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  • MAPA discute restrições a antimicrobianos na agropecuária: o que muda para exportações brasileiras?

    MAPA discute restrições a antimicrobianos na agropecuária: o que muda para exportações brasileiras?

    Restrições a antimicrobianos: um debate com viés exportador

    Na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) enfrentou novo capítulo no debate sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Entidades do setor, incluindo a Phibro Saúde Animal, vêm pressionando por ajustes regulatórios não para banir substâncias como a monensina ou a virginiamicina, mas para alinhar os protocolos brasileiros aos requisitos de importadores estratégicos — sobretudo a União Europeia e o Reino Unido.

    O que está em jogo para os produtores?

    Com a crescente demanda por carne e laticínios brasileiros no exterior, a harmonização das normas se tornou uma questão de competitividade. A Europa, principal destino das exportações brasileiras de proteína animal, exige limites mais rígidos a certas moléculas, o que afeta diretamente o manejo sanitário e nutricional das fazendas. A Phibro Saúde Animal, empresa do ramo, alerta que a desinformação está gerando pânico entre produtores, nutricionistas e veterinários, que temem perder acesso a insumos essenciais.

    Tecnologia e regulação: um equilíbrio necessário

    Contrariando a narrativa de que o Brasil estaria se rendendo a pressões internacionais, o debate técnico revela um esforço para modernizar a agropecuária brasileira. A adoção de tecnologias como a blockchain para rastreabilidade de insumos e a biotecnologia aplicada a probióticos são citadas como alternativas para reduzir a dependência de antimicrobianos sem comprometer a produtividade. No entanto, a transição exige investimentos em pesquisa, treinamento de mão de obra e adequação de infraestrutura — um desafio que o MAPA e o setor privado ainda não equacionaram completamente.

    Consequências para o agro brasileiro

    A não conformidade com os padrões europeus pode resultar em barreiras não tarifárias, como suspensão de exportações ou sobretaxas. Para um setor que faturou US$ 41,6 bilhões com exportações em 2025 (dados da ABPA), o risco é bilionário. Enquanto isso, a Phibro Saúde Animal defende que a solução passa por um diálogo transparente entre governo, indústria e cientistas, com foco em dados epidemiológicos e não em imposições unilaterais.

  • Governo reabre cotas de isenção para elétricos importados; Anfavea critica manutenção de alíquotas altas em modelos prontos

    Governo reabre cotas de isenção para elétricos importados; Anfavea critica manutenção de alíquotas altas em modelos prontos

    Medida temporária visa modernizar frota, mas industria local critica manutenção de barreiras

    Em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (24/06/2026), o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) reativou as cotas de importação com alíquota zero para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), com validade a partir de 1º de julho de 2026. O teto de isenção foi fixado em US$ 463 milhões, mesmo valor do lote anterior, que havia expirado no início do ano.

    Alíquotas mantidas para modelos prontos e componentes SKD

    Apesar da abertura para kits, o governo manteve o cronograma original de elevação tributária para veículos elétricos e híbridos montados: a partir de julho de 2026, esses modelos passarão a pagar alíquota cheia de 35%. Para componentes CKD, a tarifa máxima só será aplicada em 1º de janeiro de 2027, mas até lá, volumes excedentes pagarão 14%. Já a importação de carros totalmente montados não contará com qualquer tipo de cota isenta, segundo determinações do Gecex.

    Anfavea aponta contradições na política industrial

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu à decisão, classificando-a como contraditória. Em nota, a entidade argumentou que, enquanto o governo abre espaço para importação de kits com isenção fiscal, mantém barreiras elevadas para modelos prontos — justamente aqueles que representariam maior concorrência à produção nacional. “A medida não alinha incentivos à transição energética com a competitividade da indústria brasileira”, declarou a associação.

    Objetivo declarado: descarbonização em velocidade acelerada

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a renovação das cotas busca impulsionar a modernização da frota nacional e colaborar com as metas de redução de emissões de CO₂. A pasta destacou que, entre janeiro e maio de 2026, a importação de veículos elétricos e híbridos representou menos de 2% do total de licenciamentos no país, sinalizando um ritmo lento na adoção da tecnologia. “Precisamos criar condições para que o Brasil não fique para trás na corrida pela eletrificação”, afirmou um porta-voz do ministério.

    Contexto internacional e impactos no setor

    A decisão ocorre em um momento de forte expansão da produção chinesa de veículos elétricos, com empresas como a BYD desembarcando modelos no Porto de Suape (PE) — conforme imagens divulgadas em galeria paralela à notícia. Enquanto isso, a indústria automotiva brasileira, que ainda depende majoritariamente de motores a combustão, enfrenta pressão para se adaptar. Especialistas do setor apontam que a manutenção das alíquotas altas para modelos prontos pode limitar a oferta de opções acessíveis ao consumidor, retardando a transição energética.

  • Amazon Basics estreia no Brasil: o que muda para consumidores e empresas com a chegada da marca própria da Amazon

    Amazon Basics estreia no Brasil: o que muda para consumidores e empresas com a chegada da marca própria da Amazon

    Expansão estratégica da Amazon no mercado brasileiro

    Em um movimento que reforça sua estratégia de dominar o varejo eletrônico no Brasil, a Amazon lançou, na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, sua marca própria Amazon Basics. Com centenas de itens nas categorias casa, escritório, esportes e pet shop, a gigante do comércio eletrônico busca competir diretamente com marcas consolidadas no mercado brasileiro, oferecendo produtos a preços geralmente mais acessíveis.

    Vantagens exclusivas para membros Prime

    Os consumidores que são membros Amazon Prime terão benefícios adicionais ao comprar produtos da linha Amazon Basics. Além da entrega rápida — com possibilidade de recebimento no mesmo dia ou no dia seguinte à compra —, os clientes contam com descontos de 15% em determinados itens da marca. A Amazon também destaca que os produtos estão armazenados em centros de distribuição no Brasil, o que agiliza a logística e reduz prazos de entrega.

    O que esperar da Amazon Basics no mercado nacional

    A chegada da Amazon Basics ao Brasil marca a estreia da marca no país, que já existe desde 2009 em outros mercados. Os produtos incluem itens essenciais do dia a dia, como cabides, almofadas, caixas organizadoras, ferramentas, cabos HDMI, Ethernet, mouses e fones de ouvido. A estratégia da Amazon é atrair consumidores que buscam qualidade a preços competitivos, além de fidelizar clientes com os benefícios do programa Prime.

  • GWM Ora 5 elétrico chega ao Brasil por R$ 159 mil e desafia SUVs a combustão e até o ‘irmão’ Ora 03

    GWM Ora 5 elétrico chega ao Brasil por R$ 159 mil e desafia SUVs a combustão e até o ‘irmão’ Ora 03

    Elétrico mais barato que SUVs a combustão

    Na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, a GWM oficializou o lançamento do Ora 5 no Brasil, um SUV elétrico que chega ao mercado com um preço de R$ 159 mil — valor inferior ao de diversos concorrentes a combustão, como o VW T-Cross (a partir de R$ 169 mil) e o Honda HR-V (R$ 170 mil). A estratégia mira justamente no segmento de SUVs compactos, tradicionalmente dominado por motores a gasolina ou flex, mas agora com a pressão crescente dos elétricos chineses.

    Ora 5 vs. Ora 03: briga de preços dentro da própria marca

    O diferencial mais agudo está no valor: o Ora 5 é R$ 10 mil mais barato que o Ora 03, o hatch elétrico que a GWM já oferece no Brasil. A comparação, no entanto, revela trade-offs claros. Enquanto o Ora 03 tem 4,36 m de comprimento e autonomia de 389 km (Inmetro), o Ora 5 mede 4,47 m e entrega 349 km — números que refletem o foco em espaço interno e praticidade, características de SUVs. Além disso, o novo modelo conta com motor de 204 cv (contra 177 cv do 03) e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7s, contra 8,5s do hatch.

    Tecnologia e conforto como armas de venda

    O Ora 5 não se limita ao preço baixo para atrair consumidores. Seu interior inclui duas telas digitais — 10,25″ no painel e 14,6″ no centro — sistema de som com carregador por indução, teto solar panorâmico e câmeras 360°, recursos que até recentemente eram exclusivos de modelos premium. O pacote de assistentes de direção (como frenagem automática e controle de cruzeiro adaptativo) também equipara o modelo a rivais mais caros, como o BYD Dolphin (R$ 189 mil), que oferece autonomia superior (420 km).

    O que isso significa para o mercado brasileiro?

    A entrada do Ora 5 acirra a competição no segmento de elétricos compactos, onde a BYD já domina com o Dolphin e o compacto Seagull. Para os consumidores, a novidade representa mais uma opção em um mercado que ainda engatinha na transição energética: segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), os elétricos representaram apenas 3% das vendas em 2025. A GWM, contudo, aposta que o preço competitivo e o design de SUV podem acelerar a adesão, especialmente em cidades onde a infraestrutura de recarga ainda é incipiente.

    Ainda é cedo para cravar se o Ora 5 vai desbancar o Ora 03 ou se a marca conseguirá sustentar a promessa de preço baixo a longo prazo — sobretudo após a queda recente do dólar, que poderia pressionar os custos de importação. Uma coisa é certa: a batalha pelo bolso do brasileiro, entre elétricos e combustão, acaba de ficar mais acirrada.

  • Anatel fecha acordo com marketplaces para banir minicelulares não homologados

    Anatel fecha acordo com marketplaces para banir minicelulares não homologados

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fechou acordo ontem (23/06) com sete dos maiores marketplaces brasileiros para eliminar anúncios de minicelulares não homologados. A medida visa combater a comercialização de dispositivos que, além de irregulares, são frequentemente associados à comunicação clandestina em presídios.

    Minicelulares: proibidos desde 2017 e com riscos técnicos

    Os aparelhos, que imitam designs clássicos como o Nokia 3310, são comercializados ilegalmente no Brasil há quase uma década. Segundo a Anatel, os minicelulares não passam por testes de segurança — como níveis de radiação, integridade de baterias e riscos elétricos — o que pode expor usuários a perigos desconhecidos. A proibição foi estabelecida em maio de 2017, mas a fiscalização enfrentava obstáculos pela facilidade de venda online.

    Marketplaces assumem compromisso de ‘tolerância zero’

    Amazon, Mercado Livre, Shopee, Magalu, Casas Bahia, Carrefour e Temu aderiram ao acordo, comprometendo-se a remover imediatamente qualquer anúncio de minicelulares não homologados. A fiscalização será automatizada e baseada em listas atualizadas da Anatel, que incluem modelos identificados como irregulares. Empresas que descumprirem o acordo poderão enfrentar sanções administrativas.

    Impacto para consumidores e segurança pública

    Além dos riscos técnicos, os minicelulares são ferramentas recorrentes em esquemas de comunicação dentro de presídios, segundo relatórios de segurança pública. A medida da Anatel pode reduzir a oferta desses dispositivos, mas especialistas alertam para a necessidade de ações coordenadas entre plataformas, autoridades e fabricantes de telefones legais para evitar brechas no mercado.

  • Governo federal lança cadastro nacional de 2,9 milhões de celulares roubados: como verificar se seu aparelho está na lista

    Governo federal lança cadastro nacional de 2,9 milhões de celulares roubados: como verificar se seu aparelho está na lista

    Na última quarta-feira (24/06/2026), o Governo Federal lançou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), um cadastro nacional que já reúne 2,9 milhões de aparelhos reportados como roubados, furtados ou perdidos. A iniciativa, integrada ao programa Celular Seguro, passa a funcionar como uma política pública federal permanente, substituindo o modelo anterior de adesão voluntária por um sistema obrigatório e de abrangência nacional.

    Como funciona o BNCR: um sistema para combater o mercado ilegal de celulares

    O BNCR atua como uma base de dados centralizada, permitindo que qualquer cidadão verifique se um aparelho usado está registrado como irregular. Para isso, basta acessar o aplicativo Celular Seguro (disponível para iOS e Android) ou o site oficial, ambos vinculados à plataforma gov.br. Ao inserir o número de série (IMEI) do dispositivo, o sistema retornará se há restrições, facilitando a identificação de celulares roubados ou extraviados.

    Impactos práticos: recuperação de aparelhos e redução de fraudes

    Além de auxiliar na localização de dispositivos perdidos, o BNCR tem como objetivo reduzir o mercado paralelo de celulares. Com a consulta obrigatória antes de transações de compra e venda, espera-se diminuir a comercialização de aparelhos irregulares, um problema que afeta milhões de brasileiros anualmente. A medida também reforça a segurança jurídica para consumidores e operadoras de telecomunicações.

    Próximos passos: expansão e integração com operadoras

    O Governo Federal já sinalizou que, nos próximos meses, o BNCR será integrado às bases de dados das operadoras de telefonia. Isso permitirá que, ao tentar ativar um chip em um aparelho com restrição, o sistema bloqueie automaticamente o dispositivo. A previsão é que a funcionalidade esteja disponível até o final de 2026, ampliando ainda mais a eficácia da iniciativa.

  • Embrapa inaugura base de R$ 43,9 milhões no Maranhão para alavancar agro do Matopiba

    Embrapa inaugura base de R$ 43,9 milhões no Maranhão para alavancar agro do Matopiba

    Nova estrutura no campus Maracanã do IFMA

    A Embrapa deu início às obras de sua nova sede no Maranhão, construída em uma área de 22 hectares no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís. O projeto, intitulado “Uma Embrapa do tamanho que o Maranhão merece”, integra a reestruturação da Embrapa Maranhão e tem como objetivo centralizar e ampliar as capacidades de pesquisa e inovação para a agricultura regional.

    Investimento federal e impacto no Matopiba

    Com um aporte de R$ 43,9 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a obra representa um marco para o desenvolvimento científico do agronegócio no Matopiba — região que abrange o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A nova estrutura possibilitará avanços em tecnologias agrícolas adaptadas ao bioma local, além de fomentar a colaboração com instituições como o IFMA.

    Cerimônia contou com presença de autoridades

    A solenidade de lançamento, realizada no local da construção (Avenida dos Curiós, s/n, Vila Esperança, São Luís), reuniu a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; a diretora-executiva de Governança e Informação, Selma Beltrão; o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim; e representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de equipes técnicas e comunidade acadêmica. O evento destacou a importância da parceria público-privada para o setor agropecuário.

    O que esperar da nova sede

    A estrutura deve entrar em operação até 2028, com foco em pesquisas aplicadas a culturas como soja, milho, feijão e mandioca — principais commodities do Maranhão. A expectativa é que o centro se torne um polo de referência em inovação para a agricultura tropical, reduzindo a dependência de tecnologias importadas e impulsionando a produtividade local.

  • GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil: SUV elétrico desafia T-Cross e Creta com 349 km de autonomia

    GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil: SUV elétrico desafia T-Cross e Creta com 349 km de autonomia

    Expansão estratégica da GWM no segmento de SUVs

    A GWM Brasil oficializou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, o lançamento do Ora 5, seu primeiro SUV 100% elétrico no mercado nacional. O modelo chega às concessionárias com preço promocional de lançamento de R$ 159 mil, posicionando-se como alternativa aos compactos a combustão como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V.

    Especificações técnicas: potência e eficiência

    O Ora 5 é equipado com um motor elétrico dianteiro de 204 cv e torque instantâneo de 26,5 kgfm, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos. A bateria de íons de lítio com química LFP (fosfato de ferro-lítio) oferece capacidade nominal de 58,3 kWh, garantindo autonomia de até 349 km no ciclo WLTP.

    Estratégia de mercado e público-alvo

    A fabricante chinesa, que até então atuava no Brasil com o hatch Ora 03 e os híbridos da Haval, expande sua presença para uma das categorias mais competitivas do mercado. O Ora 5 chega em versão única com pacote fechado de equipamentos, focando no custo-benefício e na atração de consumidores que buscam transição para veículos elétricos sem abrir mão do espaço e praticidade dos SUVs compactos.

  • Exportações de algodão batem recorde em junho/26: Brasil desafia sazonalidade histórica

    Exportações de algodão batem recorde em junho/26: Brasil desafia sazonalidade histórica

    Quebra de paradigma: exportações agora são contínuas, não sazonais

    Desde 2026, o Brasil abandonou a lógica de concentrar embarques de algodão nos últimos meses do ano. Pesquisadores do Cepea apontam que a combinação entre estoques estratégicos e demanda internacional — especialmente em mercados como China e Bangladesh — mantém o ritmo de exportações em patamares recordes mesmo fora do pico de safra.

    Números que falam: volume já supera meses fracos e pressiona preços

    Segundo dados da Secex compilados até 20 de junho de 2026, os embarques de 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis do mês já superam a média histórica de junho. Embora esse valor represente uma queda de 49,6% em relação a maio — quando houve pico de escoamento —, o volume atual já é 22% superior ao registrado em junho de 2025, sinalizando uma nova dinâmica no mercado.

    O que mudou? A revolução silenciosa do agro brasileiro

    A regularidade das exportações reflete investimentos em logística, armazenagem e tecnologia de rastreamento, além da diversificação de compradores. Enquanto antes o Brasil dependia de safras concentradas no segundo semestre, hoje a pluma nacional chega ao exterior em ritmo constante, reduzindo a volatilidade de preços e consolidando o país como alternativa viável a fornecedores como EUA e Austrália.

    Consequências: quem ganha e quem perde com essa transformação

    Os ganhos são claros para tradings e cooperativas, que agora têm previsibilidade para planejar contratos a longo prazo. No entanto, a pressão sobre os preços da pluma — que já acumulam queda de 8% desde abril — pode reduzir a margem de lucro de pequenos produtores, especialmente em regiões com custos operacionais elevados, como o Mato Grosso.

  • Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Os dados da Cecafé revelam que o Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de 60 kg de café no período de julho de 2025 a maio de 2026 — uma queda de 18% em relação às 43 milhões de sacas embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25. A receita, no entanto, atingiu US$ 13,6 bilhões, praticamente estável frente aos US$ 13,7 bilhões do ciclo anterior.

    A queda no volume: menor produção e estoques enxutos

    Segundo o Cepea, o recuo nos embarques está diretamente ligado à combinação de dois fatores: a redução da produção na safra 2025/26 e os estoques nacionais historicamente baixos. A escassez de grãos disponíveis para exportação limitou o volume embarcado, ainda que a demanda internacional permanecesse aquecida.

    Preços altos compensam a redução física

    O cenário de preços elevados do café ao longo da temporada foi o principal responsável por manter a receita estável, apesar da queda no volume exportado. O valor médio do produto no mercado internacional se manteve em patamares superiores aos observados na safra anterior, assegurando que a redução física não impactasse negativamente o faturamento total.

    Perspectivas para o restante da safra

    Ainda não há projeções consolidadas para o fechamento da safra 2025/26, mas analistas do setor indicam que a continuidade dos preços altos dependerá da evolução da produção nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais e Espírito Santo, além das condições climáticas nos próximos meses.