Nova regra temporária coloca em risco motores não adaptados à E32
A resolução CNPE nº 9/2026, em vigor desde hoje, eleva o teor de etanol na gasolina comum de 30% para 32% por até 180 dias. A decisão, excepcional e nacional, afeta diretamente proprietários de veículos antigos ou importados sem tecnologia flexível, cujos motores podem sofrer danos por incompatibilidade química.
Premium mantém fórmula estável e protege o desempenho
Enquanto a gasolina comum adere à E32, a premium segue com a mistura E25 tradicional. Essa diferença evita problemas como corrosão de componentes, perda de potência e aumento do consumo — riscos comprovados em estudos sobre combustíveis com alto teor alcoólico. Para motoristas que não podem arcar com reparos ou desvalorização de seus carros, a alternativa é clara: optar pelo combustível mais caro, mas seguro.
Fiscalização da ANP define prazos regionais para adequação
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estabeleceu cronogramas de fiscalização por região para garantir o cumprimento da norma. Postos que não se adequarem à nova mistura podem sofrer sanções, mas a transição deve ocorrer gradualmente até o final de agosto em 90% do território nacional. A medida visa equilibrar a demanda por etanol — com safra recorde em 2026 — e a necessidade de proteger veículos vulneráveis.
O que fazer enquanto a E32 estiver valendo?
Motoristas de carros antigos ou importados devem verificar a recomendação do fabricante quanto ao teor de etanol admissível. Além disso, é prudente abastecer em postos de confiança, onde a gasolina premium (E25) esteja disponível. A prorrogação da regra, caso ocorra, estenderia o prazo para até um ano, mantendo os riscos em aberto.

