Tag: pecuária de corte

  • Universidade Brasil inaugura confinamento bovino com apoio de gigante do agro paulista

    Universidade Brasil inaugura confinamento bovino com apoio de gigante do agro paulista

    Confinamento Etivaldo Vadão Gomes: marco da inovação no agro paulista

    A Universidade Brasil (UB) deu um passo decisivo para integrar o ensino superior ao setor produtivo ao inaugurar, no campus de Fernandópolis, o Confinamento Bovino “Etivaldo Vadão Gomes”. A estrutura, resultado de uma parceria com o empresário e pecuarista de mesmo nome, consolida a região como um dos principais polos de inovação da pecuária de corte no estado de São Paulo.

    Noroeste Paulista: coração da agropecuária brasileira

    Fernandópolis integra um cinturão de municípios que impulsionam o agronegócio paulista, como Barretos — líder do Valor da Produção Agropecuária (VPA) estadual desde 2025 — e cidades como São José do Rio Preto, Votuporanga e Jales. A pecuária de corte, atividade-chave na economia regional, agora conta com uma infraestrutura de ponta para pesquisa e formação de novos profissionais.

    Parceria estratégica entre universidade e setor privado

    Etivaldo Vadão Gomes, um dos nomes mais influentes da pecuária regional, é proprietário do 5 Estrelas Confinamento (Pontalinda) e do FrigoEstrela (Estrela d’Oeste). A colaboração com a UB não apenas viabilizou o projeto, mas também abre caminho para a aplicação prática de estudos acadêmicos em um setor que responde por cerca de 30% do PIB agropecuário brasileiro.

    Impacto acadêmico e econômico

    O novo confinamento, voltado ao ensino e à pesquisa, permitirá que estudantes de zootecnia, veterinária e agronomia vivenciem experiências reais em manejo intensivo de gado. Além disso, a parceria pode servir de modelo para outras instituições, ampliando a interação entre universidades e o setor agroindustrial em um momento em que a demanda por inovação no campo nunca foi tão alta.

  • Brahman brilha na Feicorte 2026: genética superior e carne premium ganham destaque no evento

    Brahman brilha na Feicorte 2026: genética superior e carne premium ganham destaque no evento

    A Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) traz inovações e provas concretas da excelência da raça Brahman para a Feicorte 2026, que acontece entre os dias 23 e 26 de junho em Presidente Prudente/SP. Com três iniciativas estratégicas dentro da programação oficial, a entidade busca destacar não apenas os ganhos genéticos da raça, mas também sua eficiência alimentar e a qualidade superior da carne, consolidando o Brahman como referência no mercado global de bovinos de corte.

    A raça Brahman em números: eficiência do pasto ao prato

    Segundo o presidente da ACBB, Guilherme Bendilatti, o evento será uma vitrine para comprovar por que o Brahman é uma das raças mais utilizadas no mundo. “Teremos ações em toda a cadeia produtiva para mostrar que o Brahman entrega resultados técnicos e econômicos. Para o público, será uma chance única de se capacitar, fechar negócios e, sobretudo, comprovar na prática a qualidade da carne Brahman”, afirma Bendilatti.

    Degustação exclusiva: o sabor que define a raça

    A programação começa com o churrasco das raças, no dia 23 de junho, durante o evento “A hora da carne das raças”. Das 12h30 às 15h30, no Espaço Beef Hour, o público poderá degustar a maciez e o sabor característicos da carne Brahman. As peças foram cedidas pela Fazenda Campo Alegre, localizada em Paraúna/GO, que há anos investe na criação e melhoramento genético da raça.

    Feicorte 2026: mais do que uma feira, um laboratório a céu aberto

    Além da degustação, a ACBB promoverá outros dois eventos dentro da Feicorte: um painel técnico sobre os avanços genéticos da raça e uma rodada de negócios para aproximar criadores e compradores. A estratégia reflete a confiança da entidade no Brahman como solução para os desafios da pecuária moderna, combinando produtividade, adaptação a diferentes climas e, claro, qualidade de carne reconhecida internacionalmente.

  • Silagem de milho sozinha pode sabotar a engorda do gado: entenda o erro que eleva custos e atrasa abate

    Silagem de milho sozinha pode sabotar a engorda do gado: entenda o erro que eleva custos e atrasa abate

    A aparência impecável de um silo bem compactado, com silagem de milho de alta digestibilidade e ricos em grãos, pode ser um engodo para o produtor rural. Embora seja um volumoso estratégico na engorda de gado, a dependência exclusiva dele na dieta dos animais esconde um risco biológico que afeta diretamente a eficiência do confinamento: o apagão proteico no rúmen.

    O mito da autossuficiência da silagem de milho

    A silagem de milho avançou tecnologicamente nas últimas décadas, com lavouras cada vez mais produtivas e grãos de alta qualidade. No entanto, o zootecnista e consultor Rogério Coan, ouvido pela reportagem no dia de hoje, adverte: “Acreditar que a silagem sozinha supre todas as necessidades nutricionais de um ruminante de alta performance é uma das armadilhas mais comuns — e caras — da pecuária moderna”. A alta energia do milho mascara a deficiência de proteína bruta, essencial para o desenvolvimento muscular e a saúde ruminal.

    Como o desequilíbrio nutricional se transforma em prejuízo

    Quando o animal recebe apenas silagem de milho, o rúmen — ambiente responsável pela fermentação dos alimentos — fica sobrecarregado com carboidratos não fibrosos (CNF), mas carente de proteína degradável (PDR). Isso gera dois problemas imediatos: a diminuição na síntese de proteína microbiana, que é a principal fonte de aminoácidos para o bovino, e a redução na eficiência alimentar. O resultado? O gado demora mais para atingir o peso ideal, o tempo de confinamento se alonga e os custos com alimentação disparam.

    Dados da Associação Brasileira de Produtores de Gado de Corte (ABGC), atualizados para junho de 2026, indicam que a falta de proteína na dieta pode elevar o custo da arroba em até 30% em sistemas de confinamento. “O produtor vê um silo cheio e acha que está tudo resolvido, mas na prática está alimentando um motor a diesel com álcool: tem energia, mas falta torque”, compara Coan.

    A solução técnica para evitar o gargalo

    A correção exige a integração de fontes proteicas na dieta, como farelo de soja, uréia ou até mesmo silagem de leguminosas (como a de estilosantes). Segundo o nutricionista animal Dr. Fernando Paim, a proporção ideal deve contemplar: 70% de volumoso (silagem de milho ou sorgo) e 30% de concentrado proteico, ajustados conforme a fase de engorda e o peso dos animais. “Não é questão de substituir o milho, mas de complementá-lo”, destaca Paim.

    A prática, embora conhecida, ainda é negligenciada por cerca de 45% dos confinamentos brasileiros, segundo levantamento da Embrapa Gado de Corte referente ao primeiro semestre de 2026. A consequência? Perdas que vão além do financeiro: aumento da emissão de metano por quilo de carne produzida e piora na qualidade da carcaça.

    O futuro da engorda: tecnologia e equilíbrio

    Para o especialista em nutrição animal, a pecuária de corte precisa migrar de um modelo baseado em “volume a qualquer custo” para um sistema “eficiência por quilo produzido”. Isso inclui o uso de tecnologias como NIRS (Near-Infrared Spectroscopy) para análise rápida da composição da silagem e softwares de gestão que monitorem a relação energia:proteína em tempo real. “O produtor que não ajustar a dieta hoje estará fora do mercado amanhã”, alerta Paim.

    Enquanto isso, no campo, a lição é clara: a silagem de milho é uma ferramenta poderosa, mas não uma solução completa. Ignorar suas limitações é como construir um prédio sem fundação — parece sólido por fora, mas pode ruir a qualquer momento.

  • Fórum na Fenagen debate como genética e rastreabilidade impulsionam a produção de terneiros no Brasil

    Fórum na Fenagen debate como genética e rastreabilidade impulsionam a produção de terneiros no Brasil

    A produção de terneiros de qualidade será o epicentro do debate no Fórum Promebo na Prática, evento integrante da 3ª Feira Nacional de Genética Promebo – Fenagen, marcada para ocorrer entre 1º e 4 de julho de 2026 na sede da Associação Rural de Pelotas (RS). Organizado pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), o encontro promete reunir técnicos, produtores e pesquisadores para analisar o papel da genética na transformação da pecuária de corte brasileira, com foco em eficiência produtiva e competitividade.

    Genética como pilar da pecuária moderna: desafios e oportunidades

    O fórum, que terá sua programação concentrada na manhã do dia 1° de julho, abordará temas estratégicos para a cadeia produtiva. Entre os destaques, a palestra sobre padronização e produção de terneiros, ministrada por Jacques Brasil de Souza, presidente da Associação dos Núcleos de Terneiros de Corte, promete esclarecer como a seleção genética pode reduzir custos e aumentar a produtividade dos rebanhos. Além disso, o evento debaterá o mercado de exportação de terneiros, um nicho em expansão que exige animais geneticamente superiores e rastreáveis.

    Rastreabilidade obrigatória no RS: o que muda para os produtores

    Outro ponto crítico do evento será a discussão sobre a rastreabilidade bovina, que se tornará obrigatória no Rio Grande do Sul ainda em 2026. A medida, que visa garantir a qualidade da carne e atender às exigências de mercados internacionais, será detalhada por especialistas durante o fórum. A implementação dessa política exigirá dos pecuaristas adaptações nos sistemas de gestão, com potencial impacto nos custos e na logística das propriedades.

    Demonstrações práticas: da teoria à aplicação no campo

    Além das palestras, o Fórum Promebo na Prática oferecerá demonstrações de campo que mostrarão na prática como o melhoramento genético pode ser aplicado em diferentes sistemas de produção. Produtores terão a oportunidade de interagir com tecnologias inovadoras e técnicas de manejo que já estão transformando rebanhos em propriedades brasileiras. O evento reforça a ANC como protagonista na disseminação de boas práticas para a pecuária de corte, consolidando a Fenagen como um dos principais espaços de inovação genética do país.

  • CNA mapeia custos da agropecuária em Minas e Bahia: como eucalipto e gado se sustentam no campo

    CNA mapeia custos da agropecuária em Minas e Bahia: como eucalipto e gado se sustentam no campo

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Senar, federações estaduais, sindicatos rurais e universidades, concluiu esta semana um levantamento detalhado dos custos de produção em Minas Gerais e Bahia. Os dados, gerados por meio dos painéis do projeto Campo Futuro, abarcam culturas como eucalipto, banana, suínos e pecuária de corte — setores-chave para a economia rural dessas regiões.

    Eucalipto na Bahia: lucratividade em expansão

    Em Eunápolis e Teixeira de Freitas (BA), os painéis do projeto analisaram um plantio de 100 hectares de eucalipto, conduzido até o sexto ano sem desbastes e com Incremento Médio Anual (IMA) de 32 m³ por hectare/ano. A madeira é destinada, majoritariamente, à produção de celulose. Segundo os dados, a atividade tem apresentado margens positivas na região, refletindo a viabilidade econômica do setor frente à demanda industrial.

    Pecuária de corte em Minas: desafios e oportunidades

    O projeto também avaliou a pecuária de corte em municípios mineiros, onde a gestão de custos se mostra crítica para a competitividade da atividade. A análise considerou fatores como alimentação, mão de obra e logística, oferecendo um diagnóstico preciso para produtores que buscam otimizar seus sistemas de produção. A iniciativa reforça a importância de dados atualizados em um cenário de volatilidade nos preços de insumos e commodities.

    Impacto das informações estratégicas

    A CNA destaca que os levantamentos do Campo Futuro não se limitam a diagnosticar custos: eles fornecem um roteiro para a gestão rural, permitindo que agricultores e pecuaristas ajustem suas estratégias diante de cenários econômicos adversos ou favoráveis. Com a participação de universidades e centros de pesquisa, os dados ganham robustez técnica, tornando-se ferramentas valiosas para o planejamento de médio e longo prazo no campo.

  • Novilhas Nelore aos 12 meses: o tripé de precisão que revoluciona a pecuária brasileira

    Novilhas Nelore aos 12 meses: o tripé de precisão que revoluciona a pecuária brasileira

    A pecuária de corte brasileira vive uma revolução silenciosa, mas implacável. Enquanto os rebanhos nacionais batem recordes de produção, uma fronteira antes impensável se consolida: a inseminação de novilhas Nelore aos 12 meses, com peso médio de 300 kg. A prática, que há uma década parecia um devaneio de técnicos otimistas, hoje é realidade em fazendas modelo — mas não sem riscos.

    A engenharia genética por trás do desafio: quando a precocidade vira regra

    O sucesso nesse empreendimento começa antes mesmo do nascimento do animal. Segundo o professor José Bento Ferraz, da USP Pirassununga e uma das maiores autoridades em genética bovina do país, a base da operação é 100% genética. “Não adianta querer forçar uma novilha se a carga genética não for voltada para precocidade sexual”, alerta o especialista. As fêmeas devem ser filhas e netas de touros e matrizes com DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) comprovadas para fertilidade e puberdade precoce. Sem esse lastro, os protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) transformam-se em armadilhas dispendiosas, com taxas de prenhez abaixo do esperado e estragos no balanço reprodutivo da propriedade.

    Ferraz, que há mais de 40 anos pesquisa melhoramento genético, destaca que a seleção deve ser implacável. “O criador precisa entender que está lidando com um organismo que ainda não atingiu sua maturidade completa. A genética deve ser a bússola, não a justificativa para gambiarras”, afirma. A Embrapa, em estudos recentes, aponta que rebanhos com alta pressão de seleção para precocidade apresentam ganhos de até 20% na taxa de prenhez em programas de IATF, quando comparados a grupos sem essa característica.

    O sêmen como fator decisivo: low birth weight como aliado, não como inimigo

    A escolha do touro para inseminação não é mera formalidade — é uma decisão crítica. Em novilhas de 12 meses, ainda em pleno desenvolvimento ósseo e muscular, o peso ao nascer do bezerro é um ponto de atenção. Ferraz recomenda a utilização de touros com DEP para baixo peso ao nascer, uma estratégia que, paradoxalmente, protege a saúde da matriz jovem. “Um bezerro grande demais pode não apenas complicar o parto, mas também retardar o retorno da novilha à ciclicidade reprodutiva”, explica o professor.

    Além disso, a seleção deve priorizar touros provados para facilidade de parto, reduzindo o risco de distocia — complicação que pode levar à morte da fêmea ou do bezerro, além de custos veterinários elevados. Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) mostram que rebanhos que adotam essa prática apresentam queda de 30% nos casos de partos distócicos em matrizes precoces. “É uma equação simples: um touro ruim pode arruinar anos de seleção genética”, resume Ferraz.

    Nutrição de precisão: o combustível invisível da revolução reprodutiva

    Mas genética sozinha não garante o sucesso. A nutrição das novilhas superprecoces exige um cálculo cirúrgico, onde cada grama de proteína, energia e minerais é estrategicamente planejada. A Embrapa Gado de Corte, em parceria com universidades federais, desenvolveu protocolos nutricionais específicos para fêmeas Nelore em programas de IATF, com foco em três pilares:

    • Proteína bruta acima de 14% na dieta: Essencial para o desenvolvimento do trato reprodutivo e síntese de hormônios como o estradiol, crucial para a manifestação do cio.
    • Energia balanceada via concentrados de alta digestibilidade: Evita acúmulos de gordura excessiva (que prejudica a fertilidade) e fornece energia sem sobrecarregar o sistema digestivo em formação.
    • Minerais e vitaminas em doses terapêuticas: Especialmente o selênio, zinco e vitamina E, que atuam como antioxidantes e reguladores do ciclo estral.

    O nutricionista Pedro Paulo Pires, consultor de fazendas no Mato Grosso, relata casos onde a correção nutricional elevou as taxas de prenhez de 45% para 78% em novilhas de 12 meses. “O erro mais comum é tratar essas fêmeas como vacas adultas. Elas precisam de um cardápio sob medida, com ingredientes que não agridam o rúmen em formação”, explica. Segundo ele, o uso de probióticos e leveduras vivas também tem se mostrado eficaz na redução do estresse metabólico durante a IATF.

    O custo da pressa: quando a ambição supera a ciência

    Apesar dos números promissores, especialistas são unânimes em alertar para os riscos de se aplicar essa estratégia de forma indiscriminada. O zootecnista Marcelo Selistre, da empresa de genética CRV Lagoa, estima que cerca de 30% das fazendas que tentam inseminar novilhas aos 12 meses acabam abandonando a prática nos primeiros dois anos. “Os prejuízos não vêm apenas da baixa prenhez, mas também do aumento da mortalidade de bezerros e da queda na vida útil reprodutiva das matrizes”, revela.

    Para Selistre, o erro mais frequente é ignorar o período de adaptação. Novilhas precoces precisam de pelo menos 60 dias de manejo diferenciado antes da IATF, com dieta controlada e ambiente livre de estresse. “Muitas propriedades tentam ‘queimar etapas’, achando que a genética resolverá tudo. Mas a pecuária de precisão não perdoa improvisos”, afirma.

    Outro ponto crítico é o gerenciamento do estresse térmico. Em regiões como o Pantanal e o Centro-Oeste, as altas temperaturas durante a estação de monta podem reduzir em até 40% as taxas de concepção. Soluções como sombra artificial, ventilação forçada e até mesmo o uso de aditivos antiestresse (como o óleo essencial de orégano) têm sido testadas com resultados positivos.

    O futuro já começou: casos de sucesso que ditam o novo padrão

    Empresas como a Agropecuária Jacarezinho, no Mato Grosso do Sul, e a Fazenda Água Limpa, em Goiás, já colhem os frutos dessa revolução. Na Jacarezinho, 85% das novilhas Nelore inseminadas aos 12 meses emprenham na primeira estação de monta, com bezerros nascendo com peso médio de 32 kg — dentro do padrão seguro para as matrizes. Na Água Limpa, o índice chega a 92%, graças a um programa de seleção genética que já dura oito anos.

    Para o professor Ferraz, esses casos não são exceção, mas a prova de que a pecuária brasileira está ingressando em uma nova era. “Antes, os produtores tinham que escolher entre precocidade e longevidade. Hoje, com as ferramentas disponíveis, é possível ter ambos”, conclui. A chave, como sempre, está no tripé: genética + nutrição + gestão — um equilíbrio que separa os inovadores dos meros repetidores de técnicas.

  • Acricorte 2026: Aprosmat reforça integração entre sementes forrageiras e pecuária de corte em Mato Grosso

    Acricorte 2026: Aprosmat reforça integração entre sementes forrageiras e pecuária de corte em Mato Grosso

    A pecuária de corte brasileira ganhou um novo capítulo em Mato Grosso durante o Acricorte 2026, evento que se consolidou como o maior encontro técnico do setor no país. Realizado no Centro de Eventos do Pantanal até esta quinta-feira (15), o evento reuniu mais de 5 mil produtores, técnicos, empresas e lideranças do agro em uma programação voltada à inovação, tecnologia e negócios no campo.

    O protagonismo de Mato Grosso na pecuária nacional

    Com o maior rebanho bovino do Brasil, Mato Grosso não apenas sediou o Acricorte 2026 como também reforçou seu papel de protagonista na cadeia produtiva nacional. A participação da Aprosmat (Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso) ao lado da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) destacou a integração entre os setores de sementes forrageiras e pecuária de corte — um elo fundamental para a produtividade e sustentabilidade do setor.

    Negócios e parcerias em destaque

    O presidente da Aprosmat, Nelson Croda, destacou a importância do evento como vitrine para os sementeiros associados, que fecham negócios com o setor pecuário local. “Vários sementeiros associados fazem muitos negócios com o setor da pecuária mato-grossense. É uma honra muito grande estar aqui”, afirmou Croda, que também reforçou a relevância da participação da entidade no Acricorte.

    A Feira Brasileira de Sementes 2026 (Febrasem), marcada para junho em Rondonópolis, foi outro ponto alto do evento. Durante visita ao estande da Aprosmat, o governador Otaviano Pivetta foi convidado a participar do encontro, que é um dos principais do setor de sementes no país.

    A força das forrageiras na pecuária moderna

    O vice-presidente da Aprosmat, Gutemberg Carvalho Silveira, ressaltou que o Acricorte é estratégico para o fortalecimento da cadeia de forrageiras, segmento que garante eficiência e competitividade na pecuária brasileira. “É um evento que traz informação, novas tecnologias e parceiros. Todos os anos estamos aqui para fortalecer os laços com a Acrimat e os produtores”, declarou Silveira.

    Um marco para o agro mato-grossense

    O Acricorte 2026 não apenas reuniu os principais players do setor como também sinalizou para o futuro da pecuária brasileira. Com a aproximação entre sementeiros e pecuaristas, o evento reforçou que a inovação e a integração são chaves para enfrentar os desafios do setor, como a demanda por carne sustentável e a busca por maior produtividade.