Autor: Roberto Neves

  • App Store explode com 560 mil lançamentos em 6 meses — mas downloads não acompanham o ritmo

    App Store explode com 560 mil lançamentos em 6 meses — mas downloads não acompanham o ritmo

    A App Store da Apple atingiu um marco histórico no primeiro semestre de 2026: foram lançados aproximadamente 560 mil aplicativos, segundo dados da Sensor Tower, consultada pelo The New York Times. O ritmo é praticamente o dobro do registrado em todo o ano de 2025, quando 600 mil apps foram disponibilizados na plataforma. A explosão de lançamentos coincide com a ascensão do *vibe coding*, prática que utiliza inteligência artificial para gerar códigos automaticamente, dispensando a escrita manual por desenvolvedores.

    O paradoxo do crescimento: mais apps, menos downloads

    Apesar do recorde de lançamentos, o número de downloads não acompanhou a tendência. No primeiro semestre de 2026, foram registrados 17,6 bilhões de downloads — um crescimento modesto de apenas 2% em relação ao mesmo período de 2025. A disparidade sugere que a maioria desses novos aplicativos está sendo ignorada pelos usuários, possivelmente por falta de relevância, qualidade ou estratégias de marketing eficazes.

    *Vibe coding*: a revolução (ou distração) que alimenta a App Store

    O *vibe coding* se popularizou como uma forma rápida de desenvolver aplicativos, aproveitando ferramentas de IA para gerar código a partir de prompts em linguagem natural. Especialistas como Markus Spiske, cujas fotos ilustram o fenômeno, destacam que essa abordagem permite que até mesmo não-programadores criem soluções básicas, mas também gera uma enxurrada de apps de baixa qualidade ou duplicados. Em abril de 2026, a Appfigures já havia alertado para um crescimento de 80% nos lançamentos da App Store no primeiro trimestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior.

    Ecos do fenômeno além da Apple

    Embora os dados se concentrem na App Store, o fenômeno do *vibe coding* não é exclusivo da Apple. A Google Play Store também tem registrado um aumento expressivo no número de lançamentos, embora ainda não haja números consolidados para o primeiro semestre de 2026. O que chama atenção é a semelhança nos padrões: mais apps, mas com dificuldade para se destacar nos rankings de downloads. Especialistas em mobilidade digital, como a Sensor Tower, ponderam que a saturação do mercado pode levar a uma purga natural de aplicativos nos próximos meses, com plataformas como a Apple e a Google implementando critérios mais rígidos para aprovação ou visibilidade na loja.

    O que vem pela frente: qualidade ou colapso?

    A avalanche de lançamentos coloca em xeque o modelo atual das lojas de aplicativos. Enquanto o *vibe coding* democratiza o desenvolvimento, ele também espalha soluções superficiais ou mal testadas. A Apple e a Google precisarão equilibrar inovação com curadoria para evitar que a confiança dos usuários se deteriore. Para desenvolvedores sérios, a oportunidade está em usar ferramentas de IA não como substitutos, mas como aceleradores de prototipação, focando em apps que realmente resolvam problemas ou ofereçam experiências únicas.

  • WhatsApp liberará espaço no celular com limpeza seletiva de mídias: passo a passo para Android e iPhone

    WhatsApp liberará espaço no celular com limpeza seletiva de mídias: passo a passo para Android e iPhone

    Menos arquivos pesados, mais performance no celular

    Em meio à enxurrada de selfies, memes e vídeos que lotam o armazenamento dos smartphones, o WhatsApp acaba de facilitar a vida dos usuários que buscam espaço extra. Desde a última atualização do aplicativo, é possível apagar apenas as mídias (fotos e vídeos) de conversas individuais ou grupos, sem deletar as mensagens de texto — uma solução prática para quem não quer perder históricos, mas precisa aliviar a pressão no armazenamento interno do celular.

    A função, acessível tanto em aparelhos Android quanto iPhone, é ideal para quem recebe dezenas de arquivos diariamente e sofre com a lentidão do sistema operacional. Ao contrário do método tradicional de ‘Limpar conversa’, que apaga tudo, a nova opção permite filtrar apenas os conteúdos multimídia, mantendo a organização e a fluidez do aparelho.

    Como limpar mídias no WhatsApp: tutorial rápido para Android e iPhone

    No Android

    1. Abra o WhatsApp e toque ativamente no chat ou grupo cujas mídias deseja remover (não segure apenas).

    2. Toque nos três pontos verticais no canto superior direito e selecione a opção ‘Limpar conversa’.

    3. Marque a caixa ‘Somente arquivos de mídia’ e escolha entre fotos, vídeos ou ambos.

    4. Confirme em ‘Limpar mídias’ para finalizar. Pronto: o espaço será liberado sem afetar as mensagens de texto.

    No iPhone (iOS)

    1. Acesse o WhatsApp e deslize o dedo para a esquerda sobre o chat ou grupo desejado.

    2. Toque em ‘Mais’ e depois em ‘Limpar conversa’.

    3. Selecione ‘Somente arquivos de mídia’ e escolha os tipos de mídia a excluir.

    4. Confirme a ação para apagar os arquivos e liberar espaço.

    Por que essa função é um divisor de águas?

    O WhatsApp já permitia apagar conversas inteiras, mas a limitação era óbvia: perder mensagens importantes, links ou contatos. Agora, com a opção seletiva, os usuários ganham controle total sobre o armazenamento sem sacrificar dados valiosos. Segundo testes realizados pela equipe do Tecnoblog, a funcionalidade pode liberar dezenas — ou até centenas — de megabytes em aparelhos com acúmulo de mídias ao longo dos anos.

    Além disso, a medida chega em um momento crítico, com smartphones cada vez mais enxutos em armazenamento (especialmente modelos de entrada) e o crescente uso de serviços de nuvem para backup. Para quem ainda depende do espaço interno, essa é uma mão na roda para evitar travamentos e manter o aparelho funcionando como novo.

    Dicas para maximizar o uso da ferramenta

    • Revise grupos de trabalho ou familiares: Esses chats costumam acumular mídias desnecessárias. Uma limpeza periódica pode evitar dores de cabeça.

    • Priorize mídias recentes: Se o objetivo é liberar espaço rápido, concentre-se nos últimos 30 dias de arquivos. O WhatsApp não oferece filtro por data, mas a seleção manual é viável.

    • Combine com o backup na nuvem: Antes de apagar, verifique se as mídias importantes estão salvas no Google Fotos, iCloud ou outro serviço. Assim, você evita perdas acidentais.

  • Morre aos 86 anos Miguel Crispim Ladeira, lendário mecânico que revolucionou o automobilismo brasileiro

    Morre aos 86 anos Miguel Crispim Ladeira, lendário mecânico que revolucionou o automobilismo brasileiro

    O automobilismo brasileiro amanheceu de luto na segunda-feira, 20 de julho de 2026 com a notícia da morte de Miguel Crispim Ladeira, 86 anos, ícone da mecânica automotiva e referência em motores 2-tempos. Conhecido como o ‘mago dos motores DKW’, ele faleceu na tarde de ontem (19/7) em São Paulo, encerrando uma trajetória que redefiniu os padrões de performance no país.

    Trajetória: Do interior de SP ao topo do automobilismo nacional

    Nascido em Campinas (SP) em 1940, Crispim demonstrou desde cedo uma habilidade excepcional para a mecânica. Aos 12 anos, já frequentava o curso de Mecânica de Motores a Explosão na Escola Técnica Getúlio Vargas, em São Paulo, onde absorveu conhecimentos teóricos que aplicaria com maestria futuramente. Sua carreira prática começou em oficinas, mas foi no Exército que suas habilidades foram colocadas à prova: recrutado para manter viaturas como Jeep Willys, caminhões GMC e até tratores de artilharia Minneapolis-Moline, Crispim transformou o caos mecânico em eficiência.

    DKW: A revolução dos 2-tempos e a glória da Vemag

    A grande virada veio quando foi contratado pelo departamento de testes da Vemag, empresa que fabricava os DKW no Brasil na década de 1960. Ao lado de engenheiros como Jorge Lettry, ele extraiu o máximo de potência dos motores 2-cilindros de 1 litro da marca alemã, colocando modelos como o DKW Belcar, Fissore e Candango em pé de igualdade com veículos de alta cilindrada — incluindo até mesmo o poderoso Corvette com seu V8. Sua expertise não apenas nivelou o campo de batalha nas pistas, mas também provou que a engenharia nacional poderia competir com gigantes internacionais.

    Legado: Um gênio que transcendeu as pistas

    Crispim Ladeira não foi apenas um mecânico; foi um visionário que uniu teoria e prática para criar soluções inovadoras. Seu trabalho na Vemag não se limitou à competição: ele ajudou a popularizar os DKW como carros confiáveis e acessíveis, além de influenciar gerações futuras de engenheiros brasileiros. Hoje, seu nome é sinônimo de paixão pelo motor, dedicação à precisão e uma obsessão por superar limites — valores que continuam inspirando até mesmo em uma era de motores elétricos e inteligência artificial.

    Com sua partida, o Brasil perde não apenas um mestre da mecânica, mas um pedaço da história viva do automobilismo nacional. Que sua memória siga como referência para todos que acreditam no poder da engenharia feita com as próprias mãos.

  • Honda abandona SUV elétrico nos EUA e corta projetos com Chevrolet após dois anos de prejuízos

    Honda abandona SUV elétrico nos EUA e corta projetos com Chevrolet após dois anos de prejuízos

    A Honda comunicou, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, que interromperá a produção do Prologue — seu único veículo 100% elétrico disponível nos Estados Unidos — após o término do ano-modelo 2026. A decisão marca o encerramento definitivo de um projeto que, em dois anos de comercialização, não conseguiu se destacar no mercado, registrando vendas 50% inferiores às projeções iniciais.

    Fim de uma parceria e de uma aposta arriscada

    A descontinuação do Prologue não apenas encerra a produção do modelo, mas também põe um ponto final na colaboração entre a Honda e a Chevrolet, fabricante do chassi e parceira na distribuição do veículo. O utilitário elétrico, desenvolvido em conjunto com a GM, não conseguiu se diferenciar em um segmento já dominado por concorrentes consolidados, como o Tesla Model Y e o Ford Mustang Mach-E.

    Demanda em queda e perda de incentivos fiscais

    A virada de estratégia da Honda reflete um cenário mais amplo no mercado norte-americano. Desde o início de 2026, a demanda por veículos elétricos puros desacelerou significativamente, impulsionada pela redução de créditos fiscais federais — que chegavam a até US$ 7.500 por unidade — e pelo aumento da competitividade dos híbridos, preferidos por consumidores que buscam equilíbrio entre eficiência e custo. A empresa registrou prejuízos recorrentes com seus projetos elétricos, levando ao cancelamento de outras iniciativas, incluindo a parceria com a Sony para desenvolvimento de EVs.

    Híbridos e combustão retornam ao centro da estratégia

    Com o recuo no segmento elétrico, a Honda reafirmou seu foco em tecnologias híbridas e veículos a combustão, especialmente em mercados como o Brasil e os EUA, onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada. A fabricante deve acelerar o lançamento de novos modelos híbridos nos próximos anos, enquanto reavalia sua participação no segmento de EVs de longo alcance nos EUA.

  • Justiça dos EUA freia fusão entre Paramount e Warner: suspensão de 14 dias e audiência em agosto

    Justiça dos EUA freia fusão entre Paramount e Warner: suspensão de 14 dias e audiência em agosto

    A Justiça norte-americana interrompeu, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, os planos de fusão entre a Paramount Global e a Warner Bros. Discovery, após decisão da juíza distrital Araceli Martínez-Olguín. A suspensão, válida por 14 dias, foi expedida em resposta a uma ação movida por procuradores-gerais de 12 estados, liderados pela Califórnia, que alegam que o negócio violaria leis antitruste e concentraria excessivamente o poder no setor de entretenimento.

    Audiência de 3 de agosto pode definir rumo da fusão

    A magistrada marcou para 3 de agosto de 2026 uma audiência para avaliar a concessão de uma liminar mais abrangente, que poderia estender ou até mesmo bloquear permanentemente a transação. A decisão emergencial reflete a preocupação com a projeção de participação de mercado da nova entidade, que combinaria ativos como estúdios de cinema, canais de TV e plataformas de streaming sob um único guarda-chuva.

    Estados alegam prejuízo à concorrência

    Os procuradores-gerais argumentam que a fusão poderia reduzir a diversidade de conteúdo disponível e elevar os preços para consumidores e anunciantes, em um mercado já dominado por poucos conglomerados. Segundo a Reuters, a juíza considerou que os riscos antitruste justificam a intervenção preventiva, mesmo sem uma análise completa dos impactos. A Paramount e a Warner Bros. Discovery ainda não se manifestaram formalmente sobre a decisão.

  • Fiat renova estratégia de naming com Argo X: por que a marca abandona identidade global em favor do mercado brasileiro?

    Fiat renova estratégia de naming com Argo X: por que a marca abandona identidade global em favor do mercado brasileiro?

    A Fiat revelou oficialmente o motivo pelo qual o novo SUV compacto, desenvolvido sobre a plataforma do Grande Panda europeu, será lançado no Brasil como Argo X. A escolha não é apenas uma questão de nomenclatura, mas uma estratégia comercial para capitalizar o reconhecimento local de um dos modelos mais bem-sucedidos da marca.

    Do Grande Panda ao Argo X: a virada estratégica da Fiat

    Segundo a Stellantis, a decisão de descartar a identidade global em favor do nome Argo X reflete pesquisas de mercado realizadas com consumidores brasileiros. O Grande Panda, embora consolidado na Europa, não possui o mesmo apelo no Brasil, onde o hatch Argo — atual carro de passeio mais vendido da Fiat — domina as vendas e a preferência dos clientes.

    Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, destacou que a estratégia busca evitar o histórico negativo da marca, que ganhou o apelido de “matadora de veículos” por descontinuar modelos rapidamente — como o Marea e o Brava — o que prejudicava a manutenção de seus valores de revenda. “A escolha do nome Argo X é uma forma de proteger os clientes atuais e garantir uma transição suave, sem rupturas bruscas”, afirmou o executivo.

    Transição gradual: o modelo conviverá com o hatch atual

    A Fiat repetirá uma fórmula já aplicada em outros momentos: o novo Argo X conviverá nas concessionárias com o modelo atual, permitindo que os consumidores façam a migração de forma natural. Essa abordagem não apenas preserva a base de clientes, mas também consolida o Argo como uma família de produtos, reforçando sua identidade no mercado brasileiro.

    A Stellantis não divulgou detalhes técnicos ou preços do novo SUV, mas a estratégia de naming já sinaliza um movimento ousado: priorizar o mercado local em detrimento de uma identidade global, mesmo que isso signifique abrir mão de uma nomenclatura já estabelecida no exterior.

  • Galaxy Watch Ultra 2: Samsung apresenta relógio com bateria 800 mAh e tela de 5.000 nits no Unpacked

    Galaxy Watch Ultra 2: Samsung apresenta relógio com bateria 800 mAh e tela de 5.000 nits no Unpacked

    Tela mais brilhante do mercado e chassi otimizado

    O Galaxy Watch Ultra 2 chega com uma tela que promete atingir até 5.000 nits de brilho, um recorde para smartwatches. Além disso, o chassi do dispositivo será 12% mais fino em relação ao modelo anterior, combinando design premium com melhor visualização em ambientes externos.

    Bateria ampliada e processamento de ponta

    O relógio contará com uma bateria de 800 mAh, um aumento significativo em relação aos modelos anteriores, aliado ao chip Snapdragon Wear Elite, garantindo maior eficiência energética e desempenho. Esses detalhes foram confirmados pelo leaker Evan Blass, que publicou renderizações e especificações técnicas do dispositivo.

    Evento Unpacked: estreia marcada para 22 de julho

    As informações sobre o Galaxy Watch Ultra 2 devem ser oficialmente apresentadas na quarta-feira (22/07), durante o evento Galaxy Unpacked. A Samsung também deve anunciar outros produtos durante a transmissão, consolidando o relógio como o topo de linha da marca.

  • YouTube: Usuários reclamam de excesso de anúncios, inclusive no Premium Lite

    YouTube: Usuários reclamam de excesso de anúncios, inclusive no Premium Lite

    Três anúncios de uma vez e intervalos menores: a nova realidade no YouTube?

    Desde a última semana, diversos usuários do YouTube relatam um aumento significativo na frequência e quantidade de anúncios exibidos na plataforma, inclusive na modalidade Premium Lite — versão mais econômica do serviço pago. De acordo com reclamações compiladas pelo Android Authority via Reddit, muitos internautas têm enfrentado situações como três anúncios consecutivos no início de vídeos, quando o padrão habitual é de até dois. Além disso, há denúncias de que os intervalos entre os comerciais durante a reprodução de conteúdos também teriam se tornado mais curtos.

    Premium não garante mais experiência livre de anúncios?

    O YouTube Premium continua sendo a única alternativa para escapar dos anúncios na plataforma, mas com um custo: os planos no Brasil começam em R$ 16,90 por mês. No entanto, usuários do Premium Lite — que custa R$ 12,90 — também relatam ter sido afetados pela suposta mudança. Até o momento, a Google, dona do YouTube, não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o assunto, o que deixa dúvidas se trata-se de um ajuste técnico, um teste ou um novo modelo de monetização.

    O que esperar daqui para frente?

    Sem uma resposta da plataforma, a dúvida que fica é se essa é uma estratégia temporária para aumentar a receita em meio a pressões econômicas ou um erro de configuração nos algoritmos de exibição. Enquanto isso, a insatisfação dos usuários cresce, especialmente entre aqueles que já pagam por versões premium. A expectativa é que, se confirmada a mudança, a decisão possa acelerar a migração para serviços concorrentes ou até mesmo impulsionar discussões sobre regulação de plataformas digitais no Brasil e no mundo.

  • Malware ClickLock Stealer sequestra Mac: como uma senha pode expor seus dados bancários

    Malware ClickLock Stealer sequestra Mac: como uma senha pode expor seus dados bancários

    Um novo malware direcionado a usuários de macOS está circulando globalmente, usando uma tática assustadora: travar o sistema até a vítima fornecer sua senha de administrador. Chamado de ClickLock Stealer, a ameaça foi identificada pela empresa de cibersegurança Group-IB em maio e já atingiu máquinas em 33 países.

    Engenharia social em vez de falhas de software

    A infecção não explora vulnerabilidades técnicas do macOS. Em vez disso, o malware depende de um erro humano: a vítima deve copiar e executar um comando malicioso no Terminal do sistema. Ao fazê-lo, o ClickLock Stealer fecha aplicativos incessantemente até que o usuário digite sua senha — momento em que o código malicioso extrai dados sensíveis, como credenciais bancárias e carteiras de criptomoedas.

    Como a Apple tenta conter a ameaça

    Para proteger os usuários, a Apple implementou um alerta de segurança que aparece ao tentar executar comandos copiados da internet. No entanto, especialistas alertam que muitos usuários ainda não reconhecem a gravidade desse tipo de golpe, facilitando a ação dos criminosos. A recomendação é: nunca execute comandos no Terminal sem antes verificar sua origem.

  • Raízen vende usina no Mato Grosso do Sul por R$ 760 milhões em transação estratégica

    Raízen vende usina no Mato Grosso do Sul por R$ 760 milhões em transação estratégica

    Venda estratégica alinha portfólio à rentabilidade

    A Raízen concluiu nesta segunda-feira (20 de julho de 2026) a venda da usina Caarapó, localizada no Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro Vale do Ivinhema, em uma transação avaliada em R$ 760 milhões. O valor será integralmente pago à vista no fechamento do negócio, que inclui não apenas a planta industrial, mas também a cessão de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar — própria e de fornecedores — processadas na safra 2025/26.

    Estrutura da operação e perspectivas de mercado

    A operação, ainda sujeita à aprovação do Cade e outras condições contratuais, reflete a estratégia da Raízen de simplificar operações e capturar eficiências para melhorar a rentabilidade de seu portfólio agroindustrial. A decisão ocorre em um contexto de pressões comerciais globais, como o recente aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que exige do Brasil não disputas políticas, mas diplomacia comercial para proteger setores-chave como o sucroenergético.

    Impacto no setor sucroenergético

    A transação sinaliza uma reorganização no setor, com a Adecoagro consolidando presença no Mato Grosso do Sul — um dos principais polos de produção de cana-de-açúcar do país. Para a Raízen, a venda representa um passo na readequação de seus ativos, priorizando áreas com maior potencial de retorno. Enquanto isso, o mercado aguarda os desdobramentos regulatórios e a definição de novas parcerias comerciais frente ao cenário de incertezas tarifárias internacionais.