Autor: Roberto Neves

  • Move Brasil financia divisórias e rastreadores: o que taxistas e apps podem incluir no financiamento

    Move Brasil financia divisórias e rastreadores: o que taxistas e apps podem incluir no financiamento

    O Move Brasil além dos carros: acessórios que entram no financiamento

    Desde o lançamento do Move Brasil — programa federal que facilita a compra de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo —, a atenção do público se concentrou nos modelos elegíveis à iniciativa. No entanto, uma novidade pouco discutida ganha destaque: o financiamento também abrange itens essenciais para a segurança e operação profissional. Segundo as regras do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), até 10% do valor total financiado pode ser direcionado para equipamentos que, até então, eram adquiridos exclusivamente por conta própria pelos profissionais.

    Da divisória à câmera: itens que prometem transformar a rotina no trânsito

    A lista oficial de bens financiáveis inclui desde dispositivos consolidados no mercado, como rastreadores GPS e câmeras embarcadas, até soluções mais específicas — como a taxi partition, uma divisória entre os bancos dianteiros e traseiros. Popular em cidades como Nova York e Londres, esse equipamento, que havia praticamente desaparecido dos táxis brasileiros nas últimas décadas, volta a ganhar relevância em um contexto de crescente preocupação com segurança e higiene.

    Durante a pandemia, a divisória teve um revival temporário entre motoristas que buscavam isolar passageiros e motoristas em um mesmo ambiente. Agora, com o financiamento do Move Brasil, o item pode se tornar uma opção acessível para profissionais que querem modernizar sua frota e, ao mesmo tempo, oferecer mais segurança aos usuários.

    Consequências para taxistas e apps: mais segurança, menos custos

    A inclusão desses itens no financiamento pode representar um divisor de águas para os profissionais do setor. Além de reduzir o investimento inicial necessário para equipar um veículo, a medida amplia o acesso a tecnologias que, historicamente, ficavam restritas a quem podia pagar à vista. Para os usuários de apps de transporte, a novidade pode se traduzir em viagens mais seguras, com a possibilidade de monitoramento em tempo real e maior proteção contra assaltos ou situações de risco.

    O programa, que já é visto como uma alavanca para a renovação da frota de táxis no país, agora ganha um novo capítulo: o de democratizar o acesso a soluções que há anos são discutidas, mas raramente implementadas em larga escala. Resta saber se os motoristas e empresas de aplicativo aproveitarão essa oportunidade — e se o mercado de acessórios para transporte profissional será capaz de absorver a demanda crescente.

  • Leilões de veículos de 21 a 27 de junho: como comprar carro ou moto com descontos de até 50%

    Leilões de veículos de 21 a 27 de junho: como comprar carro ou moto com descontos de até 50%

    Pregões presenciais e digitais em todo o país

    Os leilões de veículos retomados por instituições financeiras e seguradoras seguem intensos até o próximo dia 27 de junho. Dentre as plataformas mais ativas estão a Sodré Santoro, que realiza pregões em quatro datas distintas, e a Vip Leilões, que concentra a maior variedade de lances em órgãos públicos, bancos e financeiras de todas as regiões brasileiras. A Copart também mantém sua programação regular, com opções tanto para quem prefere o modelo presencial quanto para quem busca praticidade nos lances online.

    Oportunidade ou armadilha? Entenda os riscos da compra

    O grande atrativo dos leilões é o preço: veículos podem ser arrematados por valores até 50% inferiores aos praticados no mercado tradicional. No entanto, a ausência de test drive e a compra no estado em que o bem se encontra transferem toda a responsabilidade para o comprador. Erros na documentação ou problemas mecânicos não detectados podem resultar em prejuízos significativos. Por isso, especialistas recomendam visitas prévias aos pátios, análise minuciosa do histórico do veículo e, se possível, contratação de vistoria profissional antes do lance.

    O que verificar antes de participar

    Antes de participar de qualquer leilão, é fundamental conferir a documentação do veículo, como o Certificado de Registro de Veículo (CRV), comprovante de quitação de débitos e histórico de sinistros. Plataformas como Sodré Santoro e Vip Leilões disponibilizam relatórios detalhados, mas cabe ao comprador avaliar se as informações são suficientes. Em casos de leilões de bancos, é comum que os veículos tenham sido utilizados como garantia de financiamentos não quitados, o que pode afetar a regularidade da transferência futura.

    Como não errar na hora do lance

    Para maximizar as chances de negócio sem perder dinheiro, defina um teto de gastos antes de participar. Pesquise os valores de mercado dos modelos ofertados e acompanhe as médias de arremate em edições anteriores dos mesmos leilões. Em pregões presenciais, chegue cedo para avaliar os veículos pessoalmente; nos digitais, utilize ferramentas de lances automáticos para evitar emoções no momento da compra. Lembre-se: a pressa nunca deve sobrepor a análise criteriosa.

  • Carro elétrico em enchentes: riscos ocultos na alta tensão e na física da água

    Carro elétrico em enchentes: riscos ocultos na alta tensão e na física da água

    Segurança elétrica: a engenharia que neutraliza a alta tensão

    Ao contrário do que sugere o imaginário popular, um carro elétrico submerso não transforma suas ruas alagadas em câmaras de choque. A arquitetura das baterias de alta tensão — como as de íon-lítio presentes em modelos como o Tesla Model 3 ou o BYD Dolphin — é projetada com selos herméticos e sistemas de corte automático de energia em caso de infiltração. “A corrente elétrica só flui em circuitos fechados, e a água, por si só, não fecha esses circuitos”, explica o engenheiro automotivo Ricardo Souza, especialista em mobilidade elétrica. No entanto, a integridade desses sistemas depende da profundidade e duração do alagamento: um mergulho prolongado pode danificar os selos, expondo os cabos à umidade residual e gerando curto-circuito meses depois.

    Flutuabilidade vs. controle: o paradoxo da leveza elétrica

    A mesma física que torna os elétricos menos propensos a incêndios — pela ausência de combustível líquido — os torna vulneráveis à força da água. Por terem um centro de gravidade mais baixo (graças às baterias posicionadas no assoalho) e estruturas mais leves, eles tendem a flutuar em alagamentos profundos. “Isso pode desestabilizar o veículo, mesmo em velocidades baixas, levando à perda de direção ou até capotamento”, alerta Souza. Enquanto um carro a combustão, mais pesado, afunda rapidamente e mantém contato com o solo, o elétrico pode ser arrastado pela corrente como um barco improvisado — um risco subestimado em áreas urbanas com má drenagem, como as registradas nesta domingo, 21 de junho de 2026.

    Danos pós-enchente: a corrosão que não aparece no momento

    Os estragos mais perigosos de uma enchente não são visíveis na hora. Componentes como freios, suspensão e até o sistema de ar-condicionado — itens não diretamente ligados à bateria — são os primeiros a sucumbir à umidade. “A água salgada ou contaminada acelera a oxidação dos terminais elétricos não protegidos, e a lama pode entupir dutos de refrigeração do motor, mesmo em híbridos”, destaca o mecânico Carlos Mendes. Em casos extremos, a corrosão avança para a fiação interna, gerando falhas intermitentes meses depois. Já os híbridos, embora menos suscetíveis à flutuabilidade, mantêm o risco do calço hidráulico nos motores a combustão, quando a água entra nos cilindros e danifica peças como bielas e pistões.

    Para quem vive em regiões com alertas de enchente recorrentes — como a Região Metropolitana de Goiânia, onde Wanessa Alves cobre ocorrências locais —, a recomendação é clara: evite atravessar ruas alagadas, mesmo em veículos elétricos. A segurança não está apenas na ausência de faíscas, mas na física implacável da água. E, como mostra a engenharia moderna, nem toda tecnologia é à prova de engenharia humana.

  • Luan Santana inova com turnês duplas: ‘Registro Histórico’ e ‘Além do Registro’ celebram 18 anos de carreira

    Luan Santana inova com turnês duplas: ‘Registro Histórico’ e ‘Além do Registro’ celebram 18 anos de carreira

    Duas turnês, uma carreira de 18 anos: a estratégia de Luan Santana

    No domingo (21/06/2026), Luan Santana comemora quase duas décadas de trajetória com um movimento ousado: duas turnês em paralelo pelo Brasil. Enquanto a ‘Registro Histórico’ revisita momentos icônicos da carreira do cantor — do estouro de ‘Meteoro’ aos sucessos mais recentes —, a ‘Além do Registro’ foca em sua produção contemporânea, com canções inéditas e arranjos que dialogam com as tendências atuais do sertanejo e da música pop.

    Repertório flexível e surpresas a cada apresentação

    Cada cidade recebe uma novidade: uma faixa inédita é adicionada ao setlist, mantendo a turnê sempre fresca e personalizada para o público local. Além disso, a turnê ‘Além do Registro’ traz colaborações exclusivas, como a parceria com o internacional Ricky Martin na faixa ‘Estranho’, que promete agitar as rádios e plataformas de streaming nos próximos meses.

    Legado e inovação: o sertanejo em evolução

    As turnês não são apenas comemorações, mas um manifesto artístico. Luan Santana — que começou no interior de Mato Grosso do Sul — usa o palco para mostrar como a música sertaneja pode transitar entre o tradicional e o moderno sem perder sua essência. Com cenários que mesclam projeções históricas e efeitos visuais de ponta, o artista convida o público a uma viagem emocional, reafirmando seu lugar como um dos nomes mais influentes da música brasileira.

  • Duplas sertanejas Edson & Hudson e João Neto & Frederico brilham no Festival do Sobá 2026 em Campo Grande

    Duplas sertanejas Edson & Hudson e João Neto & Frederico brilham no Festival do Sobá 2026 em Campo Grande

    O Festival do Sobá 2026, que começa em 5 de agosto na tradicional Feira Central de Campo Grande, já tem dois grandes nomes da música sertaneja confirmados: Edson & Hudson e João Neto & Frederico. As duplas foram oficializadas como atrações do evento nesta quarta-feira, 18 de junho de 2026, após uma votação nas redes sociais que permitiu ao público participar da escolha.

    Um festival que nasceu do sabor e virou cultura

    O Festival do Sobá não é apenas uma festa: é um marco da identidade cultural de Campo Grande. Desde 2006, quando o prato típico sobá foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do município, o evento se transformou em um dos principais pontos da agenda cultural do estado. Além de promover a gastronomia local, o festival reúne shows musicais, atraindo moradores e visitantes para a Feira Central, um espaço de integração e alegria familiar.

    Edson & Hudson abrem os shows, João Neto & Frederico fecham com chave de ouro

    A programação musical do festival ganha ainda mais brilho com as apresentações dessas duas duplas icônicas do sertanejo. Edson & Hudson sobem ao palco no primeiro dia do evento, enquanto João Neto & Frederico encantam o público no dia seguinte. A escolha das atrações por meio de enquete popular reforça o caráter democrático do festival, que privilegia a participação da comunidade.

    Tradição e música: o legado do Festival do Sobá 2026

    Mais do que uma festividade gastronômica, o Festival do Sobá 2026 se consolida como um evento que celebra a cultura local em todas as suas dimensões. Com shows de alto nível, a edição deste ano promete atrair ainda mais visitantes, impulsionando a economia da região e fortalecendo o turismo cultural em Mato Grosso do Sul. Para os fãs de sertanejo e para quem aprecia a riqueza da cultura regional, o festival é, sem dúvida, um dos destaques do ano.

  • Telhados ecológicos transformam suinocultura: menos estresse animal e até 20% mais produtividade

    Telhados ecológicos transformam suinocultura: menos estresse animal e até 20% mais produtividade

    A ambiência das granjas vira o novo diferencial competitivo

    No dia 20 de junho de 2026, a suinocultura brasileira caminha para uma revolução silenciosa, mas de impacto profundo. A adoção de telhados ecológicos — estruturas fabricadas com resíduos industriais como plástico reciclado e borracha — está transformando a realidade de granjas em todo o país. Segundo a Ambiplac, empresa especializada no desenvolvimento dessas soluções, a iniciativa não apenas resolve problemas estruturais históricos, como infiltrações e variações térmicas, mas também reduz o estresse dos animais em até 30% e impulsiona a produtividade em até 20%.

    O dado é especialmente relevante se considerarmos que, em 2025, o Brasil produziu 4,85 milhões de toneladas de carne suína, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Um percentual mínimo dessas granjas, no entanto, ainda opera com estruturas defasadas, onde chuvas intensas ou ondas de calor — cada vez mais frequentes — comprometem a ambiência interna dos galpões. A temperatura ideal para suínos, por exemplo, varia entre 18°C e 22°C. Acima ou abaixo desse intervalo, o impacto é imediato: redução no consumo de ração, piora na conversão alimentar e, consequentemente, menor rentabilidade para o produtor.

    Como o telhado ecológico age: isolamento que vira produtividade

    Os telhados ecológicos da Ambiplac são desenvolvidos com um sistema de camadas que combina isolamento térmico e acústico. Ao contrário das telhas convencionais de amianto ou metal, que amplificam ruídos de chuva e mantêm o calor interno, as novas soluções mantêm a temperatura estável mesmo em dias de 35°C ou em noites frias. Além disso, a redução de ruído — que pode chegar a 50% — minimiza o estresse dos animais, um fator crítico para o bem-estar e para a eficiência zootécnica.

    Para o médico-veterinário e consultor em suinocultura, Dr. Marcos Oliveira, a inovação chega em um momento estratégico. “Um suíno estressado não come, não cresce e está mais suscetível a doenças. Quando a ambiência melhora, a conversão alimentar sobe, os índices de mortalidade caem e o produtor ganha previsibilidade operacional“, explica. Segundo ele, granjas que adotaram a tecnologia registraram uma redução de 15% nos custos com energia — graças ao isolamento térmico — e uma melhora de 25% nos índices de ganho de peso diário.

    Sustentabilidade que paga dividendos

    Além dos ganhos operacionais, os telhados ecológicos representam um avanço em termos de sustentabilidade. A Ambiplac, por exemplo, utiliza 10 toneladas de resíduos plásticos por mês na fabricação das telhas, o que evita que esses materiais sejam descartados em aterros sanitários ou no meio ambiente. “É uma solução que alia economia circular, redução de custos e responsabilidade ambiental“, afirma a engenheira ambiental Larissa Mendes, coordenadora de projetos da empresa.

    O setor suinícola brasileiro, que já é um dos mais competitivos do mundo, agora busca não apenas atender à demanda crescente por proteína animal, mas também às exigências de mercados internacionais — como a União Europeia, que impõe rigorosos padrões de bem-estar animal. Segundo dados da Embrapa, granjas que investem em ambiência moderna têm 40% mais chances de acessar mercados premium, como o europeu ou o norte-americano.

    O futuro das granjas: ambiência como pilar estratégico

    Com o aquecimento global, os eventos climáticos extremos — como as ondas de calor registradas em 2024, quando temperaturas acima de 40°C foram registradas em várias regiões do país — tendem a se tornar mais frequentes. Nesse cenário, a ambiência das granjas deixa de ser um custo operacional para se tornar um ativo estratégico. Produtores que ainda não aderiram a soluções como os telhados ecológicos correm o risco de perder competitividade, tanto em produtividade quanto em acesso a mercados mais exigentes.

    Para o engenheiro agrônomo e sócio da Ambiplac, Rafael Santos, a tendência é clara: “Quem não inovar agora, vai pagar o preço depois. A suinocultura do futuro será aquela que souber equilibrar produção, sustentabilidade e bem-estar animal. E as estruturas das granjas serão a base dessa transformação“.

  • Robôs no curral: como a ordenha automatizada redefine a pecuária leiteira no Sul do Brasil

    Robôs no curral: como a ordenha automatizada redefine a pecuária leiteira no Sul do Brasil

    Tecnologia que se alimenta do comportamento das vacas

    A ordenha robotizada não é mais um sonho distante para os pecuaristas brasileiros. No sul do país, onde a atividade leiteira já opera com alta eficiência, sistemas automatizados estão se tornando padrão em propriedades médias e grandes. Em junho de 2026, a tecnologia — que há anos era vista como exclusiva de fazendas milionárias — já é realidade em fazendas familiares do Paraná, um dos maiores estados produtores de leite do Brasil.

    O segredo do sucesso desses equipamentos está na sua capacidade de se integrar ao comportamento natural dos animais. Em vez de forçar a rotina da ordenha, como ocorre no sistema convencional, os robôs atraem as vacas com alimentação concentrada, permitindo que elas próprias se dirijam ao equipamento quando sentem necessidade. O sistema então identifica o animal por sensores, realiza a higienização automática dos tetos e executa o processo com precisão milimétrica, sem a intervenção humana.

    Capacitação técnica em alta: o novo desafio do setor

    Esse avanço tecnológico, no entanto, não veio sozinho. Para operar com eficiência essas máquinas — que custam entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão por unidade —, os produtores e trabalhadores rurais precisam dominar conceitos de robótica, manejo sanitário e análise de dados. Foi com esse objetivo que, no Paraná, o Sistema FAEP promoveu em junho de 2026 o treinamento de 16 instrutores especializados em ordenha automatizada, nas cidades de Castro e Carambeí, dois dos principais polos leiteiros do estado.

    Os cursos, realizados em parceria com fabricantes internacionais e instituições de pesquisa, abordaram desde a manutenção básica dos equipamentos até a interpretação de relatórios gerados pelo sistema — dados que revelam, por exemplo, o volume diário de leite produzido por cada vaca, a saúde do úbere e até mesmo o comportamento alimentar do rebanho. Segundo dados da FAEP, mais de 80% dos produtores que já adotaram a tecnologia relatam redução de 30% no tempo gasto com ordenha tradicional e aumento de até 15% na produção de leite por vaca.

    Modernização que cobra preço — mas oferece retorno

    A transição para a ordenha robotizada exige investimento inicial elevado, mas os benefícios a médio prazo têm atraído cada vez mais pecuaristas. Além da eficiência operacional, a tecnologia reduz a dependência de mão de obra — um ponto crítico em um setor que enfrenta escassez de trabalhadores qualificados — e melhora as condições de trabalho nas fazendas, eliminando a necessidade de horários fixos de ordenha e reduzindo o estresse animal.

    No entanto, especialistas alertam que o sucesso da implementação depende diretamente da qualificação da equipe. Um robô mal operado pode gerar prejuízos maiores do que o sistema tradicional. Por isso, a formação de instrutores como os treinados em junho de 2026 será fundamental para disseminar boas práticas e garantir que a modernização chegue a todas as propriedades, independentemente do tamanho.

    O futuro chegou — e ele é robotizado

    A ordenha automatizada é apenas o começo de uma onda maior de digitalização no campo brasileiro. Com a popularização de sensores, inteligência artificial e internet das coisas (IoT) nas propriedades rurais, o setor leiteiro caminha para uma nova era, onde dados em tempo real e decisões automatizadas serão tão importantes quanto a genética do rebanho. Para os pecuaristas que resistem à mudança, o risco não é apenas perder competitividade — é ficar para trás em um mercado cada vez mais exigente e globalizado.

  • Governo libera desconto de até 30% em 44 carros para taxistas e motoristas de apps

    Governo libera desconto de até 30% em 44 carros para taxistas e motoristas de apps

    Lista oficial já tem 44 modelos aptos para o benefício

    Em um movimento para modernizar a frota de transporte individual de passageiros, o governo federal publicou na sexta-feira, 19 de junho de 2026 a lista definitiva de veículos habilitados ao programa Move Brasil. Ao todo, 44 modelos de 11 fabricantes estão aptos a receber descontos que podem chegar a 30% sobre o preço de tabela, desde que o comprador seja taxista ou motorista de aplicativo cadastrado.

    De compactos a elétricos: opções para todos os bolsos e necessidades

    A diversidade de modelos reflete a estratégia de atender diferentes perfis de profissionais. Entre os veículos listados estão:

    • Hatches e sedãs: Como o Volkswagen Gol, Chevrolet Onix e Fiat Strada (em versão cabine dupla).
    • SUVs: Incluem o Hyundai Creta, Toyota Corolla Cross e Jeep Renegade.
    • Picapes: Com destaque para a Ford Ranger e a Volkswagen Amarok.
    • Elétricos: O programa contempla o BYD Dolphin e o Volvo EX30, ambos com isenção de IPI e redução de ICMS em alguns estados.

    Os descontos variam conforme o modelo e a região, mas a média gira em torno de 20%. Em estados com incentivos estaduais, como São Paulo e Paraná, a redução pode superar 30% em determinados casos. Para usufruir do benefício, o comprador precisa apresentar o registro profissional como taxista ou motorista de aplicativo ativo, além de comprovar a utilização do veículo exclusivamente para trabalho.

    Segurança em primeiro lugar: itens obrigatórios para o desconto

    Além do preço reduzido, os modelos habilitados devem incluir equipamentos de segurança mínimos, como:

    • Sistema de alarme com acionamento automático.
    • Rastreador veicular com monitoramento 24 horas.
    • Blindagem parcial das portas dianteiras (para modelos de maior valor).
    • Câmera de ré com sensor de estacionamento.

    Segundo o Ministério das Cidades, a medida busca reduzir acidentes e melhorar a qualidade do serviço prestado, além de incentivar a renovação da frota, que em muitas cidades ainda conta com veículos com mais de 10 anos de uso. “Esses equipamentos não são apenas diferenciais de marketing, mas sim requisitos para garantir a segurança de passageiros e motoristas”, afirmou uma fonte do governo sob condição de anonimato.

    Como funciona na prática: passo a passo para obter o desconto

    Para ter acesso aos preços promocionais, o interessado deve:

    1. Verificar a elegibilidade: Confirmar se o modelo desejado está na lista oficial do programa Move Brasil.
    2. Reunir documentação: CPF, registro profissional (CNH especial para taxistas ou cadastro em app), comprovante de residência e CNPJ (se pessoa jurídica).
    3. Procurar concessionária credenciada: Apenas revendedores autorizados pelo programa podem aplicar os descontos. Lista disponível no site do Ministério das Cidades.
    4. Assinar contrato de uso profissional: O veículo deve ser registrado como de uso comercial no DETRAN.
    5. Pagar a diferença: O desconto é aplicado diretamente no preço final, mas o comprador deve arcar com taxas de registro e emplacamento.

    Os descontos são válidos até 31 de dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogação caso o programa seja bem-sucedido. Segundo dados preliminares, a expectativa é de que 50 mil veículos sejam vendidos com o benefício até o fim do ano.

    Impacto no mercado: quem ganha e quem pode perder

    Para os fabricantes, a medida representa uma oportunidade de escoar estoques parados e fidelizar novos clientes. “Já estamos preparando campanhas específicas para taxistas e motoristas de apps, com financiamentos estendidos e pacotes de manutenção inclusos”, declarou um executivo da Toyota, que tem quatro modelos na lista (Corolla, Corolla Cross, Hilux e SW4).

    Já para as locadoras de veículos, a notícia pode ser um golpe. Muitas empresas operavam com frotas velhas e agora precisarão investir em renovação para competir com os preços subsidiados. “Vamos perder clientes para os taxistas que preferirão comprar um carro novo com desconto”, admitiu um gerente de locadora em São Paulo, que pediu anonimato.

    Próximos passos: fiscalização e possíveis ajustes

    O governo já anunciou que irá fiscalizar as concessionárias para evitar fraudes, como a venda de veículos para uso pessoal com descontos indevidos. “Qualquer irregularidade será punida com multas de até R$ 50 mil e a suspensão da autorização para vender no programa”, alertou a Receita Federal.

    Além disso, há discussões no Congresso para ampliar os benefícios para motocicletas elétricas, um nicho ainda não contemplado na lista atual. “É uma pauta que deve ganhar força nos próximos meses, especialmente em capitais como Rio de Janeiro e Curitiba, onde o uso de mototaxi é intenso”, explicou um deputado federal da bancada do transporte.

  • Flex, turbo, diesel ou elétrico? Descubra como cada motor exige manutenção diferente

    Flex, turbo, diesel ou elétrico? Descubra como cada motor exige manutenção diferente

    Ciclo Otto aspirado: a simplicidade que exige atenção ao combustível

    O motor flex — o mais popular no Brasil — mantém a fama de praticidade, mas exige atenção redobrada ao tipo de combustível utilizado. A injeção direta, presente em muitos modelos modernos, sofre com a carbonização dos bicos injetores quando abastecido com etanol de baixa qualidade, reduzindo a eficiência e aumentando a emissão de poluentes. A recomendação é revisar os bicos a cada 10.000 km, além de usar aditivos específicos para limpeza, garantindo a durabilidade do conjunto.

    Turbo e alta performance: como evitar a queima precoce

    Os motores turbo, cada vez mais comuns em veículos compactos e médios, entregam potência extra, mas cobram um preço na manutenção. A lubrificação do sistema é crítica: óleo de baixa qualidade ou vácuo em excesso na admissão de ar danificam a turbina, cujo reparo pode custar mais de R$ 5.000,00. Além disso, o filtro de ar deve ser substituído a cada 15.000 km — ou antes, se o veículo trafega em regiões com alta concentração de poeira. A atenção ao *knocking* (detonação) também é vital: combustíveis com octanagem inferior à recomendada pelo fabricante aceleram o desgaste do motor.

    Diesel: robustez com intervalos estendidos, mas não imunes a falhas

    Os motores turbodiesel, famosos pela durabilidade, ainda são a escolha preferida para quem busca longos trajetos ou carga pesada. Contudo, a manutenção não pode ser negligenciada. O filtro de combustível deve ser trocado a cada 10.000 km, enquanto o óleo e o filtro de óleo exigem substituição a cada 15.000 km — ou antes, se o veículo roda em condições severas. A injeção common rail, embora eficiente, é sensível a impurezas no diesel, podendo entupir os bicos e exigir limpeza profissional, um serviço que custa entre R$ 1.500 e R$ 3.000.

    Híbridos e elétricos: a revolução silenciosa na oficina

    Já os veículos híbridos e 100% elétricos representam uma mudança de paradigma. Nas híbridas, a atenção recai sobre a bateria de alta tensão (que pode durar de 8 a 15 anos, dependendo do uso) e os freios regenerativos, que reduzem a vida útil das pastilhas e discos. Nos elétricos, a manutenção é mínima — não há óleo, correias ou embreagem — mas pneus e suspensão sofrem mais devido ao torque instantâneo, exigindo substituições mais frequentes. A bateria, embora duradoura, pode representar um custo de reposição superior a R$ 30.000,00 se não for bem cuidada.

    Eficiência energética vs. custo de manutenção: vale a pena?

    A escolha do motor deve considerar não apenas o preço inicial do veículo, mas também o gasto recorrente com manutenção e combustível. Enquanto um motor turbo flex pode oferecer melhor performance com menor consumo em rodovias, um diesel se sobressai em viagens longas. Já os elétricos, apesar dos altos investimentos iniciais, prometem economia a longo prazo — desde que a infraestrutura de recarga esteja acessível. Em um cenário de normas ambientais cada vez mais rígidas, como a que entrará em vigor em 2027 com a Euro 6, a manutenção preventiva se torna ainda mais crucial para evitar gastos inesperados.

  • Expolucas 2026: Lucas do Rio Verde celebra 38 anos com shows de Zé Neto & Cristiano e Luan Santana

    Expolucas 2026: Lucas do Rio Verde celebra 38 anos com shows de Zé Neto & Cristiano e Luan Santana

    A prefeitura de Lucas do Rio Verde anunciou oficialmente a programação da Expolucas 2026, que comemora os 38 anos de emancipação do município nos dias 4 a 8 de agosto. Com entrada gratuita nas noites de festa, o evento promete atrair milhares de visitantes para uma programação recheada de música, cultura e lazer.

    Uma semana de celebração e música

    A Expolucas terá shows de peso, começando com Mariana Fagundes no dia 4, seguida por Zé Neto & Cristiano no dia 6. No dia 7, o público poderá curtir Panda e CDB – Pagode Sertanejo, e o encerramento ficará por conta do sucesso nacional Luan Santana no dia 8.

    Dia do aniversário: diversão sem shows

    No dia 5 de agosto, data oficial do aniversário da cidade, não haverá atrações musicais, mas o parque de diversões estará aberto para garantir diversão a todas as idades. A prefeitura destacou que o evento busca equilibrar entretenimento e responsabilidade, com segurança e organização para os participantes.

    Impacto econômico e compromisso público

    O prefeito Miguel Vaz ressaltou que a Expolucas é uma oportunidade para movimentar a economia local, beneficiando comerciantes e prestadores de serviços. “Queremos proporcionar segurança, organização e responsabilidade, sempre com a transparência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou. O evento também incluirá rodeio e outras atrações, consolidando-se como um dos principais festivais do estado.