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  • Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avança para 32% na safra 2026/27 com tempo seco

    Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avança para 32% na safra 2026/27 com tempo seco

    Tempo seco impulsiona colheita no Cerrado Mineiro

    A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) registrou avanço significativo na colheita de café arábica em sua área de atuação. Segundo boletim técnico de 3 de julho de 2026, 32% do volume estimado para a safra 2026/27 — equivalente a 914,88 mil sacas de 60 kg — já foi colhido. A ausência de chuvas na última semana foi determinante para intensificar os trabalhos, além de otimizar as etapas de secagem e beneficiamento dos grãos nos terreiros.

    Ritmo abaixo do esperado em comparação a 2025

    O percentual atual representa um atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando 42% da safra já haviam sido colhidos até 3 de julho. Especialistas da Expocacer atribuem a diferença à produção mais tardia em 2026, influenciada por fatores climáticos e de manejo. Até a data, 18% do volume colhido já passou pelo processo de beneficiamento, com rendimento médio de 520 litros por saca.

    Perspectivas para a safra 2026/27

    Apesar do avanço, a produtividade final ainda depende de condições climáticas favoráveis nos próximos meses, especialmente durante a fase de floração e formação dos frutos. A Expocacer segue monitorando as lavouras para ajustar estratégias de manejo e garantir a qualidade dos grãos, que já apresentam potencial de valorização no mercado internacional devido ao cenário de oferta ajustada.

  • Chuvas reduzem colheita de café arábica a 27% em Goiás, 8 pontos abaixo do esperado

    Chuvas reduzem colheita de café arábica a 27% em Goiás, 8 pontos abaixo do esperado

    Colheita em ritmo lento: 27% concluídos com perdas significativas

    A colheita de café arábica na área de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) alcançou 27% até a última sexta-feira, 26 de junho de 2026, com 12% do volume já beneficiado. Os rendimentos médios variaram entre 550 e 570 litros por saca de 60 kg, mas o índice está 8 pontos percentuais abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025, quando a safra teve início mais precoce.

    Chuvas e queda de frutos: o impacto climático na produtividade

    O atraso na colheita, segundo boletim técnico da Expocacer, é resultado das chuvas registradas na quarta semana de junho, que interromperam os trabalhos de cata e beneficiamento. Além disso, a precipitação provocou a queda de aproximadamente 25% dos frutos ainda no pé, gerando um volume expressivo de “café de chão” e comprometendo a qualidade de parte dos lotes. A chegada do inverno, que tradicionalmente reduz as chuvas, ressalta a necessidade de estratégias de manejo para mitigar perdas, incluindo o uso de tecnologias de irrigação e monitoramento climático.

    Perspectivas para o inverno brasileiro: clima e inovação como aliados

    O cenário atual reforça os desafios do setor cafeeiro no Brasil, que depende cada vez mais de inovações agrícolas para manter a produtividade em um contexto de mudanças climáticas. Com a safra atrasada em cerca de 30 dias, os produtores da região de atuação da Expocacer — que abrange municípios como Araguari, Monte Carmelo e Patos de Minas — enfrentam não apenas a queda na produtividade, mas também a pressão por preços que reflitam os custos operacionais elevados. A cooperativa, no entanto, projeta que a retomada das atividades após as chuvas deve ocorrer gradualmente, com expectativa de recuperação parcial do volume até o final de julho.