Reviravolta na estratégia: V8 como fórmula de sucesso
Em uma decisão que marca uma ruptura com o passado, o CEO Antonio Filosa, que assumiu a Stellantis em substituição a Carlos Tavares, priorizou o ressurgimento dos motores V8 nos Estados Unidos — uma jogada que se mostrou decisiva para as vendas do grupo. A medida contrasta diretamente com a estratégia anterior, que havia abandonado gradualmente esses propulsores nos modelos norte-americanos, gerando insatisfação entre consumidores e revendedores.
Números que falam por si: 38% de crescimento nos EUA
Os dados preliminares do segundo trimestre de 2026, divulgados pela Stellantis, revelam um salto de 38% nas vendas na América do Norte, totalizando 445 mil unidades entre abril e junho. O desempenho foi impulsionado não apenas pelo retorno do V8 ao lineup da Ram — especialmente no 1500 e em sua versão esportiva, o TRX SRT — mas também por reformulações em modelos icônicos como o Jeep Grand Wagoneer, o Grand Cherokee e a minivan Chrysler Pacifica. A retomada desses lançamentos revitalizou a participação da montadora no segmento de veículos premium e high-performance, dominado por rivais como Ford e GM.
Impacto global: 1,6 milhão de unidades e crescimento de 10%
O forte desempenho nos EUA, maior mercado da Stellantis, foi o principal vetor para o crescimento global de 10% nas vendas do grupo, que atingiu quase 1,6 milhão de unidades no período. Enquanto a Europa e outros mercados ainda enfrentam desafios estruturais — como a transição para eletrificação —, a América do Norte se consolidou como o pilar da recuperação financeira da empresa, com a estratégia de Filosa mostrando que, ao menos temporariamente, o apelo dos motores tradicionais ainda é capaz de sustentar a demanda.

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