Chuvas reduzem colheita de café arábica a 27% em Goiás, 8 pontos abaixo do esperado

Escrito por

em

Colheita em ritmo lento: 27% concluídos com perdas significativas

A colheita de café arábica na área de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) alcançou 27% até a última sexta-feira, 26 de junho de 2026, com 12% do volume já beneficiado. Os rendimentos médios variaram entre 550 e 570 litros por saca de 60 kg, mas o índice está 8 pontos percentuais abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025, quando a safra teve início mais precoce.

Chuvas e queda de frutos: o impacto climático na produtividade

O atraso na colheita, segundo boletim técnico da Expocacer, é resultado das chuvas registradas na quarta semana de junho, que interromperam os trabalhos de cata e beneficiamento. Além disso, a precipitação provocou a queda de aproximadamente 25% dos frutos ainda no pé, gerando um volume expressivo de “café de chão” e comprometendo a qualidade de parte dos lotes. A chegada do inverno, que tradicionalmente reduz as chuvas, ressalta a necessidade de estratégias de manejo para mitigar perdas, incluindo o uso de tecnologias de irrigação e monitoramento climático.

Perspectivas para o inverno brasileiro: clima e inovação como aliados

O cenário atual reforça os desafios do setor cafeeiro no Brasil, que depende cada vez mais de inovações agrícolas para manter a produtividade em um contexto de mudanças climáticas. Com a safra atrasada em cerca de 30 dias, os produtores da região de atuação da Expocacer — que abrange municípios como Araguari, Monte Carmelo e Patos de Minas — enfrentam não apenas a queda na produtividade, mas também a pressão por preços que reflitam os custos operacionais elevados. A cooperativa, no entanto, projeta que a retomada das atividades após as chuvas deve ocorrer gradualmente, com expectativa de recuperação parcial do volume até o final de julho.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *