Tag: melhoramento genético

  • Gaúcha eleita a vaca mais popular da história holandesa completa 90 anos de legado pecuário

    Gaúcha eleita a vaca mais popular da história holandesa completa 90 anos de legado pecuário

    A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) celebra, na última quarta-feira (17/06/2026), 90 anos de atuação dedicada ao aprimoramento genético e ao desenvolvimento técnico da raça holandesa no Estado. Como parte das comemorações, a entidade promoveu a escolha da vaca mais popular dessa trajetória, em uma ação que valoriza a memória e o legado da pecuária leiteira.

    Legado histórico reunido em galeria de campeãs

    A iniciativa da Gadolando reuniu exemplares que marcaram época nas pistas, a partir de um resgate histórico das Grandes Campeãs desde as últimas exposições realizadas no Parque Menino Deus, em Porto Alegre (RS), até as edições da Expointer e da Fenasul Expoleite, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Esse trabalho resultou na consolidação da Galeria das Campeãs, considerada um dos mais relevantes acervos da raça no Brasil, reunindo imagens e registros das vencedoras ao longo das décadas.

    Votação define a rainha da raça holandesa

    A seleção das finalistas foi aberta à votação popular, com a participação de criadores e admiradores da raça. A campanha, que se estendeu até esta data, destacou a importância das matrizes que contribuíram para o aprimoramento genético do gado leiteiro gaúcho, reforçando o papel da Gadolando como referência nacional na pecuária especializada.

  • Quatro touros do Canchim ILMA são selecionados em prova de avaliação e dois já têm destino garantido nas maiores centrais de inseminação do país

    Quatro touros do Canchim ILMA são selecionados em prova de avaliação e dois já têm destino garantido nas maiores centrais de inseminação do país

    A última Prova de Avaliação de Desempenho da ILMA (PCAD ILMA), realizada em maio de 2026, consolidou o Canchim ILMA como referência no melhoramento genético da raça canchim. O evento, que avaliou desempenho, carcaça, funcionalidade e adaptação, resultou na seleção de quatro touros com características superiores — dois deles já incorporados aos catálogos das principais centrais de inseminação do Brasil: a Genex e a CRV Lagoa.

    Touros selecionados ganham espaço nas principais centrais de genética

    Entre os animais destacados, o touro 14412 foi contratado pela Genex, enquanto o 14351 foi adquirido pela CRV Lagoa. Ambos foram avaliados não apenas por sua performance reprodutiva, mas também por sua capacidade de transmitir características desejáveis para a pecuária moderna, como eficiência alimentar e rusticidade.

    Canchim ILMA reforça estratégia de seleção baseada em ciência e mercado

    Adriano Lopes, responsável pelo Canchim ILMA, destacou que o objetivo da iniciativa é justamente identificar animais equilibrados, com DEPs (Diferença Esperada na Progênie) assertivas e adaptados às demandas do setor. “A prova não é apenas um teste, mas uma vitrine para conectar criadores a centrais de genética que buscam reprodutores de alto valor agregado”, afirmou.

    Impacto na pecuária brasileira: genética que entrega resultados

    A PCAD ILMA tem se tornado um marco anual para a raça canchim, reunindo produtores, técnicos e empresas do setor. A seleção criteriosa desses touros não apenas impulsiona a qualidade dos rebanhos, mas também atende à crescente demanda por animais mais produtivos e adaptados ao clima tropical. Com dois exemplares já integrados a projetos de melhoramento genético de ponta, a expectativa é que os outros dois touros também despertem interesse no mercado nos próximos meses.

  • ANC comemora 120 anos como marco da genética pecuária brasileira: legado que moldou rebanhos nacionais

    ANC comemora 120 anos como marco da genética pecuária brasileira: legado que moldou rebanhos nacionais

    A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) chega aos 120 anos em 2026 não apenas como uma instituição centenária, mas como um alicerce invisível — e indispensável — da pecuária brasileira. Fundada em 1906, a entidade se tornou referência global no controle genealógico e melhoramento genético de raças bovinas, equinas e ovinas, impulsionando a evolução de rebanhos mais produtivos, resistentes e adaptados às demandas do campo.

    Um século e vinte anos reescrevendo o DNA da pecuária nacional

    Desde sua criação, a ANC atua como guardiã de padrões genéticos, certificando linhagens que definiram o perfil de raças como Nelore, Angus e Hereford no Brasil. Mas seu legado vai além dos registros: a entidade foi pioneira em tecnologias como a inseminação artificial e a seleção genômica, acelerando a transformação de rebanhos brasileiros em modelos de eficiência. Hoje, estima-se que mais de 60% do gado de corte nacional tenha algum grau de influência genética certificada pela ANC.

    Fenagen 2026: a ANC celebra seu passado enquanto projeta o futuro

    A comemoração dos 120 anos ganha destaque no lançamento da 3ª edição da Fenagen Promebo, realizada em Pelotas (RS) na terça-feira, 26 de maio de 2026. O evento, que ocorrerá entre 1º e 4 de julho no Parque da Associação Rural de Pelotas, promete reunir julgamentos zootécnicos, exposições de animais premiados, leilões de genética de elite e palestras técnicas com especialistas internacionais. Será um espaço onde o passado da ANC — marcado por pioneirismo — dialoga com as inovações do século XXI, como a edição genética CRISPR e a pecuária de precisão.

    Joaquin Villegas, presidente da ANC, destacou em entrevista exclusiva a relevância simbólica do aniversário: “Completar 120 anos não é apenas celebrar uma trajetória, mas reafirmar nosso compromisso com uma pecuária cada vez mais sustentável e tecnológica. Este marco nos lembra que, desde 1906, estamos escrevendo a história genética do Brasil — e isso não para hoje”.

    Legado que transcende fronteiras

    O impacto da ANC vai além dos números de rebanhos. A entidade foi fundamental para a internacionalização da pecuária brasileira, permitindo que genética nacional fosse exportada para países como Argentina, Uruguai e Paraguai. Além disso, sua atuação no controle sanitário e na rastreabilidade contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior exportador de carne bovina do mundo, com padrões que atendem às exigências dos mercados mais rigorosos.

    Com a pecuária enfrentando novos desafios — como a pressão por sustentabilidade e a demanda por proteínas com menor impacto ambiental — a ANC se posiciona como um player estratégico. “Nosso próximo desafio é usar a genética para reduzir a emissão de metano no gado e aumentar a eficiência alimentar, sem perder produtividade”, afirma Villegas. A comemoração dos 120 anos, portanto, não é apenas uma celebração de conquistas, mas um convite para repensar o futuro da produção animal no país.

  • Fulminante FIV CAL: O legado de um titã que revolucionou a genética do Gir Leiteiro

    Fulminante FIV CAL: O legado de um titã que revolucionou a genética do Gir Leiteiro

    O Gir Leiteiro não é apenas uma raça zebuína; é um símbolo de resiliência adaptada à terra brasileira. Originário da Índia e introduzido no Brasil ainda no século XIX, o animal encontrou no clima tropical o ambiente ideal para florescer. Sua rusticidade, resistência ao calor e capacidade produtiva transformaram a pecuária leiteira nacional, culminando na criação do Girolando — um cruzamento entre Gir e Holandês que hoje responde por cerca de 80% do leite produzido no país. Mas, por trás dessa revolução, está um nome que se tornou referência absoluta: Fulminante FIV CAL.

    A ascensão de um gigante: como Fulminante redefiniu os parâmetros genéticos

    Nascido em 21 de setembro de 2012, Fulminante FIV CAL (registrado como CAL 10671) carregava em seus genes a herança de um dos maiores nomes da genética zebuína leiteira: C.A. Sansão. Desde cedo, ficou claro que o animal não seria apenas mais um reprodutor — ele seria um marco. Seu destaque veio não apenas pela linhagem nobre, mas por suas características genéticas excepcionais, especialmente a presença da beta-caseína A2A2, um traço cada vez mais valorizado pelo mercado por seus benefícios à saúde.

    Nas principais pistas de avaliação genética do país, Fulminante não decepcionou. No 30º grupo do PNMGL (Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro), conduzido pela ABCGIL e Embrapa, o touro alcançou um PTA Leite de 706 kg, ocupando a 2ª colocação em seu grupo contemporâneo e a 11ª posição no ranking geral do PNMGL 2026. Na avaliação genômica do PMGZ Leite (ABCZ), seu PTA chegou a 496 kg, consolidando-o entre os principais reprodutores da raça em um universo de centenas de animais avaliados.

    Mais do que números: o impacto de Fulminante na pecuária tropical

    O legado de Fulminante vai muito além das estatísticas. Durante sua vida produtiva, ele comercializou mais de 65 mil doses de sêmen, disseminando sua genética não apenas no Brasil, mas em países como Estados Unidos, Argentina e Colômbia. Seu material genético foi responsável por melhorar a produtividade de rebanhos inteiros, reduzir a incidência de doenças e aumentar a eficiência reprodutiva — fatores críticos em um setor cada vez mais pressionado pela demanda por sustentabilidade e rentabilidade.

    Em eventos como a ExpoZebu e a Megaleite, vacas descendentes de Fulminante vêm quebrando recordes históricos. Em 2023, por exemplo, uma de suas filhas produziu mais de 9.000 kg de leite em 305 dias, uma marca antes considerada inatingível para a raça. Esses números não são apenas conquistas individuais; eles representam uma revolução silenciosa no melhoramento genético tropical, onde a genética nacional deixou de ser coadjuvante para se tornar protagonista.

    O futuro da genética zebuína: o que Fulminante deixa para trás

    A morte de Fulminante FIV CAL, ocorrida recentemente, marca o fim de uma era, mas também o início de um novo ciclo. Seu material genético continua vivo nos rebanhos que ele ajudou a formar, e seu legado servirá de base para as próximas gerações de reprodutores. Para a pecuária brasileira, ele representa muito mais do que um touro de elite: é a prova de que, quando ciência e tradição se unem, os resultados transcendem fronteiras.

    A pergunta que fica é: quem será o próximo Fulminante? Com a genética zebuína brasileira cada vez mais reconhecida internacionalmente, a competição por espaço no topo do ranking está acirrada. Mas uma coisa é certa: o nome Fulminante FIV CAL já está escrito na história da pecuária como um dos grandes transformadores do setor.

  • Genômica revoluciona pecuária: Santa Gertrudis adota DNA para produzir carne premium em tempo recorde

    Genômica revoluciona pecuária: Santa Gertrudis adota DNA para produzir carne premium em tempo recorde

    A pecuária brasileira acaba de ingressar em uma nova era. A raça Santa Gertrudis, conhecida por sua adaptabilidade e qualidade de carne, acaba de adotar uma revolução tecnológica que promete redefinir os padrões do setor: a genômica aplicada ao melhoramento animal. Em uma parceria inédita com a Embrapa Geneplus, a associação de criadores da raça apresentou recentemente seu novo sumário de reprodutores, um documento técnico que incorpora marcadores de DNA ao tradicional histórico genealógico das fazendas.

    A genômica como divisor de águas na seleção de gado

    O cerne da inovação está na integração entre a ciência de dados e a genética bovina. Antes, a seleção de reprodutores dependia quase exclusivamente de avaliações visuais e do histórico de desempenho da progênie — um processo lento e passível de erros. Agora, com a análise de marcadores moleculares, a Embrapa Geneplus oferece uma precisão sem precedentes nas Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), permitindo aos pecuaristas identificar o potencial produtivo de um animal ainda na fase de bezerro.

    Eficiência que economiza tempo e recursos

    Anderson Fernandes, membro do Conselho Técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis (ABCSG), destaca que a tecnologia reduz em anos o ciclo de seleção tradicional. “Antes, levávamos uma década para ter certeza do potencial de um touro. Com a genômica, esse tempo cai para menos de dois anos”, afirma. A prática elimina adivinhações e direciona investimentos para animais com comprovado desempenho genético, otimizando a produção de carne premium — um mercado cada vez mais exigente e valorizado.

    Segurança de dados e confiabilidade nas transações

    A chancela da Embrapa Geneplus, referência nacional em melhoramento animal, confere credibilidade ao novo sumário. Maury Dorta, pesquisador da instituição, explica que a metodologia assegura que as DEPs reflitam com maior fidelidade as características reais dos animais. “Os dados agora são mais robustos e próximos da realidade do campo. Isso significa menos surpresas desagradáveis para quem compra material genético e mais previsibilidade para quem vende”, pontua. O refinamento estatístico evita discrepâncias entre o desempenho prometido e o real, um problema recorrente em transações anteriores.

    Foco no mercado premium: quando a genética vira lucro

    O novo sumário não é apenas um avanço técnico — é uma estratégia comercial. Ao priorizar índices ligados à rentabilidade e à qualidade da carne, a raça Santa Gertrudis se posiciona como protagonista no segmento de cortes nobres. A genômica permite selecionar animais com maior marmoreio, maciez e eficiência alimentar, atributos que se traduzem em maior valor no frigorífico e, consequentemente, em margens mais atrativas para os pecuaristas. “Não estamos mais apenas melhorando gado; estamos produzindo ativos financeiros”, resume Fernandes.

    O futuro da pecuária: ciência, sustentabilidade e competitividade

    O caso da Santa Gertrudis funciona como um laboratório para o setor. À medida que a genômica se populariza, outras raças e regiões devem seguir o mesmo caminho, impulsionadas pela demanda por carne de qualidade e pela necessidade de reduzir custos sem perder eficiência. Especialistas já falam em um “efeito dominó” positivo: menor tempo para o abate, menor emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne produzido e maior satisfação do consumidor final. “A pecuária do futuro não será apenas maior, mas mais inteligente”, projeta Dorta.

    Com a genômica, o Brasil dá mais um passo para consolidar sua posição como potência global na produção de carne, unindo tradição e inovação em um setor que movimenta bilhões de reais.

  • ABS Global registra crescimento de 30% em genotipagens com programa GENEadvance e revoluciona pecuária de precisão

    ABS Global registra crescimento de 30% em genotipagens com programa GENEadvance e revoluciona pecuária de precisão

    Genômica em expansão: como a ABS Global redefine o melhoramento genético bovino

    A ABS Global, líder global em melhoramento genético, anunciou um marco impressionante: crescimento de 30% no volume de genotipagens comerciais em apenas 10 meses. Esse avanço não é apenas um número — representa uma mudança paradigmática na forma como a pecuária moderna opera, com dados genômicos transformando decisões estratégicas em processos previsíveis e mensuráveis. O principal motor desse crescimento é o GENEadvance, programa que integra genômica, assessoria técnica especializada e genética proprietária para criar planos personalizados de melhoramento, alinhados aos objetivos produtivos de cada cliente.

    De ferramenta isolada a sistema estratégico: o novo papel da genotipagem

    Historicamente, a genotipagem era vista como uma ferramenta pontual, útil para identificar características específicas em animais. No entanto, o GENEadvance redefiniu esse conceito ao incorporá-la a um sistema integrado de tomada de decisão. Segundo Juan Cainzos, gerente do programa, o produtor não precisa mais adivinhar quais características priorizar ou quantas novilhas produzir na próxima geração. “O produtor define quantas novilhas deseja produzir na próxima geração e quais características quer priorizar. A partir disso, construímos uma estratégia genética completa para entregar esses objetivos de forma consistente”, explica Cainzos.

    Esse modelo inovador baseia-se em três pilares fundamentais:

    • Dados genômicos robustos: Mapeamento completo do rebanho para identificar potenciais genéticos com precisão;
    • Índices personalizados: Desenvolvimento de métricas adaptadas às metas específicas de cada propriedade;
    • Validação contínua: Monitoramento constante dos resultados para ajustar estratégias conforme necessário.

    Previsibilidade como diferencial competitivo na pecuária moderna

    A genômica, quando integrada a um processo estruturado, reduz significativamente a variabilidade nos resultados. Matthew McClure, gerente de Desenvolvimento de Produto da ABS, destaca que o crescimento da genotipagem reflete a confiança do mercado na qualidade dos dados e na capacidade de entrega da empresa. “É um movimento consistente em direção a uma pecuária mais objetiva e orientada por dados, onde as decisões são baseadas em informação sólida e foco em resultado”, afirma McClure.

    Os benefícios são tangíveis:

    • Redução de incertezas: Decisões genéticas mais seguras e alinhadas com objetivos produtivos;
    • Aceleração do progresso genético: Resultados mais rápidos e consistentes no campo;
    • Maior produtividade: Aumento da eficiência reprodutiva e qualidade do rebanho;
    • Personalização em escala: Planos adaptados às necessidades individuais de cada produtor, independentemente do tamanho da propriedade.

    Contexto histórico: a evolução da genômica na pecuária

    A aplicação da genômica na agropecuária não é nova, mas sua adoção em larga escala tem sido acelerada pela queda nos custos de sequenciamento e pelo avanço das tecnologias de processamento de dados. Nos últimos 15 anos, a indústria testemunhou uma revolução silenciosa: de um nicho de elite para uma ferramenta acessível e indispensável para produtores que buscam competitividade. A ABS Global, com sua expertise de mais de 80 anos, tem sido protagonista nesse processo, combinando tradição com inovação.

    Segundo dados do setor, o mercado global de genômica na agropecuária deve atingir US$ 12,5 bilhões até 2027, com crescimento anual composto de 12%. Nesse cenário, programas como o GENEadvance não apenas acompanham a tendência — eles a definem, ao transformar dados brutos em inteligência acionável para o produtor rural.

    Impacto econômico e desdobramentos para o setor

    A expansão do GENEadvance não se limita a números internos da ABS. Ela representa um impacto direto na rentabilidade das propriedades que adotam a tecnologia. Para o produtor, isso significa:

    • Redução de custos: Menor necessidade de descartes e retrabalhos;
    • Maior retorno sobre investimento: Genes superiores são identificados e multiplicados com maior precisão;
    • Diferenciação de mercado: Produtores que utilizam genômica avançada ganham vantagem competitiva na comercialização de animais e sêmen;
    • Sustentabilidade: Otimização da produção com menor impacto ambiental.

    Além disso, a adoção em massa dessa tecnologia está reconfigurando a cadeia de valor do setor. Empresas de genética, como a ABS, passam a atuar como parceiras estratégicas dos produtores, oferecendo não apenas produtos, mas soluções completas de melhoramento. Isso inclui desde a genotipagem até o acompanhamento técnico contínuo, garantindo que os objetivos sejam atingidos.

    O futuro: pecuária de precisão e a era dos dados

    O crescimento de 30% da ABS Global em genotipagens é apenas o começo. Com a evolução das tecnologias de inteligência artificial e machine learning, espera-se que a genômica se integre cada vez mais a outras ferramentas de análise de dados, como imagens de satélite, sensores IoT e blockchain para rastreabilidade. O objetivo é criar um ecossistema de dados unificado, onde todas as decisões — desde a reprodução até a comercialização — sejam baseadas em informações integradas e em tempo real.

    Para os próximos anos, a ABS já sinaliza novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com foco em genômica funcional e edição gênica (como a tecnologia CRISPR). “Estamos apenas arranhando a superfície do que é possível quando combinamos genômica, dados e expertise técnica”, projeta um executivo da empresa, sob condição de anonimato. “O futuro da pecuária não é apenas produzir mais — é produzir de forma mais inteligente e sustentável.”

    Conclusão: a genômica como padrão, não como exceção

    O avanço de 30% na genotipagem comercial da ABS Global não é uma mera estatística — é um sinal de que a pecuária entrou na era da precisão. Com programas como o GENEadvance, a genômica deixou de ser um luxo para poucos e tornou-se um padrão necessário para quem busca competitividade. Para produtores, cooperativas e empresas do setor, a mensagem é clara: aqueles que não adotarem essa revolução tecnológica estarão, em poucos anos, tão defasados quanto os primeiros pecuaristas que se recusaram a adotar a inseminação artificial há meio século.

    Em um mundo onde a demanda por alimentos cresce exponencialmente e os recursos naturais são cada vez mais escassos, a pecuária de precisão não é apenas uma tendência — é uma necessidade estratégica. E, nesse cenário, a ABS Global está não apenas acompanhando, mas liderando a transformação.