Tag: Cecafé

  • Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Colheita recorde pode impulsionar vendas externas

    O Brasil, maior produtor e exportador global de café, projeta um crescimento de 17% nas exportações para o ciclo 2026/27, iniciado em julho de 2026, segundo anúncio feito na última quarta-feira, 14 de julho, pelo presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Márcio Ferreira. A previsão é de que as vendas externas atinjam 45 milhões de sacas de 60 kg, recuperando patamares próximos ao registrado em 2024/25, quando o país exportou 45,6 milhões de sacas.

    Chuvas atípicas ameaçam qualidade dos grãos

    Apesar do otimismo com o volume, o setor enfrenta desafios na qualidade dos cafés devido a chuvas inesperadas durante a colheita. Segundo Ferreira, as precipitações — influenciadas pelo fenômeno El Niño — ocorreram em junho, período tradicionalmente seco na região produtora, comprometendo a secagem e a uniformidade dos grãos. “O momento foi inapropriado para chuvas”, afirmou o executivo, destacando que a umidade excessiva pode reduzir o valor de mercado do produto brasileiro no exterior.

    Recuperação após crise de oferta e tarifas nos EUA

    O crescimento projetado para 2026/27 representa uma virada em relação ao ciclo 2025/26, quando as exportações brasileiras foram afetadas tanto pela menor oferta quanto pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos, principal destino do café nacional. A retomada das vendas externas sinaliza uma possível estabilização do mercado, mas depende da resolução dos problemas de qualidade identificados recentemente.

  • Café brasileiro: queda de 15,7% nas exportações em 2025/26, mas receita atinge segundo maior valor histórico

    Café brasileiro: queda de 15,7% nas exportações em 2025/26, mas receita atinge segundo maior valor histórico

    Exportações de café encolhem, mas receita se mantém forte

    No ano-safra 2025/26, encerrado em junho de 2026, o Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de 60 kg de café, volume 15,7% inferior ao registrado entre julho de 2024 e junho de 2025. Ainda assim, a receita cambial com os embarques atingiu US$ 14,595 bilhões — apenas 1% abaixo do ciclo anterior, mas suficiente para garantir o segundo lugar na série histórica do setor.

    Preços elevados até janeiro de 2026 sustentam faturamento

    O desempenho foi possível graças aos preços do café, que se mantiveram em patamares elevados entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Em junho de 2026, último mês do ciclo, as exportações somaram 3,060 milhões de sacas, com ingresso de US$ 972,8 milhões — alta de 16,9% em volume, mas queda de 6% na receita. No primeiro semestre de 2026, o país embarcou 17,831 milhões de sacas, 8,3% menos que no mesmo período de 2025, com faturamento de US$ 6,534 bilhões, 13,3% inferior.

    Cenário global e perspectivas para o setor

    Apesar da queda no volume exportado, o valor recorde da receita reflete a demanda internacional por café brasileiro, especialmente em mercados como Estados Unidos e Europa. A manutenção dos preços, no entanto, depende da estabilidade da safra global e de fatores climáticos, como os efeitos do fenômeno La Niña na produção de países concorrentes. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) destacou que, mesmo com a redução, a competitividade do grão nacional permanece elevada.

  • Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Os dados da Cecafé revelam que o Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de 60 kg de café no período de julho de 2025 a maio de 2026 — uma queda de 18% em relação às 43 milhões de sacas embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25. A receita, no entanto, atingiu US$ 13,6 bilhões, praticamente estável frente aos US$ 13,7 bilhões do ciclo anterior.

    A queda no volume: menor produção e estoques enxutos

    Segundo o Cepea, o recuo nos embarques está diretamente ligado à combinação de dois fatores: a redução da produção na safra 2025/26 e os estoques nacionais historicamente baixos. A escassez de grãos disponíveis para exportação limitou o volume embarcado, ainda que a demanda internacional permanecesse aquecida.

    Preços altos compensam a redução física

    O cenário de preços elevados do café ao longo da temporada foi o principal responsável por manter a receita estável, apesar da queda no volume exportado. O valor médio do produto no mercado internacional se manteve em patamares superiores aos observados na safra anterior, assegurando que a redução física não impactasse negativamente o faturamento total.

    Perspectivas para o restante da safra

    Ainda não há projeções consolidadas para o fechamento da safra 2025/26, mas analistas do setor indicam que a continuidade dos preços altos dependerá da evolução da produção nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais e Espírito Santo, além das condições climáticas nos próximos meses.

  • Brasil lidera debate sobre sustentabilidade do café na União Europeia com modelo de transição verde

    Brasil lidera debate sobre sustentabilidade do café na União Europeia com modelo de transição verde

    Em um momento histórico para o agronegócio brasileiro, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) consolidou na última terça-feira (16/06) seu papel como protagonista global na produção de café com responsabilidade socioambiental. O convite da Comissão Europeia para participar da edição final do AL-INVEST Verde — realizada entre 16 e 18 de junho em Bruxelas — reflete a crescente demanda europeia por commodities alinhadas à agenda de transição verde.

    O Brasil na vanguarda da produção sustentável de café

    A participação brasileira no evento, que reúne governos, empresas e academia, foi marcada pela apresentação de dados que comprovam a liderança do país no fornecimento de cafés rastreáveis e produzidos com baixo impacto ambiental. Durante o “Evento de Alto Nível sobre a Cooperação Brasil-União Europeia”, a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, Silvia Pizzol, destacou os avanços do setor, que já responde por cerca de 30% do mercado global de café com certificações socioambientais.

    Cooperação Brasil-Europa: sinergias e desafios

    O painel em que Pizzol atuou, intitulado “Experiências e sinergias dos Estados brasileiros em torno do setor cafeeiro”, contou também com a presença de João Ricardo Albanez (subsecretário de Agricultura de Minas Gerais) e Ilma Correa (produtora de café da Região Vulcânica), que compartilharam casos de sucesso em inovação e práticas sustentáveis. Segundo especialistas, a parceria com a UE pode impulsionar ainda mais a adoção de tecnologias limpas e a geração de empregos verdes no setor, que já emprega diretamente mais de 3 milhões de pessoas no Brasil.

    O que esperar dos próximos dias?

    Até quinta-feira (18/06), os participantes do AL-INVEST Verde discutirão políticas públicas e modelos de investimento para ampliar a competitividade sustentável na América Latina. Para o setor cafeeiro brasileiro, a visibilidade obtida no evento europeu pode abrir portas para novos acordos comerciais e fortalecer a imagem do café nacional como sinônimo de qualidade e responsabilidade ambiental. A expectativa é que os resultados do programa sejam incorporados a um plano de ação conjunto entre UE e América Latina, com foco em metas climáticas e desenvolvimento econômico inclusivo.

  • Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas queda na receita acende alerta para safra 2026

    Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas queda na receita acende alerta para safra 2026

    Expansão volumétrica mas retração nos valores

    Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados em 11 de junho de 2026, mostram que as exportações brasileiras de café atingiram 3,089 milhões de sacas em maio de 2026 — um avanço de 3,6% frente ao mesmo mês de 2025. A alta é atribuída à entrada no mercado de cafés canéforas colhidos recentemente, com a expectativa de que os arábicas também ganhem ritmo no segundo semestre.

    Porém, a receita cambial encolheu 16% no período, somando US$ 1,05 bilhão em maio de 2026, contra US$ 1,25 bilhão no ano anterior. Especialistas apontam que a queda nos preços internacionais, pressionados pela oferta global e demanda enfraquecida, foi o principal fator para o recuo na receita, mesmo com o aumento no volume embarcado.

    Acumulado do ano: menos volume, quase mesmo faturamento

    No acumulado da safra 2025/2026 (julho/2025 a maio/2026), o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas, o que representa uma redução de 17,7% em volume na comparação anual. Os valores arrecadados, entretanto, caíram apenas 0,7%, totalizando US$ 13,612 bilhões — um sinal de que a desvalorização cambial e a queda nos preços globais foram parcialmente compensadas pela maior quantidade embarcada.

    Já no calendário civil de 2026 (janeiro a maio), as exportações somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% ante os 16,825 milhões do mesmo período de 2025. A receita nesse intervalo foi de US$ 5,552 bilhões, queda mais acentuada que a média anual, reforçando a tendência de preços desvalorizados.

    Perspectivas para a safra 2026/2027

    O setor aguarda com expectativa a colheita de arábicas, que deve ganhar volume a partir do segundo semestre de 2026. Contudo, analistas alertam que a recuperação dos preços dependerá não apenas da oferta brasileira, mas também da demanda global, especialmente da Europa e dos EUA, principais compradores do café brasileiro. A volatilidade cambial e os estoques elevados em países concorrentes, como Vietnã e Colômbia, também devem influenciar as cotações nos próximos meses.

  • Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    O Brasil fechou maio de 2026 com um volume de exportações de café que cresceu 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 3,089 milhões de sacas de 60 kg, conforme o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No entanto, a receita cambial gerada encolheu 16%, somando US$ 1,050 bilhão no mês passado.

    Safra em transição: canéforas lideram embarques, enquanto arábicas ganham fôlego

    A leve alta no volume reflete a entrada de cafés colhidos ainda em 2026, especialmente os grãos da espécie canéfora (robusta e conilon). A expectativa é que os arábicas, principal variedade cultivada no país, comecem a ganhar volume nos embarques a partir do segundo semestre, quando a colheita atinge seu pico.

    Acumulado do ano safra 2025/2026 mostra queda expressiva em volume e receita

    Nos primeiros 11 meses do ano safra em curso (julho/2025 a maio/2026), o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas, gerando US$ 13,612 bilhões. Os números representam recuos de 17,7% em volume e 0,7% em receita na comparação com o mesmo período do ano safra anterior (2024/2025). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o declínio é ainda mais acentuado: queda de 12,4% em volume (14,745 milhões de sacas contra 16,82 milhões no mesmo período de 2025).

    Pressão financeira no campo acende sinal de alerta no agronegócio

    A combinação de volumes menores e receitas em queda, mesmo com a alta pontual em maio, reforça a vulnerabilidade do setor cafeeiro. Produtores enfrentam custos crescentes de produção, enquanto os preços internacionais seguem voláteis. Analistas do setor destacam que a recuperação dependerá não apenas da produtividade das safras futuras, mas também de fatores macroeconômicos, como a valorização do real frente ao dólar e a demanda global por commodities.