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  • Governo federal abre R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de app e taxistas: veja taxas, regras e como aderir

    Governo federal abre R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de app e taxistas: veja taxas, regras e como aderir

    O governo federal lançou nesta semana o Move Aplicativos, uma linha de crédito inédita voltada a motoristas de aplicativos como Uber e 99, além de taxistas. Com aporte de R$ 30 bilhões, o programa tem como objetivo facilitar o acesso a veículos sustentáveis — como carros elétricos, híbridos ou flex — e oferece condições diferenciadas para financiamento de manutenção e capital de giro.

    As taxas e prazos que mudam o jogo para os motoristas

    A iniciativa prevê taxas de juros anuais de 12,6% para homens e 11,5% para mulheres, com parcelas mensais de 0,99% e 0,91%, respectivamente. Os prazos chegam a 72 meses, um alívio para quem busca organizar as finanças sem comprometer o orçamento mensal. Além disso, o programa inclui benefícios específicos para o público feminino, como financiamento de equipamentos adicionais de segurança, uma medida que reforça a inclusão e a proteção no setor.

    Veículos elegíveis: o que pode ser financiado?

    Os recursos do Move Aplicativos são direcionados exclusivamente para a compra de carros novos até R$ 150 mil, com foco em modelos sustentáveis. Entre as montadoras participantes estão grandes nomes do mercado, como Volkswagen, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM — todas habilitadas no Programa Mover, que incentiva a produção de veículos com menor impacto ambiental.

    Quem pode aderir ao financiamento?

    As regras para participação são claras e exigem comprovação de atividade no setor. Para motoristas de aplicativo, é necessário ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado pelo menos 100 corridas no mesmo período. Já os taxistas precisam apresentar licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito, além de estar em dia com as obrigações fiscais. A validação para os motoristas de app será feita diretamente pelas plataformas, enquanto os taxistas terão a confirmação pela Receita Federal.

    Como solicitar o crédito: passo a passo simplificado

    O processo de adesão ao Move Aplicativos é acessível e pode ser feito de forma digital. Basta acessar a página oficial do programa no portal Move Brasil, onde o governo disponibiliza todas as informações necessárias. Para os motoristas de aplicativo, a própria plataforma de trabalho (como Uber ou 99) validará a elegibilidade do candidato. No caso dos taxistas, a Receita Federal será responsável pela verificação dos documentos. Após a confirmação, o financiamento pode ser contratado junto à rede bancária credenciada.

    Impacto esperado: mais mobilidade e renovação da frota

    Com essa iniciativa, o governo busca não apenas facilitar o acesso ao crédito, mas também promover a modernização da frota de veículos usados por motoristas de aplicativos e taxistas. A prioridade por modelos sustentáveis alinha-se às metas ambientais do país, incentivando a adoção de tecnologias menos poluentes. Além disso, os juros reduzidos e os prazos estendidos representam uma oportunidade para que milhares de profissionais do setor possam renovar seus veículos ou até mesmo ingressar no mercado com condições mais favoráveis.

  • Lula reforça papel do cooperativismo no agro e libera R$ 10 bi para agricultura familiar: ‘É vital para o Brasil’

    Lula reforça papel do cooperativismo no agro e libera R$ 10 bi para agricultura familiar: ‘É vital para o Brasil’

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira, durante evento em Brasília, a importância estratégica do cooperativismo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Em discurso, Lula classificou o modelo como “vital” para a segurança alimentar e a geração de renda no campo, destacando seu papel na inclusão produtiva de pequenos agricultores.

    O anúncio dos R$ 10 bilhões: onde e como serão aplicados

    O governo federal anunciou a liberação de R$ 10 bilhões em recursos exclusivos para o setor, divididos entre custeio e investimento. Os valores serão destinados, prioritariamente, à agricultura familiar e a cooperativas de pequeno porte, com juros subsidiados e condições diferenciadas para adesão. Segundo o Ministério da Agricultura, os recursos buscam fortalecer cadeias produtivas regionais, como a do leite, grãos e hortifrutigranjeiros.

    Contexto: por que o cooperativismo ganha centralidade no governo

    O modelo cooperativista tem sido apontado pela gestão atual como um vetor de transformação social no campo. Dados do governo indicam que 70% dos alimentos consumidos internamente são produzidos por agricultores familiares, muitos deles organizados em cooperativas. Além disso, o setor responde por cerca de 40% das exportações agropecuárias do país. Lula argumentou que, em um cenário de crise climática e pressões por sustentabilidade, as cooperativas oferecem respostas mais ágeis e inclusivas do que modelos tradicionais.

    Reações e desafios na implementação

    Enquanto o anúncio foi celebrado por entidades como a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), especialistas alertam para a necessidade de agilidade na liberação dos recursos e na assistência técnica aos produtores. “O sucesso dessa política dependerá não apenas do volume de recursos, mas da capacidade de execução nos estados”, afirmou um analista do setor agro, sob condição de anonimato. Críticos também questionam se os valores anunciados serão suficientes para atender à demanda reprimida de pequenos produtores, especialmente em regiões como o Nordeste.

    Impacto econômico e social: o que muda para os brasileiros

    A injeção de recursos deve injetar ânimo em mais de 4 milhões de famílias rurais, segundo estimativas do governo. Além de garantir a continuidade de safras, a medida pode reduzir a dependência de importações de alimentos básicos e estimular a geração de empregos no campo. Para o setor cooperativista, a novidade representa um reforço à sua já consolidada participação na economia nacional — hoje, as cooperativas brasileiras movimentam cerca de R$ 200 bilhões anualmente.

  • Lula acende alerta: Brasil corre risco de perder raças nativas de galinhas, dizem especialistas

    Lula acende alerta: Brasil corre risco de perder raças nativas de galinhas, dizem especialistas

    A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a existência de apenas uma raça de galinha nativa oficialmente registrada no Brasil — a Canela-Preta — colocou sob os holofotes um problema há muito ignorado: a erosão genética na avicultura brasileira. Enquanto o chefe do Executivo chamou atenção para a biodiversidade nacional, especialistas alertam que dezenas de linhagens crioulas, adaptadas a diferentes biomas, estão à beira do desaparecimento, ameaçadas pela padronização industrial e pela substituição por aves de alta produtividade.

    O mito da ‘única raça nativa’ e a realidade das linhagens crioulas

    Contrariando a crença disseminada de que a Canela-Preta é a única raça genuinamente brasileira, pesquisadores da Embrapa e de universidades federais destacam a existência de centenas de variedades crioulas, desenvolvidas ao longo de séculos por comunidades rurais em todo o território nacional. Essas aves, conhecidas por nomes como ‘Framengo’, ‘Pelada’, ‘Carijó’ ou ‘Preta Piauí’, carregam características únicas: resistência a doenças, adaptação a climas extremos e carne com sabor diferenciado, valorizado em mercados de produtos artesanais e orgânicos.

    Segundo o geneticista da Embrapa Suínos e Aves, Fernando Pilotto, ‘a diversidade genética dessas linhagens é um ativo estratégico para o Brasil’. Ele explica que, em um contexto de mudanças climáticas e emergência de novas doenças aviárias, as raças crioulas podem ser a chave para evitar colapsos na produção avícola nacional. ‘Elas são como um seguro biológico: enquanto as linhagens comerciais são otimizadas para produtividade em ambientes controlados, as crioulos carregam genes de resistência que, se perdidos, jamais poderão ser recuperados’, alerta.

    Avanço da indústria e o desaparecimento das aves tradicionais

    O fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas ganha contornos dramáticos no país devido à concentração do mercado avícola. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais de 90% da produção nacional de frangos de corte é dominada por apenas três linhagens comerciais. A padronização genética, embora eficiente em termos de ganho de peso e conversão alimentar, reduz drasticamente a variabilidade das aves, deixando o setor vulnerável a crises.

    Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) publicado em 2023 mapeou 47 linhagens crioulas em risco de extinção no estado de Minas Gerais, onde comunidades rurais ainda mantêm criações de aves como a ‘Galinha Carijó do Sul’ ou a ‘Pelada de Uberaba’. ‘Muitas dessas raças já não são encontradas em seu habitat natural’, diz a zootecnista e pesquisadora da UFLA, Carla Molento. ‘Elas sobreviveram por séculos graças ao manejo tradicional, mas hoje são substituídas por matrizes industriais, que exigem menos mão de obra e garantem lucros rápidos’.

    Iniciativas de conservação ganham fôlego, mas ainda são insuficientes

    Nos últimos anos, universidades, ONGs e programas governamentais têm lançado projetos para resgatar e preservar as raças crioulas. Um exemplo é o Programa de Conservação de Recursos Genéticos Animais da Embrapa, que mantém um banco de germoplasma com amostras de DNA de aves brasileiras e promove feiras para incentivar a criação sustentável. Outra iniciativa é o Projeto Galinha Carijó, desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná, que distribui matrizes crioulas para pequenos produtores e capacita-os em técnicas de manejo tradicional.

    Entretanto, especialistas destacam que os esforços ainda são pontuais e enfrentam obstáculos como a falta de políticas públicas estruturantes e a baixa valorização comercial das aves crioulas. ‘O mercado paga melhor por um frango industrial do que por uma galinha caipira, mesmo que esta tenha qualidade superior’, critica o engenheiro agrônomo e produtor rural, Antônio Carlos Macêdo. ‘Sem incentivos econômicos ou subsídios, os criadores tradicionais não têm como competir’.

    Oportunidade para a agricultura familiar e a segurança alimentar

    Apesar dos desafios, há um movimento crescente de valorização das raças crioulas, especialmente entre produtores orgânicos e de agricultura familiar. Sistemas como a avicultura caipira e a criação agroecológica apostam nessas aves para atender a nichos de mercado dispostos a pagar mais por produtos diferenciados — seja por sabor, bem-estar animal ou sustentabilidade.

    Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) de 2022 classificou as raças crioulas como patrimônio genético estratégico, essencial para garantir a segurança alimentar em um cenário de crises climáticas e escassez de recursos. No Brasil, estados como Paraná e Santa Catarina já incluem essas aves em programas de desenvolvimento rural, vinculando-as a políticas de conservação ambiental e inovação agropecuária.

    O que falta para virar o jogo?

    Para os pesquisadores ouvidos pela reportagem, a solução passa por três frentes: regulamentação, incentivos e educação. Em primeiro lugar, é necessário ampliar o registro oficial de raças crioulas, como já ocorre com a ‘Canela-Preta’, mas para outras variedades. Em segundo, criar linhas de crédito específicas para pequenos produtores que queiram preservar essas linhagens, além de estabelecer preços mínimos garantidos nos mercados institucionais (como o PAA e o PNAE). Por fim, disseminar o conhecimento sobre as vantagens das aves crioulas entre consumidores e técnicos agrícolas, desmistificando a ideia de que elas são ‘menos produtivas’.

    ‘O Brasil tem a chance de liderar um movimento global de preservação genética na avicultura’, avalia Fernando Pilotto. ‘Mas isso depende de vontade política e de reconhecer que a diversidade não é um luxo, e sim uma necessidade’.

  • Escala 6×1 no Congresso: A luta por uma semana de 40 horas e o custo do cansaço nacional

    Escala 6×1 no Congresso: A luta por uma semana de 40 horas e o custo do cansaço nacional

    O Brasil debate, desde 2015, uma mudança estrutural na relação entre trabalho e vida pessoal: a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas garantidas e manutenção salarial. A proposta, que ganhou impulso com a apresentação de um projeto de lei pelo governo federal em 2024, não é apenas uma questão de produtividade, mas de saúde pública e justiça social. Enquanto parlamentares negociam os termos, milhões de trabalhadores seguem presos a escalas que transformam o descanso em privilégio e a exaustão em rotina.

    O peso das horas extras não remuneradas

    Para Otoniel Ramos da Silva, porteiro há anos no Rio de Janeiro, a escala 6×1 não é uma teoria, mas uma realidade diária. Seis dias de trabalho seguidos — de segunda a sábado — são compensados por um único domingo de folga. O trajeto casa-trabalho consome quatro horas por dia, somando 24 horas semanais perdidas em deslocamentos. “O trabalho é tranquilo, mas o desgaste para chegar até ele é o que mais cansa”, desabafa. Segundo a pesquisadora Renata Rivette, fundadora da Reconnect, estudos indicam que essa dinâmica alimenta um ciclo de esgotamento físico e mental, onde a linha entre vida pessoal e profissional desaparece. “A gente já sabe que não dá para separar as duas coisas. A escala 6×1 empurra as pessoas para uma exaustão crônica, como se a vida fosse apenas uma extensão do expediente”, afirma.

    O governo acelera, mas o Congresso divide

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defende que a redução para 40 horas semanais — sem redução salarial — é um avanço necessário. “Isso não impede negociações coletivas para adequar as grades de jornada. Trabalhadores e empregadores precisam encontrar o equilíbrio”, declarou. O projeto governamental, no entanto, enfrenta resistência de setores empresariais que alegam prejuízos à competitividade. Enquanto a Câmara dos Deputados analisa propostas paralelas, como a do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), que propõe a semana de 4 dias sem redução salarial, a sociedade civil pressiona por mudanças urgentes. Movimentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Rede Brasil do Pacto Global da ONU organizam campanhas para conscientizar sobre os impactos da sobrecarga laboral.

    Casos de sucesso e a resistência do mercado

    Enquanto a legislação ainda engatinha, algumas empresas já experimentam modelos alternativos. A rede hoteleira Hplus, com 18 unidades no país, adotou gradativamente a escala 5×2 em parte de seus funcionários, mantendo a carga horária de 44 horas. “Os resultados iniciais mostram queda no absenteísmo e aumento na satisfação da equipe”, afirma a diretora de RH da rede. No entanto, o setor de serviços, especialmente o comércio e a saúde, argumenta que a implementação imediata da semana de 40 horas poderia gerar desequilíbrios operacionais. “Não dá para generalizar. Cada segmento tem suas peculiaridades”, pondera o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros.

    O que está em jogo?

    Além do bem-estar dos trabalhadores, a discussão toca em pontos-chave como a produtividade, a saúde pública e a desigualdade social. Países como a França e a Espanha já reduziram a jornada semanal nos últimos anos, com resultados mistos: enquanto algumas empresas relatam ganhos de eficiência, outras enfrentam dificuldades logísticas. No Brasil, onde o transporte público é precário e as distâncias são longas, a equação se complica. “A escala 6×1 não é apenas um problema sindical, é um problema de urbanismo e saúde mental”, alerta Rivette. Para ela, a solução passa por políticas públicas integradas — desde investimentos em mobilidade até fiscalização rigorosa de acordos coletivos que mascaram a sobrecarga.

    O Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, estreia nesta segunda-feira (18) às 23h a edição “Escala 6×1: um País Cansado”, que mergulha nesse debate, acompanhando casos como o de Otoniel e apresentando dados que mostram como a falta de tempo livre afeta a felicidade e a saúde da população. A pergunta que fica é: até quando o Brasil vai adiar a resposta para uma demanda que não é nova, mas que nunca foi tão urgente?

  • Égua Benilde de Quaraci brilha em Esteio e leva título de Melhor Exemplar na Outonal de Crioulo

    Égua Benilde de Quaraci brilha em Esteio e leva título de Melhor Exemplar na Outonal de Crioulo

    A Passaporte Outonal do Cavalo Crioulo, realizada no último sábado (16/05) em Esteio (RS), elegeu Benilde de Quaraci (Box 79) como a grande campeã da competição. Proveniente da Cabanha Quaraci, de Santa Cruz do Sul, a égua zaina não apenas dominou a categoria de Melhor Exemplar da Raça, mas também faturou o título de Melhor Cabeça — dois dos principais prêmios da seletiva morfológica.

    A consagração de uma égua completa

    A vitória de Benilde de Quaraci não foi por acaso. Segundo o jurado Francisco Kessler Fleck, a fêmea, nascida em 2017, apresenta uma combinação rara de atributos: “boa estrutura, profundidade e angulações, além de uma garupa muito forte e frente leve. É uma égua muito feminina, com boa cabeça e linha superior, representando um exemplar de alta qualidade”, destacou o especialista durante a avaliação.

    A zaina é filha de Aquiles de Quaraci e Afrodite de Quaraci, e já havia participado da Expointer em 2020. Criada e exposta por Rosalie Tavares Negrini Jones e conduzida pelo cabanheiro Cristian Miguel de Souza Pinto, Benilde de Quaraci foi preparada durante 60 dias para a primeira seletiva morfológica deste ciclo. “Ela representa a marca da cabanha”, comemorou a equipe.

    JQ Quartel General coroa os machos e garante vaga na Expointer 2026

    Entre os machos, o Grande Campeão da Passaporte Outonal foi JQ Quartel General (Box 22), um zaino colorado que garantiu seu passaporte para a grande final da Morfologia na Expointer 2026, a ser realizada de 24 a 30 de agosto. Proveniente da área de expansão da raça, o exemplar é fruto da genética de JA Libertador e JQ Jóia Rara, e representa a Estância Tamareira e Fazenda Jequitibá, de Santa Rita do Passa Quatro (SP).

    A equipe optou por não participar da FICCC (Feira Internacional do Cavalo Crioulo de Cristal) para dedicar mais tempo à preparação da competição em Esteio. Segundo o médico-veterinário Rolando Martim Pérez, a estratégia foi acertada: “Esse cavalo tem uma estrutura muito importante, com boas angulações, um garrão forte, lombo de qualidade e garupa comprida”, elogiou Fleck.

    Classificados para a Expointer 2026: os nomes que brilharão em agosto

    Além de Benilde de Quaraci e JQ Quartel General, a Passaporte Outonal definiu outros sete classificados para a grande final da Morfologia na Expointer 2026. Entre os machos, avançam Basco Herdeiro (Cabanha Santa Larissa, Tijucas do Sul/RS), GTA Guaembé (Fazenda Boa Vista, Guarapuava/PR) e TER Facundo (Agropecuária e Cabanha Tertúlia Ltda, Porto Alegre/RS).

    Já entre as fêmeas, além de Benilde de Quaraci, classificaram-se outras três competidoras: Basquinha, da Cabanha Santa Larissa; GTA Gaivota, da Fazenda Boa Vista; e TER Faceta, da Agropecuária e Cabanha Tertúlia Ltda. Esses nomes prometem animar a Expointer 2026, um dos principais eventos do setor no Brasil.

    O que esperar da Expointer 2026?

    A Expointer, tradicional feira agropecuária que ocorre anualmente em Esteio (RS), será palco da grande final da Morfologia do Cavalo Crioulo de 24 a 30 de agosto de 2026. Com a participação de criadores de todo o país, o evento não apenas celebra a genética e a beleza da raça, mas também reforça a importância do cavalo crioulo na cultura e na economia gaúcha. Para os classificados na Passaporte Outonal, o desafio agora é manter o padrão de preparação e conquistar os títulos máximos na Expointer, consolidando ainda mais o nome de suas respectivas cabanhas.

  • Fenasul Expoleite: Granja Letícia finca bandeira da excelência leiteira com Grande Campeã da Raça Holandesa

    Fenasul Expoleite: Granja Letícia finca bandeira da excelência leiteira com Grande Campeã da Raça Holandesa

    A Granja Letícia, propriedade da família Gallina e associada à Cooperativa Santa Clara desde os anos 1980, escreveu mais um capítulo de sucesso na Fenasul Expoleite ao transformar a vaca Trufada 018 Atrapalhada CEX91 na Grande Campeã da Raça Holandesa. O título, disputado no último sábado no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, coroou décadas de investimento em genética e manejo especializado, colocando a propriedade no seleto grupo das mais premiadas do evento.

    A supremacia técnica que define vencedores

    Com 16 animais levados à feira, a Granja Letícia não apenas conquistou o cobiçado troféu de Grande Campeã, mas também acumulou outras quatro distinções: Campeã 5 Anos, Terceira Melhor Fêmea Jovem, Reservada de Campeã Vaca Jovem, além dos títulos de Melhor Criador e Melhor Expositor. “Esse resultado é a materialização de um trabalho contínuo de seleção genética e manejo zootécnico”, declarou Eloi Gallina, sócio-proprietário, evidenciando o método rigoroso aplicado no rebanho.

    Santa Clara: o berço da evolução leiteira gaúcha

    A vitória da Granja Letícia reflete a estratégia da Cooperativa Santa Clara, fundada em 1911 e pioneira no Rio Grande do Sul em práticas como a inseminação artificial e o pagamento por qualidade do leite. “A Fenasul Expoleite é um termômetro da excelência do nosso quadro associativo. A Granja Letícia é um exemplo de como a genética aliada ao manejo de alto nível pode produzir resultados excepcionais”, afirmou a diretoria da cooperativa.

    A competição também rendeu destaques a outros associados da Santa Clara: a Granja Sipp levou o Grande Campeonato da Raça Holandesa Vermelha e Branca, enquanto a Fazenda das Nogueiras conquistou o título de Grande Campeã da raça Gir Leiteiro. “Esses resultados consolidam nossa posição como uma das principais forças do agronegócio leiteiro brasileiro”, destacou a cooperativa em comunicado oficial.

    O legado que transcende prêmios

    Para especialistas do setor, a consagração da Trufada 018 Atrapalhada CEX91 vai além da premiação. “Animais como esse demonstram que o Brasil não apenas importa genética, mas também desenvolve soluções próprias de alto valor agregado”, analisa o zootecnista Antônio Prado, consultor em melhoramento genético. A Fenasul Expoleite, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), reúne os principais nomes da pecuária leiteira nacional, tornando cada conquista um marco para o setor.

  • Logan de 2004 vence moralmente as 24 Horas de Nürburgring: a história do sedã que desafiou os GT3

    Logan de 2004 vence moralmente as 24 Horas de Nürburgring: a história do sedã que desafiou os GT3

    As 24 Horas de Nürburgring nunca foram um evento para os fracos. Com um traçado de 20,8 km repleto de curvas cegas, mudanças abruptas de altitude e trechos que testam até os pilotos mais experientes, a prova alemã é conhecida como o “Inferno Verde”. Mas neste fim de semana, o que chamou a atenção não foi um dos supercarros GT3 de fábrica, e sim um modesto Dacia Logan de primeira geração (2004–2012), que, com uma preparação artesanal e um motor de 280 cv, conquistou o coração de milhares de fãs ao redor do mundo.

    O grid de elite e a exceção romena

    Entre os 159 carros inscritos na edição de 2026, o grid era um verdadeiro Who’s Who do automobilismo: Porsche 911 GT3, Mercedes-AMG GT3 Evo, BMW M4 GT3 e até um Lamborghini Huracán GT3 EVO2, pilotado por nomes como Max Verstappen — sim, o tetracampeão de F1 estreou como dono de equipe. Em meio a tanta tecnologia e orçamentos milionários, o Dacia Logan da Ollis Garage Racing, de Münster, Alemanha, parecia um peixe fora d’água. Inscrito na categoria SP3T (para carros turbo de até 2 litros), seu principal rival era um trio de Golf GTI, além de um Audi TT RS e um Cupra León.

    Do acidente à redenção: a jornada do Logan

    A história do pequeno sedã romeno é de superação. Desde 2021, a equipe Ollis Garage Racing, comandada pelo casal Sabine e Oliver Kriese, apostava nesse projeto inusitado. Em 2023, um choque com um Porsche GT3 destruiu completamente o carro, mas os pilotos saíram ilesos. Com a ajuda de fãs e patrocinadores, a equipe comprou outro Logan e reconstruiu o projeto do zero. “Não tínhamos dinheiro para um carro novo, mas tínhamos paixão”, declarou Oliver Kriese ao Motorsport.com.

    Desempenho surpreendente: números que falam por si

    Com um motor 2.0 turbo de 280 cv (transplantado de um Renault Mégane RS) e câmbio sequencial de seis marchas, o Logan não era páreo para os GT3 de mais de 500 cv. Mas nos bastidores, os números revelavam uma história diferente. Na classificação, o carro marcou 11min03s438, superando até mesmo um Audi RS3 LMS. Durante a corrida, atingiu 178 km/h no retão de Döttinger Höhe, um trecho de 2,1 km onde os carros de alta cilindrada voam. Enquanto a melhor volta absoluta da prova foi um incrível 8min08s758 de um Lamborghini Huracán, o Logan registrou 10min22s613 — uma marca que deixou para trás diversos carros de turismo com preparação profissional.

    A vitória moral que viralizou

    O que realmente transformou o Dacia Logan em fenômeno de internet foi seu caráter. Enquanto os GT3 brilhavam com patrocínios milionários, o Logan representava o automobilismo amador levado ao extremo. “Corremos contra times que têm orçamentos dez vezes maiores que o nosso, mas a paixão não tem preço”, afirmou Alexander Becker, um dos pilotos. Nas redes sociais, vídeos do carro rodando no Inferno Verde se espalharam, com milhões de visualizações. Fãs criaram memes, camisetas e até um financiamento coletivo para ajudar a equipe. “Eles não ganharam a prova, mas ganharam a alma das pessoas”, resumiu um comentarista esportivo.

    O que isso significa para o automobilismo?

    O caso do Logan nas 24 Horas de Nürburgring reforça uma verdade cada vez mais esquecida no esporte a motor: a magia está naquilo que não é perfeito. Em uma era dominada por dados, aerodinâmica computadorizada e motores híbridos, um carro de R$ 50 mil (na época de seu lançamento), com um motor de reposição e uma equipe de voluntários, mostrou que o esporte ainda pode ser feito debaixo do capô — e não apenas nos cofres dos patrocinadores. Para a Ollis Garage Racing, o futuro já está desenhado: “Queremos continuar correndo, mas agora com mais apoio. O Logan provou que sonhos não têm limite”, concluiu Sabine Kriese.

  • BYD Dolphin SE 2026: O elétrico que promete dominar o mercado com R$ 10 mil a mais e mudanças radicais

    BYD Dolphin SE 2026: O elétrico que promete dominar o mercado com R$ 10 mil a mais e mudanças radicais

    O mercado de carros elétricos no Brasil vive um momento de transição. Enquanto o BYD Dolphin Mini conquista compradores com seu preço agressivo e 95 cv de potência, a gigante chinesa aposta em uma nova estratégia para manter a liderança: o Dolphin SE 2026, lançado por R$ 159.990.

    A versão Special Edition chega para preencher um vazio deixado pelos fracassos comerciais do Dolphin GS — outrora líder em vendas, mas hoje superado pelo Mini — e do Dolphin Plus, que, apesar de sua potência de 184 cv, nunca emplacou. Com um preço intermediário entre as duas opções (R$ 10 mil a mais que o GS e quase R$ 25 mil a menos que o Plus), o SE promete ser a versão mais atraente da linha, reunindo o melhor de cada modelo.

    Performance turbinada: 177 cv e recarga rápida que deixam rivais no chão

    O coração do Dolphin SE é um motor elétrico de 177 cavalos, uma potência que supera os 95 cv do GS e se aproxima dos 184 cv do Plus. Mas não é só na aceleração que ele se destaca: a bateria de 45,1 kWh oferece recarga rápida de até 80 kW, permitindo que o carro recupere 80% da carga em cerca de 30 minutos — uma vantagem competitiva em um mercado onde a infraestrutura de recarga ainda é um desafio.

    Outro ponto forte é a aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos, performance que coloca o SE em pé de igualdade com rivais diretos como o Chevrolet Bolt e o MG4, mas com um custo-benefício superior graças ao pacote tecnológico incluso.

    Design renovado e 15,5 cm a mais: O que muda na aparência do SE?

    A BYD não poupou esforços na atualização visual do Dolphin SE. Faróis menores e com formato orgânico — uma assinatura da marca nos últimos lançamentos — ganham destaque na dianteira, enquanto o para-choque passa a contar com tomadas de ar laterais, dando um ar mais esportivo ao conjunto. Na traseira, as novas lanternas com base ondulada e o para-choque com lentes refletivas horizontais reforçam a identidade do modelo.

    Mas a mudança mais significativa está no comprimento: com 4,28 metros, o SE é 15,5 cm maior que o GS, herdando a estrutura do Dolphin Plus (que mede 4,29 m). Essa alteração não é meramente estética: ela permite a adoção de uma suspensão traseira do tipo multilink, substituindo o antigo eixo de torção. O resultado? Um comportamento de direção mais refinado e conforto superior, especialmente em estradas irregulares.

    Tecnologia e segurança: O que o SE oferece de diferente?

    O interior do Dolphin SE segue a tendência de acabamento preto total, com detalhes funcionais que priorizam a praticidade. O destaque fica por conta do sistema multimídia com Google Automotive System — uma interface intuitiva que já é padrão em modelos premium — e uma tela de instrumentos de 8,8 polegadas com mapa integrado. Para os passageiros traseiros, a BYD incluiu saídas de ar individuais, um item raro em carros compactos.

    Na segurança, o pacote ADAS de nível 2 — sigla para Advanced Driver Assistance Systems — traz recursos como controle de cruzeiro adaptativo, manutenção de faixa e frenagem automática de emergência. Um salto significativo em relação ao GS, que oferece apenas sistemas básicos.

    O dilema do consumidor: Vale a pena pagar R$ 10 mil a mais pelo SE?

    A pergunta que fica é: o Dolphin SE consegue justificar seu preço premium em relação ao GS? A resposta depende do perfil do comprador. Para quem busca um elétrico mais potente, tecnológico e confortável, a resposta é sim. O SE oferece uma combinação única de performance, design atualizado e recursos de segurança que não estão disponíveis nem no GS nem no Plus (que, em sua versão mais básica, custa R$ 184.800).

    Já para aqueles que priorizam o custo-benefício absoluto, o Mini — com seus R$ 134.990 e 95 cv — ainda pode ser a melhor opção. No entanto, com a queda nas vendas do GS e a falta de atratividade do Plus, o SE surge como uma alternativa equilibrada, capaz de atrair tanto os entusiastas de carros elétricos quanto os consumidores que buscam um modelo familiar, mas com características premium.

    O futuro da linha Dolphin: O SE é o fim de uma era ou o começo de outra?

    A BYD garante que os modelos GS e Plus não serão descontinuados, mas é difícil imaginar como eles sobreviverão em um mercado cada vez mais competitivo. O SE, com sua proposta de melhor custo-benefício da linha, pode se tornar o novo padrão da marca no Brasil, enquanto o Mini e o Plus ficam restritos a nichos específicos.

    Se a estratégia der certo, a BYD não apenas consolidará sua posição como líder em vendas de elétricos no país, mas também redefinirá o que os consumidores esperam de um carro elétrico compacto: mais potência, mais tecnologia e mais conforto, sem abrir mão do preço acessível.

  • Alameda do Cavalo Crioulo chega para transformar Esteio em polo comercial estratégico da raça

    Alameda do Cavalo Crioulo chega para transformar Esteio em polo comercial estratégico da raça

    A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) inaugurou oficialmente a Alameda do Cavalo Crioulo durante as atividades da Classificatória Gaúcha Sul e da Passaporte Outonal, no último sábado (16/05), em Esteio (RS). O novo espaço, composto por 17 pontos comerciais fixos, representa uma virada na estrutura do Parque de Exposições Assis Brasil, substituindo as antigas instalações temporárias por um modelo permanente e estratégico.

    Da inovação ao convívio: a metamorfose do espaço

    O projeto nasceu da necessidade de qualificar a infraestrutura dos eventos da entidade, especialmente após a conclusão da Arena Coberta. “Após a finalização dessa obra, nossa meta era ter um espaço qualificado para a convivência. Tenho certeza de que vai qualificar nossos eventos e nosso convívio, além de fortalecer e unir cada vez mais as pessoas em torno do Cavalo Crioulo”, declarou o presidente da ABCCC, André Luiz Narciso Rosa, durante a inauguração. A Alameda, estrategicamente localizada a poucos metros da pista principal do Freio de Ouro, foi desenhada para aproximar o público de uma rede diversificada de serviços — que vai da culinária regional ao vestuário especializado e equipamentos para equinos.

    A vitrine que vira negócio: expositores apostam no novo modelo

    Para os expositores, a mudança representa mais do que uma simples alteração de endereço: é uma oportunidade de consolidar marcas e expandir suas redes de contato. Bruna de Liz Arruda Alves, proprietária da Loja La Reculuta — especializada em pilchas e aperos —, atua há 12 anos na Expointer em estruturas temporárias. Agora, com um ponto fixo na Alameda (loja 17), ela vê a estratégia como um divisor de águas: “Apostamos nessa vitrine como um trampolim para fortalecer a marca e o networking. O Instagram ajuda, mas nada substitui o contato direto com o cliente, que pode tocar e provar cada peça. Estar aqui, ao lado da pista, nos aproxima do público que realmente consome”

    O ecossistema que ganha força: marcas, cultura e oportunidades

    Mariana Marimon, gerente de Relações Comerciais da ABCCC e responsável pela curadoria dos espaços, destaca que a Alameda não é apenas um local de vendas, mas um ponto de conveniência e lazer que reforça o estilo de vida associado ao Cavalo Crioulo. “Ao consolidar esse polo comercial, a entidade fortalece o convívio e a visibilidade de marcas que representam o universo da raça, fazendo o ecossistema girar em torno desses novos negócios”, explica. O espaço, além de oferecer comodidade aos frequentadores, abre portas para empreendedores locais e expositores de todo o país, criando um ciclo virtuoso de negócios e cultura.

    Com a Alameda do Cavalo Crioulo, Esteio ganha um novo capítulo em sua trajetória como referência nacional no setor, unindo tradição, inovação e oportunidades comerciais sob o mesmo teto — literalmente.

  • Mapa usa ‘scanner molecular’ para flagrar fraudes em azeites no DF e retira 5 marcas suspeitas das prateleiras

    Mapa usa ‘scanner molecular’ para flagrar fraudes em azeites no DF e retira 5 marcas suspeitas das prateleiras

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou na última quinta-feira (14) uma operação inédita no Distrito Federal para combater fraudes em azeites de oliva. Utilizando tecnologia de ponta, auditores fiscais federais agropecuários flagraram indícios de adulteração em cinco marcas entre as 45 analisadas em quatro grandes redes atacadistas da capital. As amostras suspeitas foram encaminhadas para análise laboratorial, enquanto o equipamento portátil de espectroscopia no infravermelho médio (MIR) — apelidado de “scanner molecular” — permitiu identificar, em tempo real, possíveis misturas com óleos vegetais de menor valor, como soja e girassol.

    A fiscalização que enxerga além da embalagem

    A ação, coordenada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), representa um marco na fiscalização de alimentos no Brasil. O equipamento MIR funciona como um “scanner molecular”, emitindo feixes de luz infravermelha que analisam a composição química do produto sem necessidade de abertura da embalagem. Em questão de segundos, a tecnologia detecta irregularidades como a adição de óleos vegetais baratos ou a diluição com solventes, prática comum em fraudes que prejudicam tanto o consumidor quanto os produtores legítimos de azeite.

    O que muda para os consumidores e o mercado

    As cinco marcas com suspeitas de não conformidade foram retiradas das prateleiras para análise laboratorial complementar no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Caso confirmadas as irregularidades, os produtos poderão ser interditados e os responsáveis, responsabilizados. A iniciativa integra um monitoramento contínuo do Mapa para garantir que os azeites comercializados no país atendam aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela legislação brasileira — um passo crucial para proteger a saúde pública e a economia do setor.

    Segundo especialistas, a adulteração de azeites é um problema global, mas no Brasil, onde o consumo do produto tem crescido significativamente, a fiscalização com tecnologia avançada chega em um momento crítico. “A população está cada vez mais atenta à qualidade dos alimentos, e ferramentas como essa reforçam a transparência e a confiança no mercado”, afirmou um analista do setor, que preferiu não se identificar.

    Tecnologia a serviço da segurança alimentar

    A espectroscopia no infravermelho médio não é novidade em laboratórios, mas sua aplicação em fiscalizações de campo é recente no Brasil. O equipamento portátil permite que os auditores analisem dezenas de amostras por dia diretamente nas gôndolas, sem a necessidade de deslocamento para laboratórios. Isso não apenas agiliza o processo, como também aumenta a capacidade de fiscalização, possibilitando o monitoramento de um número maior de marcas e lotes.

    “Antes, dependíamos de análises laboratoriais demoradas. Agora, com essa tecnologia, podemos identificar fraudes instantaneamente e agir de forma preventiva”, explicou um auditor fiscal do Mapa. A operação no DF faz parte de um projeto mais amplo de modernização das fiscalizações agropecuárias, com investimentos em equipamentos e capacitação de equipes.

    O impacto no agronegócio e na economia

    O combate às fraudes em azeites tem reflexos diretos no agronegócio brasileiro, especialmente para os produtores nacionais que seguem os padrões de qualidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Azeite (Abpa), o Brasil importa cerca de 90% do azeite consumido no país, o que torna o controle de qualidade ainda mais urgente. “Fraudes desvalorizam o produto legítimo e prejudicam toda a cadeia, desde o agricultor até o consumidor final”, afirmou um representante da Abpa.

    A iniciativa do Mapa também alinha-se a políticas públicas que visam reduzir a dependência de importações e incentivar a produção nacional. Recentemente, o governo federal anunciou um projeto de lei para ampliar incentivos à produção de fertilizantes, outro insumo estratégico para a agricultura brasileira. “Combater fraudes é também uma forma de fortalecer a economia local e garantir a segurança alimentar”, destacou um técnico do ministério.