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  • Google Assistente chega ao fim em 4 de setembro: transição para o Gemini será definitiva nos celulares

    Google Assistente chega ao fim em 4 de setembro: transição para o Gemini será definitiva nos celulares

    O Google encerrou oficialmente o ciclo de vida do Google Assistente, com a data de desligamento definitivo marcada para o dia 4 de setembro de 2026. A decisão, comunicada por e-mail aos usuários, determina que o serviço será removido gradualmente dos smartphones e tablets com Android, transferindo todas as suas funcionalidades para o Gemini, a plataforma unificada de IA da empresa.

    Fim de uma era: comandos e integrações migram para o Gemini

    Com a transição, comandos de voz, buscas integradas e tarefas automatizadas — antes gerenciadas pelo Assistente — passam a ser executadas pelo Gemini. Contudo, o tradicional comando “Ok Google” permanecerá ativo, garantindo continuidade na interação por voz. A empresa ressalta que, após o processo de remoção ser concluído, não será possível reverter para o Assistente, marcando o encerramento definitivo do serviço nos dispositivos móveis.

    Dispositivos domésticos ficam de fora — por enquanto

    Apesar da desativação nos celulares, equipamentos como Google Home e TVs com Google TV não serão afetados na primeira fase da implementação. A medida visa mitigar impactos imediatos para usuários que dependem das funcionalidades de automação residencial e entretenimento integradas ao Assistente.

    Oito meses de adiamento: Google recua antes de cortar o cordão umbilical

    A decisão de adiar o encerramento do Assistente em oito ocasiões anteriores reflete a complexidade da transição, que agora ganha contornos definitivos. A empresa justifica a mudança pela necessidade de consolidar o Gemini como sua principal interface de interação com IA, alinhando-se à estratégia de unificar experiências em um único ecossistema tecnológico.

  • Google recua em 24 horas e tira do ar IA que criava imagens falsas no Earth

    Google recua em 24 horas e tira do ar IA que criava imagens falsas no Earth

    A ferramenta, lançada na quinta-feira (30/07), permitia criar cenas hiper-realistas a partir de imagens de satélite, mas foi retirada do ar na sexta-feira (31/07) devido ao uso indevido. Usuários e especialistas rapidamente demonstraram como era simples gerar conteúdos enganosos, como capturas de catástrofes ou conflitos, potencializando a desinformação.

    Risco imediato: fake news com selo de credibilidade

    O Google Earth é tradicionalmente visto como uma fonte confiável para visualização geográfica, o que tornava a ferramenta particularmente perigosa. Mesmo com a marca d’água digital SynthID — que identificava as imagens como geradas por IA —, a velocidade de disseminação de conteúdos falsos superou as expectativas. Especialistas geoespaciais também relataram usos úteis, mas o balanço pendeu para o abuso.

    O que vem agora? Google promete restrições mais rígidas

    A empresa afirmou que está desenvolvendo mecanismos mais eficazes para coibir o mau uso, enquanto mantém o recurso desativado. A decisão reforça os desafios das big techs em equilibrar inovação com controle de danos em tempos de IA generativa.

  • Google lança no Brasil o Gemini Spark: IA pessoal 24h para automatizar tarefas

    Google lança no Brasil o Gemini Spark: IA pessoal 24h para automatizar tarefas

    O Google expandiu para o Brasil o Gemini Spark, um agente de inteligência artificial pessoal projetado para funcionar 24 horas por dia, automatizando tarefas cotidianas sem necessidade de supervisão constante. Lançado nesta sexta-feira (31/07), o serviço se integra ao ecossistema do Google — como Gmail, Docs e Planilhas — para executar atividades como organizar reservas de voos e hotéis, revisar faturas de cartão de crédito ou até mesmo redigir rascunhos de respostas.

    Automação sem limites: como o Spark funciona

    O Gemini Spark opera em segundo plano, recebendo comandos pré-programados e executando-os de forma autônoma. Por exemplo, um usuário pode configurá-lo para adicionar automaticamente dados de reservas a uma planilha ou analisar gastos mensais em cartões. Diferente de assistentes convencionais, o Spark não exige que o aplicativo permaneça aberto ou que o usuário monitore o processo.

    Disponibilidade restrita aos planos premium

    O serviço está acessível apenas para assinantes dos planos AI Ultra (R$ 779,90/mês) e AI Pro (R$ 96,99/mês). O lançamento no Brasil chega meses após o anúncio do Spark durante o Google I/O 2026, realizado em maio deste ano, quando a empresa destacou o potencial da ferramenta para aumentar a produtividade de profissionais e gestores.

    Impacto no mercado de IA e automação

    A chegada do Gemini Spark ao Brasil reforça a estratégia do Google de popularizar agentes de IA capazes de substituir tarefas repetitivas. Com a crescente demanda por automação em ambientes corporativos e pessoais, a ferramenta pode se tornar um diferencial para quem busca otimizar tempo e reduzir erros manuais. No entanto, o alto custo dos planos premium levanta questionamentos sobre acessibilidade em um mercado ainda em consolidação.

  • Falha expõe conversas privadas de usuários no Claude: dados sensíveis acessíveis via Google

    Falha expõe conversas privadas de usuários no Claude: dados sensíveis acessíveis via Google

    Exposição acidental de dados sensíveis

    Um erro de configuração no Claude, assistente virtual da Anthropic, transformou chats privados de usuários em páginas públicas acessíveis pelo Google. Na segunda-feira (27/07), ao buscar pelo comando site:claude.ai/share, o motor de busca retornava uma lista de links clicáveis que redirecionavam para transcrições completas de conversas — incluindo informações pessoais e estratégias jurídicas compartilhadas pelos usuários.

    Rápida intervenção das empresas

    A Anthropic afirmou que os links não eram “detectáveis” a menos que os usuários os compartilhassem voluntariamente, mas a exposição persistiu por horas antes da remoção. O Google também agiu para desindexar os registros, limitando o acesso aos chats apenas por links diretos. O caso, reportado inicialmente no Reddit, levanta questionamentos sobre a segurança de plataformas que lidam com dados sensíveis.

    Riscos e consequências da vulnerabilidade

    Embora a brecha tenha sido corrigida, o incidente expõe falhas críticas em sistemas que armazenam informações confidenciais. Usuários de IA generativa — especialmente profissionais que compartilham dados estratégicos — devem revisar configurações de privacidade e evitar expor links de conversas em fóruns públicos. A Anthropic não divulgou o número de usuários afetados, mas o episódio reforça a necessidade de auditorias rigorosas em ferramentas baseadas em IA.

  • Google corta suporte ao Android 6.0 após 11 anos: dispositivos ficam mais vulneráveis

    Google corta suporte ao Android 6.0 após 11 anos: dispositivos ficam mais vulneráveis

    O Google deixou de oferecer atualizações para o Android 6.0 Marshmallow, encerrando um ciclo de suporte de quase 11 anos — desde seu lançamento em outubro de 2015. A partir de agora, o sistema operacional exige que os dispositivos executem no mínimo o Android 7.0 Nougat para garantir acesso a serviços críticos, como Google Play Services, autenticação, localização e notificações.

    Impacto imediato: vulnerabilidades sem correção

    Com o fim do suporte, dispositivos ainda rodando o Marshmallow não receberão mais patches de segurança via Google Play Services, ficando expostos a falhas conhecidas. Embora aplicativos como o WhatsApp continuem funcionando, a ausência de atualizações essenciais coloca em risco dados pessoais e a integridade dos aparelhos.

    O legado do Marshmallow e o futuro do Android

    Lançado em 2015, o Android 6.0 foi a versão com o maior ciclo de suporte da história do sistema até então, introduzindo recursos como suporte nativo a USB-C e leitores biométricos. Sua descontinuação reflete a estratégia do Google de priorizar versões mais recentes para melhorar a segurança e a performance dos aparelhos.

  • Chrome no Android reduz engasgos na rolagem em 48% e promete navegação mais fluida

    Chrome no Android reduz engasgos na rolagem em 48% e promete navegação mais fluida

    Scroll jank: o problema que atrapalhava a navegação

    A instabilidade na rolagem de páginas no Chrome para Android, conhecida como ‘scroll jank’ — caracterizada por breves paradas ou saltos bruscos durante o movimento — foi reduzida em 48% pela Google. Até então, usuários de smartphones, mesmo os mais avançados, eram frequentemente interrompidos por esse comportamento, que dificultava a localização de conteúdos durante a navegação.

    Como a Google eliminou metade dos atrasos na tela

    A solução envolveu ajustes no tratamento de toques na tela e na otimização do tempo de exibição de cada quadro (frame) antes da atualização da tela. Com essas mudanças, o navegador passou a antecipar e evitar atrasos, garantindo um fluxo contínuo e previsível. A técnica permite que o Chrome estime quando um toque deve resultar em uma rolagem imediata, reduzindo a instabilidade que fazia o conteúdo ‘pular’ inesperadamente.

    Impacto prático para os usuários

    A melhora na fluidez não se limita a smartphones de última geração. Embora celulares topo de linha já oferecessem hardware capaz de suportar navegação suave, a otimização no software amplia o acesso a uma experiência estável mesmo em dispositivos com menor capacidade de processamento. Para quem depende do Chrome diariamente, a mudança representa menos frustração e mais eficiência na busca por informações.

  • Google é multado em R$ 5,2 bilhões pela UE por práticas anticompetitivas na Busca e Play Store

    Google é multado em R$ 5,2 bilhões pela UE por práticas anticompetitivas na Busca e Play Store

    Punição por favorecimento indevido e barreiras a pagamentos alternativos

    A Alphabet, dona do Google, foi multada em 890 milhões de euros (aproximadamente R$ 5,2 bilhões) pela Comissão Europeia por práticas consideradas anticompetitivas na Busca e na Play Store. Segundo a investigação, o Google teria dado tratamento preferencial a seus próprios serviços de viagens e compras nos resultados de pesquisa, além de impedir que desenvolvedores direcionassem usuários a métodos alternativos de pagamento.

    Divisão da multa e prazo para adequação

    Do total, 460 milhões de euros (cerca de R$ 2,7 bilhões) foram aplicados pela preferência indevida nos resultados da Busca, enquanto outros 430 milhões (R$ 2,5 bilhões) dizem respeito às restrições impostas aos pagamentos alternativos na Play Store. A empresa tem 60 dias para se adequar às exigências ou enfrentar sanções diárias adicionais.

    Contexto e tendência regulatória

    A decisão faz parte de um movimento mais amplo da União Europeia para coibir práticas que distorcem a concorrência no mercado digital. No mesmo período, a Comissão Europeia também multou o AliExpress por violações semelhantes à Lei de Mercados Digitais (DMA). O Google, que já havia sido alvo de outras sanções da UE, enfrenta crescente pressão regulatória global em torno da transparência e da livre concorrência.

  • Google investe US$ 205 bilhões em IA em 2026: lucro sobe, mas fluxo de caixa afunda

    Google investe US$ 205 bilhões em IA em 2026: lucro sobe, mas fluxo de caixa afunda

    Fôlego financeiro: Google prioriza IA em detrimento do caixa operacional

    No balanço divulgado na quarta-feira (23/07/2026), a Alphabet revelou que o Google operou com fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões no segundo trimestre — um déficit equivalente a cerca de R$ 30 bilhões na conversão direta. O indicador, que mede o dinheiro remanescente após cobrir investimentos em infraestrutura, mostrou-se negativo pela primeira vez em anos, refletindo a estratégia agressiva da empresa em expandir sua capacidade computacional para inteligência artificial.

    US$ 205 bilhões em apostas: infraestrutura de IA como prioridade absoluta

    A gigante de Mountain View elevou sua previsão de despesas de capital para 2026 de US$ 190 bilhões para US$ 205 bilhões, direcionando o montante majoritariamente para data centers, chips especializados (como TPUs) e redes de alta performance. Enquanto isso, as receitas trimestrais cresceram 23% na comparação anual, indicando que, apesar dos custos astronômicos, a demanda por serviços baseados em IA — como o Gemini e ferramentas de busca avançada — continua em alta.

    O paradoxo do gigante: lucro em ascensão, mas caixa em queda

    A Alphabet registrou lucro líquido de US$ 21,4 bilhões no período, impulsionado pelo crescimento da receita publicitária e dos serviços em nuvem. No entanto, o fluxo de caixa negativo sinaliza que os investimentos em IA, embora estratégicos, estão consumindo recursos mais rápido do que a operação gera. Especialistas apontam que esse cenário pode se prolongar enquanto a empresa não atingir escala suficiente para monetizar plenamente suas inovações — um risco que investidores já começaram a precificar.

  • Samsung e Google revelam detalhes dos óculos inteligentes: design, privacidade e mercado global em 2027

    Samsung e Google revelam detalhes dos óculos inteligentes: design, privacidade e mercado global em 2027

    A Samsung e o Google avançam nos preparativos para o lançamento de seus óculos inteligentes, com detalhes inéditos apresentados durante o evento Unpacked, realizado em Londres, no dia 22 de julho de 2026. O novo dispositivo, fruto da parceria entre as duas gigantes, promete integrar recursos avançados de interação e conectividade, além de políticas de privacidade reforçadas para os usuários.

    Design e recursos inovadores

    Entre as novidades reveladas, destaca-se o estojo dos óculos, que funciona também como uma estação de recarga capaz de fornecer até sete recargas completas. Os aparelhos, ainda sem preço ou data oficial de lançamento, devem chegar primeiro ao mercado norte-americano ainda no segundo semestre de 2026, conforme expectativas da indústria.

    América Latina: Brasil e México na mira

    Em entrevista exclusiva ao Tecnoblog, o presidente da Samsung na América Latina, HS Jo, indicou que o Brasil e o México estão entre os mercados potenciais para os óculos inteligentes. Contudo, a decisão final depende de análises estratégicas, e, caso confirmada, a estreia na região só deve ocorrer em 2027. A demora reflete tanto a complexidade de adaptação ao mercado local quanto a necessidade de alinhamento logístico e regulatório.

    Contexto tecnológico e concorrência

    O lançamento dos óculos da Samsung surge em um momento de expansão dos dispositivos wearables, com foco em realidade aumentada e integração com ecossistemas móveis. Enquanto a Apple avança com seus Vision Pro, a parceria entre a sul-coreana e o gigante de buscas busca oferecer uma alternativa mais acessível, mas com recursos competitivos, como compatibilidade com assistentes virtuais e notificações em tempo real.