O Goodwood Festival of Speed, tradicionalmente um santuário para os amantes de carros clássicos, está prestes a viver uma transformação em sua edição de 2026. Realizado entre 9 e 12 de julho em Chichester, a 100 km de Londres, o evento — que completa 33 anos — está se consolidando como um dos principais palcos europeus para lançamentos de modelos, deixando para trás a ideia de um mero museu a céu aberto.
De subidas de montanha a vitrine de inovações
Criado em 1993 como uma celebração ao automobilismo histórico, o Goodwood sempre foi conhecido por suas demonstrações cronometradas de subida de montanha (um aclive de apenas 1,8 km em frente ao castelo do Lord March) e pela exibição de raridades que vão de um Napier de 1903 a um Fórmula 1 da temporada passada. Mas a dinâmica do festival vem mudando: em vez de carros estáticos sob refletores, o público agora testemunha acelerações, ronco de motores e fumaça de pneus, com demonstrações dinâmicas que atraem milhares de entusiastas.
O novo papel do Goodwood na indústria
A transição reflete uma mudança maior no setor automotivo: os salões tradicionais britânicos perderam espaço para eventos mais dinâmicos e interativos, onde os lançamentos ganham vida diante do público. Em 2026, marcas como a Alpine — que apresentará uma mula de testes de seu próximo modelo — já confirmaram participação, demonstrando que o Goodwood deixou de ser apenas um local para saudosistas e se tornou um palco estratégico para a indústria.
Um evento que respira adrenalina — e inovação
Para os visitantes, a edição de 2026 promete uma mistura única: ao lado de demonstrações de carros históricos, como o F1 da temporada passada, o festival deve apresentar novidades que ainda não chegaram ao mercado. A combinação de som, velocidade e tecnologia está redefinindo o que significa ser um ‘salão do verão europeu’ em pleno século XXI.

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