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  • Falta de sal mineral no Brasil em 2026: Famato alerta para risco de desabastecimento que pode paralisar a pecuária nacional

    Falta de sal mineral no Brasil em 2026: Famato alerta para risco de desabastecimento que pode paralisar a pecuária nacional

    A pecuária brasileira enfrenta mais um desafio estrutural em 31 de maio de 2026. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) soou o alarme sobre o risco de desabastecimento de fosfato bicálcico, componente essencial para a fabricação de suplementos minerais que sustentam a alimentação de cerca de 250 milhões de cabeças de gado no país.

    Mato Grosso na linha de frente: o estado que não pode parar

    Com o maior rebanho bovino do Brasil, Mato Grosso — responsável por 15% da produção nacional de carne — será um dos estados mais afetados pela possível ruptura na cadeia de suplementos. A dependência do insumo importado, combinada à alta dos custos internacionais desde 2024, já pressiona os estoques e acende alertas para produtores de gado de corte e leite. Segundo dados da Famato, a falta de fosfato bicálcico pode reduzir em até 20% a oferta de sal mineral nos próximos 90 dias, impactando diretamente o ganho de peso, fertilidade e sanidade dos rebanhos.

    Efeitos dominó: do pasto à prateleira

    A quebra no fornecimento não se limita ao campo. A cadeia produtiva da carne brasileira, que faturou R$ 415 bilhões em 2025, depende de rebanhos saudáveis para manter sua competitividade global. Em um mercado já ajustado pela inflação de insumos e pela queda de 8% no consumo interno de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, a escassez de suplementos minerais pode agravar a crise de abastecimento e elevar os preços para o consumidor final. “Não é apenas uma questão de custo, mas de sobrevivência do setor”, afirmou a entidade em comunicado oficial.

    O que vem por aí?

    Enquanto o governo federal avalia medidas emergenciais — como a redução de tarifas de importação ou incentivos à produção nacional de fosfato — os produtores buscam alternativas paliativas, como a substituição parcial por outros minerais ou a redução das doses fornecidas ao gado. No entanto, especialistas alertam que tais soluções temporárias podem comprometer a produtividade a longo prazo, especialmente em regiões como o Centro-Oeste, onde o pasto natural já enfrenta estresse hídrico recorrente.

    O cenário exige ação coordenada entre setor privado e poder público para evitar um colapso na pecuária, setor que, sozinho, representa 8,4% do PIB agropecuário brasileiro. A data de 31 de maio de 2026 pode marcar o início de uma nova crise ou o ponto de virada para soluções sustentáveis.

  • Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Fertilizantes e defensivos puxam a alta dos custos

    Os números divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Senar MT no dia 25 de maio de 2026 revelam um cenário preocupante para os agricultores mato-grossenses. O custo de produção da soja para a safra 2026/27 atingiu R$ 4.286,89 por hectare, um acréscimo de 1,88% em relação a março. O principal vilão desse aumento foi a disparada nos gastos com fertilizantes, que subiram 2.733,09% no período, enquanto os defensivos agrícolas avançaram 2,17%.

    Incertezas internacionais agravam a pressão

    As incertezas no comércio global desde março de 2026, combinadas à escalada dos preços dos insumos, estão comprometendo a viabilidade econômica de culturas estratégicas para Mato Grosso. Especialistas do Projeto CPA-MT (Custo de Produção Agropecuária) destacam que a aquisição de insumos para a próxima safra ainda está em andamento, o que pode agravar ainda mais os custos nos próximos meses.

    Milho e algodão seguem a mesma tendência

    Embora a soja seja a cultura mais afetada, o milho e o algodão também registram elevações significativas em seus custos de produção. A dependência de insumos importados e a volatilidade dos mercados internacionais tornam o setor vulnerável a novos choques, colocando em risco a competitividade do agronegócio mato-grossense na próxima safra.