Na última terça-feira, 15 de julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou a lista de produtos brasileiros que sofrerão uma tarifa adicional de 25%, medida que afeta diretamente as exportações do agronegócio. No entanto, a decisão surpreendeu ao poupar setores-chave como café, frutas in natura e processadas, além de castanhas.
Frutas e café escapam do impacto imediato
A isenção abrange mais de 10 variedades de frutas — como laranja, manga, banana e abacaxi — além de suco de laranja, café verde, torrado e solúvel não aromatizado. Para o setor, a medida representa um alívio temporário, mas não elimina os riscos de longo prazo, especialmente em um cenário de crescente protecionismo global.
Uvas e outros produtos ainda sob vigilância
Embora a lista de exceções seja extensa, alguns produtos, como as uvas, permaneceram fora da proteção. Especialistas do agronegócio brasileiro alertam que a falta de isenção para esta fruta pode indicar pressões futuras sobre setores menos consolidados no mercado norte-americano. A decisão reforça a necessidade de diversificação das exportações e investimentos em acordos bilaterais.
Consequências para o agronegócio brasileiro
A medida dos EUA, que entrou em vigor no dia seguinte à publicação (16 de julho de 2025), reduz os impactos imediatos sobre as exportações brasileiras, avaliadas em US$ 27 bilhões anuais. No entanto, o episódio serve como um lembrete da vulnerabilidade do setor diante de políticas comerciais voláteis, exigindo estratégias de mitigação por parte dos produtores.

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