China bloqueia mais uma unidade da JBS: progesterona em cargas eleva para cinco os frigoríficos brasileiros suspensos

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A China ampliou o bloqueio às exportações de carne bovina brasileira e, na última sexta-feira (29/05/2026), suspendeu temporariamente as importações de uma unidade da JBS localizada em Vilhena (RO). A decisão, comunicada pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), foi motivada pela detecção de resíduos de progesterona em cargas embarcadas para o mercado chinês — substância cuja presença em alimentos pode configurar não conformidade sanitária.

JBS é alvo recorrente dos embargos chineses

Esta é a segunda vez em 2026 que a JBS tem uma de suas plantas suspensa pela China. Além da unidade de Vilhena, outra unidade da empresa já havia sido bloqueada anteriormente no ano. Com a nova medida, o total de frigoríficos brasileiros com exportações paralisadas para o país asiático sobe para cinco, segundo dados oficiais da GACC.

Indústria frigorífica enfrenta múltiplos desafios

O embargo ocorre em um momento delicado para o setor, que já convive com limitações nas cotas de exportação impostas pela China, além de custos operacionais elevados e margens de lucro pressionadas pela desvalorização do real frente ao dólar. Analistas do mercado projetam que a medida pode agravar a competição entre frigoríficos brasileiros por mercados alternativos, como Oriente Médio e União Europeia, enquanto tentam regularizar os embarques para a China.

Repercussões e próximos passos

A JBS ainda não se manifestou oficialmente sobre o bloqueio, mas a empresa já havia recorrido a medidas corretivas em episódios semelhantes no passado. Enquanto isso, o Ministério da Agricultura do Brasil informou que está em contato com as autoridades chinesas para apurar as causas do problema e buscar a normalização das exportações o mais breve possível. A expectativa é que a suspensão seja revista após a apresentação de garantias sanitárias pela empresa.

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