Jaecoo brilha no Reino Unido: vendas de elétricos disparam e mercado registra melhor maio desde 2019

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O mercado de veículos novos do Reino Unido fechou maio de 2026 com números que não se viam desde 2019: 160.662 unidades comercializadas, um avanço de 7,1% em comparação com maio de 2025, segundo dados da Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT). Este é o sexto mês consecutivo de alta, reforçando uma recuperação consistente no setor.

Elétricos dominam o crescimento, mas combustão ainda resiste

Os veículos 100% elétricos foram os grandes destaques, com um aumento de 34% nas vendas — totalizando 43.931 unidades, ou 27,3% de participação no mercado. Em contrapartida, os modelos a combustão (66.223 unidades) recuaram 7,1%, mas ainda mantêm uma forte fatia de 41,2% do total. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o mercado cresceu 8,7%, com 924.763 veículos vendidos.

Jaecoo desponta entre as montadoras, enquanto Ford cai no ranking

Após 36 meses consecutivos no topo das vendas no Reino Unido, a Volkswagen (14.110 unidades) registrou um crescimento discreto de 4%. A Audi assumiu a vice-liderança com 9.098 unidades, seguida de perto pela Kia (8.955), que completou o pódio. A surpresa veio da Jaecoo, marca chinesa que, em sua oitava presença no top 20 britânico, vendeu 5.207 unidades — mais do que triplicando seu desempenho em relação ao ano anterior.

Já a Ford, tradicional gigante do setor, foi a sétima colocada com 6.911 unidades e registrou a maior queda entre as dez mais vendidas, sinalizando um desafio para a fabricante no mercado europeu.

O que esperar para o futuro do mercado automotivo britânico?

O crescimento sustentado do mercado reflete não apenas a recuperação pós-pandemia, mas também a aceleração na adoção de veículos elétricos, impulsionada por políticas governamentais e pressões por redução de emissões. A presença de marcas como Jaecoo, que ganham espaço rapidamente, pode indicar uma mudança no cenário competitivo, com fabricantes chinesas desafiando os tradicionais players europeus e americanos. Enquanto isso, a resistência dos modelos a combustão — ainda responsáveis por mais de 40% das vendas — mostra que a transição energética, embora acelerada, ainda enfrenta obstáculos.

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