Tag: Carros Elétricos

  • Stellantis acelera virada elétrica da Opel com SUV chinês: estratégia para enfrentar BYD e GWM

    Stellantis acelera virada elétrica da Opel com SUV chinês: estratégia para enfrentar BYD e GWM

    O novo desafio da Opel: eficiência chinesa com identidade europeia

    A Opel, marca alemã do grupo Stellantis, anunciou planos para lançar em 2028 um SUV elétrico desenvolvido em colaboração com a chinesa Leapmotor. A estratégia marca um ponto de virada na estratégia de eletrificação da fabricante europeia, que busca acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos para competir com gigantes chineses como BYD e GWM.

    A parceria representa uma resposta direta ao fenômeno conhecido como ‘China speed’, um modelo de desenvolvimento extremamente ágil adotado por fabricantes asiáticas. Enquanto montadoras europeias tradicionalmente levam entre 36 e 48 meses para lançar um novo modelo, a Leapmotor opera em ciclos de 18 a 24 meses. Essa diferença é possibilitada por uma integração vertical mais profunda, uso intensivo de simulações digitais por inteligência artificial e estruturas de trabalho menos hierárquicas.

    A divisão de responsabilidades: o que será europeu e o que virá da China

    Embora a plataforma elétrica, baterias e sistemas de propulsão sejam fornecidos pela Leapmotor — aproveitando elementos da plataforma B10 da chinesa —, a Opel manterá controle sobre aspectos críticos para a marca. Os engenheiros alemães serão responsáveis pelo design exterior e interior, calibração da suspensão, precisão da direção e tecnologias de iluminação. A fabricação será realizada na Espanha, otimizando a logística para o mercado europeu e reduzindo custos de produção.

    ‘Esta parceria nos permite oferecer um veículo elétrico de última geração com maior eficiência financeira, mesmo mantendo nossa identidade de condução’, declarou Florian Huettl, diretor-executivo da Opel. A abordagem visa democratizar o acesso a carros elétricos, competindo diretamente com os preços agressivos das marcas chinesas, que já dominam mais de 60% do mercado global de EVs.

    O timing da estratégia: por que 2028 é um marco importante

    A Opel tem como meta tornar toda a sua linha 100% elétrica até 2028, alinhada às regulamentações europeias que proíbem a venda de carros a combustão a partir de 2035. No entanto, a pressão competitiva exige ações mais rápidas. A Stellantis, controladora da Opel, já enfrenta quedas de market share na Europa frente ao avanço de BYD e GWM, que em 2023 registraram crescimento de 150% e 80%, respectivamente, enquanto as vendas da Opel recuaram 5%.

    ‘Não podemos nos dar ao luxo de esperar cinco anos para lançar um novo modelo’, afirmou um executivo da Stellantis, sob condição de anonimato. ‘Precisamos apresentar produtos competitivos agora, mesmo que isso signifique compartilhar plataformas com parceiros estratégicos.’

    A China como laboratório: aprendizados e riscos da parceria

    A colaboração com a Leapmotor não é um caso isolado. A Stellantis também planeja lançar modelos elétricos para as marcas Fiat e Peugeot utilizando tecnologia chinesa. Segundo relatórios internos, a parceria já poupou cerca de €1,2 bilhão em custos de desenvolvimento para a Stellantis em 2023. No entanto, especialistas alertam para riscos de dependência tecnológica e possíveis conflitos culturais entre as equipes.

    ‘A China tem dominado a cadeia de suprimentos de baterias e sistemas elétricos, mas a engenharia europeia ainda é referência em conforto e precisão’, analisa o engenheiro automotivo Klaus Weber. ‘O desafio será integrar ambas as competências sem perder a essência da marca Opel.’

    Impacto no mercado e perspectivas para o consumidor

    O lançamento do SUV elétrico da Opel em 2028 promete trazer ao mercado europeu um veículo com preço estimado entre €30.000 e €35.000 — cerca de 20% abaixo dos modelos equivalentes da Tesla ou BMW. Além disso, a Opel planeja oferecer pacotes de atualização de software via over-the-air (OTA), uma tendência crescente entre os fabricantes chineses.

    Para os consumidores, a novidade representa mais uma opção em um mercado cada vez mais competitivo. Para a indústria, é um sinal claro de que a colaboração global será essencial para a transição energética. ‘O futuro dos carros elétricos não será dominado por uma única região’, conclui Weber. ‘Será uma batalha de ecossistemas, e a Europa precisa aprender a jogar nesse novo tabuleiro.’

  • Geely negocia takeover de fábrica da Ford na Espanha para produzir elétricos e driblar tarifas da UE

    Geely negocia takeover de fábrica da Ford na Espanha para produzir elétricos e driblar tarifas da UE

    Uma aliança inesperada no tabuleiro automotivo europeu

    A Geely, conglomerado chinês dono de marcas como Volvo e Polestar, avança em negociações para assumir parte da fábrica da Ford em Valência, Espanha, transformando a unidade em um hub de produção de veículos elétricos e híbridos. A operação, ainda em fase de tratativas, mas considerada “praticamente fechada” por especialistas do setor, representa uma manobra estratégica para contornar as crescentes barreiras comerciais impostas pela União Europeia aos carros importados da China.

    A estratégia de localização que já deu certo no Brasil

    Esta não é a primeira vez que a Geely adota a tática de se instalar fisicamente no mercado-alvo. Em 2023, o grupo entrou como sócio majoritário (26,4%) da Renault do Brasil, assumindo operações industriais e comerciais. Agora, a replicação da fórmula na Espanha chega em um momento crucial: as tarifas de importação da UE sobre veículos chineses, que podem chegar a 38% em 2025, tornam a produção local não apenas vantajosa, mas necessária para a competitividade. “A Geely está jogando xadrez global. Ao produzir na Europa, ela neutraliza o impacto das tarifas e ganha acesso ao mercado europeu com custos reduzidos”, analisa o economista automotivo Carlos Tavares.

    Ford desativa alas, mas mantém esperança com a Geely

    A fábrica de Valência, inaugurada em 1976, já foi um dos complexos mais produtivos da Europa, com capacidade para 300 mil unidades anuais. Modelos icônicos como o Escort e o Mondeo saíram de suas linhas, mas a queda na demanda e a transição para elétricos deixaram o local com apenas 40% de sua capacidade ocupada. Atualmente, produz apenas o Ford Kuga, um SUV médio que não tem sido suficiente para manter a rentabilidade. Com a ociosidade beirando 60%, a Ford enfrenta pressões políticas e sociais para evitar demissões em massa — um problema que a parceria com a Geely promete resolver.

    A negociação foca no setor Body 3, uma das áreas mais modernas da planta, atualmente inativa. Segundo fontes internas ouvidas pela ClickNews, o acordo permitiria que as duas fabricantes operassem de forma independente no mesmo terreno, dividindo custos operacionais e mantendo empregos. “É uma solução de duplo ganho: a Geely ganha uma base de produção na UE, e a Ford mantém a fábrica relevante”, comenta a analista de indústria automotiva Laura Mendoza.

    Plataforma GEA: o coração da revolução elétrica espanhola

    A ofensiva da Geely na Espanha será ancorada na plataforma modular GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida pelo grupo para suportar veículos elétricos e híbridos plug-in. O primeiro modelo a ser produzido será o Geely EX2 — conhecido na China como Xingyuan —, um compacto elétrico que promete ser mais acessível do que os rivais europeus. “A GEA é uma das plataformas mais flexíveis do mercado. Ela permite que a Geely adapte rapidamente seus modelos às demandas europeias, inclusive com opções híbridas para conquistar consumidores ainda hesitantes em relação aos 100% elétricos”, explica o engenheiro automotivo Rafael Oliveira.

    A Ford, por sua vez, poderia se beneficiar da mesma plataforma para desenvolver um sucessor elétrico para o Fiesta (cuja produção foi descontinuada em 2023) ou até mesmo um Puma elétrico. “A arquitetura chinesa oferece uma base técnica robusta e de baixo custo. Para a Ford, seria uma maneira de entrar no mercado de elétricos compactos sem ter de desenvolver do zero uma nova plataforma”, avalia o consultor de mobilidade elétrica Marcos Silva.

    Impacto econômico e geopolítico: mais do que carros, é sobre empregos e competitividade

    A região de Valência, que já abrigou cerca de 4.200 empregos diretos na fábrica da Ford, sente o impacto da ociosidade industrial. O acordo com a Geely não apenas evita demissões, como pode atrair novos investimentos para a cadeia de fornecedores locais. “A vinda de uma marca chinesa com capacidade de escala pode reativar o ecossistema de autopeças da região, que já está adaptado à produção automotiva”, destaca o economista regional Joaquim Pereira.

    Do ponto de vista geopolítico, a movimentação reforça a tendência de “regionalização” da indústria automotiva, onde as montadoras buscam produzir perto de seus mercados consumidores para evitar tarifas e garantir cadeias de suprimento estáveis. “A UE está cada vez mais protecionista, e os chineses estão respondendo com estratégias de localização. Isso pode desencadear uma nova onda de fusões e parcerias transcontinentais”, prevê o estrategista comercial Henrique Costa.

    O que falta para o acordo virar realidade?

    Apesar do otimismo dos especialistas, fontes ouvidas pela ClickNews afirmam que os detalhes finais ainda estão sendo negociados, incluindo questões trabalhistas e ambientais. A Geely teria garantido que manterá pelo menos 80% da mão de obra atual, enquanto a Ford cederia a operação do Body 3 mediante um acordo de longo prazo. “As negociações estão em estágio avançado, mas ainda há pontos sensíveis, como a transferência de tecnologia e a divisão dos custos de modernização da planta”, diz um executivo do setor que preferiu não ser identificado.

    Se concretizado, o acordo entre Geely e Ford pode se tornar um case de como a indústria automotiva global está se reinventando diante das pressões tarifárias e da transição energética. Para a Europa, é uma oportunidade de reindustrialização. Para a China, uma forma de consolidar sua presença no continente. E para os consumidores, a promessa de mais opções de veículos elétricos — agora fabricados localmente e, possivelmente, a preços mais competitivos.

  • Geely mira fábrica histórica da Ford na Espanha para produzir novo Fiesta elétrico e desafiar o mercado europeu

    Geely mira fábrica histórica da Ford na Espanha para produzir novo Fiesta elétrico e desafiar o mercado europeu

    A aliança estratégica entre leste e oeste industrial

    A Geely, grupo chinês dono de marcas como Volvo e Polestar, está em negociações avançadas com a Ford para adquirir parte de sua fábrica histórica em Almussafes, Valência (Espanha). Segundo informações da revista especializada La Tribuna de Automoción, o acordo não se limita a uma simples venda de ativos: trata-se de uma parceria operacional que pode redefinir a produção automotiva na Europa. A planta, que já abrigou modelos icônicos como o Ford Mondeo e atualmente produz apenas o SUV Kuga, teria sua capacidade ociosa aproveitada pela Geely para fabricar o Geely EX2 — um veículo elétrico compacto que estreou no Salão de Design de Milão em 2024.

    A plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture) da Geely, projetada para suportar múltiplas tecnologias — de híbridos a elétricos puros —, é o coração deste projeto. O EX2, codinome 135 internamente, poderia não apenas ser produzido pela Geely, mas também receber uma versão badjada com a marca Ford: uma reinvenção do Fiesta, modelo que marcou gerações na Europa e foi descontinuado em 2023. A estratégia permitiria à Ford diluir custos de produção em uma linha compartilhada, enquanto a Geely ganha uma base industrial local para driblar tarifas europeias e competir com gigantes como Volkswagen, Renault e Tesla.

    Por que a Espanha? O tabuleiro geopolítico da indústria automotiva

    A escolha de Almussafes não é casual. A fábrica, inaugurada em 1976, é um dos complexos mais modernos da Ford na Europa, com mais de 300 mil veículos produzidos anualmente em seu auge. Hoje, porém, opera com apenas 20% de sua capacidade, após o encerramento da produção do Mondeo em 2022. A cessão do setor Body 3 — a linha mais avançada da planta — para a Geely permitiria uma operação independente, sem conflitos com a produção do Kuga. Para a Ford, isso significa monetizar um ativo subutilizado; para a Geely, é uma jogada para reduzir a dependência de exportações da China e conquistar o mercado europeu, onde as vendas de elétricos crescem 30% ao ano.

    A Europa, aliás, é um campo minado de tarifas. Veículos produzidos na China enfrentam taxas de importação de até 10%, enquanto os fabricados localmente têm isenção quase total. A Geely já possui fábricas na Bélgica (Volvo) e na Polônia (LEVC), mas a aquisição da Ford na Espanha seria sua maior aposta na região. “Esse acordo é um divisor de águas para a estratégia da Geely na Europa”, afirmou um executivo do setor, que pediu anonimato. “Eles não querem apenas vender carros; querem produzir onde consomem.”

    O retorno do Fiesta? Uma reinvenção em forma de elétrico

    A possibilidade de ver um novo Fiesta nas ruas — agora elétrico e com DNA chinês — é o que mais tem atraído atenção. O modelo original, lançado em 1976, foi um dos hatchs compactos mais vendidos da Europa, com mais de 16 milhões de unidades comercializadas. Sua descontinuação em 2023 deixou um vazio no portfólio da Ford, que hoje foca em SUVs e picapes. Mas o mercado europeu pede elétricos compactos: os modelos como o VW ID.Polo e o Renault Twingo E-Tech já mostram que há demanda por veículos menores, mais baratos e com autonomia adaptada às cidades.

    O EX2 da Geely, com preço estimado em €25 mil e autonomia de 400 km (WLTP), poderia ser perfeito para esse nicho. Caso a Ford aceite produzir uma versão badjada, o veículo ganharia uma segunda vida como “Fiesta Elétrico”, aproveitando a rede de concessionárias e a marca forte da empresa americana. “A Ford tem expertise em compactos, e a Geely tem a tecnologia. É um casamento perfeito”, avaliou um analista de mobilidade elétrica da BloombergNEF. A decisão final, porém, depende de acordos comerciais ainda não fechados — e que podem enfrentar resistência de sindicatos europeus preocupados com empregos.

    Empregos e inovação: os impactos além dos números

    A reconversão da fábrica traria impactos significativos para a economia local. A planta de Almussafes emprega cerca de 5 mil pessoas, e a Geely já sinalizou a intenção de manter parte da mão de obra, além de investir em treinamento para operar linhas de montagem de elétricos. Há também a promessa de criar 1.500 novos postos indiretos, segundo fontes ouvidas pela imprensa espanhola. “Isso não é apenas sobre carros; é sobre revitalizar uma região que depende da indústria”, declarou um representante sindical.

    Além disso, o projeto inclui a produção de um novo veículo multienergia para a Ford, anunciado em 2024 como parte de seu plano de eletrificação. A sinergia entre os dois modelos — elétrico da Geely e híbrido da Ford — poderia otimizar custos de P&D e logística, reduzindo riscos financeiros para ambas as empresas em um mercado cada vez mais competitivo. A união também facilitaria a adaptação às normas europeias de emissões, cada vez mais restritivas.

    O futuro da indústria: quem ganha e quem perde?

    Se concretizado, o acordo entre Geely e Ford será mais um capítulo na história de fusões entre montadoras ocidentais e asiáticas, que já incluiu a compra da Volvo pela Geely (2010), da MG pela SAIC (2007) e da participação da Stellantis na Leapmotor (2023). Para a Ford, trata-se de uma forma de se manter relevante no mercado europeu sem arcar com todos os custos de desenvolvimento de um novo modelo. Para a Geely, é a chance de se consolidar como uma das principais fabricantes de elétricos na Europa — um mercado que deve representar 50% das vendas de carros até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia.

    Os perdedores, pelo menos inicialmente, serão as montadoras europeias que não conseguiram se adaptar a tempo. Marcas como a francesa Peugeot, com seu e-208, e a alemã BMW, com o i3, já sentem a pressão. “A Geely está jogando xadrez enquanto os outros ainda estão no dominó”, comparou um executivo da Renault. Já os consumidores europeus podem sair ganhando: mais concorrência geralmente significa preços mais baixos e inovações tecnológicas aceleradas. Resta saber se o novo Fiesta — ou EX2 — será apenas mais um elétrico no meio da multidão ou um marco na transição da indústria automotiva.

  • Geely EX2 dispara no mercado de elétricos e supera BYD Dolphin em abril; Chevrolet Spark EUV bate recorde histórico

    Geely EX2 dispara no mercado de elétricos e supera BYD Dolphin em abril; Chevrolet Spark EUV bate recorde histórico

    O mercado de elétricos no Brasil acelera em abril

    Os dados mais recentes da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) revelam um crescimento robusto no segmento de elétricos puros no Brasil. Em abril, 45,4% dos 38.516 veículos eletrificados comercializados eram movidos exclusivamente por energia elétrica, totalizando 17.488 unidades. Esse número não apenas reforça a tendência de eletrificação da frota nacional, mas também aponta para uma concorrência cada vez mais acirrada entre os principais modelos do mercado.

    BYD Dolphin Mini mantém liderança, mas Geely EX2 surpreende

    O BYD Dolphin Mini consolidou sua posição como o elétrico mais vendido do Brasil em abril, com 6.880 unidades comercializadas. O hatch chinês não apenas manteve a liderança no segmento específico de elétricos como também alcançou a sétima posição no ranking geral de vendas de abril — superando até mesmo o tradicional Hyundai HB20, que registrou 6.764 unidades. No entanto, a grande surpresa do mês veio do Geely EX2, que, com 3.602 unidades vendidas, não apenas superou o BYD Dolphin (3.022 unidades) como também se estabeleceu como o segundo colocado no ranking de elétricos.

    O sucesso do EX2 é ainda mais notável considerando seu lançamento recente, em novembro de 2025. O modelo, que já enfrentava alta demanda desde o início do ano, teve suas vendas impulsionadas por um novo lote importado da China, que finalmente atendeu aos pedidos represados devido à escassez inicial de estoque no lançamento.

    Chevrolet Spark EUV quebra recorde histórico

    Outro destaque do mês foi o Chevrolet Spark EUV, que, pela primeira vez, ultrapassou a marca de mil unidades vendidas em um único mês. Com 1.047 unidades comercializadas, o modelo superou o BYD Yuan (438 unidades) e estabeleceu um novo recorde histórico para a marca no segmento de elétricos. A performance do Spark EUV é ainda mais impressionante considerando a simplificação recente de sua linha, que agora conta com apenas uma versão disponível no mercado.

    GWM Ora 03 e Leapmotor B10: os novos entrantes no top 10

    O GWM Ora 03, que ocupa a sexta posição no ranking de elétricos com 365 unidades vendidas, continua a demonstrar resiliência mesmo após a redução de sua linha para uma única versão. Já o Leapmotor B10 estreou no top 10 em nono lugar, com 195 unidades comercializadas em seu primeiro mês de vendas. O modelo, que chegou ao mercado há pouco mais de um mês, já entregou as primeiras unidades de sua pré-venda e promete ganhar mais espaço nos próximos meses.

    O futuro do mercado de elétricos no Brasil

    A crescente diversificação da oferta de elétricos no Brasil reflete não apenas a adaptação das montadoras às demandas do consumidor brasileiro, mas também a maturidade do mercado. Com modelos como o EX2 e o B10 ganhando tração, e marcas consolidadas como BYD e Chevrolet mantendo seus desempenhos, a eletrificação do setor automotivo brasileiro parece estar em um ritmo acelerado. A chegada de novos players e a expansão de linhas como a da GWM reforçam a tendência de que, em breve, os elétricos deixarão de ser uma alternativa de nicho para se tornarem a escolha principal dos consumidores.

    Conclusão: um mercado em transformação

    O mês de abril de 2025 foi marcado por números recordes e surpresas no segmento de carros elétricos puros no Brasil. Enquanto o BYD Dolphin Mini manteve sua liderança, o Geely EX2 e o Chevrolet Spark EUV surpreenderam com desempenhos excepcionais, e novos modelos como o Leapmotor B10 começaram a fazer sua estreia no competitivo mercado brasileiro. Com a eletrificação ganhando cada vez mais espaço, é provável que os próximos meses tragam ainda mais inovações e disputas acirradas entre as marcas.

  • IM LS6: MG aposta no SUV elétrico de luxo com 751 cv e recarga ultrarrápida para 2026

    IM LS6: MG aposta no SUV elétrico de luxo com 751 cv e recarga ultrarrápida para 2026

    Um novo player no mercado premium brasileiro

    A IM Motors, submarca de luxo da chinesa MG, desembarcará no Brasil no segundo semestre de 2026 com uma proposta ousada: o LS6, um SUV elétrico de alta performance que promete redefinir os padrões do segmento premium nacional. O lançamento não é apenas mais um modelo na crescente lista de veículos elétricos no país, mas sim a estreia de uma nova marca que visa disputar espaço com gigantes como Audi, BMW e Mercedes-Benz, além de rivais chineses emergentes como Zeekr e Denza.

    Performance e tecnologia de ponta

    O IM LS6 não decepciona quando o assunto é performance. Equipado com um sistema elétrico de 751 cavalos de potência, o SUV é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos, colocando-o em pé de igualdade com supercarros esportivos. A arquitetura elétrica de 800V permite recargas ultrarrápidas, recuperando 80% da carga em apenas 18 minutos, uma característica crucial para viagens longas. Além disso, o modelo oferece uma opção de versão EREV (extensor de alcance), que supera impressionantes 1.500 km de autonomia, eliminando a preocupação com a infraestrutura de recarga no Brasil.

    Design e inovações tecnológicas

    O LS6 apresentado em testes no Brasil já revela um design sofisticado, embora tenha passado por dois facelifts desde seu lançamento inicial. A versão mais recente, que deve chegar ao mercado em 2025, apresenta uma grade dianteira mais agressiva, faróis maiores em formato de ‘Y’ e luzes de neblina integradas. No interior, o destaque é um painel digital contínuo de 26,3 polegadas, que cobre metade do painel, oferecendo uma experiência de condução futurista. Entre as tecnologias embarcadas, estão direção steer-by-wire, esterçamento do eixo traseiro e um sistema ADAS completo, que inclui assistência de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência.

    Estratégia comercial: integração com a rede MG

    A IM Motors adotará um modelo de operação conjunta com a MG no Brasil, semelhante ao que a Caoa faz com a Avatr. Os veículos da submarca serão comercializados dentro da rede de concessionárias da MG, que passará dos atuais 25 para 70 pontos de venda em todo o território nacional. Cada loja terá áreas exclusivas para o LS6, garantindo um posicionamento premium distinto da marca-mãe e proporcionando aos consumidores uma experiência diferenciada no segmento de luxo.

    Desafios e oportunidades no mercado brasileiro

    Apesar do apelo tecnológico e de performance, o IM LS6 chega ao Brasil em um momento de transição para o mercado automotivo. A infraestrutura de recarga ainda é um ponto de atenção, embora a autonomia estendida da versão EREV possa mitigar parte desse problema. Além disso, o design do LS6, embora moderno, já foi atualizado em 2025, o que levanta questionamentos sobre a estratégia de lançamento da marca. A IM Motors precisará convencer o consumidor brasileiro de que seu produto não é apenas mais um SUV elétrico, mas sim uma alternativa premium viável frente aos concorrentes estabelecidos.

    O futuro da IM Motors no Brasil

    A estreia do LS6 marca apenas o começo da estratégia da IM Motors no Brasil. Com planos de expandir sua rede de concessionárias e investir em marketing para posicionar a marca como sinônimo de luxo e inovação, a submarca da MG tem potencial para se tornar um player relevante no segmento premium. No entanto, o sucesso dependerá não apenas das especificações técnicas do LS6, mas também da capacidade da IM Motors de construir uma imagem de marca forte e confiável no mercado brasileiro.