Brasil lidera debate sobre sustentabilidade do café na União Europeia com modelo de transição verde

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Em um momento histórico para o agronegócio brasileiro, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) consolidou na última terça-feira (16/06) seu papel como protagonista global na produção de café com responsabilidade socioambiental. O convite da Comissão Europeia para participar da edição final do AL-INVEST Verde — realizada entre 16 e 18 de junho em Bruxelas — reflete a crescente demanda europeia por commodities alinhadas à agenda de transição verde.

O Brasil na vanguarda da produção sustentável de café

A participação brasileira no evento, que reúne governos, empresas e academia, foi marcada pela apresentação de dados que comprovam a liderança do país no fornecimento de cafés rastreáveis e produzidos com baixo impacto ambiental. Durante o “Evento de Alto Nível sobre a Cooperação Brasil-União Europeia”, a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, Silvia Pizzol, destacou os avanços do setor, que já responde por cerca de 30% do mercado global de café com certificações socioambientais.

Cooperação Brasil-Europa: sinergias e desafios

O painel em que Pizzol atuou, intitulado “Experiências e sinergias dos Estados brasileiros em torno do setor cafeeiro”, contou também com a presença de João Ricardo Albanez (subsecretário de Agricultura de Minas Gerais) e Ilma Correa (produtora de café da Região Vulcânica), que compartilharam casos de sucesso em inovação e práticas sustentáveis. Segundo especialistas, a parceria com a UE pode impulsionar ainda mais a adoção de tecnologias limpas e a geração de empregos verdes no setor, que já emprega diretamente mais de 3 milhões de pessoas no Brasil.

O que esperar dos próximos dias?

Até quinta-feira (18/06), os participantes do AL-INVEST Verde discutirão políticas públicas e modelos de investimento para ampliar a competitividade sustentável na América Latina. Para o setor cafeeiro brasileiro, a visibilidade obtida no evento europeu pode abrir portas para novos acordos comerciais e fortalecer a imagem do café nacional como sinônimo de qualidade e responsabilidade ambiental. A expectativa é que os resultados do programa sejam incorporados a um plano de ação conjunto entre UE e América Latina, com foco em metas climáticas e desenvolvimento econômico inclusivo.

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