Brasil entra no top 3 global de cavalos: veja quais países lideram o ranking e o que isso revela sobre a agropecuária mundial

Escrito por

em

Na última quinta-feira, 4 de junho de 2026, dados atualizados revelaram que o Brasil ocupa a terceira posição no ranking global de países com maior população equina, superando nações com tradição secular no setor, como a Mongólia e o Cazaquistão. Segundo levantamentos da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o país soma aproximadamente 6,2 milhões de cavalos, atrás apenas dos Estados Unidos (9,5 milhões) e do México (6,8 milhões).

A agropecuária brasileira como motor da equideocultura

A ascensão do Brasil nesse ranking não é mera coincidência. O país combina extensas áreas de pastagem — especialmente nos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul — com um setor agropecuário cada vez mais tecnificado. A pecuária de corte e leite, aliada ao crescimento do mercado de esportes equestres (como o hipismo e o rodeio), impulsionou a demanda por equinos de alta performance. Além disso, a cultura sertaneja e a preservação de raças nativas, como o cavalo Pantaneiro e o Mangalarga Marchador, reforçam a identidade nacional no setor.

Mongólia e Cazaquistão: dois modelos distintos de criação

Enquanto o Brasil e o México apostam em uma equideocultura comercial e esportiva, a Mongólia (quarto lugar com 3,2 milhões de cavalos) mantém um modelo ancestral, onde os cavalos são essenciais para a sobrevivência nômade e a cultura tradicional. Já o Cazaquistão, quinto no ranking (2,8 milhões), utiliza os equinos na pecuária extensiva e em esportes nacionais, como o kokpar, um jogo tradicional que mistura polo e luta.

O futuro dos equinos: entre máquina e tradição

Apesar dos números impressionantes, a equideocultura enfrenta pressões da modernização agrícola. Máquinas agrícolas e drones já substituem parte do trabalho antes feito por cavalos, especialmente em grandes propriedades. No entanto, especialistas apontam que o valor simbólico e econômico dos equinos deve se manter alto, especialmente em segmentos como o turismo rural, a terapia assistida por animais e a preservação de raças autóctones. O Brasil, por exemplo, tem investido em programas de rastreabilidade e genética para garantir a competitividade de seu rebanho.

O que os dados revelam sobre a pecuária global

O ranking de 2026 não apenas mapeia a distribuição de cavalos no mundo, mas também reflete tendências globais. Países com grandes extensões territoriais e forte base agropecuária tendem a dominar, enquanto nações com tradição nômade ou cultural preservam seus rebanhos como patrimônio imaterial. Para o Brasil, o desafio agora é equilibrar a expansão comercial com a sustentabilidade, garantindo que a equideocultura continue a ser um vetor de desenvolvimento econômico e identidade nacional.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *