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  • BAIC desembarcará no Brasil com Oswaldo Ramos à frente: executivo que trouxe GWM e Lotus agora mira a eletrificação nacional

    BAIC desembarcará no Brasil com Oswaldo Ramos à frente: executivo que trouxe GWM e Lotus agora mira a eletrificação nacional

    A chegada da BAIC ao Brasil deixou de ser especulação e ganha contornos oficiais. Em entrevista durante o E-Days 2026 — realizado na última semana de junho na capital paulista —, Oswaldo Ramos revelou que assumirá o cargo de Chief Operating Officer (COO) da montadora chinesa no país, liderando a operação desde sua fase inicial. A marca, ainda em fase de estruturação, não anunciou prazos para seu lançamento comercial, mas o movimento reforça a estratégia de expansão global da BAIC com foco no mercado latino-americano.

    Do zero à eletrificação: Ramos traz expertise de marcas já consolidadas no Brasil

    Ramos não é um nome desconhecido no setor automotivo brasileiro. O executivo foi peça-chave na estratégia de entrada da GWM no país, hoje uma das principais fabricantes de veículos elétricos e híbridos do segmento nacional. Além disso, atuou na consultoria que viabilizou a chegada da Lotus ao mercado brasileiro, consolidando sua reputação como especialista em internacionalização de marcas asiáticas.

    BAIC mira o vazio deixado pelos compactos elétricos no Brasil

    Durante o evento, Ramos destacou que a linha de produtos da BAIC — composta por elétricos compactos e SUVs eletrificados — foi um dos principais atrativos para sua contratação. “O desafio da BAIC me chamou a atenção porque enxergo uma lacuna no mercado brasileiro: a falta de opções acessíveis e tecnológicas nesse segmento”, afirmou. A estratégia da marca chinesa parece alinhar-se às tendências globais, onde os compactos elétricos têm ganhado espaço em mercados emergentes, como uma porta de entrada para a mobilidade sustentável.

    A ofensiva chinesa ganha ritmo: do Salão de Pequim à América Latina

    A ofensiva da BAIC rumo ao Brasil ganhou tração ainda no Salão de Pequim 2026, evento realizado em maio daquele ano, onde o mercado brasileiro foi destacado como um dos principais focos da montadora. À época, uma delegação brasileira — composta por representantes do governo e do setor automotivo — participou de reuniões estratégicas com executivos da BAIC, sinalizando interesse mútuo. A escolha de Ramos, com sua bagagem em operações locais, reforça a seriedade do projeto.

    O que esperar da BAIC no Brasil?

    Apesar da ausência de um cronograma oficial, analistas do setor apontam que a BAIC poderá apostar em parcerias locais para driblar barreiras como a infraestrutura de recarga e a concorrência acirrada. Com a crescente demanda por veículos elétricos no país — impulsionada por incentivos fiscais e pela pressão por redução de emissões —, a montadora chinesa chega em um momento propício, mas terá de enfrentar desafios como a dependência de importações e a adaptação ao gosto do consumidor brasileiro.

  • Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Falta de limpador traseiro: um risco em dias de chuva

    O Geely EX2 chega ao mercado brasileiro sem limpador traseiro de fábrica, o que prejudica drasticamente a visibilidade em condições de chuva — um problema crítico para segurança. Donos relatam que a opção, quando disponível como acessório, tem custo elevado e instalação pouco intuitiva, evidenciando um descuido da montadora em um item básico de conforto e segurança.

    Estepe fino e kit de reparo: economia questionável

    A ausência de um estepe convencional no porta-malas do EX2 é compensada por um kit de reparo de emergência, que muitos consideram insuficiente. A roda reserva fina e compacta, presente em algumas versões, sequer cumpre o papel de uma solução emergencial confiável, levantando dúvidas sobre o padrão de qualidade adotado pela Geely para o mercado brasileiro.

    Controle de cruzeiro adaptativo: privilégio das versões premium

    Enquanto a versão mais cara do EX2 oferece controle de cruzeiro adaptativo, os consumidores das faixas inferiores precisam se contentar com tecnologias menos avançadas. Essa segmentação de recursos — comum em veículos térmicos, mas questionável em elétricos — pode afastar potenciais compradores que buscam inovação mesmo em modelos de entrada.

    Falta de tomada 12V: adaptadores e gambiarras

    O EX2 não vem equipado com tomadas 12V de fábrica, obrigando donos a recorrer a adaptadores externos para conectar dispositivos como carregadores de celular ou compressores de pneus. Essa omissão, em um mercado onde até modelos de entrada já incluem essa funcionalidade, demonstra um descompasso entre as expectativas dos consumidores e o que a Geely oferece no hatch elétrico.

    Grade do radiador vulnerável: garantia em xeque

    Relatos de proprietários indicam casos de perfuração ou danos na grade do radiador do EX2, com relatos de recusa de cobertura por parte da garantia em algumas situações. O problema, que afeta a estética e a integridade do sistema de arrefecimento, reforça a necessidade de a fabricante revisar a resistência dos materiais usados no modelo, especialmente em um país com estradas irregulares como o Brasil.

    O EX2 lidera o mercado, mas precisa amadurecer

    Com 10.397 unidades emplacadas de janeiro a maio de 2026, o Geely EX2 é o terceiro carro elétrico mais vendido no Brasil, atrás apenas do BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini. Seu sucesso comercial, no entanto, não isenta a marca de críticas. Falhas como as listadas pelos donos — que vão de itens básicos ausentes a problemas de garantia — mostram que o hatch elétrico ainda tem um longo caminho a percorrer para se consolidar como uma opção verdadeiramente premium no segmento.

  • Pix por aproximação ganha recurso de exibição de saldo antes de pagar; veja como ativar

    Pix por aproximação ganha recurso de exibição de saldo antes de pagar; veja como ativar

    O Pix por aproximação, modalidade que permite pagamentos por aproximação de dispositivos como celulares e cartões, ganhou um recurso adicional nesta semana: a opção de exibir o saldo disponível antes da confirmação da transação. Até então, a operação só era concluída se houvesse fundos suficientes, mas agora o usuário pode antecipar essa verificação, evitando surpresas.

    Como funciona o novo recurso?

    A funcionalidade depende da conexão da conta bancária ou carteira digital ao Open Finance. Ao optar por compartilhar o saldo e o limite para transações, o consumidor recebe as informações em tempo real antes de concluir o pagamento via aproximação. Segundo o Banco Central, todas as autorizações devem ser feitas com total transparência, e o usuário pode revogar o acesso a qualquer momento.

    Ativação é simples, mas exige atenção

    Para habilitar o recurso, basta conectar a conta em uma carteira digital compatível (como PicPay, Mercado Pago ou bancos digitais) durante o cadastro ou nas configurações da ferramenta. O processo é semelhante ao compartilhamento de dados em outras plataformas de Open Finance, como empréstimos ou investimentos. A novidade já está disponível desde o dia 23 de junho de 2026, mas ainda não é adotada por todos os provedores.

    Segurança e praticidade em foco

    O Pix por aproximação já oferecia uma experiência próxima aos cartões sem contato, mas a falta de visibilidade do saldo podia gerar frustração em casos de saldo insuficiente. Agora, com a integração ao Open Finance, o recurso se aproxima ainda mais das funcionalidades de cartões, com a vantagem de não cobrar taxas adicionais. A iniciativa alinha-se ao movimento de modernização dos meios de pagamento no Brasil, que busca equilibrar praticidade e controle financeiro.

  • Cabo de iPhone falso ou original? Saiba como identificar antes de comprar em 2026

    Cabo de iPhone falso ou original? Saiba como identificar antes de comprar em 2026

    O selo MFi: a primeira linha de defesa contra falsificações

    Na última quarta-feira, 24 de junho de 2206, o mercado de acessórios para iPhone continua a ser um campo minado para consumidores desavisados. O selo Made for iPhone (MFi), aplicado a laser nas caixas e cabos originais, permanece como o indicador mais confiável de autenticidade. Produtos paralelos, mesmo com embalagens quase idênticas, raramente apresentam esse detalhe com precisão, seja pela qualidade inferior da impressão ou pela ausência do holograma característico.

    Inspeção visual: o que os olhos treinados devem buscar

    As falsificações modernas são cada vez mais difíceis de detectar a olho nu, mas há pistas reveladoras. Conectores com pinos desalinhados, cores que não correspondem ao padrão branco ou preto premium da Apple, ou até mesmo imperfeições na fundição do plástico são sinais de alerta. Além disso, a Apple utiliza um tipo específico de conector Lightning com terminais embutidos em metal, enquanto réplicas costumam apresentar variações na disposição ou material.

    Anatomia do cabo: onde a engenharia revela a verdade

    Um cabo original da Apple possui uma camada interna de fios trançados com isolamento duplo e um revestimento resistente a dobras. Falsificações frequentemente economizam em materiais, resultando em cabos mais rígidos, com dobras suspeitas ou até mesmo fios expostos em pontos de tensão. Outro detalhe crítico é o conector USB-C ou Lightning: os originais têm uma terminação perfeitamente simétrica e um encaixe suave, enquanto imitações podem apresentar folgas ou resistência excessiva ao conectar.

    5 sinais definitivos para não errar na compra

    1. Lacres holográficos e impressões nítidas
    A caixa original do cabo de iPhone vendido separadamente vem com um lacre traseiro que, ao ser removido, deixa um padrão de quebra visível. Réplicas muitas vezes colam lacres falsos ou não apresentam a textura característica do holograma MFi.

    2. Inserções a laser no conector
    Ao virar o conector Lightning de um cabo original, é possível observar marcações a laser com letras microscópicas, como “Designed by Apple in California”. Falsificações raramente conseguem replicar essa precisão.

    3. Comprimento padronizado e peso equilibrado
    Cabos originais de 1 metro pesam cerca de 30 gramas e têm um comprimento exato. Cabos falsos costumam ser mais leves ou apresentar variações significativas no comprimento, um indício de materiais baratos.

    4. Resistência ao teste de dobra
    Ao dobrar o cabo original com força moderada, a resistência é uniforme. Falsificações muitas vezes estalam ou apresentam dobras permanentes, revelando a má qualidade do material interno.

    5. Preço e procedência do vendedor
    Um cabo iPhone original dificilmente é vendido por menos de R$ 150 no Brasil em 2026, enquanto réplicas custam entre R$ 30 e R$ 80. Além disso, comprar em lojas não autorizadas (como marketplaces sem selo MFi) ou de vendedores sem histórico comprovado aumenta exponencialmente o risco de aquisição de produtos falsos.

    O que fazer se comprar um cabo falso?

    Caso identifique a compra após a aquisição, a Apple recomenda devolver o produto ao vendedor e exigir reembolso. Em casos de danos ao dispositivo causados por cabos não originais, a garantia do iPhone pode ser invalidada. A melhor prática, no entanto, é sempre verificar os selos MFi e comprar em lojas oficiais ou revendedores autorizados.

  • Meta prepara Arena: Zuckerberg mira US$ 1 bi em mercados de previsões com ‘aposta social’

    Meta prepara Arena: Zuckerberg mira US$ 1 bi em mercados de previsões com ‘aposta social’

    Zuckerberg aposta em ‘apostas sociais’ com Arena: o novo front da Meta

    A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, está prestes a lançar o aplicativo Arena, uma plataforma de mercados de previsões que promete redefinir como usuários interagem com apostas em eventos do mundo real. Segundo informações do New York Times, a iniciativa foi diretamente encomendada por Mark Zuckerberg, que busca expandir os negócios da empresa para além das redes sociais tradicionais.

    Como funcionará o Arena: pontos em vez de dinheiro (por enquanto)

    O aplicativo, ainda em fase de testes, operará inicialmente com um sistema de pontos — uma estratégia para contornar restrições regulatórias, como as do Brasil, onde mercados de previsão com dinheiro real são proibidos. Nos EUA, entretanto, a plataforma poderá competir diretamente com gigantes como a Polymarket e a Kalshi, que movimentaram mais de US$ 1 bilhão em transações em 2025. A Meta planeja usar suas redes sociais para atrair usuários, integrando o Arena ao ecossistema existente.

    O timing perfeito: por que o mercado de previsões explodiu

    O crescimento dos mercados de previsão nos últimos anos reflete uma tendência global: a busca por alternativas de entretenimento e participação em eventos de alto impacto. Plataformas como Polymarket e Kalshi já provaram que há demanda por apostas em eleições, resultados esportivos e até indicadores econômicos. Com o Arena, a Meta não apenas entra nesse nicho, mas o faz com a força de sua base de usuários — mais de 3 bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo. A pergunta que fica é: até quando o sistema de pontos será suficiente, e quando a empresa buscará monetizar de forma mais agressiva?

  • Senacon multa 99Food em até R$ 14 milhões por falta de transparência em preços de delivery

    Senacon multa 99Food em até R$ 14 milhões por falta de transparência em preços de delivery

    Portaria de transparência é descumprida pela 99Food

    A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu início a um processo administrativo contra a 99Food por suposto descumprimento de regras de transparência na composição dos preços cobrados aos consumidores. A investigação, aberta na última quarta-feira (24/06/2026), avalia se a empresa omitiu informações essenciais sobre as taxas aplicadas em seus serviços de delivery.

    Plataforma pode ser multada em até R$ 14 milhões

    A 99Food tem o prazo de 20 dias para apresentar sua defesa. Caso não cumpra as exigências, a empresa está sujeita a uma multa de até R$ 14 milhões, conforme estabelecido pela legislação consumerista brasileira. O processo baseia-se em portaria publicada em março de 2026, que obriga plataformas de delivery e transporte a exibirem, em cada transação, um quadro-resumo detalhando a divisão do valor pago pelo usuário.

    Indícios de indução ao erro e falta de clareza

    Segundo documentos da Senacon, há ‘indícios de ilícito adicional’ por parte da 99Food, uma vez que a empresa não demonstrou que as taxas de entrega e outras cobranças estão sendo repassadas corretamente aos prestadores de serviço. A ausência de informações claras pode ter levado os consumidores a erros na compreensão dos valores finais das suas compras.

    Consequências para o setor de delivery

    A decisão da Senacon reforça o rigor da fiscalização sobre empresas de delivery no Brasil, especialmente após a retomada da 99Food no país em 2025. O caso pode servir de precedente para outras plataformas que não cumprem as normas de transparência, impactando diretamente a relação de confiança entre consumidores e aplicativos de serviços.

  • Figma lança Motion: IA cria animações 3D e desafia Adobe After Effects

    Figma lança Motion: IA cria animações 3D e desafia Adobe After Effects

    Uma batalha de gigantes no universo do design

    O Figma não está mais brincando em faixa quando o assunto é competir com a Adobe. Na última quarta-feira (24/06), durante o evento Config 2026 em San Francisco, a empresa anunciou o Motion, uma ferramenta baseada em IA que promete transformar a criação de animações, transições e até transformações 3D diretamente no editor — sem precisar sair da plataforma ou recorrer a softwares externos como o After Effects.

    IA que faz o trabalho pesado — ou você mesmo

    O Motion funciona de duas formas: através de comandos de linguagem natural, onde a IA gera automaticamente as animações com base em descrições do usuário, ou por meio de ajustes manuais em uma linha do tempo integrada. O mais impressionante? O sistema já exporta código limpo e pronto para implementação, eliminando etapas burocráticas de desenvolvimento.

    Durante a apresentação, Dylan Field, fundador e CEO do Figma, garantiu que os resultados são tão impactantes que os usuários iriam reagir com um sonoro “uau!” — e, pelo que foi mostrado, a promessa não parece exagerada. A integração com sistemas de design existentes ainda garante que o Motion não seja apenas uma ferramenta isolada, mas parte de um ecossistema completo.

    O futuro do design está em movimento — literalmente

    Além do Motion, o Figma também anunciou atualizações envolvendo agentes de IA capazes de automatizar tarefas repetitivas e sugerir melhorias de design em tempo real. A estratégia é clara: posicionar a plataforma não apenas como uma ferramenta de prototipação estática, mas como um ambiente central para todo o processo criativo, do esboço à entrega final.

    Com a Adobe já dominando o mercado de motion design há décadas, a chegada do Figma ao segmento é mais um sinal de que a guerra pelo controle dos fluxos de trabalho criativos está esquentando. Para designers e equipes de produto, a novidade pode significar mais liberdade, menos dependência de ferramentas especializadas e, acima de tudo, a chance de inovar sem barreiras técnicas.

  • OpenAI e Broadcom lançam Jalapeño: o chip que pode revolucionar o futuro do ChatGPT

    OpenAI e Broadcom lançam Jalapeño: o chip que pode revolucionar o futuro do ChatGPT

    A corrida pela supremacia em inteligência artificial ganha um novo protagonista: o Jalapeño, o primeiro chip de IA desenvolvido integralmente pela OpenAI em parceria com a Broadcom. Lançado oficialmente nesta última quarta-feira (24/06/2026), o processador promete transformar a forma como os modelos de linguagem — como o ChatGPT — operam, focando na etapa crítica de inferência.

    O que é inferência e por que o Jalapeño importa

    A inferência é o processo pelo qual a IA processa um prompt e gera uma resposta em tempo real. É o momento em que o usuário interage diretamente com o sistema, como ao digitar uma pergunta no ChatGPT. O Jalapeño foi projetado para otimizar essa fase, reduzindo custos operacionais e aumentando a velocidade e estabilidade do serviço — especialmente na versão gratuita da plataforma.

    Design acelerado pela IA e impacto no mercado

    O desenvolvimento do chip levou apenas nove meses, um recorde para um projeto desse porte, graças à utilização de técnicas avançadas de IA para projetar e otimizar o hardware. Segundo comunicado oficial, a OpenAI busca com o Jalapeño não apenas melhorar a experiência do usuário, mas também derrubar os custos de manutenção de grandes modelos de linguagem, um desafio crescente no setor.

    O futuro da infraestrutura de IA está em jogo

    A parceria entre OpenAI e Broadcom sinaliza uma tendência: a integração vertical na cadeia de produção de IA, onde empresas que antes dependiam de chips de terceiros passam a desenvolver suas próprias soluções. O Jalapeño pode ser apenas o primeiro passo rumo a uma nova geração de hardware otimizado para IA, com implicações diretas na competitividade de plataformas como o ChatGPT frente a gigantes como Google e Meta.

  • MAPA discute restrições a antimicrobianos na agropecuária: o que muda para exportações brasileiras?

    MAPA discute restrições a antimicrobianos na agropecuária: o que muda para exportações brasileiras?

    Restrições a antimicrobianos: um debate com viés exportador

    Na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) enfrentou novo capítulo no debate sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Entidades do setor, incluindo a Phibro Saúde Animal, vêm pressionando por ajustes regulatórios não para banir substâncias como a monensina ou a virginiamicina, mas para alinhar os protocolos brasileiros aos requisitos de importadores estratégicos — sobretudo a União Europeia e o Reino Unido.

    O que está em jogo para os produtores?

    Com a crescente demanda por carne e laticínios brasileiros no exterior, a harmonização das normas se tornou uma questão de competitividade. A Europa, principal destino das exportações brasileiras de proteína animal, exige limites mais rígidos a certas moléculas, o que afeta diretamente o manejo sanitário e nutricional das fazendas. A Phibro Saúde Animal, empresa do ramo, alerta que a desinformação está gerando pânico entre produtores, nutricionistas e veterinários, que temem perder acesso a insumos essenciais.

    Tecnologia e regulação: um equilíbrio necessário

    Contrariando a narrativa de que o Brasil estaria se rendendo a pressões internacionais, o debate técnico revela um esforço para modernizar a agropecuária brasileira. A adoção de tecnologias como a blockchain para rastreabilidade de insumos e a biotecnologia aplicada a probióticos são citadas como alternativas para reduzir a dependência de antimicrobianos sem comprometer a produtividade. No entanto, a transição exige investimentos em pesquisa, treinamento de mão de obra e adequação de infraestrutura — um desafio que o MAPA e o setor privado ainda não equacionaram completamente.

    Consequências para o agro brasileiro

    A não conformidade com os padrões europeus pode resultar em barreiras não tarifárias, como suspensão de exportações ou sobretaxas. Para um setor que faturou US$ 41,6 bilhões com exportações em 2025 (dados da ABPA), o risco é bilionário. Enquanto isso, a Phibro Saúde Animal defende que a solução passa por um diálogo transparente entre governo, indústria e cientistas, com foco em dados epidemiológicos e não em imposições unilaterais.

  • Governo reabre cotas de isenção para elétricos importados; Anfavea critica manutenção de alíquotas altas em modelos prontos

    Governo reabre cotas de isenção para elétricos importados; Anfavea critica manutenção de alíquotas altas em modelos prontos

    Medida temporária visa modernizar frota, mas industria local critica manutenção de barreiras

    Em decisão publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (24/06/2026), o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) reativou as cotas de importação com alíquota zero para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), com validade a partir de 1º de julho de 2026. O teto de isenção foi fixado em US$ 463 milhões, mesmo valor do lote anterior, que havia expirado no início do ano.

    Alíquotas mantidas para modelos prontos e componentes SKD

    Apesar da abertura para kits, o governo manteve o cronograma original de elevação tributária para veículos elétricos e híbridos montados: a partir de julho de 2026, esses modelos passarão a pagar alíquota cheia de 35%. Para componentes CKD, a tarifa máxima só será aplicada em 1º de janeiro de 2027, mas até lá, volumes excedentes pagarão 14%. Já a importação de carros totalmente montados não contará com qualquer tipo de cota isenta, segundo determinações do Gecex.

    Anfavea aponta contradições na política industrial

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu à decisão, classificando-a como contraditória. Em nota, a entidade argumentou que, enquanto o governo abre espaço para importação de kits com isenção fiscal, mantém barreiras elevadas para modelos prontos — justamente aqueles que representariam maior concorrência à produção nacional. “A medida não alinha incentivos à transição energética com a competitividade da indústria brasileira”, declarou a associação.

    Objetivo declarado: descarbonização em velocidade acelerada

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a renovação das cotas busca impulsionar a modernização da frota nacional e colaborar com as metas de redução de emissões de CO₂. A pasta destacou que, entre janeiro e maio de 2026, a importação de veículos elétricos e híbridos representou menos de 2% do total de licenciamentos no país, sinalizando um ritmo lento na adoção da tecnologia. “Precisamos criar condições para que o Brasil não fique para trás na corrida pela eletrificação”, afirmou um porta-voz do ministério.

    Contexto internacional e impactos no setor

    A decisão ocorre em um momento de forte expansão da produção chinesa de veículos elétricos, com empresas como a BYD desembarcando modelos no Porto de Suape (PE) — conforme imagens divulgadas em galeria paralela à notícia. Enquanto isso, a indústria automotiva brasileira, que ainda depende majoritariamente de motores a combustão, enfrenta pressão para se adaptar. Especialistas do setor apontam que a manutenção das alíquotas altas para modelos prontos pode limitar a oferta de opções acessíveis ao consumidor, retardando a transição energética.