajudavam os pais nos tempos de colheita. Em 1996, assumiu sozinho o Sítio Santa Luzia, uma propriedade que, à época, mal dava para sustentar a família. A virada veio com a transição para a avicultura de corte em 2005, quando o produtor percebeu o potencial da atividade em uma região com infraestrutura favorável e demanda crescente por proteína animal.

    O desastre que quase paralisou a história familiar

    Na tarde de 22 de maio de 2026 — há menos de vinte dias —, um desabamento parcial do aviário principal do Sítio Santa Luzia não apenas ceifou a vida de 42 mil aves como também expôs uma fraude cometida pela construtora responsável pela obra. O acidente, que poderia ter vitimado funcionários e animais, deixou um prejuízo estimado em R$ 1,8 milhão, incluindo perdas com a produção interrompida e danos à infraestrutura. “Foi um golpe duro, mas não o suficiente para nos derrubar”, relata Diego Tofanin, filho de Odair e atual gerente da propriedade.

    Biosseguridade e sucessão familiar: os pilares do recomeço

    Enquanto a construtora tentava se eximir da responsabilidade, Odair e Diego investiram em um plano de recuperação baseado em dois pilares: biosseguridade rigorosa e planejamento sucessório. A biosseguridade, hoje, é tratada como prioridade absoluta no Sítio Santa Luzia, com protocolos de higienização revisados e instalações adaptadas para evitar novos incidentes. Paralelamente, a sucessão familiar ganhou contornos estratégicos: Diego, que já atuava na gestão, assumiu formalmente a liderança do negócio, enquanto Odair focou na capacitação da equipe e na busca por parcerias com universidades para inovação em genética aviária.

    Lições para o agronegócio: crise como oportunidade

    O caso do Sítio Santa Luzia ressoa como um alerta para o setor avícola brasileiro, especialmente em um cenário de volatilidade de preços e pressões ambientais. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a crise enfrentada pela família Tofanin evidencia a importância de planos de contingência robustos e de uma governança familiar clara. “A avicultura moderna exige mais do que técnica; exige resiliência e visão de longo prazo”, afirma a engenheira agrônoma Marina Silva, consultora em gestão rural. Para Odair, a lição é simples: “A gente não planta só grãos ou cria só galinhas. A gente planta confiança e colhe futuro”.