Tag: irrigação

  • Irrigação em expansão: produtores buscam soluções para reduzir custos e otimizar captação de água

    Irrigação em expansão: produtores buscam soluções para reduzir custos e otimizar captação de água

    Eficiência hídrica como prioridade no campo

    A expansão das áreas irrigadas no Brasil, especialmente em regiões como Mato Grosso do Sul, tem levado produtores a repensar os modelos tradicionais de captação de água. Com múltiplos pontos de retirada, muitos deles com baixa lâmina hídrica, a viabilidade econômica das soluções convencionais — como barragens ou sistemas de bombeamento convencionais — vem sendo questionada. O desafio não se limita à disponibilidade de água, mas à redução de custos operacionais, manutenção constante e riscos para equipes, sobretudo em períodos de temperaturas baixas ou durante a noite.

    Tecnologias emergentes ganham espaço no agro

    Na última semana de julho de 2026, uma usina de cana-de-açúcar em Paranaíba (MS) enfrentou esse cenário ao buscar alternativas para alimentar quatro carretéis de irrigação (Hydro Roll) sem onerar ainda mais a infraestrutura. A solução encontrada pela propriedade reflete uma tendência crescente no setor: a adoção de sistemas que operam com lâminas reduzidas de água e minimizam a necessidade de manutenção frequente. Essas tecnologias, ainda pouco disseminadas em larga escala, prometem reduzir custos de implantação e aumentar a segurança operacional em propriedades com múltiplas captações.

    Impacto da irrigação eficiente na produtividade

    Além da questão econômica, a eficiência na captação e distribuição de água tem reflexos diretos na produtividade agrícola. Sistemas que funcionam com baixa lâmina d’água permitem a irrigação em áreas antes inviáveis, otimizando o uso do solo e reduzindo o desperdício. Para produtores com operações espalhadas por extensas áreas, como é o caso de grandes usinas e fazendas, a escolha por tecnologias adaptadas a essas condições pode significar a diferença entre um ciclo de safra rentável e prejuízos operacionais. O momento, segundo especialistas do setor, é de transição: enquanto soluções tradicionais ainda são predominantes, a pressão por sustentabilidade e redução de custos acelera a adoção de inovações no campo.

  • Tecnologia e crédito se unem para revolucionar a irrigação na Coopercitrus Expo 2026

    Tecnologia e crédito se unem para revolucionar a irrigação na Coopercitrus Expo 2026

    A Bauer do Brasil e a Irricontrol chegam à Coopercitrus Expo 2026 — que ocorre em Goiânia até esta segunda-feira, 27 de julho, às 19h — com um pacote integrado para impulsionar a irrigação no campo. As empresas apresentam tecnologias de ponta, como pivôs centrais especializados em citros e sistemas de automação, aliadas a modalidades de financiamento adaptadas às necessidades dos cooperados.

    Crédito acessível: a ponte entre inovação e realidade do produtor

    Além dos equipamentos, o destaque fica por conta das opções de financiamento. Entre elas, destacam-se o Barter Grãos e Barter Café — que permitem pagar por insumos e equipamentos com a própria produção futura —, a CRA Bauer (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), além de financiamento em dólar e euro e linhas de crédito facilitadas junto a instituições financeiras parceiras. Essa combinação visa reduzir barreiras para que os produtores possam investir em sistemas de irrigação sem comprometer o fluxo de caixa.

    Automação e eficiência: o futuro da irrigação já está aqui

    A Irricontrol, especializada em automação, levará soluções como pivôs centrais para citros e carretéis, além de sistemas inteligentes que ajustam o uso de água e energia em tempo real. As tecnologias prometem aumentar a produtividade e a sustentabilidade, alinhadas ao tema da feira: “Sua safra 26/27 começa aqui”. Segundo as empresas, o foco é oferecer não apenas equipamentos, mas um ecossistema completo de suporte.

    Planejamento para a safra 26/27: mais do que exposição, uma solução

    Para a safra 2026/27, as empresas enfatizam a importância do planejamento antecipado, especialmente diante dos desafios climáticos e da necessidade de maximizar a produção. A estratégia é permitir que o produtor escolha a modalidade de financiamento mais alinhada ao seu perfil — seja ela baseada em grãos, café ou moedas estrangeiras — e ainda contar com suporte técnico especializado para a instalação e manutenção dos sistemas.

  • Governo libera horários flexíveis para desconto na energia de irrigantes e aquicultores

    Governo libera horários flexíveis para desconto na energia de irrigantes e aquicultores

    Descentralização do benefício tarifário

    A partir de agora, produtores rurais que dependem de energia elétrica para irrigação e aquicultura terão mais controle sobre o aproveitamento dos descontos na conta de luz. A Portaria Normativa nº 137/2026, publicada na quinta-feira, 2 de julho de 2026, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com os ministérios da Integração, da Agricultura e da Pecuária, flexibiliza as regras para a Classe Rural, permitindo que os consumidores organizem o consumo conforme suas necessidades operacionais.

    Personalização do desconto em até 8h30 diárias

    O benefício poderá ser utilizado em um período de até 8 horas e 30 minutos por dia, dentro de um intervalo ampliado — das 21h30 às 17h do dia seguinte. Essa janela pode ser configurada de três formas: de maneira contínua, dividida em até três blocos distintos, ou ajustada sazonalmente, priorizando momentos de menor demanda no sistema elétrico. A decisão final sobre os horários, no entanto, continua sob responsabilidade do produtor, desde que respeite os limites estabelecidos.

    Impacto na produtividade e na conta de luz

    Segundo especialistas, a medida deve reduzir custos operacionais para o setor agropecuário, que enfrenta pressões com a alta dos preços da energia e a instabilidade climática. “Com a flexibilização, o produtor pode otimizar o uso da energia nos horários mais baratos e eficientes, sem depender de janelas pré-definidas”, explica um analista do setor elétrico ouvido pela reportagem. A portaria ainda abre espaço para que estados e municípios negociem adaptações regionais, desde que não firam o teto de 8h30 diárias.

    Próximos passos: regulação estadual e adesão dos consumidores

    Agora, cabe às concessionárias de energia e às agências reguladoras estaduais (como a Aneel regional) implementar as mudanças nos sistemas de faturamento. Produtores devem procurar suas distribuidoras para ajustar os contratos e garantir o acesso ao benefício nos novos moldes. A portaria já está em vigor desde sua publicação, mas o MME recomenda que os interessados regularizem suas demandas nos próximos 90 dias para evitar interrupções no desconto.

  • Irrigação pode quintuplicar área cultivada no Brasil e impulsionar agro até 2026

    Irrigação pode quintuplicar área cultivada no Brasil e impulsionar agro até 2026

    Na última quarta-feira, 17 de junho de 2026, dados revelaram que a irrigação no Brasil pode se tornar um dos principais motores de transformação do agronegócio nos próximos anos. Um levantamento conjunto entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e pesquisadores da USP/Esalq indicou que a área irrigada no país poderia saltar dos atuais 8,2 milhões de hectares para impressionantes 55,8 milhões de hectares — um crescimento de mais de cinco vezes.

    Oportunidade estrutural para o agro brasileiro

    A irrigação surge como uma solução estratégica para mitigar os impactos das mudanças climáticas, especialmente em regiões como o Centro-Oeste e Nordeste, onde fenômenos como o El Niño ameaçam colheitas. Segundo especialistas, a expansão da área irrigada não só aumentaria a produtividade como também reduziria riscos sazonais, garantindo safras mais estáveis e previsíveis.

    Impacto econômico e social

    A projeção de 55,8 milhões de hectares irrigados não é apenas uma questão de escala, mas de impacto econômico. O estudo estima que a medida poderia gerar milhares de novos empregos diretos e indiretos, além de fortalecer a segurança alimentar do país, reduzindo a dependência de importações e consolidando o Brasil como um dos maiores produtores globais de grãos e commodities.

    Integração com inovação tecnológica

    Para atingir esse potencial, a expansão da irrigação exigirá não apenas investimentos em infraestrutura, mas também a adoção de tecnologias avançadas, como sistemas de irrigação de precisão e monitoramento por satélite. A ABIMAQ já sinalizou a necessidade de políticas públicas que fomentem o setor, incluindo linhas de crédito específicas e incentivos fiscais para produtores rurais.

    Enquanto o Brasil debate formas de driblar a crise hídrica e climática, a irrigação se apresenta como uma resposta concreta — e urgente — para garantir o futuro do agro nacional.