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  • Tarifa de 25% sobre etanol brasileiro: EUA representam menos de 16% das exportações, dizem especialistas

    Tarifa de 25% sobre etanol brasileiro: EUA representam menos de 16% das exportações, dizem especialistas

    A tarifa dos EUA e seu impacto reduzido

    Na última quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de etanol brasileiro. Embora a medida possa afetar diretamente algumas empresas exportadoras, especialistas avaliam que o impacto sobre a economia do Brasil será limitado. Isso porque, atualmente, o mercado norte-americano representa menos de 16% do volume total de etanol exportado pelo país.

    Redução histórica na participação dos EUA

    Segundo analistas ouvidos pela imprensa, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras de etanol já vinha diminuindo há anos, mesmo antes da implementação da nova tarifa. “Antes mesmo do ‘tarifaço’, esse peso já era relativamente pequeno”, afirmou um professor do Instituto de Economia. A tendência de queda reforça a ideia de que a medida tem um forte componente político, mais do que econômico.

    Projetos alternativos para o etanol brasileiro

    Enquanto a tarifa dos EUA ganha destaque, iniciativas nacionais como o projeto da Better Group, que transforma batata-doce em etanol, biogás e nutrição animal em um ciclo sustentável, mostram que o setor brasileiro de biocombustíveis segue inovando. Com foco na diversificação de mercados e na sustentabilidade, o setor busca reduzir a dependência de um único comprador internacional.

  • Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Na última terça-feira, 15 de julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou a lista de produtos brasileiros que sofrerão uma tarifa adicional de 25%, medida que afeta diretamente as exportações do agronegócio. No entanto, a decisão surpreendeu ao poupar setores-chave como café, frutas in natura e processadas, além de castanhas.

    Frutas e café escapam do impacto imediato

    A isenção abrange mais de 10 variedades de frutas — como laranja, manga, banana e abacaxi — além de suco de laranja, café verde, torrado e solúvel não aromatizado. Para o setor, a medida representa um alívio temporário, mas não elimina os riscos de longo prazo, especialmente em um cenário de crescente protecionismo global.

    Uvas e outros produtos ainda sob vigilância

    Embora a lista de exceções seja extensa, alguns produtos, como as uvas, permaneceram fora da proteção. Especialistas do agronegócio brasileiro alertam que a falta de isenção para esta fruta pode indicar pressões futuras sobre setores menos consolidados no mercado norte-americano. A decisão reforça a necessidade de diversificação das exportações e investimentos em acordos bilaterais.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A medida dos EUA, que entrou em vigor no dia seguinte à publicação (16 de julho de 2025), reduz os impactos imediatos sobre as exportações brasileiras, avaliadas em US$ 27 bilhões anuais. No entanto, o episódio serve como um lembrete da vulnerabilidade do setor diante de políticas comerciais voláteis, exigindo estratégias de mitigação por parte dos produtores.