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  • Chevrolet Onix derruba preço e supera Citroën C3 na estreia: R$ 15 mil de desconto até 7 de julho

    Chevrolet Onix derruba preço e supera Citroën C3 na estreia: R$ 15 mil de desconto até 7 de julho

    Desconto agressivo do Onix coloca pressão nos rivais de entrada

    Em uma jogada estratégica para alavancar as vendas, a Chevrolet anunciou nesta terça-feira (30 de junho de 2026) um desconto de R$ 15 mil no Onix 1.0 hatch, válido até 7 de julho de 2026. O modelo, anunciado na cor Azul Boreal e ano/modelo 2026, tem preço promocional de R$ 86.790, tornando-se mais barato que o Citroën C3 Live Go 1.0 MT (R$ 87.450), líder de vendas em sua categoria.

    Especificações técnicas mantêm competitividade

    O Onix da promoção mantém a configuração padrão do mercado: motor 1.0 flex aspirado de três cilindros (82 cv e 10,6 kgfm de torque), câmbio manual de seis marchas e aceleração de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos. A lista de equipamentos de série inclui ar-condicionado, direção elétrica, regulagem de coluna de direção, faróis automáticos por sensor crepuscular e outros itens essenciais para o dia a dia.

    Impacto no mercado e estratégia da Chevrolet

    A medida sinaliza uma resposta direta à queda de vendas do Onix nos últimos meses, que perdeu fôlego diante de concorrentes como o C3 e o Volkswagen Polo. Com o preço ajustado, a marca busca recuperar participação no segmento, onde o Onix já foi líder absoluto. A promoção, no entanto, não inclui versões automáticas ou motores turbo, focando apenas na versão manual mais básica.

  • Maiara é barrada por segurança durante show na Bahia: cena viraliza e expõe falhas de organização

    Maiara é barrada por segurança durante show na Bahia: cena viraliza e expõe falhas de organização

    Segurança confunde Maiara com fã em show lotado

    A cantora sertaneja Maiara, da dupla Maiara & Maraisa, viveu uma situação constrangedora durante apresentação no Ita Pedro, em Itabuna (BA), na última sexta-feira, 26 de junho. Enquanto tentava se aproximar dos fãs, passando pelas grades de proteção, a artista foi impedida por um segurança que não a reconheceu prontamente.

    Vídeos mostram momento constrangedor em meio à multidão

    Imagens compartilhadas nas redes sociais capturaram o instante em que Maiara, visivelmente frustrada, tentou avançar em direção ao público, mas foi contida antes de ultrapassar a área de contenção. A cena, que durou poucos segundos, rapidamente se tornou viral, com internautas criticando a falta de preparo da equipe de segurança do evento.

    Evento junino expõe falhas de logística em show de grande porte

    O Ita Pedro, um dos principais palcos dos festejos juninos da região, sediava naquele dia o show da dupla. A situação evidencia não apenas a desorganização na identificação de artistas em eventos de grande público, como também levanta questionamentos sobre o tratamento dispensado a figuras públicas em comparação aos demais frequentadores do local.

    Repercussão nas redes: o que dizem os fãs e a cantora

    Enquanto internautas ironizavam a situação nas redes, classificando o episódio como ‘coisa de filme’, a cantora não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. A cena, no entanto, reforça a necessidade de treinamentos específicos para equipes de segurança em eventos musicais, especialmente quando envolvem artistas de grande apelo popular.

  • Mercado automotivo em 2026: apenas 5 modelos 0km custam menos de R$ 100 mil

    Mercado automotivo em 2026: apenas 5 modelos 0km custam menos de R$ 100 mil

    O cenário do mercado automotivo brasileiro em 2026 reflete uma realidade imposta por anos de crise de semicondutores, inflação e estratégias agressivas das montadoras. Desde meados de 2020, quando a pandemia de Covid-19 abalou as cadeias globais de produção, os preços dos veículos novos não param de subir.

    O novo normal: preços acima de R$ 150 mil

    Levantamentos da JATO Dynamics e K. Lume, consultorias especializadas, indicam que o preço médio de um carro zero-quilômetro no país já beira os R$ 150 mil. Em segmentos como SUVs e utilitários, valores acima de R$ 200 mil são comuns, transformando o antigo ‘teto de gastos’ familiar no novo ‘piso’ do mercado.

    Caça ao tesouro: os últimos 5 modelos abaixo de R$ 100 mil

    Diante desse panorama, encontrar um carro 0km por menos de R$ 100 mil tornou-se uma missão quase impossível. Até esta terça-feira, 30 de junho de 2026, apenas cinco modelos permanecem nessa faixa de preço, segundo levantamento do setor. A lista inclui:

    • Chevrolet Onix 1.0 MT – A partir de R$ 92.990
    • Fiat Strada Endurance 1.0 FireFly – A partir de R$ 95.490
    • Volkswagen Gol 1.0 MPI – A partir de R$ 96.990
    • Renault Kwid Life 1.0 – A partir de R$ 89.990
    • Hyundai HB20 Sense 1.0 – A partir de R$ 99.990

    Estratégias das montadoras: menos opções, mais lucro

    A concentração de preços acima de R$ 100 mil é resultado de uma estratégia clara das fabricantes, que priorizam modelos de maior margem de lucro, como SUVs e veículos com tecnologias avançadas. Essa decisão, embora rentável para as empresas, deixa os consumidores com poucas alternativas de compra à vista ou com financiamentos acessíveis.

    Perspectivas para o segundo semestre de 2026

    Especialistas do setor apontam que, sem uma queda significativa nos custos de produção ou no câmbio, a tendência é de estagnação ou até novos aumentos nos preços. Para quem busca um carro novo, a recomendação é avaliar o mercado de seminovos ou aguardar promoções pontuais, que se tornaram cada vez mais raras.

  • Morgan Midsummer Coupé: artesanato britânico volta com exclusividade e performance de superesportivo

    Morgan Midsummer Coupé: artesanato britânico volta com exclusividade e performance de superesportivo

    A Morgan Motor Company, símbolo do artesanato automotivo britânico, revelou o protótipo do Midsummer Coupé, um modelo que resgata a tradicional carroceria cupê da marca após sete anos — desde a descontinuação do Aero 8, em 2019.

    Exclusividade como diferencial: apenas dez unidades serão produzidas no mundo

    A estratégia da Morgan para se destacar em um mercado cada vez mais massificado é clara: limitação extrema. Das dez unidades planejadas, uma será destinada a exposições, enquanto as nove restantes serão entregues a clientes selecionados. Essa abordagem reforça o apelo de exclusividade que move a marca desde sua fundação, em 1909.

    Design vintage revisitado: quando o clássico encontra a engenharia moderna

    O Midsummer Coupé é um estudo de contraste entre o passado e o presente. Sua carroceria, desenvolvida em parceria com a icônica Pininfarina, remete aos cupês dos anos 1960, mas esconde uma plataforma 10% mais rígida que a CV, utilizada nos Morgan Plus Four e Plus Six. Com estrutura em alumínio e peso de 1.200 kg, o modelo equilibra leveza e robustez.

    Na mecânica, a aposta recai sobre o confiável motor BMW B58 3.0 turbo, conhecido por sua performance e durabilidade, conferindo ao carro acelerações dignas de superesportivos — uma combinação incomum em veículos de produção tão limitada.

    Um recado ao mercado: o luxo está na raridade, não na escala

    Em um cenário onde a indústria automotiva prioriza volumes e padronização, o Midsummer Coupé chega como um manifesto: o luxo não precisa ser produzido em massa. A Morgan não apenas resgata um estilo esquecido, mas reafirma que a verdadeira exclusividade reside naquilo que não pode ser replicado em série.

  • PS6 pode custar US$ 1.000: Sony prioriza lucro em vez de preços acessíveis

    PS6 pode custar US$ 1.000: Sony prioriza lucro em vez de preços acessíveis

    A Sony está prestes a reescrever a história dos consoles PlayStation. Segundo executivos da empresa, ouvidos em uma sessão de perguntas com investidores no dia 29 de junho de 2026, a gigante japonesa não planeja assumir grandes perdas financeiras com o hardware do PlayStation 6, o que pode transformar o console no mais caro já lançado pela marca.

    O fim de uma era de preços acessíveis?

    Historicamente, a Sony e outras fabricantes de consoles lançavam seus produtos com margens apertadas — ou até prejuízos iniciais — para garantir preços competitivos. Na última geração, por exemplo, o PS5 estreou nos EUA por cerca de US$ 500 (R$ 2.600 na cotação da época). Agora, no entanto, a estratégia muda: a inflação nos componentes, agravada pelo boom da IA, elevou os custos de fabricação a patamares inéditos.

    Componentes inflacionados e um preço recorde

    O PS6 pode chegar a US$ 1.000 no exterior, segundo projeções baseadas em custos atuais de memória RAM de alta velocidade e SSDs. No Brasil, a história é ainda mais dura: considerando impostos, taxas de importação e margens de lucro, o console poderia custar entre R$ 8 mil e R$ 9 mil — valor que supera o salário mínimo nacional. Em conversão direta, o preço internacional equivaleria a cerca de R$ 5.200, mas a realidade brasileira tende a ser mais onerosa.

    O que isso significa para os jogadores?

    A decisão da Sony sinaliza uma nova era para o mercado de games. Se confirmada, o PS6 não será apenas um console, mas um produto de luxo, acessível apenas a um nicho de consumidores com poder aquisitivo acima da média. Isso pode reduzir a base de jogadores no lançamento e forçar estratégias alternativas, como aluguéis ou mercados de segunda mão. Resta saber se os fãs estarão dispostos — ou poderão — pagar o preço de entrar no futuro da Sony.

  • Guia definitivo: como espelhar a tela do iPhone na TV ou Mac em 2026

    Guia definitivo: como espelhar a tela do iPhone na TV ou Mac em 2026

    AirPlay: a ponte sem fio entre iPhone e tela grande

    A Apple consolidou o AirPlay como padrão para espelhar conteúdos do iPhone em dispositivos compatíveis, mas o sucesso da transmissão depende de três fatores: mesmo Wi-Fi, dispositivos atualizados e configurações corretas. Segundo dados de 2025 da Statista, 78% dos lares brasileiros já possuem smart TVs com suporte ao protocolo — embora muitas ainda exijam ativação manual do recurso.

    Espelhamento total vs. vídeo dedicado: qual escolher?

    Para quem busca reproduzir todo o conteúdo da tela do iPhone — desde apps até jogos — o caminho é o espelhamento completo. Acesse a Central de Controle, toque no ícone de “Espelhamento de Tela” (o retângulo com um triângulo na base) e selecione sua TV na lista de dispositivos disponíveis. Ideal para reuniões ou apresentações, essa função replica até mesmo notificações e chamadas recebidas. Já o enviar apenas vídeos — como em plataformas como YouTube ou Netflix — é mais eficiente: basta pressionar o ícone do AirPlay no player e escolher o receptor. Nesse modo, você mantém a tela do iPhone livre para outras atividades.

    Mac também recebe conteúdo: AirPlay para computadores Apple

    Os usuários de Mac não ficam de fora. Para receber transmissões do iPhone, abra a Central de Controle no computador, clique em “Receber AirPlay” e aguarde a conexão. A tela do Mac se transforma em um monitor secundário, perfeito para multitarefa ou exibição em eventos. Segundo a Apple, a latência mínima (cerca de 150ms) garante fluidez mesmo em jogos leves.

    Dicas para evitar dores de cabeça na hora H

    1. Verifique a rede Wi-Fi: Ambos os dispositivos devem estar na mesma rede, preferencialmente 5GHz para reduzir interferências. Se a conexão for instável, reinicie o roteador antes de tentar espelhar.
    2. Ative o AirPlay na TV: Muitas smart TVs — especialmente modelos Samsung ou LG — vêm com o recurso desativado por padrão. Acesse as configurações de rede da TV e habilite “AirPlay” ou “Espelhamento de Tela”.
    3. Atualize o iOS: A compatibilidade melhora a cada atualização. Em junho de 2026, o iOS 17.5.1 já corrige bugs relatados em versões anteriores.
    4. Ajuste a resolução: Em telas grandes, o modo “Economia de Bateria” pode reduzir a qualidade. Desative-o temporariamente para uma experiência Full HD.

    Alternativas caso o AirPlay falhe

    Se a TV não suportar AirPlay, opções como o Google Chromecast ou cabos HDMI com adaptadores Lightning para USB-C são soluções viáveis. Para Macs, o QuickTime Player permite gravação de tela e reprodução em outro dispositivo via cabo. A escolha depende do cenário: sem fio é mais prático, mas cabeamento garante estabilidade em transmissões profissionais.

  • ABAG: Brasil reforça vantagem global na oferta de proteínas com inovação e biocombustíveis

    ABAG: Brasil reforça vantagem global na oferta de proteínas com inovação e biocombustíveis

    Agro brasileiro na mira da demanda global

    Na segunda-feira (29 de junho de 2026), durante o Veja Fórum Agro 2026, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ingo Plöger, evidenciou o Brasil como protagonista na oferta de proteínas e alimentos, mesmo diante de um cenário internacional marcado por barreiras comerciais e instabilidades na segurança alimentar. O evento, realizado na capital paulista, serviu de palco para analisar como o país pode consolidar sua posição como fornecedor estratégico em mercados cada vez mais exigentes.

    Integração da cadeia produtiva como diferencial competitivo

    Plöger ressaltou que o Brasil é um dos poucos territórios capazes de integrar toda a cadeia de produção animal — da genética à industrialização —, permitindo a entrega de produtos adaptados a diferentes perfis de consumidores. Essa capacidade, aliada à competitividade e à inovação tecnológica, coloca o agro nacional em vantagem frente a concorrentes globais.

    O painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, que contou com a presença de Cleber Soares (secretário-executivo do Ministério da Agricultura) e Felippe Serigati (pesquisador da FGV Agro), reforçou ainda o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira como outro pilar estratégico. A combinação de proteínas, tecnologia e energia renovável foi apresentada como um tripé para alavancar as exportações e reduzir dependências externas.

    O que os números dizem (ou ainda não dizem)

    Ainda que o Brasil já seja um dos maiores exportadores de carne e soja do mundo, Plöger deixou claro que o desafio agora é expandir a participação em nichos de alto valor agregado, como cortes premium de carne bovina e proteínas alternativas. A adaptação às exigências sanitárias e ambientais dos mercados europeu e asiático também foi citada como prioridade para 2026 e além.

    Em um momento em que países como a Argentina e os Estados Unidos enfrentam limitações na expansão da produção, o Brasil se posiciona como a alternativa mais estável e escalável para suprir a crescente demanda por alimentos — especialmente em regiões onde conflitos e mudanças climáticas ameaçam safras.

  • Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Expansão recorde impulsionada pela resiliência climática

    A cultura do sorgo registra um dos maiores crescimentos entre os grãos no Brasil. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada na safra atual deve atingir 2,05 milhões de hectares, um salto de 25,8% em relação ao ciclo anterior. A produção, por sua vez, é estimada em 7,56 milhões de toneladas, com crescimento de 23,8% no mesmo comparativo. O desempenho reforça o papel do cereal como uma alternativa estratégica para o agronegócio nacional.

    Vantagem competitiva em tempos de incertezas climáticas

    O sorgo vem se destacando por sua capacidade de prosperar em condições adversas, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas. Rafael Toscano, gerente técnico da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL —, destaca que a cultura oferece maior previsibilidade aos produtores. “Culturas adaptáveis como o sorgo ganham espaço porque permitem um planejamento mais seguro da safra, minimizando riscos em um contexto de instabilidade climática”, afirma. A tolerância à seca do sorgo, aliada à sua versatilidade, torna-o uma opção atraente frente a lavouras mais sensíveis às variações do clima.

    Inverno se aproxima, mas a inovação segue no campo

    A chegada do inverno no Brasil, marcada por mudanças bruscas no regime de chuvas, intensifica a importância de culturas como o sorgo. Enquanto outras lavouras enfrentam perdas por falta de umidade, o cereal mantém sua produtividade, assegurando a segurança alimentar e a rentabilidade do produtor. especialistas do setor apontam que a expansão do sorgo reflete não apenas uma tendência de mercado, mas uma resposta estrutural às demandas de um setor agrícola cada vez mais pressionado pela necessidade de adaptabilidade.

  • 48ª Exposição Nacional do Mangalarga: elite da raça se reúne em Tatuí para celebrar o cavalo brasileiro de sela

    A cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, se consolida como capital nacional do cavalo Mangalarga entre os dias 4 e 12 de julho de 2026, quando o Centro Hípico local recebe a 48ª Exposição Nacional da raça. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), atrai a elite do setor para uma programação que vai além de exposições: é um marco de negócios, avaliação genética e celebração da identidade do cavalo brasileiro de sela.

    Genética, esporte e tradição em nove dias de programação

    Durante nove dias, o evento se divide entre competições de marcha, exposições morfológicas e palestras técnicas, reunindo criadores de estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A raça Mangalarga, conhecida por sua versatilidade e temperamento dócil, será avaliada por especialistas em busca dos melhores exemplares, enquanto investidores buscam oportunidades no mercado equino nacional.

    Mais do que uma feira: o Mangalarga como patrimônio da equinocultura brasileira

    A Exposição Nacional do Mangalarga não é apenas um evento de negócios, mas um termômetro da saúde do setor. Com a queda nos preços dos combustíveis e a valorização de atividades ao ar livre, a raça ganha destaque como alternativa para lazer e esporte. Além disso, o evento reforça o papel do Mangalarga como símbolo da cultura caipira, conectando tradição e modernidade no campo.

    Programação de alto nível: o que esperar dos nove dias

    Além das exposições e competições, a programação inclui leilões de reprodutores premiados, workshops sobre manejo e nutrição equina, e apresentações culturais que celebram a identidade do interior paulista. A expectativa é atrair mais de 5 mil visitantes, entre criadores, veterinários e entusiastas, consolidando Tatuí como polo permanente da raça.

    Foto de capa: Julio Oliveira / Íris da Tarlim

  • Celular Seguro completa 1 ano: como o programa federal reduziu furtos e roubos de smartphones no Brasil

    Celular Seguro completa 1 ano: como o programa federal reduziu furtos e roubos de smartphones no Brasil

    Programa federal transforma combate a roubos de celulares em política permanente

    Lançado em junho de 2025 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Celular Seguro deixou de ser um projeto piloto para se tornar uma das principais estratégias nacionais contra o crime organizado. Até 29 de junho de 2026, o programa já registrou 2,1 milhões de cadastros de linhas telefônicas, com um índice de recuperação de dispositivos que supera os 45% nos casos de denúncia formal — índice três vezes maior que a média nacional antes da implementação.

    A iniciativa, que envolve operadoras de telefonia, bancos e forças de segurança, opera em três frentes simultâneas: bloqueio imediato do IMEI (identificador único do aparelho), suspensão da linha telefônica e congelamento de contas vinculadas a instituições parceiras. Segundo dados do MJSP, os casos de roubo de celulares caíram 32% nas capitais brasileiras desde o início do programa, com destaque para São Paulo (-41%) e Rio de Janeiro (-28%).

    Como funciona o cadastro e o bloqueio de aparelhos

    O processo de adesão ao Celular Seguro é gratuito e pode ser feito pelo site celularseguro.gov.br ou pelo aplicativo oficial. O usuário deve inserir o número da linha, o IMEI do aparelho (encontrado em *#06#) e dados pessoais para validação. Em caso de furto ou roubo, a denúncia deve ser registrada em uma delegacia ou pelo canal oficial do programa, que aciona automaticamente o bloqueio em até 15 minutos — prazo médio registrado pela equipe técnica do MJSP.

    Além do bloqueio, o Celular Seguro oferece dois recursos adicionais:

    • Localização assistida: Em parceria com a Polícia Federal, o programa pode rastrear aparelhos ainda ativos, fornecendo dados de localização para as forças de segurança.
    • Bloqueio de contas bancárias: Instituições como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal podem congelar contas vinculadas a dispositivos roubados, dificultando a revenda no mercado ilegal.

    Críticas e desafios: o que falta para o Celular Seguro ser mais efetivo?

    Apesar dos resultados positivos, especialistas apontam gargalos estruturais que limitam a eficácia do programa. O principal deles é a morosidade na atualização dos bancos de dados das operadoras, que, em alguns casos, demoram até 72 horas para efetivar o bloqueio total do aparelho — tempo suficiente para que criminosos desmontem e revendam peças no mercado paralelo.

    Outra questão é a baixa adesão em estados do Norte e Nordeste, onde apenas 18% dos celulares roubados são registrados no sistema. A falta de campanhas locais e a desconfiança da população em relação ao governo são citadas como motivos. “O Celular Seguro é um avanço, mas precisa ser acompanhado de políticas de conscientização e integração com os estados”, avalia a socióloga Maria Oliveira, pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre Violência da USP.

    O que o usuário deve fazer para se proteger?

    Para maximizar a eficácia do programa, especialistas recomendam:

    1. Registrar o IMEI no site do Celular Seguro assim que adquirir um novo aparelho, mesmo que não seja roubado.
    2. Efetuar boletim de ocorrência em delegacias ou pela internet (via delegacia virtual) em até 24 horas após o roubo ou furto.
    3. Monitorar contas bancárias vinculadas ao aparelho e relatar transações suspeitas imediatamente.
    4. Usar soluções complementares, como aplicativos de rastreamento (Find My Device, por exemplo) e seguros residenciais que cobrem dispositivos eletrônicos.

    O programa, que tem custo anual estimado em R$ 80 milhões para o governo federal, já é considerado um modelo a ser replicado em outros países da América Latina. A próxima fase, prevista para 2027, inclui a integração com sistemas de monitoramento por câmeras públicas e a expansão do bloqueio a aparelhos de segunda mão — hoje, apenas 60% dos dispositivos usados comercializados no Brasil passam pelo sistema de verificação do Celular Seguro.