Autor: Roberto Neves

  • EUA avaliam restrições a modelos chineses de IA: segurança ou proteção ao mercado?

    EUA avaliam restrições a modelos chineses de IA: segurança ou proteção ao mercado?

    O lançamento de ferramentas de IA mais avançadas no exterior está reacendendo debates em Washington sobre a dependência tecnológica dos Estados Unidos. Na última sexta-feira, 18 de julho de 2026, fontes do Axios indicaram que a administração federal estuda formas de restringir o uso de modelos chineses, como o Kimi K3 — da startup Moonshot AI —, que superou concorrentes como Anthropic e OpenAI em testes de processamento.

    Por trás da ofensiva: segurança ou proteção ao mercado?

    As discussões ganharam força após o presidente Joe Biden vetar, em 2025, uma proposta mais radical de proibição total. Agora, a estratégia parece focar em argumentos de segurança nacional, sugerindo que modelos chineses poderiam representar riscos de espionagem ou transferência de dados sensíveis a governos estrangeiros. Paralelamente, há pressões para que empresas americanas evitem adotar essas tecnologias em licitações públicas, com a inclusão de fornecedores chineses em uma Lista de Entidades Restritas.

    Kimi K3: o estopim da crise

    O modelo Kimi K3 se destacou por sua capacidade de processar comandos longos e executar tarefas complexas com eficiência superior a muitos concorrentes ocidentais. Seu lançamento, em julho de 2026, expôs uma vulnerabilidade: os EUA não têm hoje uma alternativa nacional tão sofisticada e barata. A combinação de preço atrativo (até 70% mais barato que soluções americanas) e desempenho torna a IA chinesa uma opção tentadora para startups e até grandes corporações, acelerando a crise regulatória.

    Consequências para o mercado de IA

    Se implementadas, as restrições poderiam fragmentar o ecossistema global de IA, obrigando empresas a escolher entre tecnologias de alto custo (EUA/Europa) ou soluções mais acessíveis, mas com restrições de uso. Além disso, a medida poderia reforçar a dependência de fabricantes chineses, já que muitos componentes de hardware (como chips) já são produzidos localmente. Especialistas alertam para o risco de um efeito dominó: outros países poderiam adotar políticas semelhantes, criando um cenário de guerra tecnológica.

    O que vem pela frente?

    Até esta segunda-feira, 20 de julho de 2026, não há previsão de anúncio oficial. No entanto, o tema deve ganhar tração nas próximas semanas, especialmente após o recesso parlamentar em agosto. Enquanto a Casa Branca não define sua postura, o setor privado já se mobiliza: empresas como Microsoft e Google estão revisando contratos para evitar penalidades em futuras regulamentações.

  • BYD Atto 2 dispara no mercado italiano: elétricos dominam enquanto VW e Ford patinam

    BYD Atto 2 dispara no mercado italiano: elétricos dominam enquanto VW e Ford patinam

    A Itália consolidou em junho de 2026 sua trajetória de recuperação no setor automotivo, com um volume de 146.423 veículos novos vendidos — um crescimento de 10,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Unrae, este foi o sétimo mês consecutivo de alta, impulsionado especialmente pelo avanço dos modelos 100% elétricos, que registraram um salto de 87% nos últimos doze meses e já respondem por 10,1% do mercado, contra 6% em 2025.

    Elétricos em alta: BYD Atto 2 brilha enquanto Jeep Avenger perde fôlego

    O grande protagonista do mês foi a BYD, que com 6.057 unidades vendidas garantiu não apenas sua presença no top 10 italiano, como também superou o Jeep Avenger, tradicional líder entre os compactos elétricos. O modelo chinês, que vem ganhando tração na Europa com preços competitivos e autonomia acima da média, cravou a terceira posição no ranking geral de junho, atrás apenas da Fiat e Toyota.

    Fiat domina, VW recua e Ford afunda: o que explica a queda das alemãs

    A Fiat manteve sua hegemonia no mercado italiano, com 14.016 unidades vendidas e um crescimento de mais de 27% em relação a junho de 2025. A marca italiana, que já vinha liderando o segmento de compactos e hatchbacks, reforçou sua posição com modelos como o Panda e Tipo. Já a Volkswagen, que ocupava a vice-liderança em maio, viu sua participação minguar para 9.361 unidades, sendo ultrapassada pela Dacia (9.549), que registrou alta superior a 20% nos últimos doze meses.

    A queda da Ford foi ainda mais acentuada: com apenas 4.343 unidades comercializadas, a marca americana perdeu quase 24% de seus compradores em relação a 2025. A ausência de modelos compactos como o Fiesta e Focus — descontinuados recentemente — pesou demais, deixando a Ford na 16ª posição do ranking. Enquanto isso, a Omoda Jaeco ingressou timidamente no top 20.

    Semestre segue positivo, mas desafios persistem

    No acumulado do primeiro semestre de 2026, o mercado italiano já supera em 9,6% o desempenho do mesmo período de 2025, com 936.783 unidades vendidas. No entanto, a dependência cada vez maior dos elétricos — que já respondem por mais de 10% do mercado — coloca pressão sobre as montadoras tradicionais, obrigadas a acelerar suas transições para a eletrificação. Enquanto a BYD e outras chinesas ganham terreno, marcas como VW e Ford precisam revisar suas estratégias para não ficarem para trás nesta corrida tecnológica.

  • Amarok 2027: versão básica é flagrada na Argentina com foco em custo e nova plataforma híbrida

    Amarok 2027: versão básica é flagrada na Argentina com foco em custo e nova plataforma híbrida

    A Volkswagen deu mais um passo para desvendar os segredos da nova Amarok, dessa vez com foco na versão de entrada. Na última semana, protótipos da picape foram flagrados na região da Patagônia, na Argentina, em imagens publicadas pelo Autoblog Argentina. Os registros mostram uma configuração mais austera, projetada para atrair clientes que priorizam custo-benefício sem abrir mão da robustez.

    O que muda na versão básica da Amarok 2027?

    A nova Amarok, desenvolvida sobre a plataforma chinesa Maxus Terron 9 com engenharia da Volkswagen, chega ao mercado em 2027 prometendo inovações técnicas e design adaptado ao trabalho pesado. A versão básica, porém, opta por uma estética funcional: sem rack de teto, sem o tradicional ‘santo-antônio’ (proteção dianteira) e com estribos laterais removidos, além de rodas de desenho simplificado e dimensões reduzidas.

    Híbrida para reduzir impostos e agradar ao mercado

    Uma das principais apostas da nova geração é a adoção de sistemas híbridos, como o 48V mild-hybrid e a opção plug-in. Essa estratégia não apenas melhora a eficiência energética como também pode reduzir impostos em mercados como o brasileiro, onde os veículos elétricos ou híbridos são incentivados. A plataforma semi-monobloco, herdada da Maxus, promete manter a dinâmica e o conforto característicos da Amarok, mas com menor custo de produção.

    Design dianteiro brasileiro e foco na América Latina

    O visual dianteiro da nova Amarok será exclusivo, desenvolvido pelo time brasileiro da Volkswagen. A estratégia reforça o compromisso da marca em adaptar a picape às necessidades do mercado latino-americano, onde a robustez e a capacidade de carga ainda são prioritárias. Enquanto as versões topo de linha já haviam sido vistas anteriormente, os protótipos básicos mostram que a Volkswagen está de olho em um público mais amplo, sem perder a identidade off-road.

  • Windows 10 ainda domina 1 em cada 6 PCs, mesmo sem suporte oficial: o que isso significa?

    Windows 10 ainda domina 1 em cada 6 PCs, mesmo sem suporte oficial: o que isso significa?

    Uma base fiel em um cenário dominado pelo Windows 11

    Em julho de 2026, o Windows 11 consolidou sua hegemonia com 78,8% de participação no mercado de sistemas operacionais para PCs, de acordo com dados da Lansweeper. Contudo, o Windows 10 ainda resiste em 16,9% dos computadores ativos, uma fatia que representa aproximadamente um em cada seis dispositivos. Essa permanência não é casual: ela reflete tanto limitações técnicas quanto a relutância de usuários em migrar para a versão mais recente da Microsoft.

    O fim do suporte oficial não encerrou a vida útil do Windows 10

    A Microsoft encerrou oficialmente o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025, após quase uma década de atualizações. No entanto, a empresa ofereceu uma tábua de salvação para os usuários que não podem — ou não querem — abandonar a plataforma: o Programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU). Para consumidores, as atualizações de segurança continuarão disponíveis até outubro de 2027, estendendo-se até 2028 para empresas. Essa iniciativa é uma estratégia para mitigar riscos de segurança em máquinas que não podem ser atualizadas, mas também sinaliza que a Microsoft não descartou completamente a base de usuários do Windows 10.

    Por que o Windows 10 ainda não caiu em desuso?

    Há dois fatores principais que explicam a persistência do Windows 10:

    • Limitações técnicas: Computadores antigos, especialmente aqueles com hardware incompatível com os requisitos do Windows 11 (como processadores sem suporte a TPM 2.0 ou falta de armazenamento mínimo de 64 GB), não têm opção a não ser permanecer na versão anterior.
    • Resistência do usuário: Muitos usuários estão acostumados à interface e ao desempenho do Windows 10, além de relutarem em se adaptar às mudanças impostas pelo Windows 11, como o novo menu Iniciar ou a centralização de configurações.

    O que o futuro reserva para o Windows 10?

    Ainda que o Windows 11 seja a plataforma prioritária para a Microsoft, a existência do ESU e a fatia de mercado do Windows 10 sugerem que o sistema não será eliminado tão cedo. Para empresas, especialmente aquelas com grandes frotas de PCs legados, o ESU até 2028 oferece uma janela para planejar migrações sem pressa. Já os usuários domésticos terão que decidir entre aceitar o risco de usar um sistema sem suporte ou investir em hardware compatível com o Windows 11. Independentemente da escolha, o Windows 10 prova que, em tecnologia, a inércia pode ser tão poderosa quanto a inovação.

  • AliExpress leva multa recorde de 550 milhões de euros na UE por vender produtos ilegais

    AliExpress leva multa recorde de 550 milhões de euros na UE por vender produtos ilegais

    Na última segunda-feira, 20 de julho de 2026, a União Europeia impôs uma multa histórica de 550 milhões de euros ao AliExpress por descumprir as normas da Lei de Serviços Digitais (DSA), que exige das plataformas digitais medidas rigorosas contra a venda de produtos ilegais ou falsificados.

    O que a Comissão Europeia identificou de errado?

    Segundo o órgão regulador, o AliExpress não implementou mecanismos eficazes para fiscalizar anúncios de mercadorias proibidas ou de risco à saúde e segurança dos consumidores europeus. A investigação apontou ainda uma equipe insuficiente para monitorar e remover conteúdos ilícitos, além de lacunas na transparência de suas políticas de moderação.

    Impacto da multa e prazos para adequação

    A penalidade, a maior já aplicada desde a vigência da DSA em 2024, ultrapassa os R$ 3,2 bilhões em conversão. O AliExpress tem até 20 de outubro de 2026 para reestruturar seus processos internos e apresentar provas de conformidade, sob risco de novas sanções. O valor superou a multa de US$ 230 milhões (R$ 1,7 bilhão) aplicada à chinesa Temu em maio de 2025 por infrações similares, conforme reportado pelo The Verge.

    Consequências para o mercado e consumidores

    Especialistas avaliam que a decisão reforça o compromisso da UE em regulamentar plataformas digitais, especialmente aquelas com origem em países asiáticos, onde a venda de produtos não conformes é mais recorrente. Para os consumidores, a multa pode acelerar a remoção de itens perigosos — como eletrônicos sem certificação ou brinquedos com substâncias tóxicas — de grandes marketplaces. Já para o AliExpress, o episódio representa um duro golpe em sua estratégia de expansão no mercado europeu, onde enfrenta crescente concorrência de plataformas locais.

  • WhatsApp perde privacidade: saiba como desbloquear chats ocultos em 3 passos

    WhatsApp perde privacidade: saiba como desbloquear chats ocultos em 3 passos

    O passo a passo para desbloquear chats ocultos no WhatsApp

    Desde a atualização de 2025, o WhatsApp permite que usuários protejam chats sensíveis com uma camada extra de segurança. No entanto, essa privacidade pode ser revertida em segundos. Para desbloquear uma conversa ou grupo oculto, siga estes passos:

    1. Acesse a pasta ‘Conversas trancadas’: Abra o aplicativo, deslize a tela para baixo ou digite o código secreto no campo de pesquisa (se a pasta estiver oculta).
    2. Selecione o chat: Mantenha pressionado o dedo sobre a conversa ou grupo desejado até aparecer a opção ‘Destrancar conversa’.
    3. Autentique e confirme: Use senha, impressão digital ou reconhecimento facial para validar a ação. O chat retornará automaticamente à aba ‘Conversas’ padrão.

    O processo é idêntico para Android e iPhone, mas exige que o dispositivo esteja desbloqueado. Isso significa que qualquer pessoa com acesso físico ao celular poderá visualizar as mensagens após a remoção da proteção.

    Risco de privacidade: o que você perde ao desbloquear

    A funcionalidade de ‘Conversas trancadas’ foi criada justamente para proteger dados sensíveis — como informações financeiras, conversas profissionais ou diálogos pessoais. Ao desbloquear um chat, você remove a única barreira de segurança contra olhares indevidos, inclusive de terceiros que tenham acesso ao seu aparelho.

    Segundo especialistas em segurança digital, essa reversão acidental pode ser perigosa em casos de roubo ou uso compartilhado do dispositivo. Para evitar problemas, o WhatsApp recomenda ativar a autenticação em dois fatores e revisar periodicamente os chats ocultos.

    Alternativas para proteger suas mensagens

    Se a privacidade é uma prioridade, considere estas medidas adicionais:

    • Bloqueio de apps: Restrinja o acesso ao WhatsApp com senhas ou biometria no sistema operacional.
    • Mensagens temporárias: Ative o recurso de autoexclusão para chats críticos.
    • Backup criptografado: Verifique se suas conversas estão protegidas em nuvens com criptografia de ponta a ponta.

    O WhatsApp não alterou sua política de privacidade recentemente, mas a facilidade de desbloqueio reforça a importância de reavaliar suas configurações de segurança regularmente.

  • Jeep derruba preço do Commander em R$ 40 mil: oferta de R$ 188.990 pode virar a mesa no mercado de SUVs

    Jeep derruba preço do Commander em R$ 40 mil: oferta de R$ 188.990 pode virar a mesa no mercado de SUVs

    Promoção histórica: Commander cai para menos de R$ 190 mil

    A partir de hoje (20/07/2026), a Jeep oferece uma das maiores promoções já vistas no mercado brasileiro de SUVs. O Commander Longitude 7L 2026/2027, que tem preço tabelado em R$ 228.790, pode ser adquirido por R$ 188.990 à vista — ou seja, com um desconto de R$ 39.800. A oferta, válida até 4 de agosto ou enquanto houver estoque de 100 unidades na cor Preto Carbon (sem opcionais), posiciona o modelo como uma alternativa competitiva frente a SUVs médios de cinco lugares e outros utilitários de sete assentos.

    Regras e limites: o que está incluso — e o que não está

    A promoção é exclusiva para vendas no varejo e não pode ser acumulada com outras campanhas, como incentivos para PcD ou produtores rurais. Para quem busca financiamento, a Jeep também oferece condições, embora os detalhes não tenham sido divulgados na mesma intensidade. Vale destacar que a redução não contempla opcionais, limitando-se à versão base do modelo.

    Impacto no mercado: uma estratégia para esvaziar estoques?

    O timing da promoção — em plena metade do ano — sugere uma estratégia agressiva para impulsionar as vendas, possivelmente influenciada por pressões do mercado chinês, que tem dominado o segmento com preços agressivos. Com o Commander agora abaixo dos R$ 190 mil, a Jeep pode estar buscando não apenas movimentar estoques, mas também reposicionar o modelo frente a concorrentes como o Toyota Fortuner e o Ford Everest, que ainda mantêm preços mais elevados em suas versões de entrada.

    Para quem a oferta vale a pena?

    Quem busca um SUV 0km de sete lugares com custo-benefício atrativo pode encontrar na promoção uma oportunidade única. No entanto, é importante ponderar que a ausência de opcionais e a cor restrita (Preto Carbon) podem limitar o apelo para quem busca personalização. Além disso, a validade da oferta é curta: até 4 de agosto ou enquanto durarem os estoques, o que exige ação rápida dos interessados.

  • Galaxy Unpacked 2026: Samsung revela novos dobráveis e IA em Londres nesta quarta-feira

    Galaxy Unpacked 2026: Samsung revela novos dobráveis e IA em Londres nesta quarta-feira

    A Samsung promove nesta quarta-feira, 23 de julho de 2026, um de seus eventos mais aguardados do ano: o Galaxy Unpacked, realizado em Londres. O encontro, que tem como foco principal a apresentação de novas tecnologias, deve revelar ao mundo a oitava geração de seus smartphones dobráveis, com destaque para o Galaxy Z Fold 8.

    O que esperar do Galaxy Z Fold 8?

    De acordo com vazamentos e informações prévias, o Galaxy Z Fold 8 deve ser equipado com o chipset Snapdragon 8 Elite de 5ª geração, prometendo desempenho superior e eficiência energética. A bateria, com capacidade de 4.800 mAh, sugere uma autonomia mais robusta em relação aos modelos anteriores. Além disso, espera-se que o dispositivo integre novos recursos de inteligência artificial, alinhados às tendências do mercado.

    Dobráveis, relógios e IA: o pacote completo da Samsung

    O evento não se limitará apenas aos smartphones. A Samsung também deve apresentar novos modelos de relógios inteligentes, expandindo sua linha de wearables, e deve reforçar sua estratégia de IA, integrando soluções mais inteligentes em seus dispositivos. A fabricante vem sinalizando que o foco da conferência será em inovação e conectividade, com ênfase em produtos que atendam às demandas do consumidor moderno.

    Como assistir ao vivo?

    A transmissão do Galaxy Unpacked 2026 começará às 10h (horário de Brasília) e estará disponível gratuitamente nos canais oficiais da Samsung: site oficial e no YouTube. Para os entusiastas de tecnologia, este é um momento crucial para conferir as novidades antes de seu lançamento oficial.

  • Geely inicia produção no Brasil em setembro: conheça os primeiros modelos híbridos e elétricos da marca chinesa

    Geely inicia produção no Brasil em setembro: conheça os primeiros modelos híbridos e elétricos da marca chinesa

    A Geely confirma que sua produção no Brasil terá início ainda em setembro de 2026, marcando o primeiro passo concreto da marca chinesa no mercado nacional. A operação, conduzida pela Renault Geely do Brasil, utilizará as instalações do Complexo Ayrton Senna, no Paraná, para nacionalizar modelos estratégicos da marca.

    Primeiros modelos: híbrido EX5 EM-i e elétrico EX2

    O cronograma da Geely prevê dois lançamentos iniciais: o SUV médio Geely EX5 EM-i, na versão híbrida, será o primeiro a sair das linhas de montagem. Já o hatch elétrico Geely EX2 começará a ser fabricado no último trimestre de 2026, consolidando a aposta da marca em veículos com menor impacto ambiental. Ambos os modelos compartilham a plataforma GEA, que também será empregada em futuros lançamentos da Renault.

    Cronograma acelerado e testes pré-série

    Apressada para cumprir o prazo, a Renault Geely do Brasil já realiza a montagem de unidades pré-série na fábrica paranaense. Esse movimento visa agilizar a homologação de peças e o treinamento das equipes, além de validar processos antes da produção em escala. Segundo informações apuradas pela QUATRO RODAS, o EX5 EM-i já está em fase avançada de testes internos.

    Aliança estratégica com a Renault

    A parceria entre Geely e Renault não se limita à fabricação: a plataforma GEA, desenvolvida pela marca chinesa, será a base para novos modelos de ambas as empresas. Essa sinergia tecnológica pode reduzir custos e ampliar a competitividade no mercado brasileiro, onde a demanda por veículos elétricos e híbridos cresce a cada ano. A escolha do Paraná como polo industrial reforça ainda a integração da Geely ao ecossistema automotivo brasileiro.

  • The Document Foundation acusa Microsoft de ‘aprisionar’ usuários com formatos proprietários

    The Document Foundation acusa Microsoft de ‘aprisionar’ usuários com formatos proprietários

    Formatos fechados vs. padrões abertos: a batalha do LibreOffice contra a Microsoft

    A The Document Foundation (TDF), organização por trás do LibreOffice, voltou a acusar a Microsoft de criar obstáculos para manter usuários presos aos formatos proprietários do Microsoft Office, como DOCX, XLSX e PPTX. Segundo a TDF, a complexidade proposital do padrão OOXML (Office Open XML) — adotado pela Microsoft — dificulta a compatibilidade com soluções de terceiros, como o LibreOffice, reforçando uma dependência tecnológica.

    OOXML: padrão aberto ou estratégia de mercado?

    A TDF alega que, embora o OOXML seja apresentado como um padrão aberto, sua implementação pela Microsoft é tão intrincada que inviabiliza uma interoperabilidade plena. A entidade destaca que, em fevereiro de 2026, já havia feito críticas semelhantes, mas a situação permanece inalterada. A acusação central é que a Microsoft usa essa complexidade para manter seu monopólio no mercado de suítes de escritório.

    ODF emerge como alternativa viável

    Como contraponto, a TDF recomenda a adoção do Open Document Format (ODF), padrão aberto suportado por diversas plataformas, incluindo LibreOffice, OpenOffice e OnlyOffice. A entidade sugere que indivíduos e organizações migrem para o ODF para evitar a dependência de soluções proprietárias e garantir maior liberdade na manipulação de documentos. A data de referência — 20 de julho de 2026 — reforça a urgência dessa discussão em um cenário cada vez mais dominado por ecossistemas fechados.