Tag: agropecuária

  • Santa Catarina vira potência do agro brasileiro: R$ 144 bilhões e 35% da economia estadual

    Santa Catarina vira potência do agro brasileiro: R$ 144 bilhões e 35% da economia estadual

    Na última sexta-feira (29/05/2026), o Mapa do Agro Catarinense 2026 revelou um cenário que redefine o protagonismo do estado no setor agropecuário nacional. Com uma produção avaliada em R$ 144 bilhões por ano, Santa Catarina não apenas se mantém entre os cinco maiores polos do agro brasileiro, mas também impõe um modelo de desenvolvimento econômico inovador, combinando agropecuária, indústria, tecnologia e exportação em uma única cadeia produtiva.

    Da commodity à industrialização: o modelo catarinense

    Diferentemente de outros estados brasileiros, cuja base agrícola ainda depende fortemente de commodities como soja e milho, Santa Catarina construiu seu sucesso apostando na industrialização dos alimentos e na diversificação produtiva. O estado responde por 35% de toda a economia catarinense e por 6% da produção agropecuária nacional, segundo dados oficiais.

    Empregos e resiliência: os pilares do crescimento

    O setor agroindustrial catarinense é responsável por 1,6 milhão de empregos — um dos maiores números do país. Em um contexto nacional marcado por oscilações de preços, crises climáticas e disputas comerciais internacionais, a estratégia de Santa Catarina ganha ainda mais relevância. Enquanto estados como Mato Grosso ou Paraná enfrentam quedas na produtividade por conta de secas ou quebras de safra, o modelo catarinense, ancorado na tecnologia e na verticalização da produção, demonstra maior resiliência.

    Exportações e inovação: os próximos desafios

    O levantamento de 2026 também destaca que, apesar do crescimento expressivo, o estado precisa avançar em infraestrutura logística e inovação tecnológica para manter sua competitividade. A proximidade com portos como Itajaí e Navegantes já facilita as exportações de carne suína, frango e derivados lácteos — produtos que respondem por parte significativa da pauta exportadora catarinense. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de investimentos em irrigação inteligente, biotecnologia e energias renováveis para sustentar o ritmo de expansão.

  • Brasil expõe força do agro em feira internacional de Bangladesh com 14 empresas no Pavilhão Brasil

    Brasil expõe força do agro em feira internacional de Bangladesh com 14 empresas no Pavilhão Brasil

    Pavilhão Brasil destaca diversidade do agro brasileiro em feira internacional

    Entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, a capital de Bangladesh, Daca, sediou a 9ª edição da Agro International Expo, evento que reuniu mais de 14 mil visitantes e serviu como vitrine para o potencial exportador do Brasil. O Pavilhão Brasil, organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi o principal ponto de exposição de produtos brasileiros, com destaque para segmentos como alimentação animal, genética, proteína animal, café, cacau e derivados.

    Estratégia comercial do Brasil ganha espaço em Bangladesh

    O estande brasileiro, estrategicamente posicionado na entrada do hall principal da feira, contou com a participação de 14 empresas e entidades do setor agropecuário, reforçando a presença do país como um dos principais fornecedores globais de commodities. Segundo dados oficiais, Bangladesh figura entre os destinos de exportação de produtos como algodão, soja e seus derivados, consolidando a importância do mercado bengalês para o agronegócio nacional.

    Feira reforça laços comerciais em momento de expansão do agro brasileiro

    A participação na Agro International Expo 2026 ocorre em um contexto de crescente demanda por alimentos e insumos brasileiros no exterior. Além dos produtos tradicionalmente exportados, o evento também serviu como plataforma para apresentar inovações em genética animal e suplementos alimentares, setores com potencial de expansão nos próximos anos.

  • Máquinas agrícolas afundam 22% em abril: juros altos e crédito escasso sufocam o agro em 2026

    Máquinas agrícolas afundam 22% em abril: juros altos e crédito escasso sufocam o agro em 2026

    Abimaq acende alerta vermelho no agro nacional

    Os números do setor de máquinas agrícolas não deixam margem para dúvidas: abril de 2026 foi o pior mês desde o início da crise de confiança no campo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida do segmento despencou 22,2% em comparação ao mesmo período de 2025, alcançando R$ 4,2 bilhões — uma queda que selou o tombo de 17,9% no acumulado do ano, com faturamento total de R$ 17 bilhões. A entidade, que até recentemente mantinha expectativas otimistas para 2026, agora projeta retração de 2,3% no faturamento anual, revertendo estimativas anteriores de crescimento.

    Juros e crédito: os vilões do financiamento rural

    A combinação de taxas de juros persistentemente altas, crédito restrito e margens de lucro cada vez mais apertadas está sufocando a capacidade de investimento dos produtores. Segundo especialistas ouvidos pela Abimaq, o custo do financiamento para aquisição de máquinas — que já beirava 12% ao ano em contratos de longo prazo — inviabilizou a renovação de frota para muitos agricultores, especialmente aqueles com menor poder de barganha em negociações com bancos e cooperativas. A situação é agravada pela queda na rentabilidade do setor primário, com preços de commodities estagnados ou em declínio desde o início de 2026.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A retração no mercado interno de máquinas agrícolas não apenas afeta fabricantes e distribuidores — como John Deere, Case IH e AGCO —, mas também reverbera em toda a cadeia produtiva do agro. A redução na demanda por equipamentos pesados, como tratores e colheitadeiras, pode limitar a expansão de áreas plantadas em 2026, especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, onde o setor é vital para a economia. Além disso, a diminuição no ritmo de modernização das lavouras pode comprometer a produtividade em um momento em que o Brasil busca manter sua liderança no mercado global de grãos, enfrentando concorrência acirrada da Ucrânia e dos Estados Unidos.

  • Justiça de Goiás condena Banco do Brasil por venda casada de seguros em crédito rural e determina restituição em dobro

    Justiça de Goiás condena Banco do Brasil por venda casada de seguros em crédito rural e determina restituição em dobro

    Venda casada em crédito rural: Justiça de Goiás anula prática do Banco do Brasil

    Na última quarta-feira (21/05), a 1ª Vara Judicial da Comarca de Itapuranga, em Goiás, proferiu decisão histórica que condena o Banco do Brasil por venda casada de seguros em operações de crédito rural. A prática, considerada abusiva, obrigava produtores a contratar apólices vinculadas ao próprio conglomerado bancário para obter financiamentos agrícolas, sem alternativa de escolha ou recusa.

    R$ 102 mil restituídos em dobro e indenização por danos morais

    O caso julgado envolve um produtor rural que, ao buscar custeio para sua atividade agrícola, teve a liberação dos recursos condicionada à contratação compulsória de seguros do Banco do Brasil. Durante anos, descontos automáticos na conta do cliente somaram mais de R$ 102 mil — valores agora determinados a serem restituídos em dobro, conforme decisão judicial. Além disso, o banco foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais ao produtor, cujos recursos foram comprometidos pela prática ilegal.

    Impacto da decisão para o setor agropecuário

    A sentença reforça a jurisprudência contra práticas abusivas em operações bancárias para o agronegócio, setor crucial para a economia brasileira. Especialistas destacam que a decisão pode abrir precedentes para outros produtores que sofreram com cobranças indevidas, além de impor limites à atuação de instituições financeiras em negociações com o campo. O advogado do produtor celebrou a decisão como um “marco na defesa dos direitos do produtor rural”.

    Banco do Brasil ainda pode recorrer

    Em nota, o Banco do Brasil afirmou que “analisa as medidas cabíveis para recorrer da decisão”, mas não detalhou estratégias. A instituição não se pronunciou sobre eventuais mudanças em suas políticas de crédito rural. A Justiça de Goiás, no entanto, deixou claro que as instituições financeiras não podem impor seguros ou outros serviços como condição para liberação de financiamentos, sob pena de nulidade contratual e penalidades.

  • Aprosoja aciona STF para barrar embargos ambientais automáticos e travas no crédito rural

    Aprosoja aciona STF para barrar embargos ambientais automáticos e travas no crédito rural

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), em parceria com a Aprosoja Mato Grosso, protocolou na última terça-feira (26/05) pedido de ingresso como *amicus curiae* na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1228, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

    Ataque às regras automáticas de embargo ambiental

    A entidade questiona três dispositivos que, segundo ela, prejudicam o setor produtivo de forma desproporcional: o embargo aplicado a áreas atingidas por incêndios sem comprovação de responsabilidade; a penalização coletiva de propriedades vizinhas com base em monitoramento por satélite; e as restrições automáticas ao crédito rural, mesmo antes de qualquer análise individualizada de infração ambiental.

    Críticas ao PRODES e ao monitoramento por imagem

    O setor produtivo argumenta que as decisões se baseiam em dados do PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) e imagens de satélite, que não distinguem entre áreas degradadas por terceiros, fenômenos naturais ou até mesmo erros de interpretação. “A punição coletiva e automática ignora o devido processo legal e afeta diretamente a segurança jurídica do agronegócio”, afirmou um dos diretores da Aprosoja, em nota oficial.

    Consequências para o crédito rural e a produtividade

    As restrições ao crédito rural, vinculadas a embargos ambientais, já vêm gerando impactos nos custos de produção e na capacidade de investimento dos produtores. Segundo a Aprosoja, cerca de 30% dos financiamentos agrícolas em Mato Grosso — maior produtor de soja do país — estão sob risco devido a essas medidas. “Isso não apenas trava o crescimento do setor, mas também prejudica a competitividade do Brasil no mercado global”, alertou a entidade.

    ADPF 1228: o que está em jogo?

    A ADPF 1228, proposta inicialmente em 2024, questiona o chamado “embargão” — decreto que amplia os poderes de embargo ambiental — e as resoluções do Conselho Monetário Nacional que condicionam o acesso ao crédito rural a critérios ambientais genéricos. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, tem até 2026 para proferir decisão, mas o ingresso da Aprosoja como *amiga da Corte* pode acelerar a pauta, dada a relevância econômica do tema.

  • Mapa usa tecnologia britânica para fiscalizar micotoxinas em alimentos em tempo real

    Mapa usa tecnologia britânica para fiscalizar micotoxinas em alimentos em tempo real

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) inaugurou uma nova era na fiscalização de micotoxinas em São Paulo. Com a chegada de um equipamento portátil de origem britânica — importado da Áustria —, as equipes da defesa agropecuária ganharam agilidade para analisar amostras de alimentos como amendoim, café, feijão, arroz e uva-passa in loco, reduzindo o tempo de resposta de dias para minutos.

    Tecnologia que revoluciona a inspeção de alimentos

    O dispositivo, cedido em comodato por uma empresa especializada, permite identificar rapidamente a presença de micotoxinas críticas, como aflatoxina (comum em amendoim) e ocratoxina (presente em café). Antes, as análises dependiam de laboratórios centralizados, com prazos de até uma semana. Agora, os fiscais do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal em São Paulo (Sipov-SP) podem tomar decisões imediatas durante as operações, bloqueando lotes contaminados antes mesmo de deixarem o local de produção.

    Demonstração técnica já em andamento

    Na semana passada, técnicos da empresa responsável conduziram treinamentos práticos para servidores do Mapa em São Paulo. A capacitação incluiu simulações de coleta e análise de amostras, garantindo que os profissionais estejam aptos a operar o equipamento com precisão. Segundo fontes do ministério, a ferramenta será integrada a um plano piloto que pode ser expandido para outros estados, dependendo dos resultados obtidos.

    Impacto na saúde pública e na economia

    A introdução dessa tecnologia chega em um momento crucial para o agronegócio brasileiro. Micotoxinas são compostos tóxicos produzidos por fungos que contaminam alimentos armazenados de forma inadequada, representando riscos à saúde humana e barreiras sanitárias em mercados internacionais. Com a detecção prévia, o Brasil reforça sua posição como fornecedor confiável de commodities, evitando perdas econômicas por recalls ou rejeição de produtos exportados.

  • Plano Inova Cacau 2030 é publicado pelo Mapa para alavancar produção sustentável até 2030

    Plano Inova Cacau 2030 é publicado pelo Mapa para alavancar produção sustentável até 2030

    Portaria formaliza governança e monitoramento do plano

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (26 de maio de 2026), a Portaria nº 909, que institui oficialmente o Plano Inova Cacau 2030. A norma define a estrutura de governança, coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

    Objetivos ambiciosos para o setor cacaueiro

    O plano tem como foco o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau, com metas claras: elevar a produtividade, melhorar a qualidade dos grãos, ampliar a renda dos produtores e consolidar o Brasil como referência em origem sustentável no mercado global. A execução seguirá diretrizes e eixos estratégicos estabelecidos em documento técnico já aprovado em 2023, passível de atualizações periódicas sem alterar seus objetivos centrais.

    Ceplac liderará a coordenação interinstitucional

    A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) será responsável pela articulação entre os diversos atores envolvidos, garantindo a implementação das ações previstas. A portaria reforça a necessidade de transparência e acompanhamento contínuo dos resultados, alinhados às demandas do setor e às exigências do mercado internacional por produtos sustentáveis.

  • Mapa lança Sispa: Revolução digital no registro de defensivos agrícolas no Brasil

    Mapa lança Sispa: Revolução digital no registro de defensivos agrícolas no Brasil

    Modernização regulatória com impacto nacional

    O lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), nesta terça-feira (26), marca um ponto de virada na gestão de defensivos agrícolas no Brasil. A ferramenta, criada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), centraliza e digitaliza o processo de registro de agrotóxicos e produtos afins, substituindo o antigo modelo fragmentado por um protocolo único e eletrônico. A medida reforça o compromisso do governo com eficiência e transparência, conforme estabelecido pela Lei nº 14.785/2023, que transferiu ao Mapa a responsabilidade pelo registro desses produtos.

    Parcerias estratégicas e investimento milionário

    O desenvolvimento do Sispa contou com a colaboração de entidades do setor privado, como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que aportaram mais de US$ 6 milhões no projeto. O financiamento teve apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), demonstrando a integração entre setor público, privado e cooperação internacional para modernizar a agricultura brasileira.

    Consequências para o agronegócio e o meio ambiente

    A implementação do Sispa promete reduzir prazos e custos para produtores e empresas, além de aumentar a segurança jurídica nos processos de registro. Para o meio ambiente, a ferramenta pode aprimorar a fiscalização e o controle de defensivos, alinhando-se às exigências de sustentabilidade do setor. A expectativa é que a digitalização acelere a chegada de novas tecnologias ao campo, beneficiando especialmente culturas como soja, milho e algodão, que dependem de insumos regulamentados para garantir produtividade e competitividade global.

  • Feijão preto bate novos recordes em maio: entenda o que sustenta a alta histórica dos grãos

    Feijão preto bate novos recordes em maio: entenda o que sustenta a alta histórica dos grãos

    Demanda por grãos recém-colhidos mantém pressão altista

    O mercado de feijão preto segue em trajetória de valorização acentuada na reta final de maio, com preços batendo novos recordes históricos segundo dados do Cepea. A sustentação do movimento, conforme analistas do centro de pesquisas, decorre da forte demanda por lotes recém-colhidos, somada a um contexto de menor disponibilidade de grãos de qualidade superior no Sul do País – região impactada por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo.

    Menor área cultivada e clima adverso reduzem estoques

    A combinação de uma área plantada significativamente menor nesta temporada — reflexo da migração de produtores para culturas mais rentáveis — com problemas climáticos recorrentes no Paraná e em Santa Catarina, principais polos de produção de feijão preto, agravou a escassez de grãos no mercado. Segundo o Cepea, a restrição na oferta de lotes premium continua exercendo pressão sobre as cotações, que, a cada semana, superam os patamares registrados desde setembro de 2024, quando a série histórica teve início.

    Feijão carioca resiste, mas com negociações cautelosas

    Enquanto o feijão preto domina os holofotes, a comercialização do carioca segue marcada por cautela dos compradores. Embora a qualidade limitada dos grãos disponíveis mantenha os preços em patamares elevados, a demanda mais retraída tem contido a escalada de valores para esta variedade, que, ainda assim, permanece acima dos patamares médios históricos.

  • Governo pressiona China para revisar cota de carne bovina em 2027 e desonerar exportações brasileiras

    Governo pressiona China para revisar cota de carne bovina em 2027 e desonerar exportações brasileiras

    Rio de Janeiro, 25 de maio de 2026 — Em um movimento estratégico para aliviar as pressões sobre o setor agropecuário, o governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), intensifica as negociações com a China para rever até 2027 a salvaguarda imposta às importações de carne bovina brasileira. A medida, que estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com isenção tarifária e tributa em 50% o volume excedente, tem impactado diretamente a margem de lucro dos frigoríficos e pecuaristas nacionais.

    China mantém papel central nas exportações brasileiras, apesar das restrições

    A China segue como o principal destino da carne bovina brasileira, mesmo diante da sobretaxa chinesa aplicada neste ano. Segundo dados do setor, o país asiático absorveu volumes recordes do produto nacional, ainda que a cota limite a competitividade dos embarques brasileiros. A negociação em andamento busca não apenas reduzir a alíquota para volumes excedentes, mas também flexibilizar o volume total da cota, que hoje restringe o potencial de crescimento do setor.

    Setor aguarda desfecho para garantir margens e sustentabilidade

    O ministro Márcio Elias Rosa, ao anunciar a iniciativa nesta segunda-feira, destacou que o diálogo com a China faz parte de um esforço mais amplo para garantir a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “A China é um parceiro estratégico, mas as condições atuais de exportação impõem desafios à cadeia produtiva”, afirmou. A revisão da cota e da sobretaxa, caso seja concretizada em 2027, poderá injetar US$ 2 bilhões anuais adicionais na balança comercial brasileira, segundo estimativas preliminares do setor.