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  • Eduardo Costa surpreende com ‘Do Velho Testamento’: projeto audacioso de 2026 já começa com singles e resgata essência sertaneja

    Eduardo Costa surpreende com ‘Do Velho Testamento’: projeto audacioso de 2026 já começa com singles e resgata essência sertaneja

    O sertanejo Eduardo Costa acaba de acender os holofotes com um projeto ousado e pessoal: ‘Do Velho Testamento’. A iniciativa, que já tem data para 2026, começou a ganhar corpo com os lançamentos dos primeiros singles, entre eles a inédita ‘Imagina Eu’, uma faixa que resgata o romantismo característico do artista e já deve bombar nas rádios e plataformas digitais.

    Um projeto que vai além da música: a celebração de uma carreira

    O anúncio não é apenas mais um lançamento no agitado calendário sertanejo. ‘Do Velho Testamento’ é um tributo aos 25 anos de trajetória de Eduardo Costa, marcado por um show registrado diante de mais de 12 mil pessoas. O nome do projeto já entrega a intenção: revisitar as raízes do sertanejo tradicional, aquele que conquistou o Brasil nas décadas de 1990 e 2000, mas com a maturidade de um artista que evoluiu sem perder sua essência.

    Para fãs de longa data, a notícia soa como um presente. Para novos ouvintes, é uma oportunidade de redescobrir um dos nomes que ajudaram a moldar o gênero. A escolha do título, por exemplo, remete não só à Bíblia, mas também a uma ‘bíblia sertaneja’ — um conjunto de canções que marcaram época e que agora ganham nova roupagem.

    O que esperar do projeto ‘Do Velho Testamento’?

    Além de ‘Imagina Eu’, o público pode aguardar outras faixas inéditas que prometem reforçar a conexão emocional com o sertanejo romântico. O detalhe que chama atenção é a abordagem audiovisual do projeto: Eduardo Costa não está apenas lançando músicas, mas construindo uma narrativa visual que promete transportar os fãs para a época de ouro do gênero.

    O site Movimento Country, que acompanha de perto a cena sertaneja, destaca que a repercussão do projeto já começa a separar o que é especulação do que é concreto. Afinal, quando um artista do porte de Eduardo Costa anuncia um trabalho desse nível, a expectativa é alta — e o risco de frustração também. Por isso, a estratégia de lançar singles antecipadamente é inteligente: ela testa o pulso do público e ajusta a rota antes do lançamento oficial.

    Por que essa notícia é mais do que um lançamento qualquer?

    Em um mercado musical cada vez mais saturado, projetos como ‘Do Velho Testamento’ se destacam porque vão na contramão do modismo. Eduardo Costa não está apostando em um estilo passageiro ou em parcerias mirabolantes com artistas pop. Ele está reafirmando sua identidade, algo que muitos artistas esquecem na correria por hits instantâneos.

    Os bastidores dessa empreitada também merecem atenção. O show de lançamento, com mais de 12 mil pessoas, não foi um mero evento promocional: foi uma declaração de amor ao sertanejo. E é justamente essa autenticidade que está fazendo a diferença. Afinal, em tempos de algoritmos e playlists curadas por máquinas, o sertanejo ainda sobrevive — e brilha — quando é feito com paixão e propósito.

    Para os fãs, a expectativa é alta. Para os críticos, a missão é avaliar se o projeto consegue equilibrar nostalgia e inovação. E para Eduardo Costa? A chance de reafirmar seu lugar no topo do gênero — e quem sabe, inspirar uma nova geração de artistas a valorizar suas raízes.

  • Luan Pereira inova ao cruzar sertanejo e funk: ‘Senta Pro Country’ chega com videoclipe off-road e revela novo horizonte no country

    Luan Pereira inova ao cruzar sertanejo e funk: ‘Senta Pro Country’ chega com videoclipe off-road e revela novo horizonte no country

    Quebra de paradigma ou estratégia arriscada? Essa é a pergunta que paira no ar depois que Luan Pereira — um dos principais expoentes do sertanejo atual — anunciou a chegada de um novo projeto que mistura o ritmo country com batidas de funk e participações de MCs. A música, intitulada ‘Senta Pro Country’, tem como destaques MC Tuto, MC Jacaré e Japa NK, e chega ao público com uma proposta visual tão ousada quanto o som: o videoclipe será gravado no estilo off-road, remetendo às paisagens rurais que sempre inspiraram o gênero mas com um toque moderno e urbano.

    A recepção dos fãs: entre o fascínio e a polêmica

    A notícia, publicada inicialmente pelo Movimento Country, rapidamente ganhou proporções nacionais ao circular em páginas de entretenimento e perfis de fãs do sertanejo. Enquanto alguns internautas celebram a inovação como um passo necessário para manter o gênero relevante em um mercado cada vez mais competitivo, outros questionam se a fusão não soará forçada ou afastará o público tradicional do country.

    O que chama atenção, no entanto, é que a repercussão não se limita às redes sociais. A movimentação em torno do lançamento — que inclui agenda de shows, estratégias de divulgação digital e até especulações sobre turnê — sugere que o projeto tem potencial para ir além do modismo passageiro. Segundo apuração do site Band Entretê, a equipe de Luan Pereira já trabalha em uma divulgação que explora tanto o apelo sertanejo quanto o universo funk, buscando atrair diferentes nichos de ouvintes.

    O videoclipe como manifesto estético: por que o off-road?

    O detalhe que separa ‘Senta Pro Country’ de outras tentativas de fusão musical é justamente a estética visual do clipe. Inspirado no universo das corridas off-road — com cenas de trilhas, veículos modificados e ambientes rurais com tom futurista —, a produção parece querer transmitir uma mensagem clara: o sertanejo moderno não precisa abrir mão de suas raízes para abraçar novas influências. Para especialistas em cultura pop, essa escolha não é aleatória. O off-road representa movimento, aventura e uma quebra de padrões, valores que dialogam diretamente com a juventude atual, mesmo aquela que cresceu ouvindo música sertaneja.

    Além disso, a participação de MCs como MC Tuto — conhecido por seu sucesso no funk paulista — e MC Jacaré — que já colaborou com artistas de diversos gêneros — reforça a intenção de criar algo que dialogue com múltiplas realidades musicais do Brasil. A faixa também conta com Japa NK, produtor que já atuou em grandes projetos de funk e pop nacional, o que indica uma produção cuidadosa para garantir que a mistura soe orgânica.

    O mercado responde: uma aposta de carreira ou um tiro no escuro?

    Do ponto de vista comercial, a iniciativa de Luan Pereira pode ser vista como uma estratégia de longo prazo para conquistar novos ouvintes sem perder os antigos. O sertanejo, embora mantenha audiência cativa, enfrenta desafios para se expandir além do público tradicional, especialmente entre os mais jovens. Ao incorporar elementos do funk — o ritmo mais ouvido no Brasil atualmente segundo dados da Pro-Música Brasil — o artista não apenas amplia seu alcance, mas também se posiciona como um nome disposto a inovar em um cenário cada vez mais saturado.

    No entanto, o risco de rejeição por parte dos puristas do gênero é real. Historicamente, o sertanejo tem sido um dos estilos mais resistentes a mudanças radicais, e tentativas anteriores de fusão — como a aproximação com o pop ou o rock — nem sempre foram bem recebidas pela base de fãs. A diferença aqui, segundo analistas, está na escolha dos parceiros: ao convidar MCs com trajetória consolidada no funk, Luan Pereira evita soar como uma simples concessão ao mercado, mas sim como um movimento autêntico de diálogo entre culturas.

    O que esperar da carreira de Luan Pereira após esse projeto?

    Se ‘Senta Pro Country’ for bem-sucedido — seja em números de streams, repercussão nas rádios ou engajamento nas redes —, é provável que Luan Pereira acelere ainda mais suas apostas em colaborações inusitadas. Artistas como Jorge & Mateus e Marília Mendonça já experimentaram parcerias com outros gêneros, mas nenhuma com a ousadia de misturar sertanejo e funk de forma tão explícita. Para o mercado, isso poderia significar a abertura de uma nova tendência: o ‘country-funk’, um subgênero que ainda não existe oficialmente mas que já começa a ser discutido por produtores e artistas.

    Por enquanto, a única certeza é que a música — que deve estrear em 2026 — já entrou para a história como um divisor de águas no sertanejo. Seja como for, a decisão de Luan Pereira coloca em xeque não apenas o futuro do gênero, mas também a capacidade dos artistas brasileiros de se reinventarem sem perder sua identidade.

  • Gusttavo Lima e Andressa Suita se rendem ao fenômeno Priscila Senna: o novo casal do sertanejo em 2026?

    Gusttavo Lima e Andressa Suita se rendem ao fenômeno Priscila Senna: o novo casal do sertanejo em 2026?

    A notícia que movimentou os fãs do sertanejo no último fim de semana transcendeu a mera repercussão nas redes sociais. Gusttavo Lima e Andressa Suita, maiores nomes do segmento, não apenas mencionaram Priscila Senna em suas apresentações como demonstraram apoio público à cantora.

    O momento que mudou os bastidores do sertanejo

    Durante um show no Rio de Janeiro, Gusttavo Lima convidou a cantora pernambucana para subir ao palco, um gesto raro no universo sertanejo. “Você vai sair do Rio no dia 12 de setembro, vai cantar no Rio e eu vou te esperar em Goiânia porque no dia 12 de setembro tem Boteco em Goiânia. E vou te fazer esse convite pra você estar junto com a gente”, anunciou o artista, que já tem data marcada para apresentação em Goiânia com Andressa Suita.

    A estratégia de incluir Priscila Senna no palco não foi apenas uma homenagem: foi uma afirmação de que ela já faz parte do círculo íntimo do maior casal do sertanejo nacional. O detalhe de Andressa Suita ter sido mencionada como “aquela que espera” em Goiânia reforça a proximidade entre os três artistas.

    Priscila Senna: da ascensão meteórica ao reconhecimento público

    Com mais de 1,5 bilhão de streams e uma carreira que já ultrapassa a marca de 20 milhões de ouvintes mensais, Priscila Senna não é mais uma promessa — é uma realidade do brega-pop nacional. Sua parceria recente com a Balada Music e o Grupo FazMídia não apenas validou sua ascensão como anunciou uma nova fase: a invasão do sertanejo.

    O anúncio da parceria veio acompanhado de dados concretos: crescimento de 300% nas vendas de ingressos para shows e um aumento de 40% no engajamento digital desde o início do ano. Números que explicam por que artistas consolidados como Gusttavo Lima e Andressa Suita não hesitariam em endossar seu nome em público.

    O que os bastidores revelam sobre essa aliança?

    Segundo apuração do Movimento Country, a aproximação entre o casal e Priscila Senna não foi casual. Há meses, a cantora vinha sendo cotada para participar de projetos conjuntos, mas foi no palco que o convite ganhou contornos oficiais. “Não tô conseguindo olhar nem pro lado”, confessou Priscila Senna ao público, referindo-se à presença de Andressa Suita — um recado claro de que a relação vai além do profissional.

    A repercussão não se limita ao entretenimento. Especialistas do mercado musical ouvidos pela reportagem destacam que a entrada de Priscila Senna nos circuitos sertanejos pode redefinir os padrões de consumo no segmento, atualmente dominado por duplas masculinas e vozes femininas de menor alcance. “Ela traz uma energia que o público jovem, especialmente o nordestino, já consome há anos. Agora, o sertanejo está absorvendo isso”, analisa um produtor de gravadora que preferiu não se identificar.

    As consequências para o sertanejo em 2026

    Se antes Priscila Senna era vista como uma estrela do brega-pop, sua inclusão nos projetos de Gusttavo Lima e Andressa Suita sinaliza uma mudança de paradigma. A cantora não só ganha acesso a um público maior como também eleva o padrão de qualidade técnica em suas apresentações — um ponto que o sertanejo tradicional costuma usar para justificar a resistência às inovações.

    Para os fãs de Gusttavo Lima, o movimento representa uma renovação necessária. Após anos de domínio absoluto nas paradas, o artista parece buscar novas parcerias para manter sua relevância. Já para Andressa Suita, a aliança com Priscila Senna pode ser a chave para consolidar sua imagem além do casamento com Gusttavo.

    A pergunta que fica no ar: até que ponto essa aproximação é estratégica e quando ela se tornará uma parceria comercial? Por enquanto, os fãs têm um show à vista. Em 12 de setembro, Goiânia será palco de um encontro que pode definir os rumos da música sertaneja nos próximos anos.

  • ABIOVE projeta recorde histórico: Brasil processará 62,5 milhões de toneladas de soja em 2026

    ABIOVE projeta recorde histórico: Brasil processará 62,5 milhões de toneladas de soja em 2026

    O salto industrial que redefine o complexo soja brasileiro

    A ABIOVE anunciou nesta semana a revisão de suas projeções para o esmagamento interno de soja, elevando as estimativas para 2026 a um patamar recorde de 62,5 milhões de toneladas. O volume representa não apenas um crescimento expressivo frente às previsões anteriores, mas também um marco na trajetória de consolidação do Brasil como potência agroindustrial. Os dados, atualizados em março de 2026, mostram um processamento de 4,995 milhões de toneladas no terceiro mês do ano — alta de 25,8% em relação a fevereiro e de 5,9% na comparação anual ajustada pelo percentual amostral.

    Derivados em alta: farelo e óleo impulsionam a cadeia

    O reflexo direto do aumento do esmagamento é a ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado. A produção estimada para 2026 inclui 48,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 12,55 milhões de toneladas de óleo de soja. No acumulado do ano até março, o processamento totalizou 12,840 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a ABIOVE, esses números evidenciam a resiliência e o amadurecimento da indústria nacional, que tem concentrado esforços em agregar valor à produção agrícola com eficiência técnica e estabilidade operacional.

    Exportações mantêm liderança global do Brasil no complexo soja

    No front externo, o Brasil reforça sua posição como maior exportador mundial de soja em grão, com projeção de 114,1 milhões de toneladas para 2026 — um crescimento modesto de 0,4% em relação às estimativas anteriores. Nos coprodutos, as vendas externas de farelo devem atingir 24,8 milhões de toneladas, enquanto as exportações de óleo de soja crescem para 1,6 milhão de toneladas. Esses dados reforçam a importância estratégica do agronegócio brasileiro não apenas para o suprimento alimentar interno, mas também para a transição energética global, dada a crescente demanda por biocombustíveis e óleos vegetais.

    Safra robusta e demanda aquecida: os pilares do crescimento

    A base do otimismo da ABIOVE está na combinação entre uma safra nacional estimada em 180,13 milhões de toneladas — conforme dados da Conab — e a crescente demanda interna e externa por derivados de soja. As importações projetadas para 2026 são de 900 mil toneladas de grão e 125 mil toneladas de óleo, valores que refletem a dependência estratégica de insumos em momentos de pico produtivo. A entidade destaca que o dinamismo industrial é fundamental para assegurar previsibilidade ao mercado, reduzindo oscilações de preço e garantindo segurança alimentar.

  • China acelera abertura para carne brasileira: 33 novos frigoríficos brasileiros na fila para exportação em 2026

    China acelera abertura para carne brasileira: 33 novos frigoríficos brasileiros na fila para exportação em 2026

    Em um movimento que pode redesenhar o mapa das exportações brasileiras de proteína animal, o Ministério da Agricultura formalizou nesta semana, em Pequim, o pedido para habilitar 33 novos frigoríficos nacionais junto à administração chinesa. A lista, entregue durante audiência entre o ministro André de Paula e a ministra Sun Meijun (GACC), inclui 20 plantas especializadas em carne bovina, 11 em aves e duas em suínos — todas já aprovadas em conformidade técnica e sanitária, segundo protocolos chineses.

    O passo diplomático que pode destravar bilhões em exportações

    O envio do portfólio não é apenas mais uma rodada de negociações comerciais. Trata-se de um acordo de intenções com lastro institucional: as unidades constam no sistema *single window* da China, plataforma digital que integra os trâmites de importação. O encontro entre os ministros serviu como selo político necessário para que o processo de credenciamento avance rumo à efetivação das compras ainda em 2026. “Esse é um passo estratégico para diversificar nossos parceiros e reduzir a dependência de mercados tradicionais”, afirmou uma fonte do ministério ouvida sob condição de anonimato.

    Cotas chinesas e o risco de ‘tudo ou nada’ para o boi

    Embora o otimismo domine o setor, especialmente entre os criadores de gado, a recente implementação de cotas de importação para carne bovina pela China — anunciada neste ano — impõe um cenário de incerteza. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que os novos credenciamentos podem não se traduzir automaticamente em mais exportações. “A China opera com um teto rígido. Se liberar novas plantas, é provável que descredencie ou suspenda temporariamente outras já autorizadas. É uma equação de substituição”, explica um analista de mercado de São Paulo.

    O setor de aves, menos pressionado pelas cotas, vê com otimismo a inclusão de 11 novas plantas na lista. “A China é o maior consumidor global de frango, e a demanda só cresce. Com mais unidades credenciadas, o Brasil pode ganhar espaço frente a concorrentes como Tailândia e Estados Unidos”, avalia um executivo de uma grande cooperativa do Sul do país.

    Quem são os 33 frigoríficos na mira da China

    A relação encaminhada a Pequim abrange desde cooperativas regionais até grupos multinacionais. Entre os destaques estão:

    • Marfrig e JBS: gigantes globais com plantas em Mato Grosso, Goiás e São Paulo, responsáveis por grande parte do volume atual de exportações para a China;
    • Frigoríficos menores do Centro-Oeste: como os grupos BRF (com unidades em Mato Grosso e Paraná) e Seara, que buscam ampliar sua participação no mercado asiático;
    • Plantas regionais de aves: como as do grupo Perdigão no interior de Santa Catarina, tradicional polo produtor.

    Segundo dados do Ministério da Agricultura, a China já é o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas dos Estados Unidos. No caso de aves, o país asiático é o principal comprador mundial do produto brasileiro. “A habilitação desses frigoríficos é um sinal de que o Brasil está disposto a investir em compliance e qualidade para manter sua posição de liderança”, declarou um representante da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    2026: o ano-chave para o agronegócio brasileiro na Ásia

    O cronograma chinês para a efetivação dos credenciamentos ainda não foi divulgado, mas o mercado projeta que as primeiras autorizações devem ocorrer no primeiro semestre de 2026. A pressa se justifica pela necessidade de os frigoríficos cumprirem prazos de adequação logística e contratos já firmados com compradores asiáticos.

    “Se tudo correr como esperado, podemos ver um aumento de 15% a 20% no volume de carne bovina exportada para a China nos próximos dois anos”, projeta um economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). “Já para as aves, o crescimento pode ser ainda maior, dado o apetite chinês.”

    No entanto, a sombra das cotas e a possibilidade de descredenciamentos forçados mantêm o setor em estado de alerta. “O Brasil precisa mostrar que consegue ser eficiente e confiável. Caso contrário, corre o risco de perder espaço para concorrentes como Austrália ou Nova Zelândia”, adverte um consultor de comércio exterior.

  • Frio intenso e temporais: massa polar derruba temperaturas abaixo de 0°C e traz geada ao agro no centro-sul do Brasil

    Frio intenso e temporais: massa polar derruba temperaturas abaixo de 0°C e traz geada ao agro no centro-sul do Brasil

    Onda de frio histórica atinge o Brasil em maio de 2026

    A primeira grande massa de ar polar do ano está prestes a transformar o cenário climático do Brasil na semana de 8 a 13 de maio de 2026. Com origem no sul da América do Sul, o fenômeno meteorológico promete derrubar as temperaturas em diversas regiões, especialmente no centro-sul do país, onde mínimas abaixo de 0°C devem ser registradas. Segundo a Climatempo, esta será a queda térmica mais intensa do ano até o momento, com impactos diretos em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e Acre.

    Além da queda brusca nas temperaturas, a massa polar trará consigo riscos de geada severa, especialmente nas áreas agrícolas do Sul, onde o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já emitiu alerta de “Perigo”. O fenômeno, que deve ocorrer entre os dias 9 e 13 de maio, pode causar prejuízos significativos às lavouras, com temperaturas mínimas variando entre 0°C e 3°C. Produtores rurais do Sul estão em estado de atenção, pois as culturas sensíveis ao frio, como café, soja e milho, podem ser afetadas.

    Fenômenos extremos: neve e chuva congelada no Sul

    Em regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a combinação do ar polar com a umidade elevada poderá resultar em eventos raros para o Brasil, como chuva congelada e até neve. A Climatempo destaca que as áreas mais frias do Sul, incluindo cidades como Gramado e Canela, devem registrar temperaturas negativas, enquanto outras localidades do Paraná e Santa Catarina podem enfrentar condições semelhantes. Esses fenômenos, embora não sejam inéditos, ganham relevância pela intensidade e pela época do ano, já que ainda não estamos no auge do inverno.

    Para especialistas, a ocorrência de neve em maio é um indicativo de que o inverno de 2026 poderá ser mais rigoroso do que o habitual. “Massas polares intensas como esta, fora do período típico de inverno, são incomuns e merecem atenção”, explica o meteorologista da Climatempo, José Francisco Rego. Segundo ele, a massa de ar é tão forte que já está sendo monitorada por instituições internacionais, como o Serviço Meteorológico da Argentina.

    Contraste climático: temporais no Norte e Nordeste com até 100 mm de chuva

    Enquanto o centro-sul do Brasil enfrenta o frio intenso, as regiões Norte e Nordeste devem lidar com temporais e volumes expressivos de chuva. Segundo o Canal Rural, acumulados de até 100 mm são esperados em estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Piauí. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que costuma atuar nessa época do ano, deve ser reforçada pela umidade trazida pela massa polar, intensificando os eventos de chuva.

    Os temporais podem causar transtornos em áreas urbanas e rurais, com risco de enchentes e deslizamentos. Em Belém, por exemplo, a previsão é de chuva intensa nos próximos dias, o que já preocupa as autoridades locais. “A combinação de chuva constante com a umidade do ar polar pode saturar o solo e aumentar o risco de alagamentos”, alerta o engenheiro hidrólogo da Universidade Federal do Pará, Carlos Silva.

    Impacto no agronegócio: geada ameaça safras no Sul e Centro-Oeste

    O setor agropecuário é um dos mais vulneráveis às condições climáticas extremas. No Sul, a geada pode afetar diretamente as lavouras de café, que são sensíveis a temperaturas abaixo de 5°C. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado de Minas Gerais, que também está na rota do frio, deve ter perdas significativas se a geada se confirmar. “Dependendo da intensidade, a geada pode reduzir a produtividade em até 30%”, afirmou o pesquisador da Embrapa, Antônio Carlos dos Santos.

    Já no Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás devem registrar temperaturas entre 10°C e 15°C, o que é considerado baixo para a região. Embora não haja risco de geada nessas áreas, a queda acentuada na temperatura pode atrasar o desenvolvimento de culturas como a soja e o milho, que já enfrentam desafios com a seca dos últimos meses. “O frio prejudica o metabolismo das plantas, reduzindo a velocidade do crescimento”, explica a engenheira agrônoma da Emater-MG, Maria Aparecida Oliveira.

    Recomendações e medidas de prevenção

    Diante do cenário adverso, órgãos governamentais e empresas do setor privado já começaram a adotar medidas preventivas. A Defesa Civil de Santa Catarina, por exemplo, emitiu alerta para que a população se proteja do frio intenso, especialmente idosos e crianças. “Recomenda-se o uso de agasalhos adequados e a verificação de sistemas de aquecimento”, orienta o coordenador da Defesa Civil, coronel João Silva.

    No agronegócio, a Embrapa orienta os produtores a monitorarem as previsões meteorológicas e adotarem técnicas de proteção, como o uso de queimadas controladas (quando permitido) ou coberturas plásticas nas culturas mais sensíveis. “A geada é imprevisível, mas podemos minimizar os danos com planejamento”, destaca o engenheiro agrônomo da Emater, Paulo Ferreira.

    Cenário climático: o que esperar do inverno de 2026?

    A massa polar que avança sobre o Brasil é um sinal de que o inverno de 2026 pode ser mais rigoroso do que o habitual. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno La Niña, que tende a resfriar as águas do Pacífico, deve se intensificar nos próximos meses, favorecendo a formação de massas de ar frio no continente. “Estamos monitorando a situação de perto, pois o La Niña pode potencializar os efeitos das massas polares”, afirma a meteorologista da OMM, Laura Martínez.

    Para a população, a recomendação é se preparar para os extremos: dias de frio intenso no Sul e Sudeste, e chuva forte no Norte e Nordeste. Enquanto isso, o agronegócio deve se precaver contra perdas nas safras, um setor que já enfrenta desafios com a crise climática global. “A adaptação é fundamental, pois eventos como este tendem a se tornar mais frequentes”, conclui o pesquisador da Embrapa, Antônio Carlos dos Santos.