Tag: vendas automotivas

  • Renault Kardian: preços do SUV caem até R$ 4.700 nas versões topo para impulsionar vendas

    Renault Kardian: preços do SUV caem até R$ 4.700 nas versões topo para impulsionar vendas

    A Renault reposicionou os preços do Kardian em julho, com quedas expressivas nas versões topo de linha — de até R$ 4.700 — em uma manobra para alavancar as vendas do SUV compacto no competitivo mercado automotivo brasileiro.

    Reduções nas versões premium: Techno e Iconic lideram os descontos

    A maior baixa ocorreu na versão Techno, que teve um corte de R$ 4.700, saindo de R$ 139.290 para R$ 134.590. A topo de linha Iconic também foi contemplada com um abatimento de R$ 3.400, agora custando R$ 146.590. A estratégia busca aproximar o modelo de seus principais concorrentes, como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta.

    Entradas ficam mais caras: Evolution automatizada sobe R$ 1.900

    Em contrapartida, as configurações de entrada sofreram reajustes para cima. A versão Evolution com câmbio automático, por exemplo, teve um aumento de R$ 1.900, passando a custar R$ 126.590. A mudança reflete uma política de preços que privilegia os modelos mais equipados, alinhada à estratégia de reposicionamento da marca.

    Desempenho comercial em 2026: Kardian ainda busca destaque

    Até junho de 2026, o Kardian havia emplacado 7.503 unidades no Brasil, ocupando a 41ª posição no ranking de vendas de automóveis. Com os novos preços, a Renault espera impulsionar sua participação no segmento, onde a competitividade é acirrada e os descontos são uma ferramenta comum para atrair consumidores.

    Motorização e câmbio: sem mudanças na oferta

    Apesar das alterações nos preços, a motorização e as opções de câmbio do Kardian permaneceram inalteradas. O modelo continua disponível com motor 1.0 turbo e transmissões manual e automática, mantendo seu apelo junto ao público que busca eficiência e custo-benefício.

  • V8 salva vendas da Stellantis nos EUA: recuperação de 38% no segundo trimestre de 2026

    V8 salva vendas da Stellantis nos EUA: recuperação de 38% no segundo trimestre de 2026

    Reviravolta na estratégia: V8 como fórmula de sucesso

    Em uma decisão que marca uma ruptura com o passado, o CEO Antonio Filosa, que assumiu a Stellantis em substituição a Carlos Tavares, priorizou o ressurgimento dos motores V8 nos Estados Unidos — uma jogada que se mostrou decisiva para as vendas do grupo. A medida contrasta diretamente com a estratégia anterior, que havia abandonado gradualmente esses propulsores nos modelos norte-americanos, gerando insatisfação entre consumidores e revendedores.

    Números que falam por si: 38% de crescimento nos EUA

    Os dados preliminares do segundo trimestre de 2026, divulgados pela Stellantis, revelam um salto de 38% nas vendas na América do Norte, totalizando 445 mil unidades entre abril e junho. O desempenho foi impulsionado não apenas pelo retorno do V8 ao lineup da Ram — especialmente no 1500 e em sua versão esportiva, o TRX SRT — mas também por reformulações em modelos icônicos como o Jeep Grand Wagoneer, o Grand Cherokee e a minivan Chrysler Pacifica. A retomada desses lançamentos revitalizou a participação da montadora no segmento de veículos premium e high-performance, dominado por rivais como Ford e GM.

    Impacto global: 1,6 milhão de unidades e crescimento de 10%

    O forte desempenho nos EUA, maior mercado da Stellantis, foi o principal vetor para o crescimento global de 10% nas vendas do grupo, que atingiu quase 1,6 milhão de unidades no período. Enquanto a Europa e outros mercados ainda enfrentam desafios estruturais — como a transição para eletrificação —, a América do Norte se consolidou como o pilar da recuperação financeira da empresa, com a estratégia de Filosa mostrando que, ao menos temporariamente, o apelo dos motores tradicionais ainda é capaz de sustentar a demanda.

  • Porsche 911 dispara em vendas e joga luz sobre o desafio dos elétricos: o que a Porsche aprendeu com o Taycan?

    Porsche 911 dispara em vendas e joga luz sobre o desafio dos elétricos: o que a Porsche aprendeu com o Taycan?

    O 911 como salvação em um mar de queda

    Na contramão dos demais modelos da Porsche, que registraram quedas de dois dígitos no primeiro semestre de 2026, o 911 consolidou-se como o grande sucesso da marca. Com 30.534 unidades vendidas globalmente — um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025 —, o esportivo de nicho não apenas resistiu à crise automotiva como ampliou sua liderança. A Porsche atribui o desempenho à estratégia de lançar versões cada vez mais exclusivas, como as GTS, Turbo e GT, que atraíram compradores dispostos a pagar pelo refinamento de um ícone.

    Taycan: o elétrico que não decolou

    Enquanto o 911 voava, o Taycan, principal aposta elétrica da Porsche, amargou uma queda de 25% nas vendas, com apenas 6.219 unidades comercializadas até junho. A comparação, embora não seja perfeita por conta das diferenças de segmento, expõe um problema maior para a indústria: os veículos elétricos ainda enfrentam resistência quando não entregam algo além de zero emissão. No caso do Taycan, a ausência de modelos derivados como as peruas nos EUA — que foram descontinuadas — e a falta de uma proposta claramente superior aos rivais a combustão pesaram. A Porsche, que já anunciou que não substituirá as variantes do Taycan nos EUA, parece estar revisando seu plano de eletrificação agressiva.

    O que isso significa para o futuro?

    Os números do primeiro semestre de 2026 são um recado claro: o mercado premium ainda valoriza a engenharia refinada e a exclusividade do 911, mesmo em um mundo cada vez mais elétrico. Enquanto isso, os elétricos da Porsche — e de outros fabricantes — precisam encontrar um equilíbrio entre custo, autonomia e apelo emocional. A marca alemã, que já descontinuou modelos como o 718 Boxster e Cayman para focar no 911, agora terá que decidir se mantém o Taycan como sua única opção elétrica ou se investe em alternativas híbridas ou mais acessíveis. Uma coisa é certa: a Porsche não pode mais ignorar que, pelo menos por enquanto, o futuro não é tão preto e branco quanto os cabos de carregamento sugerem.