A Mitsubishi confirmou, nesta terça-feira (4 de agosto de 2026), um aporte de 16 bilhões de baht tailandeses — o equivalente a cerca de R$ 2,6 bilhões — em sua fábrica na Tailândia até 2030. O objetivo é transformar o país no principal centro de produção e exportação de veículos eletrificados da marca, incluindo as futuras versões híbridas da picape Triton e do jipe Pajero.
Híbridos na dianteira, elétricos em segundo plano
A estratégia da montadora japonesa prioriza, inicialmente, o desenvolvimento de sistemas híbridos para a atual plataforma da Triton, conforme havia sido antecipado em 2023. Na ocasião, Hiroshi Nagaoka, então diretor global de engenharia da Mitsubishi, afirmou que a adoção de um conjunto híbrido — em vez de elétrico puro — permitiria manter a compatibilidade com a arquitetura existente da picape. Segundo ele, esse passo seria fundamental antes de avançar para variantes totalmente movidas a bateria.
Incertezas sobre a tecnologia e próximos passos
Apesar do anúncio oficial, a Mitsubishi ainda não especificou qual tipo de sistema híbrido será empregado nos novos modelos. Documentos governamentais tailandeses mencionam a possibilidade de produção de veículos 100% elétricos no futuro, mas a fabricante não detalhou prazos ou configurações técnicas para essa transição. A decisão deve considerar fatores como custo de produção, demanda do mercado e a infraestrutura local de recarga.

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