Autor: Roberto Neves

  • Chery cria marca Emta para invadir o Japão em 2027 com kei car elétrico que desafiará Nissan Sakura

    Chery cria marca Emta para invadir o Japão em 2027 com kei car elétrico que desafiará Nissan Sakura

    Uma aposta arriscada contra os gigantes japoneses

    A Chery, fabricante chinesa que já conquistou espaço em diversos mercados emergentes, agora mira o Japão — um dos mercados automotivos mais exigentes e dominados por marcas locais como Suzuki, Daihatsu e Nissan. Para isso, a empresa estruturou uma joint venture chamada Electric Mobility Technology (EMT), sediada em Singapura, com participação de 27,27% da Chery. O objetivo é claro: desenvolver veículos elétricos compactos, os chamados kei cars, e competir de igual para igual com os modelos já estabelecidos no país.

    Emta #01: O primeiro golpe em 2027

    O estréia da nova marca Emta no mercado japonês está agendada para 2027 com o lançamento do kei car elétrico Emta #01. O modelo promete não apenas inovar em design e eficiência, mas também incorporar tecnologias que estão se tornando padrão no segmento, como conectividade avançada, sistema ADAS Nível 2 (auxílio à condução semi-autônomo) e carregamento bidirecional — funcionalidade que permite usar a bateria do carro para alimentar outros dispositivos ou até mesmo a rede elétrica residencial. Além disso, o veículo será desenvolvido em parceria com a Gotion (em baterias), Jiangsu Yueda (logística) e a rede varejista Autobacs Seven (distribuição e pós-venda).

    Estratégia de expansão agressiva para até 2029

    A ambição da Emta não para no primeiro modelo. O plano anunciado prevê o lançamento de mais três veículos elétricos até 2029, incluindo possíveis expansões para outros segmentos além dos kei cars. Há ainda a possibilidade de instalação de uma fábrica local no Japão, o que reduziria custos logísticos e aumentaria a aceitação do público, já que muitos consumidores japoneses preferem marcas nacionais ou fabricantes com presença local.

    Por que o Japão é um mercado tão desafiador?

    O Japão é conhecido por suas rigorosas normas técnicas, preferência por veículos compactos e forte cultura de fidelidade às marcas locais. Modelos como o Nissan Sakura e o Suzuki Wagon R dominam o segmento de kei cars elétricos, com vendas combinadas que superam 100 mil unidades anuais. Além disso, a infraestrutura de carregamento, embora avançada, ainda é voltada majoritariamente para veículos domésticos. Nesse contexto, a Emta precisará não só de um produto competitivo, mas também de uma estratégia de marketing e pós-venda que consiga romper a barreira cultural e conquistar a confiança dos consumidores japoneses.

  • Stellantis aposta em nova joint venture com chineses: como a Voyah pode redefinir o mercado de EVs na Europa

    Stellantis aposta em nova joint venture com chineses: como a Voyah pode redefinir o mercado de EVs na Europa

    A Stellantis segue apostando em alianças internacionais para fortalecer sua posição no segmento de veículos elétricos. No dia 28 de maio de 2026, a gigante automotiva anunciou a criação de uma nova joint venture com a Dongfeng Motor Corporation, uma das maiores fabricantes estatais chinesas, com o objetivo de produzir e comercializar modelos da marca Voyah na Europa.

    Uma fábrica com história abraça a revolução dos EVs

    A montagem dos veículos ocorrerá na unidade de Rennes, na França — local que já foi berço de modelos icônicos da Citroën, como o AMI 6 (1961). A escolha da fábrica, que pertenceu à marca francesa antes de ser adquirida pela Stellantis, não é mera coincidência: trata-se de um movimento para alavancar a produção de veículos elétricos com custos otimizados e aproveitando a infraestrutura existente.

    Da China ao Brasil: a Dongfeng ganha tração global

    Nos últimos meses, a Dongfeng tem se tornado protagonista no setor automotivo global. Em março de 2026, a empresa confirmou planos de desembarcar no Brasil até o final do ano, com modelos convencionais e eletrificados. Além disso, já há acordos para produzir veículos da Peugeot e Jeep em parceria com a Stellantis em Wuhan, visando exportações. Agora, com a Voyah, a estratégia se expande para a Europa, onde a demanda por EVs cresce mesmo com a concorrência acirrada.

    O que esperar da Voyah no mercado europeu?

    A marca Voyah, uma divisão premium da Dongfeng, é conhecida por seus designs arrojados e tecnologias avançadas em eletrificação. Com a nova joint venture, a Stellantis busca não apenas ampliar sua gama de EVs, mas também se beneficiar do know-how chinês em baterias e sistemas de carregamento rápido — um diferencial competitivo frente a rivais como a Tesla e a BYD. Para os consumidores europeus, isso pode significar mais opções de veículos elétricos a preços mais acessíveis, impulsionados pela produção local.

  • Rezvani Fortress: Ford F-150 Raptor se transforma em tanque blindado de 862 cv nos EUA

    Rezvani Fortress: Ford F-150 Raptor se transforma em tanque blindado de 862 cv nos EUA

    A Rezvani Motors, conhecida por transformar picapes em veículos de alta performance, acaba de apresentar nos Estados Unidos uma versão ainda mais radical da Ford F-150 Raptor: a Fortress. Lançada em 30 de maio de 2026, a picape ganha linhas agressivas inspiradas em veículos de combate, além de um pacote de blindagem e recursos táticos que a tornam um dos utilitários mais protegidos do mercado.

    De picape a tanque blindado: o que muda na Fortress

    A transformação começa pela estética. A Rezvani substituiu os painéis originais da Raptor por uma carroceria angular e reta, com design que remete a veículos militares de ficção científica. Mas o verdadeiro diferencial está sob o capô e na estrutura. O modelo oferece duas opções de motorização, ambas com calibrações exclusivas da preparadora californiana.

    A versão de entrada mantém o V6 3.5 biturbo da Ford, mas com potência elevada para 456 cv. Já a configuração topo de linha adota o V8 5.2 supercharged da Raptor R, ajustado para atingir impressionantes 862 cv — superando até mesmo a versão mais potente da picape original. Segundo a Rezvani, essa motorização já é a mais potente já oferecida em uma picape de produção limitada.

    Blindagem, segurança e recursos táticos

    A Fortress não é apenas uma picape com visual agressivo. Ela chega ao mercado com um kit de proteção balística de nível militar, incluindo vidros à prova de balas, painéis blindados e até mesmo um sistema de cortina de fumaça para situações de emergência. Outros opcionais incluem um dispositivo de choque elétrico e um spray de pimenta integrado, reforçando seu apelo para clientes que buscam segurança extrema.

    A produção é limitada a apenas 100 unidades globais, o que deve manter o preço em patamares elevados — típico de veículos desse segmento. A Rezvani ainda não divulgou valores exatos, mas especialistas estimam que o pacote completo possa ultrapassar facilmente a casa dos US$ 300 mil, dependendo das configurações escolhidas.

    Quem são os compradores desse tipo de veículo?

    Embora a Fortress seja apresentada como uma picape para uso ostensivo, seu público-alvo provavelmente não são apenas colecionadores ou entusiastas de veículos blindados. Empresas de segurança privada, executivos de alto escalão e até mesmo governos podem ser potenciais interessados. A combinação de potência, proteção e luxo torna o modelo atraente para quem busca um veículo que una desempenho esportivo com segurança máxima.

    A Rezvani já tem experiência nesse nicho. A fabricante californiana é conhecida por transformar veículos como o Jeep Wrangler e a Tesla Model S em versões blindadas e personalizadas. Com a Fortress, a empresa eleva o padrão, oferecendo uma picape que não apenas impressiona pela performance, mas também pela capacidade de enfrentar situações de alto risco.

  • Simaria emociona Simone Mendes em aniversário: ‘Ninguém quebra nosso amor’

    Simaria emociona Simone Mendes em aniversário: ‘Ninguém quebra nosso amor’

    O clima de emoção tomou conta do aniversário de Simone Mendes na última segunda-feira (25), quando a irmã Simaria, ex-parceira da dupla Simone & Simaria, surpreendeu a todos com uma declaração de amor que deixou a aniversariante em prantos.

    Um laço que supera qualquer distância

    Em meio a celebrações repletas de afeto, Simaria aproveitou o momento para reafirmar o que todos já sabem: o amor entre as irmãs é mais forte do que qualquer separação. Sua fala, carregada de emoção, destacou que, mesmo após o fim da carreira em dupla em agosto de 2022, o vínculo familiar permanece intacto.

    “Ninguém quebra nosso amor”, disse Simaria

    Com voz embargada, Simaria declarou: “Você é a pessoa mais importante da minha vida, sempre esteve ao meu lado nos momentos difíceis”. Ela ainda garantiu que a relação entre as duas é “um amor que ninguém quebra”, um recado claro aos fãs que acompanham a trajetória do duo desde os tempos de sucesso sertanejo. A cena, compartilhada em redes sociais, rapidamente viralizou, reforçando a imagem de união familiar mesmo diante das mudanças profissionais.

    Família acima de tudo

    Desde a separação, Simone Mendes seguiu carreira solo, enquanto Simaria se afastou dos palcos para se dedicar a outros projetos pessoais. No entanto, a comemoração de aniversário serviu como um lembrete de que, para as irmãs, a família vem antes de qualquer carreira. A celebração, que contou com a presença de amigos e familiares, reforçou não apenas a data especial, mas também a força de um vínculo que transborda os holofotes da música.

  • Muyuan Foods avança no Brasil: gigante chinesa de suínos mira Mato Grosso e Goiás para reestruturar cadeia de proteína animal

    Muyuan Foods avança no Brasil: gigante chinesa de suínos mira Mato Grosso e Goiás para reestruturar cadeia de proteína animal

    A chinesa Muyuan Foods, detentora do título de maior granja de suínos do mundo, acelera os planos de entrada no Brasil e já dialoga com os governos de Mato Grosso e Goiás para viabilizar sua operação no país, segundo informações exclusivas do Compre Rural apuradas na última sexta-feira, 29 de maio de 2026.

    A estratégia da gigante asiática ocorre em um contexto de pressão chinesa por segurança alimentar, com a busca por diversificar fornecedores globais e reduzir vulnerabilidades sanitárias e geopolíticas em sua cadeia de proteína animal. A empresa já realizou missões técnicas no Brasil para avaliar não apenas o mercado suinícola nacional, mas também a infraestrutura logística, a disponibilidade de grãos — insumo crítico para a suinocultura — e o desempenho produtivo das granjas brasileiras.

    Diálogo com estados-chave: Por que Mato Grosso e Goiás?

    Os estados do Centro-Oeste brasileiro emergem como alvos prioritários da Muyuan Foods devido à combinação de fatores estratégicos: disponibilidade de terras férteis, logística favorável para escoamento da produção e proximidade com a produção de grãos, especialmente soja e milho, essenciais para a alimentação dos animais. Além disso, ambos os estados já possuem cadeias suinícolas consolidadas, o que facilitaria a integração da empresa aos processos produtivos locais.

    Impacto na cadeia nacional: O que muda com a chegada da gigante chinesa?

    A eventual instalação da Muyuan Foods no Brasil não se restringiria a um mero investimento estrangeiro no setor. Especialistas do segmento projetam um efeito dominó na cadeia produtiva, com potenciais reflexos em:

    • Preços e competitividade: A entrada de um player global com escala massiva poderia pressionar os custos de produção e redefinir preços no mercado interno.
    • Tecnologia e biossegurança: A adoção de padrões internacionais de biossegurança e inovação tecnológica poderia elevar o patamar sanitário do setor brasileiro, mas também impor desafios aos pequenos e médios produtores.
    • Exportações e relações comerciais: A China, maior consumidora global de carne suína, poderia priorizar fornecedores brasileiros como alternativa em um cenário de tensões comerciais com outros blocos econômicos.

    Riscos e desafios: O que a Muyuan Foods precisa superar?

    Apesar do otimismo, a empresa enfrenta obstáculos significativos, como a resistência de produtores locais à concorrência de uma gigante estrangeira, a necessidade de adaptação às normas sanitárias brasileiras — mais rígidas que as chinesas — e a instabilidade logística em algumas regiões do país. Além disso, há incertezas sobre o ritmo de aprovação de projetos ambientais e a viabilidade de parcerias com cooperativas locais para garantir o fornecimento de grãos.

  • China bloqueia mais uma unidade da JBS: progesterona em cargas eleva para cinco os frigoríficos brasileiros suspensos

    China bloqueia mais uma unidade da JBS: progesterona em cargas eleva para cinco os frigoríficos brasileiros suspensos

    A China ampliou o bloqueio às exportações de carne bovina brasileira e, na última sexta-feira (29/05/2026), suspendeu temporariamente as importações de uma unidade da JBS localizada em Vilhena (RO). A decisão, comunicada pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), foi motivada pela detecção de resíduos de progesterona em cargas embarcadas para o mercado chinês — substância cuja presença em alimentos pode configurar não conformidade sanitária.

    JBS é alvo recorrente dos embargos chineses

    Esta é a segunda vez em 2026 que a JBS tem uma de suas plantas suspensa pela China. Além da unidade de Vilhena, outra unidade da empresa já havia sido bloqueada anteriormente no ano. Com a nova medida, o total de frigoríficos brasileiros com exportações paralisadas para o país asiático sobe para cinco, segundo dados oficiais da GACC.

    Indústria frigorífica enfrenta múltiplos desafios

    O embargo ocorre em um momento delicado para o setor, que já convive com limitações nas cotas de exportação impostas pela China, além de custos operacionais elevados e margens de lucro pressionadas pela desvalorização do real frente ao dólar. Analistas do mercado projetam que a medida pode agravar a competição entre frigoríficos brasileiros por mercados alternativos, como Oriente Médio e União Europeia, enquanto tentam regularizar os embarques para a China.

    Repercussões e próximos passos

    A JBS ainda não se manifestou oficialmente sobre o bloqueio, mas a empresa já havia recorrido a medidas corretivas em episódios semelhantes no passado. Enquanto isso, o Ministério da Agricultura do Brasil informou que está em contato com as autoridades chinesas para apurar as causas do problema e buscar a normalização das exportações o mais breve possível. A expectativa é que a suspensão seja revista após a apresentação de garantias sanitárias pela empresa.

  • Brasil mira mercado colombiano: exportações de frutas frescas ganham força com nova estratégia comercial

    Brasil mira mercado colombiano: exportações de frutas frescas ganham força com nova estratégia comercial

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Embaixada do Brasil em Bogotá, impulsionou nesta semana uma agenda estratégica para ampliar as exportações de frutas frescas brasileiras no mercado colombiano. A iniciativa, articulada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), contou com o apoio do adido agrícola Clóvis Serafini e reuniu representantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut).

    Oportunidade no mercado colombiano: diversificação de fornecedores

    A Colômbia, atualmente, importa a maior parte de suas frutas frescas do Chile e do Peru. No entanto, o interesse local em diversificar fornecedores abre uma brecha significativa para o Brasil, cujo setor frutícola já é reconhecido pela qualidade de seus produtos. Durante a missão, foram discutidas medidas para facilitar o acesso das frutas brasileiras ao mercado colombiano, incluindo alinhamento de padrões sanitários e logística.

    Estratégia brasileira: qualidade e competitividade

    O Brasil, um dos maiores produtores de frutas do mundo, busca consolidar sua presença na Colômbia como alternativa aos tradicionais fornecedores sul-americanos. A missão da Abrafrutas, realizada no final de maio de 2026, reforça o compromisso do setor em expandir mercados e agregar valor às exportações brasileiras. A iniciativa também alinha-se às políticas de promoção comercial do governo federal, que priorizam a diversificação de parceiros comerciais.

  • Marcos Tang é reconduzido à presidência da Gadolando para 2026-2028 com foco no fortalecimento do setor leiteiro gaúcho

    Marcos Tang é reconduzido à presidência da Gadolando para 2026-2028 com foco no fortalecimento do setor leiteiro gaúcho

    A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) deu um passo estratégico para o setor leiteiro do estado ao reconduzir Marcos Tang à presidência para o biênio 2026-2028, em decisão tomada durante a Assembleia Geral realizada nesta sexta-feira (29), na sede da entidade, em Porto Alegre.

    Compromisso com o campo e ampliação da representatividade

    Ao assumir o novo mandato, Tang destacou a necessidade de intensificar as visitas aos produtores nas propriedades rurais, um movimento que visa não apenas manter o quadro atual de associados, mas também atrair novos membros. “A Gadolando precisa ser reconhecida como uma entidade próxima ao produtor, que entende suas demandas e trabalha para fortalecer a cadeia do gado holandês”, afirmou.

    Resultados e projeções para o setor

    Durante o evento, o vice-presidente Financeiro da Gadolando, Nacir Penz, apresentou os balanços dos últimos cinco anos da associação, que foram aprovados pelo Conselho Fiscal. Os números refletem não apenas a estabilidade financeira, mas também a importância da entidade como elo entre produtores e mercado. Tang reforçou ainda a missão de expandir a captação de novos sócios, alinhando-se à valorização histórica da Gadolando e ao fortalecimento da pecuária leiteira no estado.

  • Cracóvia: o embutido nobre que virou febre na suinocultura brasileira e desafia o reinado do bacon

    Cracóvia: o embutido nobre que virou febre na suinocultura brasileira e desafia o reinado do bacon

    A Cracóvia, iguaria tradicional de origem ucraniana produzida no Paraná, deixou de ser um produto regional para se tornar a nova vedete do mercado de carnes suínas brasileiras. Com um processo de fabricação que une tradição europeia e inovação, o embutido tem ganhado espaço entre consumidores exigentes e agroindústrias de todo o país, impulsionando o faturamento do setor com seu alto valor agregado.

    Da imigração europeia à revolução no agronegócio

    Criada na década de 1960 por famílias de descendentes de ucranianos em Prudentópolis (PR), a Cracóvia carregava inicialmente um forte valor cultural e local. No entanto, nos últimos anos, o produto transcendeu sua origem humilde para se consolidar como uma alternativa sofisticada aos embutidos convencionais, como o bacon, graças a características que atendem às novas demandas do mercado: baixo teor de gordura, sabor marcante e processos rigorosos de cura e defumação.

    Um mercado em transformação

    O Brasil, tradicionalmente conhecido pela produção de carnes suínas em larga escala, tem visto um crescimento significativo na comercialização de produtos de valor agregado. A Cracóvia se destaca nesse cenário por sua produção artesanal e pela utilização de cortes nobres do porco, que garantem qualidade superior e preços competitivos no segmento premium. Segundo dados do setor, o faturamento com a iguaria cresceu mais de 30% nos últimos dois anos, refletindo a mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros.

    Sabor e saúde: os diferenciais que conquistaram o consumidor

    Diferentemente dos embutidos tradicionais, que muitas vezes são associados a altos teores de gordura e conservantes, a Cracóvia se posiciona como uma opção mais saudável, sem abrir mão do sabor. Seu processo de defumação lenta e o uso de especiarias selecionadas resultam em um produto com aroma e textura únicos, capaz de atrair desde os amantes da culinária gourmet até aqueles que buscam uma alimentação mais equilibrada.

    Perspectivas para o futuro da suinocultura brasileira

    Com a crescente demanda por produtos artesanais e de alta qualidade, a Cracóvia surge como um modelo a ser seguido por outras regiões produtoras de embutidos no país. O sucesso do produto pode incentivar novas iniciativas no setor, fortalecendo a imagem do Brasil como um fornecedor de carnes premium no mercado internacional. Além disso, a valorização de produtos como a Cracóvia contribui para a diversificação da matriz produtiva da suinocultura, reduzindo a dependência de commodities e abrindo espaço para inovações tecnológicas e culturais no campo.

  • Análise de solo já é obrigatória para agricultores aderirem ao ZarcNM e garantir subvenção do seguro rural na próxima safra

    Análise de solo já é obrigatória para agricultores aderirem ao ZarcNM e garantir subvenção do seguro rural na próxima safra

    A partir de agora, os sojicultores que almejam garantir a subvenção diferenciada do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) por meio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) precisam agir com urgência. O projeto piloto do ZarcNM, que na próxima safra será expandido para uma segunda fase nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, exige um passo inicial obrigatório: a análise de solo em laboratórios credenciados pela plataforma SiNM, desenvolvida pela Embrapa.

    O que o ZarcNM exige na análise de solo?

    O programa prioriza dados críticos para determinar o nível de manejo do produtor. Entre os parâmetros avaliados estão:

    • Saturação por bases: indicador da fertilidade do solo;
    • Teor de cálcio: essencial para o desenvolvimento das plantas;
    • Saturação por alumínio: alto teor pode limitar a produtividade.

    Como funciona o processo de adesão?

    Após obter os resultados da análise, o agricultor deve procurar um operador de contrato de seguro rural — que pode ser uma cooperativa, banco, corretora ou outra instituição credenciada. É responsabilidade desse operador inserir no SiNM as informações do produtor e do talhão a ser segurado. Sem essa etapa, não há acesso à subvenção diferenciada do PSR.

    Consequências para o mercado de biocombustíveis

    Enquanto o ZarcNM avança nos estados sulistas, outro movimento ganha força no país: o etanol de milho, que tem reconfigurado o setor de biocombustíveis. A expansão dessa matriz, impulsionada pela demanda por alternativas ao etanol de cana-de-açúcar, já altera a dinâmica de preços e oferta no mercado. Para os sojicultores, a combinação entre a adoção do ZarcNM e a diversificação energética pode representar não apenas redução de riscos climáticos, mas também novas oportunidades de negócio.

    A data-limite para iniciar os preparativos é impreterível: a próxima safra está a poucos meses, e a análise de solo deve ser feita com antecedência para garantir a adesão ao programa.