Tag: bioenergia

  • Açotubo leva soluções técnicas para usinas sucroenergéticas na Fenasucro 2026

    Açotubo leva soluções técnicas para usinas sucroenergéticas na Fenasucro 2026

    Produtos para usinas em alta performance

    O Grupo Açotubo chega à Fenasucro & Agrocana 2026 com um portfólio voltado para o setor sucroalcooleiro, que responde por mais de 80% das usinas de São Paulo. A empresa apresentará no estande A78 soluções em aço carbono e inox, como barras redondas, sextavadas, quadradas e chatas, além de produtos trefilados, laminados, forjados e ressulfurados, todos projetados para operar em ambientes com alta demanda de resistência à corrosão e temperaturas elevadas.

    Tecnologia para condições extremas

    Destaques incluem os Tubos Quadrinorma A106/API5L/X42 e os Tubos Calandrados, desenvolvidos para suportar ambientes agressivos — uma demanda crescente em usinas que buscam maximizar eficiência sem comprometer a durabilidade. A empresa também reforça seu programa de treinamentos e capacitações, alinhado às necessidades do setor bioenergético.

    Impacto no setor sucroenergético

    A participação da Açotubo no evento, um dos principais do calendário do bioetanol, reflete a estratégia de inovação no fornecimento de insumos críticos para usinas. Com a expansão da produção de biocombustíveis no Brasil, soluções técnicas como as apresentadas tornam-se essenciais para garantir competitividade e sustentabilidade no segmento.

  • Brasil sedia pela primeira vez congresso latino-americano da bioenergia durante feira agroindustrial em SP

    Brasil sedia pela primeira vez congresso latino-americano da bioenergia durante feira agroindustrial em SP

    Um marco para o setor bioenergético latino-americano

    A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, que ocorrerá entre os dias 10 e 14 de agosto no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP), terá como destaque inédito no Brasil a realização do 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC – “José Paulo Stupiello”. Promovido pela STAB, CEISE Br e Fenasucro & Agrocana, o evento consolidará Ribeirão Preto como polo estratégico para discussões sobre o futuro da bioenergia na região.

    Programação técnica e parcerias estratégicas

    O congresso, reconhecido como um dos principais fóruns técnicos da cadeia bioenergética na América Latina e Caribe, contará com palestras, apresentação de papers e minicursos em colaboração com o SENAI, Embrapa e o Instituto Agronômico (IAC). Além disso, visitas técnicas às usinas São Martinho, Viralcool, Vertente e Cruz Alta, bem como à feira Fenasucro & Agrocana, permitirão aos participantes vivenciar na prática os avanços do setor.

    Oportunidades para inovação e cooperação

    Com a participação de profissionais, pesquisadores, empresas e instituições de todo o continente, o evento busca ativar a troca de experiências e impulsionar o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a bioenergia. A edição brasileira do congresso representa não apenas um avanço para o setor, mas também uma oportunidade para que o Brasil fortaleça sua posição como líder na produção de energia renovável na América Latina.

  • BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    Um salto estratégico para o etanol de milho no Brasil

    Na última segunda-feira (16 de junho de 2026), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu o sinal verde para um investimento de R$ 500 milhões na construção da maior unidade industrial de etanol de milho do país. A nova planta da FS, uma das líderes do setor, será instalada em Campo Novo do Parecis (MT), região que já desponta como um dos principais polos agrícolas do Brasil. Com um aporte total de R$ 2,07 bilhões, o projeto não apenas reforça a capacidade produtiva da empresa, mas também acelera a transformação de Mato Grosso no coração da nova era da bioenergia nacional.

    Capacidade recorde e impacto econômico

    A unidade, que deve entrar em operação até 2028, será capaz de processar 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, gerando uma produção estimada de 540 milhões de litros de etanol por ano. Além de impulsionar a matriz energética renovável do país, o empreendimento promete criar milhares de empregos diretos e indiretos na região, movimentando a economia local e atraindo novos investimentos para o Centro-Oeste. O projeto ainda alinha-se à crescente demanda global por combustíveis sustentáveis, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico de biocombustíveis.

    Mato Grosso no centro da revolução do etanol

    Campo Novo do Parecis foi escolhida pela FS por sua localização privilegiada, próxima a grandes áreas de produção de milho e com infraestrutura logística robusta, incluindo acesso a rodovias e hidrovias. A instalação da nova unidade não só amplia a produção nacional de etanol de milho — hoje concentrada em estados como Goiás e Mato Grosso — como também posiciona o estado como um dos principais hubs de bioenergia do país. Especialistas destacam que, com essa planta, Mato Grosso poderá responder por até 30% da oferta nacional de etanol de milho já em 2029.

    O que esperar do setor nos próximos anos

    O investimento da FS reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: a diversificação energética. Enquanto o etanol de cana-de-açúcar já é consolidado, o etanol de milho ganha tração pela sua eficiência em regiões de segunda safra (como o Cerrado) e pela menor sazonalidade na produção. Com a ampliação da capacidade anunciada, espera-se que o Brasil reduza sua dependência de importações de gasolina e consolide sua liderança em biocombustíveis, além de criar um efeito dominó em inovação tecnológica e pesquisa agrícola no campo.

  • Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior evento global do setor de bioenergia, consolida sua trajetória de inovação na última edição antes do marco de 2026, reforçando compromissos ambientais com duas frentes inéditas: a mensuração detalhada das emissões de gases de efeito estufa (GEE) desde a montagem até a desmontagem dos estandes, e a implementação de um modelo de gestão de resíduos que abrange todas as fases do evento.

    GHG Protocol como base para transparência nas emissões

    A metodologia adotada segue as diretrizes do GHG Protocol, padrão internacional para contabilização de emissões, garantindo rigor técnico e comparabilidade dos dados. O projeto, batizado de Canaoeste Green — desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste) — será aplicado durante a feira, que ocorre de 11 a 14 de agosto no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Gestão de resíduos integrada do início ao fim

    A Biocoop, responsável pela estruturação do sistema, coordenará desde a coleta seletiva até a destinação final dos resíduos gerados, assegurando que menos de 1% dos materiais encerre em aterros sanitários. A iniciativa reflete a pressão crescente do mercado por práticas ESG (Environmental, Social and Governance), especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios financeiros e regulatórios no campo.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Para o setor, que já opera com margens apertadas, a adoção dessas medidas não é apenas uma resposta a demandas ambientais, mas também um diferencial de mercado. A Fenasucro & Agrocana, ao alinhar suas operações ao GHG Protocol, sinaliza aos participantes — que incluem desde pequenos produtores até grandes indústrias — que a transição para modelos mais sustentáveis é viável e necessária para manter a competitividade global.

  • Raízen anuncia plano de cisão e aportes bilionários para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões até 2027

    Raízen anuncia plano de cisão e aportes bilionários para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões até 2027

    A Raízen busca reestruturar dívida bilionária com credores

    A Raízen, empresa formada pela parceria entre Cosan e Shell, deu um passo decisivo para equacionar um passivo de R$ 65 bilhões ao apresentar, em 27 de maio de 2026, um plano de recuperação extrajudicial aos credores financeiros quirografários — aqueles sem garantia real. A proposta, ainda em fase de negociação, vai além de um simples alívio imediato no caixa: ela propõe uma reestruturação profunda que culminará na cisão da empresa em duas unidades corporativas até 2027.

    Aportes bilionários e separação dos negócios como pilares da reestruturação

    O plano apresentado pela Raízen baseia-se em dois eixos principais: aportes de capital e reorganização operacional. A Shell já garantiu uma injeção de pelo menos R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan também deve contribuir com recursos frescos. Essa movimentação busca reduzir a alavancagem e reestabelecer a saúde financeira da companhia, que enfrenta pressões em um cenário de commodities voláteis e alta taxa de juros.

    A estratégia prevê a separação das operações de bioenergia e distribuição em entidades independentes. Enquanto a unidade de bioenergia — que engloba etanol e biodiesel — deve manter seu foco em energias renováveis, a divisão de distribuição de combustíveis será reorganizada para otimizar custos e melhorar a eficiência logística. Essa cisão não apenas simplifica a gestão de cada negócio, como também pode atrair novos investidores interessados em segmentos específicos.

    Consequências e desafios da reestruturação

    A proposta enfrenta ainda a resistência de alguns credores, que podem questionar a viabilidade da reestruturação ou a distribuição dos recursos. Além disso, a conclusão do processo até 2027 dependerá de aprovações regulatórias e da capacidade da Raízen de manter suas operações durante a transição. Caso bem-sucedida, a medida pode redefinir o posicionamento da empresa no mercado de energia, consolidando sua posição como líder em bioenergia e garantindo a sustentabilidade de suas operações de distribuição.

  • Bioinova: Embrapa une cinco unidades para acelerar transição energética com biomassa e resíduos agroindustriais

    Bioinova: Embrapa une cinco unidades para acelerar transição energética com biomassa e resíduos agroindustriais

    A Embrapa consolidou, em 25 de maio de 2026, uma frente unificada de pesquisa para enfrentar um dos maiores desafios do século: a transição energética. O Bioinova, projeto coordenado pela Embrapa Agroenergia (DF) e que integra cinco centros de excelência da estatal, promete acelerar a conversão de biomassa e resíduos agroindustriais em soluções energéticas limpas.

    Rede de inovação com aporte de R$ 14 milhões para modernizar a pesquisa

    O Bioinova reúne, além da sede em Brasília, unidades nos estados do Ceará (Embrapa Agroindústria Tropical), Minas Gerais (Embrapa Milho e Sorgo), Rio Grande do Sul (Embrapa Trigo) e o laboratório de Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF). A iniciativa, financiada pela Finep com R$ 14 milhões, terá duração de 36 meses e busca atingir 10 metas científicas até 2029. O objetivo é claro: ampliar a participação do agronegócio brasileiro na redução das emissões globais, com foco em energia renovável, combustíveis de base biológica e insumos sustentáveis.

    De resíduos a recursos: a biomassa como vetor da descarbonização

    A estratégia da Embrapa foca em dois pilares: a otimização de processos para transformar materiais antes descartados — como palha de milho, bagaço de cana ou esterco animal — em fontes de energia e produtos de alto valor agregado. Segundo o coordenador do projeto, essa abordagem não apenas reduz o impacto ambiental, mas também cria novas cadeias de valor para o produtor rural. “Estamos falando de uma revolução silenciosa, onde o que era custo passa a ser oportunidade”, afirmou o pesquisador.

    Impacto econômico e ambiental para o Brasil

    Com a agricultura responsável por cerca de 25% das emissões nacionais de gases do efeito estufa, segundo dados do Observatório do Clima de 2025, iniciativas como o Bioinova ganham relevância estratégica. Além de diminuir a dependência de combustíveis fósseis, o projeto pode posicionar o Brasil como líder global na produção de bioenergia, aproveitando sua matriz agroindustrial diversificada. Especialistas destacam que, até 2030, soluções como as desenvolvidas pela rede Embrapa poderão reduzir em até 15% as emissões do setor, conforme projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    O que esperar até 2029?

    Entre as entregas previstas estão a criação de cinco tecnologias patenteadas, a capacitação de 200 profissionais e a implementação de três plantas-piloto para testes em escala real. A Embrapa também planeja parcerias com universidades e empresas privadas para escalar as soluções. “Não se trata apenas de ciência, mas de transformar conhecimento em negócios que façam sentido para o campo e para a indústria”, declarou a diretora da Embrapa Agroenergia.