Tag: Veículos Elétricos

  • MG4 Urban e MG S5 ganharão fabricação nacional no Ceará a partir de 2027

    MG4 Urban e MG S5 ganharão fabricação nacional no Ceará a partir de 2027

    Nova era industrial no Ceará: MG Motor retorna com produção 100% nacional

    A MG Motor, subsidiária do grupo sino-britânico SAIC, anunciou nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026 a retomada das operações no Brasil com a fabricação dos modelos elétricos MG4 Urban e MG S5 na Planta Automotiva do Ceará (PACE), antiga unidade da Troller em Horizonte (CE). A decisão marca um marco para o setor automotivo brasileiro, que busca reduzir a dependência de importações de veículos elétricos.

    Investimento e logística: como a nova fábrica vai operar

    A produção será viabilizada pela Comexport, gestora do complexo industrial, que promete ampliar a capacidade da planta para acomodar os novos modelos. Segundo Moacir Braga, supervisor de engenharia e processos da empresa, a montagem do MG4 Urban e do MG S5 ocorrerá em um galpão distinto daquele utilizado para os modelos Chevrolet Spark EUV e Captiva EV. A estratégia evitará a aplicação do imposto de importação sobre os veículos, além de otimizar a logística de distribuição no mercado nacional.

    Impacto no mercado brasileiro de elétricos

    Com previsão de estreia entre o final de 2026 e o início de 2027, os lançamentos da MG Motor chegam em um momento de expansão acelerada do segmento de elétricos no Brasil. Fabricantes como BYD, Volvo e Caoa Chery já consolidaram operações locais, mas a entrada da MG — com preços competitivos e tecnologia britânica — promete intensificar a competição. A medida também alinha o Brasil às tendências globais de descarbonização, embora especialistas questionem se a infraestrutura de carregamento estará preparada para absorver a nova demanda.

  • GM reinicia produção no Ceará: Captiva EV chega à linha de montagem e híbrido plug-in é a próxima aposta

    GM reinicia produção no Ceará: Captiva EV chega à linha de montagem e híbrido plug-in é a próxima aposta

    Nova era para a GM no Nordeste

    A General Motors deu um passo decisivo para consolidar sua presença no mercado brasileiro de veículos eletrificados ao reiniciar, na última quarta-feira (17), a produção do Chevrolet Captiva EV na unidade da Troller, em Horizonte (CE). A fábrica, anteriormente especializada em utilitários esportivos, agora abraça a eletromobilidade com o primeiro SUV elétrico nacionalizado da marca. O anúncio marca o terceiro modelo produzido no Brasil em 2026, após o Onix EV e o Tracker EV, reforçando a estratégia da GM de reduzir dependência de importações e enfrentar rivais chineses como BYD e Chery no segmento de alta demanda.

    Captiva EV e a aposta no híbrido plug-in

    O Captiva EV chega ao mercado com preço de entrada de R$ 199.990 e autonomia de 304 km (segundo o Inmetro), além de 201 cv de potência. Mas a grande revelação do dia foi a confirmação de que, ainda em 2026, a GM lançará a versão híbrida plug-in (PHEV) do modelo, com 204 cv combinados e até 90 km de autonomia elétrica. Testes com protótipos já circulam pelo país, sinalizando que o carro deve chegar às concessionárias antes do fim do ano.

    Da Troller à eletromobilidade: uma transição estratégica

    A planta da Troller, adquirida pela Comexport em 2025, foi readequada para abrigar modelos elétricos e híbridos, alinhada ao plano da GM de ampliar a oferta de veículos com baixa emissão de CO₂. A parceria com a Comexport viabilizou a retomada da produção local, após anos de inatividade parcial na unidade. Enquanto os concorrentes aceleram lançamentos de elétricos e híbridos, a montadora busca equilibrar custo, competitividade e demanda — um desafio que será testado com o Captiva EV e, em breve, com seu irmão híbrido.

    O que esperar do Captiva EV e PHEV no mercado brasileiro?

    O Captiva EV chega em um momento crucial: o Brasil registra crescimento de 35% nas vendas de elétricos em 2026, segundo a Anfavea, mas enfrenta barreiras como infraestrutura de recarga e preço elevado. A versão PHEV pode ser a solução para consumidores que buscam um meio-termo entre autonomia elétrica e praticidade para viagens longas. Com a capacidade de rodar 90 km no modo 100% elétrico (suficiente para o dia a dia de 70% dos brasileiros, segundo estudo da Associação Brasileira de Veículos Elétricos), o modelo pode atrair quem ainda teme a recarga frequente. A GM, no entanto, terá de competir não apenas com preço, mas também com a garantia de assistência e rede de concessionárias — pontos ainda em consolidação no setor.

  • Nissan acelera transformação: aprende com a China e corta pela metade o tempo de desenvolvimento de carros

    Nissan acelera transformação: aprende com a China e corta pela metade o tempo de desenvolvimento de carros

    A Nissan deu um passo decisivo para fechar a lacuna tecnológica com as fabricantes chinesas ao adotar um modelo de desenvolvimento inspirado em ciclos ágeis e inteligência artificial. A mudança, revelada pelo presidente global da empresa, Ivan Espinosa, em apresentação no Japão, reduz pela metade o tempo tradicional de 55 para 26 meses entre a concepção e o lançamento de novos veículos.

    A virada inspirada pela China

    O executivo confirmou ao Car News China que a nova metodologia já foi testada e validada com a próxima geração do Skyline — um dos carros emblemáticos da marca. O modelo, previsto para chegar ao mercado no inverno de 2026, será o primeiro a demonstrar os resultados práticos da reformulação. A expectativa é que, até o final do ano fiscal de 2026, cerca de 90% dos projetos da Nissan adotem o novo processo, que combina tomada de decisão mais rápida e uso intensivo de IA para otimizar cada fase do desenvolvimento.

    Corrida contra o tempo no setor automotivo

    A guinada da Nissan reflete uma tendência global: enquanto as montadoras chinesas, como BYD e NIO, lançam novos modelos em menos de três anos — e, em alguns casos, em prazos ainda menores —, as tradicionais japonesas e europeias enfrentam dificuldades para acompanhar a velocidade do mercado. Nos últimos anos, a Nissan viu sua distância aumentar especialmente no segmento de veículos eletrificados, onde a China domina com inovação e custos competitivos. A estratégia anunciada nesta segunda-feira (15/06/2026) sinaliza uma tentativa de reverter esse quadro, não apenas em eficiência, mas também em relevância tecnológica.

    O que muda para os consumidores?

    A curto prazo, a principal vantagem será a chegada mais rápida de novos modelos ao mercado, com designs e tecnologias atualizados. Para a marca, o desafio é garantir que a qualidade não seja comprometida pela aceleração dos processos — um risco comum em transformações radicais. A adoção de IA e metodologias ágeis, entretanto, pode abrir caminho para inovações como sistemas de direção autônoma mais avançados e veículos com maior integração digital, áreas onde a China já se destaca.

  • Jaecoo brilha no Reino Unido: vendas de elétricos disparam e mercado registra melhor maio desde 2019

    Jaecoo brilha no Reino Unido: vendas de elétricos disparam e mercado registra melhor maio desde 2019

    O mercado de veículos novos do Reino Unido fechou maio de 2026 com números que não se viam desde 2019: 160.662 unidades comercializadas, um avanço de 7,1% em comparação com maio de 2025, segundo dados da Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT). Este é o sexto mês consecutivo de alta, reforçando uma recuperação consistente no setor.

    Elétricos dominam o crescimento, mas combustão ainda resiste

    Os veículos 100% elétricos foram os grandes destaques, com um aumento de 34% nas vendas — totalizando 43.931 unidades, ou 27,3% de participação no mercado. Em contrapartida, os modelos a combustão (66.223 unidades) recuaram 7,1%, mas ainda mantêm uma forte fatia de 41,2% do total. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o mercado cresceu 8,7%, com 924.763 veículos vendidos.

    Jaecoo desponta entre as montadoras, enquanto Ford cai no ranking

    Após 36 meses consecutivos no topo das vendas no Reino Unido, a Volkswagen (14.110 unidades) registrou um crescimento discreto de 4%. A Audi assumiu a vice-liderança com 9.098 unidades, seguida de perto pela Kia (8.955), que completou o pódio. A surpresa veio da Jaecoo, marca chinesa que, em sua oitava presença no top 20 britânico, vendeu 5.207 unidades — mais do que triplicando seu desempenho em relação ao ano anterior.

    Já a Ford, tradicional gigante do setor, foi a sétima colocada com 6.911 unidades e registrou a maior queda entre as dez mais vendidas, sinalizando um desafio para a fabricante no mercado europeu.

    O que esperar para o futuro do mercado automotivo britânico?

    O crescimento sustentado do mercado reflete não apenas a recuperação pós-pandemia, mas também a aceleração na adoção de veículos elétricos, impulsionada por políticas governamentais e pressões por redução de emissões. A presença de marcas como Jaecoo, que ganham espaço rapidamente, pode indicar uma mudança no cenário competitivo, com fabricantes chinesas desafiando os tradicionais players europeus e americanos. Enquanto isso, a resistência dos modelos a combustão — ainda responsáveis por mais de 40% das vendas — mostra que a transição energética, embora acelerada, ainda enfrenta obstáculos.

  • BYD mira o topo: chinesa quer superar Toyota e Volkswagen até 2030

    BYD mira o topo: chinesa quer superar Toyota e Volkswagen até 2030

    Ascensão meteórica: de 6ª para 1ª em uma década

    A BYD não apenas superou a Ford em volume de vendas em 2025 — consolidando-se como a sexta maior fabricante de automóveis do mundo — como agora mira o topo do ranking global. A ambição, anunciada pelo presidente Wang Chuanfu durante a assembleia anual de acionistas em Shenzhen na última quarta-feira (10/06/2026), é clara: superar a Toyota e o Grupo Volkswagen até 2030, assumindo a liderança do setor automotivo.

    Baterias Blade e expansão internacional: os pilares da estratégia

    A segunda geração da bateria Blade, desenvolvida pela BYD, é apontada como peça-chave para o crescimento acelerado. Com maior densidade energética e custos reduzidos, a tecnologia promete viabilizar a duplicação das vendas em curto prazo — desafio necessário para alcançar a meta. Além disso, a expansão além das fronteiras chinesas, onde a desaceleração do mercado interno já afeta as montadoras, se tornou prioridade.

    Gigantes na mira: Toyota e VW sob pressão

    A Toyota, líder histórica em vendas globais, enfrenta a concorrência asiática agora não apenas com a Tesla, mas também com a BYD, que combina preços competitivos e inovação em veículos elétricos. Já o Grupo Volkswagen, dono de marcas como Audi e Porsche, precisa acelerar sua transição elétrica para não perder terreno. A batalha não é apenas por volume, mas por dominação tecnológica em um mercado cada vez mais dominado por baterias e conectividade.

    Cenário desafiador: desaceleração chinesa e demanda global

    O crescimento da BYD ocorre em um momento de desaceleração na China, maior mercado automotivo do mundo. Enquanto gigantes locais buscam mercados externos, a BYD aposta em estratégias agressivas: desde a entrada em novos continentes até parcerias com governos para incentivar a adoção de veículos elétricos. O sucesso dependerá não só da capacidade produtiva, mas também da aceitação dos consumidores em regiões como Europa e América Latina, onde a marca ainda luta para ganhar tração.

  • Stellantis planeja parceria com Dongfeng no Brasil: aliança chinesa pode chegar ao país em 2026

    Stellantis planeja parceria com Dongfeng no Brasil: aliança chinesa pode chegar ao país em 2026

    A gigante automotiva Stellantis, controladora de marcas como Fiat, Jeep e Citroën no Brasil, sinalizou na sexta-feira, 12 de junho de 2026 a possibilidade de estender sua rede de parcerias chinesas no país ao avaliar a produção local de veículos da Dongfeng. A abertura foi feita pelo presidente da companhia para a América do Sul, Herlander Zola, durante painel no Anfavea Visions 2026, evento realizado em meados de maio na capital paulista.

    A estratégia de expansão global da Stellantis

    A iniciativa não é isolada: em maio de 2026, o grupo anunciou a formação de uma joint venture com a Dongfeng na Ásia e Europa, focada em desenvolvimento conjunto de veículos elétricos, engenharia e produção local. Segundo fontes, a aliança busca aumentar a competitividade da Stellantis no segmento de elétricos, onde o ritmo de inovação tem exigido colaborações rápidas para reduzir custos e prazos de lançamento.

    Similaridades com a Leapmotor: um modelo de negócio?

    A possível parceria com a Dongfeng segue o mesmo modelo adotado com a startup chinesa Leapmotor, cuja produção de modelos elétricos já está em andamento no Brasil. A estratégia compartilhada pelas duas fabricantes chinesas — Dongfeng e Leapmotor — é clara: usar o mercado brasileiro como plataforma para expandir a presença global, aproveitando a infraestrutura industrial da Stellantis e a demanda crescente por veículos com tecnologias de ponta a preços acessíveis.

    Os próximos passos: acordos e cronograma

    Apesar do anúncio otimista, Zola não detalhou prazos ou modelos específicos que seriam produzidos no Brasil. A informação, obtida pelo portal AutoIndústria, ainda depende de negociações comerciais e aprovações regulatórias. Caso se concretize, a aliança poderia incluir não apenas a montagem final, mas também a engenharia de adaptação de plataformas chinesas ao mercado local, um movimento que já é observado em outras joint ventures no setor.

    O que isso significa para o consumidor brasileiro?

    Se aprovada, a parceria pode ampliar a oferta de veículos elétricos no Brasil, onde a Stellantis já produz modelos da Jeep e Fiat elétricos. Além disso, a concorrência com marcas chinesas — cada vez mais presentes no país — poderia pressionar preços e acelerar a adoção de tecnologias como conectividade e autonomia, setores onde a Dongfeng já investe fortemente em seu mercado doméstico.

  • Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Expansão recorde: um novo ponto de venda a cada 72 horas

    A Leapmotor, fabricante chinesa que chegou ao Brasil recentemente, anunciou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma meta ambiciosa: inaugurar pelo menos um novo concessionário a cada três dias até julho de 2026. Caso cumpra o cronograma, a marca — hoje presente em 38 pontos de venda — mais do que dobrará sua rede até o fim do ano, alcançando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. A estratégia reflete a aposta da empresa em consolidar sua presença no maior mercado automotivo da América Latina.

    Sinergia com a Stellantis: logística e produção nacional

    A Leapmotor não atua sozinha no Brasil. Como parte do conglomerado Stellantis — que engloba marcas como Jeep, Fiat e Ram —, a chinesa se beneficia da extensa rede de distribuição da controladora, incluindo centros de peças e a futura fábrica de Goiana (PE), onde atualmente são produzidos veículos como a Jeep Renegade, Fiat Toro e Ram Rampage. A planta pernambucana será strategicamente importante: será o primeiro local a fabricar modelos da Leapmotor no país, alinhando-se ao plano de expansão regional.

    Tecnologia em foco: REEV e modelos para 2026

    Os principais lançamentos da Leapmotor no Brasil incluem o B10, um SUV médio, e o C10, SUV de porte médio-grande já comercializado desde meados de 2025 no mercado chinês. Este último se destaca por sua tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle), que combina motor elétrico com um extensor de autonomia a combustão — inicialmente a gasolina, mas com previsão de versão flexível ainda sem data definida. A estratégia tecnológica da marca busca equilibrar inovação e adaptabilidade ao consumidor brasileiro, um mercado cada vez mais exigente por soluções sustentáveis e versáteis.

    Consequências: competição acirrada no segmento elétrico

    A chegada da Leapmotor ao Brasil intensifica a disputa no setor de veículos elétricos e híbridos, dominado até então por marcas como BYD, Volvo e Caoa Chery. Com preços competitivos e parcerias estratégicas — como a Stellantis —, a chinesa pode forçar uma reação das concorrentes, especialmente em um cenário onde a demanda por carros com menor emissão de carbono cresce, mas ainda enfrenta desafios como a infraestrutura de carregamento e a resistência dos consumidores à transição energética. O sucesso da expansão dependerá não apenas do ritmo de inaugurações, mas também da capacidade da marca de conquistar a confiança do mercado brasileiro.

  • Honda: ex-executivos tentaram derrubar CEO após primeiro prejuízo em 70 anos

    Honda: ex-executivos tentaram derrubar CEO após primeiro prejuízo em 70 anos

    A Honda enfrentou uma crise silenciosa nos bastidores. Em 11 de junho de 2026, a montadora japonesa já carrega o peso de seu primeiro prejuízo anual em quase sete décadas, mas o que poucos sabem é que os ex-executivos da empresa não pouparam esforços para pressionar pela saída do atual CEO, Toshihiro Mibe.

    O estopim da revolta: prejuízo histórico e estratégia questionada

    Segundo reportagem da Reuters publicada na última quarta-feira (10/6), um grupo de ex-dirigentes da Honda se reuniu no final de 2025 para compilar uma lista de críticas contra Mibe. A insatisfação não era apenas com os números vermelhos — que quebraram uma sequência ininterrupta de lucros desde 1957 — mas também com a direção estratégica adotada pelo executivo.

    Os ex-executivos, que ocuparam cargos-chave na empresa, alegavam que Mibe estaria priorizando iniciativas como patrocínios esportivos e projetos de mobilidade duvidosa, enquanto ignorava demandas urgentes do mercado chinês, principal fonte de receita da Honda. A China, atualmente, é o maior mercado da companhia, mas enfrenta crescente concorrência de fabricantes locais.

    Veículos elétricos: o plano que afundou

    A situação se agravou após a Honda anunciar, no início de 2026, o cancelamento de três modelos elétricos em desenvolvimento e a revisão de sua meta de eletrificação total até 2040. A decisão, inédita na história da empresa, refletiu não apenas dificuldades técnicas, mas também uma mudança de rota forçada pela realidade do mercado.

    O protótipo Afeela 2026 15, apresentado recentemente como um dos carros-símbolo da nova era elétrica da Honda, agora parece um projeto em risco. Com a empresa recuando em sua ambição de dominar o segmento, a confiança no CEO Mibe tornou-se alvo de questionamentos internos.

    Moral abalada e clientes ignorados?

    Além das críticas à estratégia comercial, o resumo das discussões vazadas pela Reuters revelou acusações de que Mibe não estaria ouvindo as demandas dos clientes nem os feedbacks da equipe. Em abril de 2026, comentários públicos do executivo teriam gerado descontentamento entre funcionários, afetando o moral da corporação.

    A pressão por mudanças, no entanto, esbarra em um cenário de incerteza. Enquanto a Honda tenta equilibrar sua transição energética com a manutenção de seus negócios tradicionais, a pergunta que fica é: até quando o atual comando resistirá à tempestade?

  • EUA incluem BYD e Nio em ‘lista negra’ por supostos vínculos com o Exército chinês; China reage

    EUA incluem BYD e Nio em ‘lista negra’ por supostos vínculos com o Exército chinês; China reage

    Washington mira cadeia global de veículos elétricos com restrições seletivas

    A medida anunciada pelo governo dos EUA na última semana — válida a partir de 30 de junho de 2026 — não bloqueia a comercialização de veículos elétricos chineses no mercado americano, mas impede que órgãos federais contratem a BYD e a Nio, além de outras 186 empresas incluídas na lista. A estratégia, intitulada ‘China Military-Civil Fusion Entity List’, busca coibir o acesso de instituições governamentais a tecnologias potencialmente dual-use (civil e militar), como baterias de alta performance e sistemas de direção autônoma.

    Alvo ampliado: baterias, IA e gigantes da tecnologia chinesa

    A lista, que passa a contar com 188 nomes, não se limita ao setor automotivo. Fornecedoras de baterias como a CATL, CALB e Eve Energy, além de empresas de tecnologia como Alibaba, Baidu e SenseTime, foram igualmente incluídas. A decisão reflete uma escalada nas tensões tecnológicas entre Washington e Pequim, com impactos diretos em setores estratégicos como mobilidade elétrica e inteligência artificial.

    China reage com condenação e aponta ‘protecionismo descarado’

    Em nota divulgada na última terça-feira (9 de junho de 2026), o Ministério da Defesa chinês classificou a medida como uma ‘violação das normas do comércio internacional’ e um ‘ato de protecionismo descarado’. Pequim negou as acusações de colaboração militar com empresas civis, alegando que a política de integração civil-militar é ‘rotineira e transparente’. A retórica, entretanto, não deve alterar a postura americana, que já havia expandido sanções similares em 2023 contra outras 44 empresas chinesas.

    Consequências para o mercado: quem perde com a proibição?

    Embora a decisão não afete diretamente a venda de veículos elétricos chineses nos EUA — ainda que concessionárias possam sofrer pressões indiretas —, o impacto deve ser sentido na cadeia de suprimentos. Parcerias com montadoras americanas que dependem de componentes chineses, como baterias de longa duração, podem enfrentar atrasos ou custos adicionais. Além disso, empresas como a Tesla, que utiliza células da CATL em modelos como o Model Y, podem enfrentar escrutínio regulatório mais rigoroso.

    O que vem pela frente: tensões geopolíticas e o futuro da mobilidade elétrica

    A inclusão da BYD e da Nio na lista reforça um cenário de fragmentação tecnológica global, onde blocos econômicos impõem barreiras seletivas sob justificativas de segurança nacional. Com a União Europeia já discutindo regras semelhantes para veículos chineses, o setor de mobilidade elétrica caminha para um modelo de ‘nearshoring’ forçado, onde a dependência de fornecedores chineses será cada vez mais questionada — e possivelmente substituída por alternativas locais ou de aliados estratégicos.

  • Mitsubishi Eclipse Sportback EV: crossover elétrico nasce do Nissan Leaf e promete até 488 km de autonomia

    Mitsubishi Eclipse Sportback EV: crossover elétrico nasce do Nissan Leaf e promete até 488 km de autonomia

    A Mitsubishi acaba de confirmar o Eclipse Sportback EV, um novo crossover elétrico que chega ao mercado norte-americano ainda em 2026, com estreia prevista para o segundo semestre. O modelo, que revive a icônica nomenclatura da marca, surpreende por sua base técnica: trata-se, essencialmente, da nova geração do Nissan Leaf com logotipos Mitsubishi e uma identidade visual retrabalhada.

    Um nome com história, mas uma proposta moderna

    O batismo “Eclipse” não é novidade para a Mitsubishi. Originalmente aplicado ao cupê esportivo lançado em 1989, o nome já foi ressignificado antes com o Eclipse Cross, um SUV médio. Agora, a marca aposta em um crossover elétrico que une performance sustentável e design contemporâneo, alinhado à estratégia global da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi para dominar a eletrificação.

    Autonomia de até 488 km e plataforma compartilhada

    O Eclipse Sportback EV chega ao mercado com uma bateria de 75 kWh, capaz de oferecer até 488 km de autonomia (ciclo WLTP). A parceria com o Nissan Leaf não se limita à mecânica: o veículo herda a plataforma CMF-EV, garantindo eficiência energética e confiabilidade. Além disso, o design exclusivo da Mitsubishi inclui linhas mais agressivas e detalhes que diferenciam o modelo dos demais da aliança.

    O que esperar do Eclipse Sportback EV?

    Com o lançamento marcado para o segundo semestre de 2026, o Eclipse Sportback EV chega como uma alternativa para quem busca um crossover elétrico com apelo visual e tecnológico. Sua estreia nos EUA será um termômetro para a estratégia da Mitsubishi de expandir sua linha de veículos elétricos, aproveitando a sinergia com a Nissan e a Renault para reduzir custos e acelerar a inovação.