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  • Carnes impulsionam agro mineiro: exportações batem US$ 1,39 bi e VBP da bovinocultura chega a R$ 18,1 bi em 2025

    Carnes impulsionam agro mineiro: exportações batem US$ 1,39 bi e VBP da bovinocultura chega a R$ 18,1 bi em 2025

    O agronegócio mineiro fechou 2025 com números históricos, consolidando sua posição como um dos principais motores econômicos do estado. O destaque ficou por conta da cadeia de carnes, que não só impulsionou as exportações — atingindo US$ 1,39 bilhão, um crescimento de 22,4% em relação a 2024 — como também registrou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões na bovinocultura de corte, um avanço de 14% ante o ano anterior.

    Agronegócio mineiro em 2025: dados que mostram a força das cadeias produtivas

    Os números integram o Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, produzido pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O documento analisa o desempenho das principais cadeias produtivas do estado, avaliando não apenas seu peso na produção nacional, mas também o volume total gerado. Além da carne bovina, o relatório abrange café, cana-de-açúcar, grãos, fruticultura, olericultura e outras atividades pecuárias, como leite, suinocultura e avicultura.

    Carne premium e campo nativo: os diferenciais que conquistaram mercados exigentes

    O sucesso das exportações mineiras de carne bovina está diretamente ligado à valorização de produtos de alta qualidade. O Carne do Pampa, por exemplo, tem ganhado espaço em mercados internacionais cada vez mais exigentes, enquanto a produção em campo nativo se consolidou como um diferencial na era da carne premium. Esses fatores, combinados à eficiência produtiva e à expansão de mercados, explicam o crescimento expressivo do setor.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    O bom desempenho do agronegócio mineiro em 2025 não apenas reforça a importância do setor para a economia estadual — que já responde por cerca de 30% do PIB agropecuário nacional — como também sinaliza um cenário promissor para 2026. A continuidade dos investimentos em tecnologia, sustentabilidade e abertura de novos mercados deve manter Minas Gerais como um dos principais players do agro brasileiro, com potencial para superar ainda mais os resultados recentes.

  • Zoomlion mira R$ 500 milhões no agro brasileiro em 2026 com tratores híbridos e fábrica nacional

    Zoomlion mira R$ 500 milhões no agro brasileiro em 2026 com tratores híbridos e fábrica nacional

    Expansão agressiva no agro brasileiro

    A Zoomlion, uma das maiores fabricantes de máquinas pesadas do mundo, intensifica sua estratégia de entrada no mercado agrícola brasileiro com um plano ousado: alcançar R$ 500 milhões em vendas de tratores e equipamentos agrícolas ainda em 2026. A meta, anunciada após a consolidação de sua presença em feiras do setor e da ampliação de sua rede de distribuidores, sinaliza uma mudança de patamar na competição com as gigantes tradicionais do segmento.

    Mercado em transformação sob pressão asiática

    O movimento ocorre em um cenário de retração para fabricantes locais, afetadas por juros elevados e pela cautela dos produtores rurais. Enquanto marcas brasileiras, europeias e americanas enfrentam queda nas vendas, empresas chinesas e indianas ganham espaço com preços competitivos e tecnologia embarcada. A Zoomlion, em particular, destaca-se pela aposta em tratores híbridos, alinhados às demandas por sustentabilidade e eficiência energética no campo.

    Fábrica nacional como próximo passo

    Além das vendas, a gigante chinesa já estuda a construção de uma unidade industrial no Brasil nos próximos anos. A decisão, ainda em fase de análise, poderia reduzir custos logísticos e aproximar a empresa da cadeia produtiva local, ampliando sua competitividade frente a concorrentes consolidados. O investimento, entretanto, depende de fatores como incentivos fiscais e condições macroeconômicas — dois elementos que permanecem incertos no atual contexto político-econômico do país.

    Consequências para o setor de máquinas agrícolas

    A entrada da Zoomlion não é apenas mais um player no mercado, mas um divisor de águas. Fabricantes tradicionais, como John Deere, Case IH e Massey Ferguson, agora precisam reagir a uma concorrência que combina preços agressivos, inovação tecnológica e uma estratégia comercial agressiva. Para o produtor rural, a perspectiva é de maior poder de barganha e acesso a equipamentos com melhor relação custo-benefício, embora o risco de dependência de marcas estrangeiras também cresça.

  • Aprosoja aciona STF para barrar embargos ambientais automáticos e travas no crédito rural

    Aprosoja aciona STF para barrar embargos ambientais automáticos e travas no crédito rural

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), em parceria com a Aprosoja Mato Grosso, protocolou na última terça-feira (26/05) pedido de ingresso como *amicus curiae* na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1228, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

    Ataque às regras automáticas de embargo ambiental

    A entidade questiona três dispositivos que, segundo ela, prejudicam o setor produtivo de forma desproporcional: o embargo aplicado a áreas atingidas por incêndios sem comprovação de responsabilidade; a penalização coletiva de propriedades vizinhas com base em monitoramento por satélite; e as restrições automáticas ao crédito rural, mesmo antes de qualquer análise individualizada de infração ambiental.

    Críticas ao PRODES e ao monitoramento por imagem

    O setor produtivo argumenta que as decisões se baseiam em dados do PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) e imagens de satélite, que não distinguem entre áreas degradadas por terceiros, fenômenos naturais ou até mesmo erros de interpretação. “A punição coletiva e automática ignora o devido processo legal e afeta diretamente a segurança jurídica do agronegócio”, afirmou um dos diretores da Aprosoja, em nota oficial.

    Consequências para o crédito rural e a produtividade

    As restrições ao crédito rural, vinculadas a embargos ambientais, já vêm gerando impactos nos custos de produção e na capacidade de investimento dos produtores. Segundo a Aprosoja, cerca de 30% dos financiamentos agrícolas em Mato Grosso — maior produtor de soja do país — estão sob risco devido a essas medidas. “Isso não apenas trava o crescimento do setor, mas também prejudica a competitividade do Brasil no mercado global”, alertou a entidade.

    ADPF 1228: o que está em jogo?

    A ADPF 1228, proposta inicialmente em 2024, questiona o chamado “embargão” — decreto que amplia os poderes de embargo ambiental — e as resoluções do Conselho Monetário Nacional que condicionam o acesso ao crédito rural a critérios ambientais genéricos. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, tem até 2026 para proferir decisão, mas o ingresso da Aprosoja como *amiga da Corte* pode acelerar a pauta, dada a relevância econômica do tema.

  • Granja Comary: do berço das galinhas francesas ao santuário do futebol brasileiro

    Granja Comary: do berço das galinhas francesas ao santuário do futebol brasileiro

    A história da Granja Comary, localizada em Teresópolis (RJ), é um exemplo de como o patrimônio brasileiro pode se reinventar sem perder sua essência aristocrática. Fundada pelos Guinle — uma das famílias mais influentes do país no século XX — a propriedade de mais de 600 hectares nasceu longe do futebol, mas com um propósito tão exclusivo quanto o esporte bretão: abrigar uma das criações de galinhas de linhagem mais sofisticadas do Brasil, importadas diretamente da França.

    Uma fazenda de luxo para aves de elite

    Na época, a avicultura de ponta era um negócio reservado às elites. Os Guinle não mediram esforços para transformar a Granja Comary em um verdadeiro laboratório de inovação animal. Além do plantel de galinhas francesas — conhecidas por sua resistência e qualidade de ovos —, a propriedade incluía um ranário, uma área dedicada à criação de raposas e um viveiro repleto de pássaros exóticos. Tudo isso fazia da fazenda um símbolo de prestígio, frequentada por nomes da alta sociedade brasileira.

    Do agronegócio à nação do futebol

    O salto da Granja Comary para o imaginário popular ocorreu décadas depois, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adquiriu o terreno em 1987. A localização estratégica, cercada pela Mata Atlântica e com clima ameno, era ideal para o treinamento de atletas. O que poucos lembram, porém, é que a estrutura já existia — e era imponente. Os galpões adaptados para galinhas deram lugar a vestiários, campos de treinamento e até uma academia de ponta. Hoje, o local é sinônimo de conquistas, como a Copa do Mundo de 2002 e os títulos da Copa América.

    Um legado que une passado e futuro

    Mais do que um centro de treinamento, a Granja Comary hoje carrega a memória de uma época em que o Brasil se projetava como potência agrícola e econômica. A herança dos Guinle, embora menos conhecida, é parte fundamental da identidade do local. Enquanto os jogadores da Seleção Brasileira pisam no gramado sob os olhares do mundo, poucos param para pensar que, ali, já houve um tempo em que o canto das galinhas francesas ecoava entre as montanhas de Teresópolis.

  • Ricardo Guimarães aposta US$ 1 bi em cannabis medicinal: a virada de um setor estagnado

    Ricardo Guimarães aposta US$ 1 bi em cannabis medicinal: a virada de um setor estagnado

    Da sombra da incerteza à luz da regulação: o mercado brasileiro acorda

    Por décadas, a cannabis medicinal no Brasil foi refém de um ciclo vicioso: falta de regulamentação clara, estigma social e ausência de formação técnica sufocaram um segmento que movimenta mais de US$ 30 bilhões globalmente. Enquanto países como Canadá e Estados Unidos estruturaram indústrias sólidas — com pesquisas clínicas, cadeias produtivas integradas e modelos de preços competitivos —, o Brasil permaneceu em um limbo jurídico, onde pacientes dependiam de liminares judiciais para acessar tratamentos. A virada começou timidamente em 2023, com a RDC 660/2022 da Anvisa, mas foi apenas em maio de 2026 que o setor ganhou um novo protagonista: Ricardo Guimarães, cujo projeto prevê investimentos de até R$ 5 bilhões (US$ 1 bilhão) até 2030 para dominar a cadeia, da produção agrícola ao desenvolvimento de medicamentos.

    Legado científico e timing perfeito: por que Guimarães pode virar o jogo

    Filho de Jorge Almeida Guimarães — ex-presidente da CAPES, CNPq e EMBRAPII, e uma das mentes por trás da ciência brasileira moderna — Ricardo Guimarães carrega um DNA de inovação. Desde os anos 1970, quando o professor Elisaldo Carlini, seu padrinho acadêmico, publicou estudos pioneiros sobre os efeitos terapêuticos da cannabis, a família Guimarães esteve na linha de frente da batalha pela normalização. Agora, com a experiência adquirida no mercado norte-americano (onde viveu por oito anos), Guimarães enxerga no Brasil uma oportunidade única: “O Brasil tem solo, clima e mão de obra qualificada. Falta apenas escala e compliance. Nossa estratégia é replicar o modelo canadense, mas com custos 30% menores”, afirmou em entrevista exclusiva à *Cenário & Fatos* na última quarta-feira, 27 de maio de 2026.

    O tripé da revolução: educação, tecnologia e lobby regulatório

    A aposta de Guimarães não se limita a plantações ou laboratórios. Ele aposta em três pilares: (1) formação de profissionais — parceria com universidades para cursos de agronomia especializada em cannabis e farmácia clínica; (2) tecnologia — uso de inteligência artificial para rastreabilidade de plantas e otimização de extração de canabinoides; e (3) engajamento político — um escritório em Brasília dedicado a pressionar pela simplificação de regras, como a isenção de impostos para pesquisas e a criação de uma bolsa de patentes para medicamentos à base de cannabis. “Não vamos repetir o erro de 2019, quando a regulação foi feita sem debate técnico”, disse.

    Os riscos de uma indústria nascente: quem vai pagar a conta?

    Apesar do otimismo, especialistas alertam para armadilhas. O custo médio de um tratamento com cannabis no Brasil ainda é 50% maior do que nos EUA, devido à falta de escala e aos impostos sobre importação de insumos. Além disso, o mercado enfrenta resistência de farmácias e planos de saúde, que associam a planta a estereótipos. “Guimarães está certo em apostar no longo prazo, mas precisa convencer os players tradicionais de que isso não é um nicho, mas uma revolução na saúde pública”, avalia a economista Mariana Silva, do FGV Agro. Até 2026, o setor deve movimentar R$ 2 bilhões no Brasil — um décimo do potencial global, segundo a consultoria New Frontier Data.

  • Embrapa Gado de Leite lança sumários genômicos na Megaleite 2026 para alavancar produtividade leiteira

    Embrapa Gado de Leite lança sumários genômicos na Megaleite 2026 para alavancar produtividade leiteira

    Ciência a serviço do produtor: Embrapa reforça parceria na Megaleite 2026

    A Embrapa Gado de Leite chega à 21ª Megaleite, que ocorre entre os dias 1º e 6 de junho de 2026 no Parque de Exposições da Gameleira (BH/MG), com um compromisso claro: aproximar a inovação científica dos produtores rurais. O evento, organizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando), promete movimentar mais de R$ 300 milhões em negócios, e a instituição federal será protagonista na disseminação de tecnologias essenciais para o setor.

    Sumários genômicos: o futuro da pecuária leiteira em números

    O grande destaque da participação da Embrapa na feira será o lançamento dos novos sumários de touros e vacas das raças Girolando e Gir Leiteiro, desenvolvidos em colaboração com a Girolando e a ABCGIL (Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro). Esses documentos, baseados em avaliações genômicas, oferecem dados precisos sobre o potencial produtivo de fêmeas e touros, permitindo que os criadores tomem decisões estratégicas para o melhoramento genético do rebanho.

    A iniciativa reforça a importância da seleção genética como ferramenta para aumentar a produtividade do leite de forma sustentável, reduzindo custos e impactos ambientais. Segundo especialistas da Embrapa, os sumários genômicos permitem identificar animais com maior eficiência na conversão de alimentos em leite, além de resistência a doenças, um diferencial competitivo em um mercado cada vez mais exigente.

    Sustentabilidade como pauta central

    Além dos lançamentos técnicos, a Embrapa Gado de Leite apresentará estudos e cases sobre práticas sustentáveis na pecuária leiteira, como a redução de emissões de gases de efeito estufa, a gestão de resíduos e a otimização do uso de recursos hídricos. A instituição destaca que a inovação não pode ser dissociada da responsabilidade ambiental, especialmente em um setor que enfrenta pressões por redução de impactos climáticos.

    A Megaleite 2026, portanto, não é apenas uma feira comercial: é um espaço de diálogo entre ciência, tecnologia e produção rural, onde a Embrapa reafirma seu papel como indutor de mudanças no campo brasileiro.

  • Porto Bank lança consórcio com data certa de contemplação para carro: vale a pena?

    Porto Bank lança consórcio com data certa de contemplação para carro: vale a pena?

    Na hora de comprar ou trocar de carro, muitos motoristas enfrentam uma encruzilhada: pagar à vista é raro, o financiamento impõe juros altos e o consórcio tradicional depende de sorteios ou lances. Mas e se existisse uma opção que unisse a segurança de um prazo fixo com a economia de um consórcio? É exatamente isso que o Porto Bank, da Porto Seguro, oferece com seu novo consórcio Auto Data Certa, lançado recentemente.

    Como funciona o consórcio com data certa?

    Diferente dos consórcios convencionais, onde a contemplação depende de sorteios ou lances, esta modalidade permite ao consumidor programar a data exata em que deseja receber o crédito — seja em 12, 18, 24 ou 36 meses. Isso oferece uma previsibilidade única para quem planeja a compra com antecedência, sem a incerteza dos sorteios.

    Vantagens e custos: é realmente mais barato que um financiamento?

    Além da data certa, o consórcio Auto Data Certa não exige entrada e permite escolher o valor da carta de crédito, que varia de R$ 50 mil a R$ 100 mil, ideal para carros novos ou seminovos. Em uma análise comparativa, os custos totais geralmente ficam abaixo dos juros praticados em financiamentos tradicionais, embora o consumidor não possa antecipar a contemplação como no sistema de lances.

    Para quem essa modalidade é ideal?

    Especialistas destacam que o consórcio com data certa é mais adequado para quem não tem pressa, mas também não quer depender da sorte. É uma opção para quem prefere planejar gastos a médio prazo, sem abrir mão da economia. No entanto, é importante avaliar se o valor das parcelas cabe no orçamento, já que, ao contrário do financiamento, o dinheiro só é liberado na data programada.

  • Em Guanambi, caprinocultura vira alavanca de R$ 50 milhões e queijos premiados projetam a Bahia no mercado gourmet

    Em Guanambi, caprinocultura vira alavanca de R$ 50 milhões e queijos premiados projetam a Bahia no mercado gourmet

    Do pagamento inusitado à revolução gastronômica

    A história de Jaine Santana, zootecnista que em 2020 aceitou uma cabra como pagamento por seu trabalho em uma propriedade de Guanambi, é o ponto de partida de uma transformação que hoje movimenta R$ 50 milhões anuais no sudoeste baiano. A iniciativa, inicialmente precária, tornou-se o embrião de uma rede de agroindústrias artesanais que produzem queijos finos reconhecidos nacionalmente, incluindo prêmios em edições recentes da Feira Nacional do Queijo.

    Cooperativismo e tecnologia: os pilares da virada

    O sucesso da caprinocultura leiteira na Bahia não é obra do acaso. Desde 2022, investimentos em biotecnologia — como a implantação de tanques de resfriamento e sistemas de rastreabilidade — e programas de qualificação técnica para mulheres, que representam 70% da mão de obra local, catapultaram a região. Cooperativas como a CooperQueijo, de Guanambi, hoje exportam para São Paulo e Rio de Janeiro, com preços que chegam a R$ 120/kg em mercados especializados.

    O semiárido que virou referência em alta gastronomia

    Enquanto o Brasil ainda debate a desertificação do Nordeste, a Bahia inverte a lógica: o semiárido baiano, antes associado à seca e à pobreza, agora é sinônimo de inovação. A rota dos queijos premiados — que inclui cidades como Caetité e Vitória da Conquista — atraiu R$ 18 milhões em editais do SEBRAE e do BNDES nos últimos três anos, com foco em sustentabilidade e agregação de valor. “Não vendemos leite, vendemos identidade”, afirma Santana, hoje sócia de uma das maiores produtoras da região.

    O reflexo no PIB local é tangível: entre 2023 e 2025, o setor cresceu 42%, segundo dados da Secretaria de Agricultura da Bahia. Com projeções de dobrar a produção até 2028, o modelo baiano já inspira outros estados, como Pernambuco e Piauí, a replicarem a fórmula.

    Desafios: do crédito à cultura do queijo fino

    Ainda há obstáculos. A burocracia para registro de laticínios e a resistência de consumidores a pagar por produtos artesanais — mesmo premiados — exigem campanhas de educação de mercado. “Falta ainda romper com a ideia de que queijo artesanal é coisa de feira livre”, pontua o engenheiro de alimentos Marcos Oliveira, consultor do projeto. No entanto, com o apoio de programas como o AgroNordeste, que oferece linhas de crédito com juros de 3% ao ano, o setor ganha musculatura para enfrentar a concorrência de marcas estrangeiras.

  • Renegociação de dívidas rurais avança no Senado: PL 5122/2023 garante fôlego ao agro brasileiro

    Renegociação de dívidas rurais avança no Senado: PL 5122/2023 garante fôlego ao agro brasileiro

    Agro pressionado por dívidas: Senado dá passo decisivo para aliviar o setor

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (27/5), o Projeto de Lei 5122/2023, que estabelece novas condições para a renegociação de dívidas de produtores rurais. A proposta, de autoria do senador Luís Carlos Heinze (RS), representa um alento para um setor duramente atingido pela alta dos juros, seca e queda nos preços das commodities.

    Aliança do agro e Congresso: uma resposta coordenada à crise

    O texto, construído com contribuições da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e entidades como a Aprosoja Brasil, foi defendido como essencial para manter pequenos e médios produtores na atividade. “Esta aprovação é fundamental para garantir a permanência dos agricultores no campo, independentemente do porte da propriedade”, afirmou Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil.

    O projeto, relatado pela senadora Tereza Cristina (MS), prevê duas linhas de renegociação que flexibilizam prazos e taxas, permitindo que os produtores ajustem suas obrigações ao fluxo de caixa atual. A medida chega em um momento crítico, após anos de prejuízos acumulados em setores como a sojicultura e a pecuária, onde o endividamento médio superou 30% do faturamento em algumas regiões.

    Impacto econômico e o que vem pela frente

    Especialistas do setor estimam que a renegociação poderá injetar cerca de R$ 20 bilhões em liquidez para o agro até 2027, reduzindo a inadimplência e evitando um êxodo rural ainda mais acentuado. “Sem essa medida, muitos produtores não teriam condições de honrar seus compromissos e fechariam as portas”, avalia um analista do mercado financeiro ouvido pela reportagem.

    A próxima etapa é a votação no plenário do Senado, prevista para junho. Caso aprovado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde já enfrenta resistência de setores que defendem cortes nos gastos públicos. “O agro precisa de soluções estruturais, não apenas paliativas. Essa é uma vitória, mas o caminho ainda é longo”, pondera um membro da FPA que preferiu não se identificar.

  • Onix Activ 2027 chega mais alto e versátil: Chevrolet aposta em revival para conquistar o mercado brasileiro

    Onix Activ 2027 chega mais alto e versátil: Chevrolet aposta em revival para conquistar o mercado brasileiro

    O renascimento do Activ: uma aposta em versatilidade sem ostentação

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Chevrolet deu um passo importante para o mercado brasileiro ao apresentar o Onix Activ 2027 aos seus concessionários. A escolha não é casual: o modelo revive um nome que fez sucesso na primeira geração do carro, entre 2012 e 2019, mas agora com uma proposta mais refinada e menos dependente de plásticos protetores. A estratégia reflete uma tendência do consumidor brasileiro, que há décadas demonstra preferência por versões aventureiras — desde a pioneira Fiat Palio Adventure, nos anos 1990, até o atual Argo Trekking, que em breve ganhará um rival direto.

    Altura e vão livre: os diferenciais que prometem atrair o público

    O Onix Activ 2027 se destaca por sua altura elevada: são 1.533 mm, um aumento de 61 mm em relação às versões tradicionais do hatch. Essa medida, combinada a um vão livre de 201 mm, é projetada para enfrentar terrenos irregulares com mais confiança, sem comprometer a dirigibilidade urbana. Os ângulos de ataque e saída, agora de 19,7° e 28,1° respectivamente, foram ampliados graças à redução dos para-choques, garantindo maior capacidade de transposição de obstáculos.

    Design discreto, mas funcional: o que realmente importa para o consumidor

    Ao contrário de outras versões aventureiras que apostam em kits estéticos agressivos, o Onix Activ 2027 mantém a identidade visual da linha, com exceção de detalhes estratégicos. Os racks de teto funcionais, as lanternas translúcidas e a tradicional “gravatinha” preta na grade — alinhada ao design do Sonic — são os principais elementos que o diferenciam. As rodas de liga leve aro 16’’, pintadas em preto, seguem o padrão da versão Premier, reforçando a proposta de um visual premium, mas sem exageros.

    Mercado em transformação: o Onix Activ chega para brigar de igual para igual

    A entrada do Onix Activ no segmento de hatchs compactos aventureiros não é apenas uma atualização de portfólio, mas uma resposta à demanda por versatilidade com custo-benefício atraente. Com o Argo Trekking prestes a receber um redesenho, a competição promete aquecer o mercado, beneficiando o consumidor com mais opções. A Chevrolet, ao resgatar o nome Activ, sinaliza que o foco está na praticidade do dia a dia, não apenas no apelo visual. Resta saber se o público, cada vez mais exigente, vai abraçar essa proposta.